Quarta-feira, Julho 23, 2008

CARÊNCIAS



Muito livro do Dr Spock, muitas idas à pediatra-psicopata que me odeia, muitas aulinhas de preparação para o parto, mas ninguém me explica o essencial: sou muito má pessoa e pior mãe se o que quero (não, o que quero não), se o que preciso nestes momentos da minha vida é agarrar no meu Mr. Pinheiro, ir para uma ilha no Índico (por isso da distância) e entregar-me em corpo e alma aos prazeres adultos e altamente tóxicos e drogoindependentes que matam milhões de neurónios de uma só tacada e que nos deixam à beira do encefalograma plano durante o resto da semana? Já me podem comer a orelha com essa treta do instinto maternal, pá, que a mim não me enganam: por muitas horas que se passem de perna aberta em trabalho de parto uma gaja nunca deixa de ser essa adorável urbano depressiva com leve tendência a ficar alcoolizada depois de vários e despreocupados gins tónicos à beira do bar da piscina. Sim, amigos, estou com falta de carências. É fodido passar o verão à sombra da abstinência.

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Segunda-feira, Julho 21, 2008

MÚSICAS PARA O RITITI-BOY (VIII)


Gilberto Gil - Drão

Mozart fica para quando o criaturo perceber a diferença entre nós e os animais do mundo. Enquanto o tempo dos crescidos não chega, macacamos os dois ao som do português mais bonito, mais fino, mais tudo o que nos falta deste lado agrio e tristonho do Atlântico. Drão, drão.

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Sábado, Julho 19, 2008

SÓ COISAS GIRAS PARA O RITITI-BOY (II)



Já podem assar lá fora. Graças ao amor da Rititi-Family no reino Rosa-Cueca não passamos dos 25º. Depois da epidural, o ar condicionado é, sem dúvida alguma, o melhor invento da historia da Humanidade. E amém.

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Sexta-feira, Julho 18, 2008

SÓ COISAS GIRAS PARA O RITITI-BOY

O puto não sabe, mas ele sempre quis ter um biberão da Dior. Uma must-prenda via correio certificado da Tia Sofia Vieira. Amei!

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Quinta-feira, Julho 17, 2008

MOMENTO GINA: MARAVILHAS DA MATERNIDADE


(Maitena)

Este blogue está a dar o peito. Ou a mudar a fralda. Ou a ver se o puto dorme. Ou porque chora. Ou a comprar cremes de cinquenta euros da Chanel para dar um bocado de bom aspecto a esta cara de quem dorme de três em três horas. Ou enfiado na pediatra (é normal? é possível? mas como?). Ou a tentar caber num vestido que no ano passado estava largo. Ou a rezar para ainda ter um amigo adulto que me queira contar o que se faz depois das onze horas da noite nos bares, esses lugares onde há fumo, e uisque, e até drogas em certas casas de banho. Ou a flipar com a possibilidade de pendurar toalhas de banho nos mamilos.

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Terça-feira, Julho 08, 2008

MANEL

Dizem–me que lá fora há um mundo que insiste em anunciar-se violento e apressado, que há notícias de resgates na selva e bombas nos mercados orientais, que os mapas climatéricos da TV prometem aumentos da temperaturas no sistema central ibérico, que há quem se reúna no Japão para fazer de conta que resolve os problemas do mundo . Dizem-me que lá fora o preço do petróleo está pelas nuvens e que as leis da UE castigam a luta dos pobres pelo pão e pela vida digna, que há um novo rei em Wimbledon e que as bolsas europeias são incapazes de resistir aos seus próprios erros especulativos. Mas não passam de minúcias, filho, quando comparadas contigo e com a excelência dos teus dedos diminutos, com as delicadas pregas das tuas pernas, com esse princípio de vida que se mexe despreocupado no fundo do berço. O que há lá fora, com os seus barulhos, conquistas e misérias, não nos incumbe, não nos importa, não nos toca; há uma muralha que nos separa dos rumores desse mundo de gente feia e desinteressante. Um paredão de palavras que não se escrevem porque ainda não houve quem inventasse uma combinação de letras para este propósito, quem descobrisse a fórmula da poesia perfeita, da canção preferida. Não há, filho, um verso acabado que resuma todo o amor que me falta por sentir, o fascínio pelas cartilagens imperfeitas e o cansaço das noites intermitentes de leite e beijos amorosos. Entretanto, vou-me consolando com espiar as tuas reviravoltas entre os lençóis bordados, as tuas caretas, as tuas tentativas de sorriso, as gracinhas dos teus olhos por enquanto azulados. Lá fora, que se caia o mundo, que rebentem as rotativas dos jornais, que a vida contamine os quotidianos dos outros. Deste lado da muralha, filho, que reine o silêncio e tudo o que não se pode escrever.

