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Rititi

Rititi

INÍCIO

  • no tengo tiempo pa llorar las penas ni

    “No tengo tiempo pá llorar las penas,

    Ni pá cortarme las venas

    Esta puede ser la última cena

    Sobrevivo, poniendo mi grano de arena

    Mi copa en el aire, mi alma llena”

    (Mala Rodríguez in Alevosía)

    Querido Blogue,

    Poizé, nada como a sabidoria rapper e uma escapadela a terras extremeñas, depois do encharcanço da manifestaçao pacifista com mais de dois milhoes de gajos. Nao nasci eu para tanto ajuntamento popular. Deve ser da cagonice congénita.

    O melhor, passar a jornada de reflexión no aconchego materno e na tranquilidade que oferece uma sopa de cachola alentejana. “Vuelve, a casa vuelve, vuelve al hogar”, penso eu qual anuncio natalício, com imagens de tempos antigos no retrovisor do meu 206. E nao penso mal, porque quando uma tem medo de levar com uma bomba nos cornos poe-se como mística e um bocado bimba, ai eu e o meu corpo sem celulite. Ai a nostalgia, esse mal das sociedades pós-modernas e solitárias.

    E porque o meu destino é tao previsível como um filme de domingo na TVI, surpresa, surpresa, toca lá de reencontros com amizades mais que passadas. Despassarada andava eu, a pensar que tola que fui, eram tao fixes estas gajas e eu, chapéu, fui-me embora sem dizer adeus, sempre à procura de me encontrar numa nova identidade.

    Quase acabei abraçada aos beijos, mas a lucidez de quatro gin tonicos e um desinteresse atroz fez-me ver a luz e a falta de cotidiano que alimenta a amizade. Valeu-me saber que no feminino nao há diferenças significativas em segredos amatórios. Mas quatro posiçoes nao chegam. Muito menos quando nao se practicam em conjunto, claro.

    Se calhar foram os livros, os homens, os copos, os museos, a puta da vida e Lisboa, algum amor dramático e a falta de pachorra. Ou talvez porque em vez de Alejandro Sanz entretive os meus vinte anos com poesia transgresiva do punho de Extremoduro e da voz do magnífico Albert Pla:

    “Tu mirada

    envasada al vacío como una mermelada,

    solamente necesito una tostá

    que me encuentro por debajo de tus bragas

    y si huele a quemao: soy yo

    Adivina

    ¿cuanto tiempo hace que yo ya no follaba?

    me abrazaste y se me puso dura,

    yo ya empiezo a notar desbordarse:

    los pantanos de toa Extremadura.”

    (Extremoduro in Agila)

    Assim nao há pequeno-burguesia para ninguem.



    Por Rititi @ 2004/03/15 | Sem comentários »

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