Sexta-feira, Junho 04, 2004

(Es que una ya no tiene el coño pá ruidos, joé)

Querido Blogue,

Os gajos devem gostar é de mulheres estupidas. Boas, mas estupidas. Só pode.
Ou entao que me expliquem por que estranha razao a MaxMen continua a pagar à sonsa da Margarida Rebelo Pinto para escrever (sic!) as maiores sopeiradas da literatura (pois, tá bem, deixa-me que me ria) actual. Porque uma coisa é a literatura pop e outra a escrita de merda, género do qual a MRP é a máxima representante. Domingos, filho, se me estás a ler, diz-me, nao conheces mais gajas que escrevam?
Meninas, estamos feitas. Que tipo de mulher é a MRP, machista disfarçada de pós-moderna best-seller, que se atreve a escrever (com os pés) baboseiras do tipo “as mulheres demoram mais tempo a trocar de parceiro porque (atençao) nao gostam de ser gozadas pelos amigos deles” e (lá vai outra) “de andar de mao em mao”? Ó minha, vai mas é levar na peida. Gozadas? De mao em mao?
Ahhhh, tinha-me esquecido que nós somos esses seres virginais, sempre expostos ao consentimento ulterior masculino, que quanto menos andarmos por aí a arejar a pachacha melhor, nao vá ser que a nossa reputaçao se manche e deixemos de ser cotadas na Bolsa das Futuras Esposas e fiquemos encalhadas prós restos. Nao há cu.
Esqueçei, gajedo, os impostos pagos, o arranjo do carro e as contas de fim do mês, para trás as reunioes com os clientes, o cabrao do chefe, os telefonemas da mae e os botoes que nao sabeis coser.
A partir de agora e graças às iluminadas letras da MRP, dediquem-se mazé à depilaçao brasileira e ao sorrisinho timido detrás de um copo de sumol de ananás, pode ser que algum marmanjo vos pegue e por fim tenhais direito a sogra e a férias na Republica Dominicana. Deixai de mandar quecas, suas vacas, e aprendei a fazer amor uma vez por semana de meinha calçada!
Ai, Portugal, de preconceitos patrocinados pela sensibilidade pequeno-burguesa, país de merda que se continua a escandalizar se a palavra cona é dita pela boca de uma mulher de pleno direito. Mas com direito a que? A procriar, a passar a ferro, a ser considerada respeitável pelos canones obsoletos que persistem no imaginário lusitano?
Mudará isto alguna vez? Sei lá!


0 Comentários:

Enviar um comentário

<< Home