Segunda-feira, Junho 21, 2004

Querido Blogue,

Isto de andar por aí a derrotar os imperialistas castelhanos nas novas aljubarrotas do pós-modernismo mediático cansa muito, pá, uma gaja reaparece no trabalho com mais dez anos encima tal a quantidade de nervos gastos à frente da televisión española, la de todos. Mas que bem que sabe ao ego lusitano, buenos días compañeros, às armas, às armas, um a zero aos empurroes e como promete Zapatero, todos para casa, selecçao incluída, viva nós e o nosso jeitinho para dar a volta por cima às bandeiras quase guardadas, ganda vergonhaça se a gente nao chega a passar.
E hoje, ressaca, que a vida sem gurosans matinais nao tem piadinha nenhuma. Ai, que é desta que deixo de emborcar gins atómicos com tanta violencia à frente de estranhos e nao tanto, uma pessoa já nao pode ir de férias sem agarrar uma cirrose múltipla. Después pasa lo que pasa, a nossa imagem sempre pelas ruas da amargura, que por muito blogue e estudos universitarios que se tenha a primeira impressao é a que conta, que lhe perguntem senao à Gurua namber uane da blogosfera portuguesa , coitada, conhecer a rititi versao santo antónio nao deve ter sido nada fácil, habituada que está a gente espertinha e com boa palavra. Assim estava o meu amor, por pouco nao me cose a boca, tal a quantidade de bojardices proferidas em tao pouco espaço de tempo. Nao há sorvete de limao que resista a tanta intensidade, e a minha querida Charlotte por pouco nao me deslinca, se nao fosse esse o maior pecado bloguístico que se pode cometer nos dias que correm.
Que me desculpe públicamente, mas quando se dá de caras com a mastermainde total dos blogues o menos que nos pode acontecer é ter um ataque de panico, tipo Portugal – Grecia, medo escenico que se chama nos mundos teatrais. Nao nasci eu para confraternizar com gente importante sem fazer figuras tristes. Porque uma coisa é ter um blogue e outra ser uma referencia, uma lider de audências e mentes, uma leitura obrigatória para o povo. E eu nao nasci para tanto, fico-me pelo mito urbano que sou, decotado e sempre em festa.
Até já, Charlotte , adorei conhecer-te.

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