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Rititi

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INÍCIO

  • querido blogue como jovem cosmopolita

    Querido Blogue,

    Como jovem cosmopolita que sou, tenho a agenda cheia de números de telefone, sinal indiscutível da minha intensa vida social. Sim, porque eu tenho muitos amigos, bués deles e íntimos totais, porque a mim essa coisa de contar os amigos com os dedos da mão parece-me uma ordinarice de primeira, que o meu Avô sempre me disse que as únicas meninas que contam com os dedos são as putas quando têm que dar troco aos clientes. Ele lá teria as suas razões para essa lógica trasmontana. E é que os meus amigos são gente assim como eu, mas mais viajados e com maior queda para as línguas, porque eu sou uma naba para o inglês, que querem que lhes diga. Para que eu mantenha uma conversa decente com um bife tenho que estar muito bem regada de uísque e com brutais doses de unzinhos na carola, o que só dá merda, porque a mim vem-me a veia nacionalista ao fim da noite e mais de uma vez acabei à estalada com um francês por culpa das invasões Napoleónicas e das peças de arte roubadas. Eis um dos inconvenientes de ter este amor à Historia Universal, a gente nunca esquece pequenos detalhes e datas significativas.

    E estes meus amigos com vocação atlântica, como gente decente que são e super aficionados às festas multitudinárias, acabam invariavelmente por se casar com estranjas quase sempre loiros e muito mais altos que a média de portugueses que enchem o lado esquerdo da igreja destinado à parte do cônjuge lusitano. E que bonitas que são as bodas estas, oyes, super internacionais e coloridas, que os meus amigos têm uma estranha preferência por nórdicos além Germânia, bárbaros para os romanos e uma alegria para os olhos dos convivas masculinos, deliciados com as femininas e estonteantes curvas escandinavas. Por mim tudo bem, que o meu Mr. Pinheiro é um homem decente e nada dado ao babanço típico das pilinhas pátrias, mas pelo sim pelo não eu cá levo na mala do carro uma trela hiper resistente aos claros olhos azuis das Ingrides Nielsens que distraem a concentração do macho. Nunca se sabe, entre leitão e camarões pode acontecer muita coisa, que estas gajas já andavam a queimar soutiens quando o nosso Portugal ainda era um latifúndio católico e a preto e branco.

    Mas eu cá gostava de dizer a estes meus amigos que tanto gostam de espalhar os genes por esse mundo fora, trocando Silvas por Smiths, que para a próxima vez que se casem que o façam no estrangeiro, por exemplo na Escócia porque eu sempre tive o sonho de dançar com um marmanjo de saias e sem cuecas. Ou então que caguem para o norte da Europa e comecem a unir civilizações. Norte e Sul juntos pelo amor global e tolerante. Deveria ser bonito assistir a um casamento mixto entre um católico não praticante e a filha do chefe de uma tribo sub-sahariana, com a Mãe do noivo de mamas ao leu e os convidados aos saltinhos com lanças da mão. Ou então que uma amiga radical de esquerda e por depilar se junte a uma comunidade zíngara com a consequente prova do lenço, vagina acima e a ciganada toda aos berros ao comprovar que a virgindade da noiva se tinha perdido na parte detrás de um Fiat Uno anos atrás com o baterista de uma banda rock.

    Enfim, casai-vos todos, mas façam o favor de ser mais originais.



    Por Rititi @ 2004/09/22 | Sem comentários »

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