Quinta-feira, Dezembro 18, 2003

(mais comentários pós Lisboa, ou como estar sozinha em casa é uma enorme seca)
Querido Blogue,
Anda tudo muito histérico. Deve ser do Saddam, do Natal ou das dívidas, mas paira no ar um cheirinho a nao-me-toques-que-me-desmanchas que tresanda. E é que há muita gente a quem a vida lhe pesa.
Malta com vidas até porreiras, daquelas com frigoríficos a condizer com o soalho, que até dá estillo e fica bem com a visita mensal da sogra; pequeno-burgueses com direito a votos e a cartoes multi dourados e carros com abs na cadeira do bebé; gentinha, enfim, com vida com que sempre sonhou e com ressaca ao acordar desse pesadelo no Lumiar da idade madura. E andam tristes, fartos e gordos aos encontroes nas carrinhas classe z-quinhentos, a tirar macacos nos semáforos.
Mas mais tristes sao quando olham para a vida que lhes passou bem ao lado, como a roçar e que eles proprios empurraram com cagufa para lá. E agora, que giro que eu era, ai, ai, que moderno que eu era ai, ai. Paciência.
A todos os pos-modernos dos anos oitenta que se enfrascam uma vez por ano na festa da empresa, um Bom Natal.

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