Querido Blogue,
O que seria de mim sem as revistas do curasón? Seria um homem com mamas, uma rititi sem blogue, uma contribuinte sem multas.
Com o feliz que sou eu, sentadinha no dablui-cê, molhando o dedinho para passar as paginas rosas, cheinhas de fotos da Leti, da Anita Aznar e seu bebé, vestidos compridos e divorcios escandalosos com filhos à mistura. Com pouco me conformo, poizé, mas nestes dias de guerras, mortes de reagans e eleiçoes pá europa, ó pá, mais vale uma ¡Hola! em mao que três Expressos na casa de banho. Reivindico aqui os meus minutos de estupidificaçao à frente do verniz das unhas dos pés. Reclamo o meu direito constitucional a cagar-me de bem alto prá guerra do Iraque, prós comentários do Pacheco e prás mortes nas autóstradas portuguesas. Chega de tanta seriedade, de tanto debate na tsf, de tanta carta ao director!!!
A banalidade no feminimo está em desuso, demodé total e o gajedo nada faz contra isso, limita-se a concordar com o papel de executivazinha a atirar pró esperta e claro, depois chegam as crises de meia idade e as corridas à Maia.
Meninas, nós que pagamos a contribuiçao autárquica com o mesmo estaile que um par de meias prás varizes, lutemos pelo reconhecimento do nosso quarto de hora de Sique-Gaija, que ao mundo o que lhe doi é levar a vida tao a sério, e o grelame, de tao aplicado, nao quer ficar atrás na hora do mal-encaranço geral que é este nosso dia-a-dia lusitano.
Claro que com a bosta de revistas que às gajas nos calharam na rifa da imprensa escrita, é difícil dedicar-nos à leitura relaxada e sem complexos. Entre a histérica da Cosmopolitan, sempre à procura do orgasmo perdido, e a dondoca e preconceituosa Máxima, venha o diabo escolha. Pásdastantas, fico-me com a Ana Atrevida, os testimónios sexuais das suburbanas pátrias dao-me anos de vida e curam-me os problemas de pele.
Deus, livra-me dos meus pecados e da hora do cabeleireiro em Portugal! Ao menos que nos ponham a MaxMen, assim como assim, também há gajos em boxers e o mulherame aproveita os sessenta euros de madeixas loiras, mas que nao se notem.
Com tanta vontadinha de sermos como eles, trabalhadeiras e sérias, esquecemo-nos do humor e da banalidade. Assim andamos, com a Laurinda Alves a comandar o pensamento das comadres de Almada! Pena, pá!

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