De regresso ao cotidiano, ao blogue e à vida, ó que grata surpresa que uma mulher leva: o meu lindo nome anda a ser ultrajado pela blogosfera fora, estando o meu nique a ser espalhado pelas caixinhas de comentários alheias com simpáticas alusões às minhas capacidades sexuais, gostos de estranha categoria e demais alarvidades, que pela educação que me foi dada não chego nem a alcançar.
É que a inveja é uma má companheira de viagem e quando se esconde atrás do anonimato de um nique, de um blogue de merda ou do provincianismo da treta então está o caldo entornado. Pois é, como se não me chegasse ter que ler insultos gratuitos em pseudo chats onde a minha mãe é citada com uma insistência até perturbadora (serão orfaos? terão complexo da mama?), agora dou por mim a oferecer serviços a amigos de longa data, a divagar sobre o tamanho do pénis e das minhas mamas, tema que, por outra parte, tem entretido estes anormais que (outra vez) anonimamente se sentem entre constrangidos, assustados e terrivelmente excitados no conforto do quarto nos subúrbios da mediocridade.
Sim, suburbanos, mas mentais, palavra que assusta a esses disléxicos da cabeça, incapazes de ler detrás das palavras e para os quais o sentido de humor e a ironia são dons desconhecidos. Mas não vou estar aqui a explicar o inexplicável a um par de deficientes que não têm mais nada que fazer que tentar manchar o meu bom-nome. Sim porque eu tenho nome e cara e fotografia, coisa que a esses cobardes nem se atrevem a mostrar.
É mais fácil atacar às escondidas, pois é. E mais quando é uma Mulher a que dá a cara. Porque afinal trata-se de isso, a incapacidade destes imbecis de suportarem que uma Mulher se ria dos estereótipos lusitanos, do macho foleiro e da dondoca encalhada, dos problemas endémicos do nosso país e dos complexos genéticos. E se essa Mulher é gira, bem disposta e, ó horror, sobressai da média, então está fodida, porque esses medíocres atiram-se logo ao pescoço, pensando que com o insulto e a má-fé essa Mulher se vem abaixo e desiste. Porque para esses tristes da vida, uma Mulher que se atreve com tudo é, no mínimo, puta e merece ser ultrajada. Como usas sais, mereces ser violada. A mesma lógica e a mesma filha da putice de quem não tem coragem nem tomates para se mostrar com a cara descoberta.
Só que estao muito enganados. Nem o anonimato, nem mensagens de ex-colegas, nem emails de bloggers cuja vida não passa disso, do blogue e da sensação de pseudo-estrelato por serem lidos por cinco pessoazinhas, podem atacar quem já é imune à mediocridade, à tristeza mental e à ordinarice mais básica.
Pliz, dediquem-se a outra coisa, procurem um hobby ou uma, melhor: arranjem uma vida e metam-se nela.
Eu cá continuarei.
Cumprimentos,
Rita Barata Silvério.

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