Domingo, Julho 06, 2008

ESTE NÃO É UM BABY-BLOG


(La Noche, de Antonio Lopez, em Boston)

Tinha que dormir de lado ou de boca para cima? E o umbigo, limpava-se com ou sem sabão? E quando cair, tenho que fazer um porta-chaves, mesmo que seja o mais nojento do mundo? E compro ou não o saca-leite? E para quê? E arrotar, há truques para as três da manhã? E o peito, é à vontade do freguês ou tinha que impor horários prussianos desde antes de ontem? E como é que era, santo deus, que tudo parecia tão fácil lá no mestrado e agora não me lembro de nada? Para tão pouco s
ão precisas tantas e tão variadas teorias? Dasse, e eu sem poder fumar um chiribitizinho, com o jeitinho que me fazia.

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Sábado, Julho 05, 2008

ESTE NAO É UM BABY-BLOG


(El Día, de António López, em Boston)

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Quarta-feira, Julho 02, 2008

VIDA DE PRIMÍPARA
(breve memória descritiva, que ainda há muito por sarar)

- O Rititi-Boy é... (aqui preencher com qualificativos que expressem o grau máximo de beleza, perfeição, pureza ou um infinito et ceatera para todos os atributos da graça celestial). Eu, palavra de honra, só posso dizer que estou profundamente apaixonada. E se me permitem a licença de parecer uma cabeleireira piroseca ao mais puro estilo do subúrbio com vistas para uma circular por acabar, então dou-me ao luxo de afirmar que me embargam estes vendavais de emoções que vão do pânico ao fascínio, do orgulho pelo trabalho bem feito à estafadeira emocional, do histerismo à certeza absoluta que melhor não o posso fazer e que por tanto escusam de mandar bitaites.
- Os temas das conversas do jovem casal Pinheiro, até ontem dominadas por um controlo intelectualmente superior das artes e das literaturas modernas, estão quase limitados ao controlo horário da escatologia infantil. Mas temos fé, ainda não perdemos o hábito de comprar o jornal e ver os jogos da bola.
- Escusam de perguntar mais por mail: nunca será de conhecimento público o novo tamanho do meu sutiã. Só uma pista: inabarcável.
- Obrigada a todos aqueles que através de linques, mailes e comentários desejaram felicidades, beijos e amores. A blogosfera continua a ser um lugar onde se encontra muito boa gente (por razões óbvias espero que me desculpem a falta de linques).
- Uma última nota dedicada às defensoras do parto natural, sem químicos e ajuda da medicina moderna: vão mazépaputaquevospariu, sádicas!! Repeat after me: EPIDURAL, EPIDURAL, EPIDURAL!

Sexta-feira, Junho 27, 2008

Este blog foi raptado

E não, não vou dizer que nunca mais será devolvido à autora.
Por uma vez sem exemplo, e com a devida autorização da Rititi, Mr. Pinheiro toma o comando deste desgoverno rosa-cueca.

O nosso Manuel - vosso Rititi-boy - nasceu na manhã de ontem, dia 26, depois de uma sólida disputa com a mãe nessa competição de "tira y afloja" que é a passagem entre ecossistemas.
A gravidade venceu a gravidez.

Sai ao pai? Sai à mãe? Terá os seus dias, porque de momento parece que sai a ele mesmo - ainda que recorde vagamente o ar sério da mãe quando tem razão.
Por aqui deram-lhe música, conselhos, bitaites, e aproveitaram o ensejo para mais uma vez tentar pôr os homens na ordem, mesmo à custa de deixar no ar a que categoria pertence o Elvis.
Eu não vou por menos. Ofereço-te um vintage do génio da lâmpada (aprende inglês e entenderás a profundidade de "never could stand that dog") e um desejo: oxalá possas viver em liberdade e com esse ar perguntão, afinal a maior liberdade é a de questionar e isso é melhor do que viver em verdades absolutas.

Obrigracias e beijos da Rita

Segunda-feira, Junho 23, 2008

(Fim de) Vida de Prenha



Ainda estou grávida. O cabrão do relógio deve estar estragado.

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Quarta-feira, Junho 18, 2008

(Fim de) Vida de Prenha



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Segunda-feira, Junho 16, 2008

OBJECTIVO PÓS-PARTO (II)


iJam, uma nova experiência organoléptica

Um bocadillo de jamón ibérico e uma caña. Pronto, vá lá, e um bife de lomo argentino escorrendo sangue e molho chimi-churri. E uma sande de chouriço de Estremoz. E toucinho cru e um copinho de vinho. O importante é que venha mal passado para o prato.

