Terça-feira, Junho 08, 2004

Portuguesices, versao 2.975

Quando for grande quero ser um gajo de pelo no peito e chamar-me Zé Manel.
Para coçar o tomatame enquanto passa uma boazona e levantar o dedo ao taxista filhodaputa sem passar por louca varrida. Quero ser gajo para poder mijar de pé e comer as gajas todas e ser o heroi do bairro e bater uma em grupo porque faz parte da iniciaçao à vida. Quero ser gajo para palitar os dentes nos restaurantes e para ver a bola cagando-me na mae do arbitro. E quero ser gajo para ir às putas.
Porque os gajos vao às putas y tan tranquilos que se quedan, oyes, de euro na mao e piloca exaltada, a ideia de felicidade masculina deve passar por um puticlibe de estrada e tangas transparentes em bundinhas brasileiras. Vai um champanhe sinhor, pois claro, e lá escorre a baba e a testosterona, levantada à pala de cartao de crédito, que afinal essas gajas estao cá para me servir, era o que faltava, um homem todo o dia no campo e agora ainda me moem os cornos com os direitos do putedo.
E que nao faltem as table-dance para os mais finórios, que uma uma coisa sao as putas velhas e celulíticas e outra essas meninas soviets, que quase parecem modelos e só fazem isto porque querem, que trabalhos há muitos, nao querem é lavar escadas, las muy putas, mas que lindas que ficam a abanar a mama e o que for preciso, sobretudo no private, que elas também gostam de ser apalpadas, pois nao.
Que bonito é depois voltar a casa, à esposa e ao crédito à habitaçao, bom pai de familia e pessoa do mais serio que há, nunca nenhuma dívida lhe foi conhecida.
Que bonito que é resolver os problemas de poder com cinquenta euros o broche na estrada de Ovar, mas por poder, até as atropelava a todas, ordinárias que só vêm à nossa santa terra desorientar os bons maridos, que razao tens minha querida, onde queres que eu assine a carta ao bispo de Braga.
E vê lá se te fazes homem, meu filho, e vais com o pai ali aprender o que for preciso que ainda me sais roto e o desgosto que dás à tua mae, nao me sejas um pervertido que te vou às trombas.
E a quem lhe importa se as gajas sao obrigadas ou escravas, que isso das máfias é tudo mentira, afinal só é puta quem quer.

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