Querido Blogue
Amputada a variz, toca lá de emigrar que se faz tarde. Adeus Lisboa, ou até já, “Tu volverás” (Mocedades dixit) e neste momento sinto-me tao fatela como a cançao. Apetece-me esta nostalgia de ir às lágrimas e à Portugalia, esta meia tristeza de telejornal da tvi e portugal real. Mas snob, cagona e superlativa como sou, nao dá. Conformo-me com choramingar em silêncio ao atrevessar a Ponte Vasco da Gama, deixando Moscavide longe e avistando o Barreiro entre a nevoa pós 25 de Abril. Ai, Lisboa, que me despedaças.
Na minha viagem pelo Alentejo fora caminho do conforto do lar materno (viva a sopa de caçao) dei por mim a pensar nos sete anos que por Lisboa pastei. Já alguma vez disse que as recordaçoes sao exageradas e costumam servir de muleta para momentos de tensao pre-menstrual. E seguindo com esta pessoal linha de pensamento venho já anunciar que amei, amei, amei Lisboa! Tudo, tudinho!
Estive na abertura do parque de estacionamento do Marques com banda filarmónica e amei. Fui à inauguracao do Colombo com o Presidente Sampaio e amei. Caminho de Sintra no IC 19 fui perseguida por um gang de reboleiros e amei. Tive a sorte de partilhar com nove milhoes de portugueses o pontapé do Marco à Sonia do Big Brother. E amei. Portugal ardeu sete veroes consecutivos e amei. Assisti à queda do socialismo e de duzias de pontes e amei. Gente famosa foi presa por papar meninos entregues à maior instituiçao de caridade estatal e amei. O Santana transformou Lisboa numa permanente campanha eleitoral e amei.
bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla,bla, bla,bla, bla,bla, bla,bla, bla,bla e amei mil vezes
Conheci o melhor homem do mundo. Casei. Vou viver com ele para Madrid. Amei.

1 Comentários:
Eu também conheci o meu melhor "homem do mundo". Casei. Vim viver com ele para Madrid. Amo.
E também à custa do saudosismo piroso que me invadiu tenho o meu blog.
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