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Sexta-feira, Junho 13, 2008

OBJECTIVO PÓS-PARTO (I)


(Elsa Pataky para a Elle)

Seis meses, no máximo. Já não há pachorra para estar grávida, quanto mais gorda. Que cabrão de mau aspecto.

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No Pnet, esta semana em cheio:

"... Sobre os camionistas, as greves e os colapsos, serei breve: eu quero é que vão dar graxa ao cágado, pá, que é para não os mandar levar num sítio que neste Pnet tão cor-de-rosa não assentaria nada bem. Durante esta semana ficou mais que demonstrado que se trata de um grémio egoísta e ignorante, incapaz de prever a óbvia subida dos preços dos combustíveis e por tanto impotente para resolver os pontos específicos de uma negociação privada e anterior sem chatear o governo e conjunto da sossegada sociedade. E por culpa da demagogia própria dos dirigentes da “classe operária” esta gentalha armada em defensores dos direitos dos trabalhadores não teve o mais mínimo problema em fazer refém a maioria das grandes cidades espanholas, bloqueando estradas e impedindo o abastecimento de mercados, bombas de gasolina e, o que é pior, impedindo milhares de pessoas de chegarem a horas ao trabalho, à escola, às provas de entrada na Universidade, ao médico, ao amante, à vida programada. Esta tentativa de sequestro da normalidade enoja-me e por isso felicito a actuação radical do Governo que considerou estes piquetes e bloqueios ilegais e alheios a qualquer direito à greve. Tudo preso! Bem feito, ministro Rubalcaba!... "

(Se ler querem mais, já sabem!)

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Quarta-feira, Junho 11, 2008

MÉTODO RITITI DE PREPARAÇÃO PARA O PARTO



Madeixas em dois tons previamente testados segundo a pigmentação da pele, a idade e a estação do ano, tratamento hidratante capilar intensivo e restauração de pontas e raízes; SpaManicura à base de aloe vera, ceramidas, pantenol e vitaminas; pedicura e fricções de azeites da árvore do chá, mácaras de fango, toalhinhas quentes e masagem a nível articular com creme de arpagofito; depilação com cera quente de rosas feita à mão por criancinhas de um país remoto e terceiro-mundista; (mais outra) massagem relaxante aromaterápica com óleos essenciais, fuminhos e músicas de baleias em fornicação e, finalmente, exfoliação, tonificação e limpeza facial completa para purificar as capas superficiais da pele e tirar o stress. Dizem que lá fora há greve. E eu ralada.

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Domingo, Junho 08, 2008

MÚSICAS PARA O RITITI-BOY (VII)


Camané - Sei de um Rio

E esse errrrre impossível, esse rio espelho de tardes de esplanada e imperial com caracóis, essa Lisboa cada dia mais de ontem, Lisboa de urgência de te ver como eras, cidade das memórias do amor que me pôs prenha e se mudou quando ainda faltava tanto fazer. Recordações de calçada portuguesa, o som do eléctrico preso por um carro mal estacionado no Poço dos Negros, vistas com chiribiti em Santa Luzía, um domingo de manhã na Bica e o cheiro de uma salada de pimentos bem temperada.

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Sábado, Junho 07, 2008

E COMO CADA 4 ANOS



Lá está o triste Portugal em frente à televisão de plasma à espera dum novo D. Sebastião que expulse os malvados espanhóis, o défice orçamental, a ASAE e os donos do pérfido Euribor. Este ano a promessa de glória, progresso e orgulho nacional chama-se Cristiano Ronaldo, um rapaz sem estudos mas boas pernas e namoradas com ar de putéfias que vive num castelo construído por Souto Moura numa ilha de névoa e chuvas. Já podem ir pendurando a bandeirinha pátria com o logo do bes na janela, que começa a parvoreira.

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Sexta-feira, Junho 06, 2008

O POVÃO no Pnet Mulher


Sigismondo Pandolfo Malatesta, Piero della Francesca, Óleo sobre tabla, 44 x 34 cm. París, Musée du Louvre

(...)
Porque a cultura, desculpem lá, precisa de respeito, de introspecção e até, imaginem que barbaridade, de silêncio. Um silêncio que a ninguém parece importar, um silêncio vilipendiado nas igrejas, museus e catedrais que só servem para armazenar excursionistas de dois em um a quem tanto faz ver a tumba de Jim Morrison em Paris ou o Mosteiro da Batalha. Visitar um museu transformou-se numa missão impossível, numa gincana que nos obriga a superar idiotas com câmara fotográfica a quem sempre se tem que chamar a atenção, recém paridas que insistem em amamentar em frente à “Mulher Barbuda” do Españoleto e turistas de sande de courato e “o Zezinho esteve aqui” escrito na casa de banho. Nem tudo vale culturalmente e muito menos o “olha, é da maneira que esta gente vê alguma coisa”, como se o sacrifício de uns poucos (realmente interessados) servisse para o bem geral (de uma maioria que se está obviamente a cagar). Mentira: os que olham quase nunca vêem, porque para isso é necessário o exercício da abstração. E toda a gente sabe que o povão é incapaz disso. (...)

