Segunda-feira, Abril 19, 2004

Querido Blogue,

Andam as minhas amigas fufas transpirando felicidade e revistas de noiva desde que ZP entrou no governo. E claro, agora nao há quem as ature, com tanto promessa de boda gay e de adopçao de putos malásios. Sinceramente, nao gostava eu de estar na pele delas na hora da organizaçao da boda: Quem se vai vestir de noiva? Quem será a protagonista no album de fotos? Irao as duas de comprido? Quem esperará a quem no altar? E os bonecos do bolo? Corta-se o véu em vez da gravata? E se forem ciganas, a quem se faz a prova da virgindade?
Agora uma mulher acorda e cada dia é uma nova aventura, ora casam os paneleiros, ora saem as tropas do Iraque, ora o Bechkam tem uma nova aventura e assim nao há quem viva, com tanta incerteza.
Para complicar mais as coisas agora temos estes metrossexuais da treta a ganharem pontos aos mecanicos e camionistas nas fantasias erótico-festivas do gajedo pré idade madura! Com o bem que nos fazia ao mulherio essa imagem do homem robusto, ordinário e um bocado badalhoco. Que ganda pincel a pós-modernidade, já anda o meu grelo farto de tanta sensibilidade e depilaçao dos pelos do peito. E de homens que lavam a cara com cremes mais caros que os meus sapatos novos.
Sempre pensei que o bom de ser gajo era poder coçar os tomates no meio de uma reuniao, cuspir na rua ou conduzir praguejando por essa estrada fora. Ir às putas e jogar no totoloto. E nao ver telenovelas. Sem complexos.
Mas agora está tudo perdido. Antes fossem panascas, sempre era mais fácil identificá-los.

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