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Quarta-feira, Junho 04, 2008

RITITI EDUCA O POVÃO: LA BOLA DE CRISTAL


La Bola de Cristal - Alaska

E as criancinhas que vivíamos em Espanha em 1984 um belo dia víamos como a televisão pública substituía da programação infantil os desenhos animados de encefalograma plano por uma experiência de liberdade narrativa cujas estrelas eram uns duendes da electrónica capitaneados pela Bruja Avería e que tinham como portavozes as bandas de pop da que depois se conheceu como movida madrileña: Los Toreros Muertos, Kiko Veneno, Pedro Reyes ou Glutamaco Yeyé. Podia ter saído pior parada, sentada sábado de manhã com nove anos a olhar para a televisão a preto e branco (nós éramos pobres) e a tentar perceber sketches sobre o capitalismo e a guerra fria ao som de Radio Futura. Muito bem estou eu da cabeça. E que pena que nunca mais ninguém na televisão tenha tido os tomates de tratar as crianças como seres inteligentes capazes de assimilar informação mais complexa que os problemas familiares de Heidi.

(Vão ver o primeiro capítulo da Bola de Cristal na nova web da RTVE e comprovem por vocês mesmos o nível do invento).

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Segunda-feira, Junho 02, 2008

MÚSICAS PARA O RITITI-BOY (VI)


Antonio Vivaldi - Stabat mater (por Andreas Scholl, escondido atrás da partitura)

Acho que nunca aqui o disse: Vivaldi é o meu compositor favorito. Mais que Corelli, o primeiro que comprei e cujos concerti grossi ouvi até a exaustão e decorei antes de fazer 25 anos, mais que o matematicamente perfeito Bach e a inigualável Cantata BWV 21, mais que o floral Haendel, muito mais que o superior Mozart. As minhas tardes de limpeza de cutis com o Beatus Vir nunca terão comparação, por não falar das experiências místico-desportivas proporcionadas pelo Magnificat. E amo as Estações, todinhas as quatro, que deveriam ser de audição obrigatória em tudo o que é liceu.

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Sábado, Maio 31, 2008

Devo ser eu, que dou muito valor ao meu dinheirinho



Que esperavam os 90.000 marmelos que pagaram 50 e tal aurélios para ver uma gaja objectiva, pública e sinceramente alcoólica e cuja canção mais conhecida diz alguma coisa assim como rehab, no, no, nooo? Um espectáculo das princesas da disney sobre o gelo, coca-colas e pipocas, uma declaração amor ao chá de limão, um pedido de desculpas? Devem estar a gozar comigo! Cambada de ofendidinhos com excesso de sobriedade, é o que é.

Sexta-feira, Maio 30, 2008

GENTE NORMAL

«Na televisão matinal uma senhora de bata e permanente ao mais puro estilo salão de beleza Linda Cristina fala dos direitos das famílias a veranear sem serem agredidas na sua sensibilidade visual. Parece que esta senhora é a representante para os meios de comunicação de um grupo de banhistas que se faz chamar (aproximadamente) Associação para a Protecção das Praias Familiares e que defende a decência nas areias espanholas pejadas de rabos, mamocas e carnes no seu esplendor. “As famílias normais”, sincera-se esta senhora com óbvios motivos abdominais para não vestir um biquíni se tiver testemunhas por perto, “temos direito a passar um dia na praia sem sobressaltos. Por isso queremos que se proíbam nas praias familiares o top-less e o fio dental. Por agora”. Estas declarações provocam-me sempre o mesmo pensamento: há gente com demasiado tempo livre. E estas donas de casa armadas em porta-vozes de associações demagógicas vêm demonstrar a urgente necessidade de pôr o maior número possível de mulheres no mercado de trabalho a fim de evitar o aparecimento deste tipo de ligas da moral e do que é pior, da defesa da família». (...)
(O resto da crónica, no Pnet Mulher)

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Terça-feira, Maio 27, 2008

Sydney Pollack (1934-2008)



Nos Sopranos, como o médico-assassino Warren Feldman que tenta inutilmente um diagnóstico redentor para o cancro de Johnny Sack. Uma personagem deliciosa para o final de uma vida.

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É PORTUGAL UM PAÍS DE GENTE ESTÚPIDA?

Não? Então que caralho de inquérito é este no Correio da Manhã?

» VOCÊ DECIDE
Cristiano Ronaldo pode sofrer com Núria por perto?


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