Querido Blogue,
Novembro, mês dos mortos e do fim da chuva, céus limpos sobre Madrid e na Catedral da Almudena, missas, procissões e entrega de flores à padroeira da Capital. Dizem que ontem dez mil gajos ouviram missa na Plaza Mayor, e eu acredito-me, que nisto da fé cada um agarra-se ao que pode e lhe contaram na escuridão da infância. Ninguém me deu autoridade para recriminar devoções ancestrais, pelo que me mantenho calada e fora dos hinos em honra da Virgem. Pela mesma razão, fico-me longe das homilias do Bispo Rouco Varela, casamenteiro real e acérrimo defensor dos supostos valores que unicamente parecem pertencer ao universo católico. Não se confundam, não será este um pasquim anti-clerical em pró da abolição da Igreja milenar e romana, porque para alguma coisa pertenço ao clube dos baptizados, confirmados, casados e, horror total, confessados nesta fé de São Paulo e Concílios sobre a pureza da Mãe de Cristo. Conjunturas territoriais, claro, porque tocou-me nascer neste lado do mundo, hemisfério norte e sul da Europa. Por muito que quisesse, não poderia ser muçulmana, nem anglicana e muito menos budista. Por preferir religião, até me daria pelo judaísmo, coisa de pedigree, secretismo e festas com nomes impossíveis de pronunciar. Mas não, sou católica, por conformismo religioso e porque até condiz com aquilo a que chamo princípios morais básicos de convivência. Ou em linguagem pop: live and let live. Não mates, não mintas, não comas a mulher do teu vizinho. Regras de buen rollo social, que não chateiam ninguém.
Mas este pacifismo sócio-moral que impregna o dia a dia dos europeus que aderiram por costume ao Catolicismo está a ser minado. E não por esquerdalhos, não por ateus cabrões, não por outras fés de véu. Quem anda a foder os cornos e a possibilidade de novos sócios para as paróquias urbanas é a cúpula da Igreja, pejada de fundamentalistas da Opus Dei e super-numerários, virgens mentais e castradores complexados. Agora que em Espanha o novo Governo avançará com a necessária legalização do matrimónio homossexual, as hierarquias casposas e de hábitos perfumados de naftalina franquista elevaram o grito aos Céus e aos votantes pedindo mobilizações em defesa da verdadeira família. Quando Amenábar estreou o filme sobre a vida e a luta pela morte digna de Ramón Sampedro, homem entregue à condição vegetal por culpa de um estúpido acidente juvenil, a Conferencia Episcopal ameaçou com manifestações em contra da Eutanásia, questão que não defendia o filme protagonizado por Javier Bardem. Fala-se desde o Conselho de Ministros em reformar as condições da Concordata e os padrecos tremem, gritam e falam em conspiração ateia contra a Santa Mãe Igreja.
E eu, católica de cidade e pouca dada a missa obrigatória, que até acredito sem histerismos que a mensagem de Cristo é porreira e inspiradora, crente no amor ao próximo e no perdão incondicional, sinto-me traída por um conjunto de hipócritas auto-intitulados defensores da ideia retrógrada da família, a pureza e o caralho que os fez. E eu, que me estou a cagar se duas fufas se vestem de noiva e entregam uma única declaração de IRS, pergunto a esses bispos e cardeais onde esconderam a compaixão cristã, a eles que tanto lhes incomoda que um paralítico decida que a vida acaba porque simplesmente não é vivida ou que uma criança de quinze anos aborte porque foi violada.
Quinze anos depois da queda do muro de Berlim, outros muros se levantam, muros de mentiras e fundamentalismo espiritual. Só assim se entende que enquanto as mulheres ganham mais poder na sociedade um Ratzinger qualquer impunemente assine encíclicas sobre o papel maternal do grelo. Só assim se entende que, num mundo crispado por al-quaedos e burkas, o Vaticano concorde com um filme tão esquizoide como A Paixão, assinado por um outro fundamentalista como o Mel Gibson. Para quem não saiba, este imbecil racista, homofóbico e auto-proclamado católico, não só continua a ouvir as missas em latim, como renega do Concilio Vaticano II, lufada de ar fresco e ultima oportunidade para a renovação de uma Igreja castigada por inquisições, mortes nas cruzadas e obscurantismo supersticioso.
Depois admirem-se que as igrejas fiquem às moscas. Não existe outra conspiração conta a Igreja que a feita por ela própria.

29 Comentários:
Primeira reação: que confusão, a Rititi passou-se e não se percebe patavina... Mas afinal percebe-se tudo, a inconsistência dos valores com as acções, a intolerância, o fanatismo, o querer parecer bem, a incapacidade de ir contra o sistema...
Bom post, pela revolta!!!
Finalmente postas uma coisa que expressa uma opinião de fundo sobre alguma coisa. Concordo.
Na "muxe"!
Beijinhos grandes que devem ser alargados ao MR. P. (e não leva mais "P's").
A igreja é quase tudo aquilo que não devia.
Tentou criar um mundo à sua imagem, falhou, e lentamente, esse mundo está a emancipar-se. AInda bem.
A maioria dos católicos já diz: acredito em Deus mas não acredito na igreja.
O teu melhor post de sempre, até ao momento, minha querida!
Muitos parabéns! Está muito, muito bom (e escudado será dizer, concordo com tudo!) :):):)
Bravo, bravo! Só ainda não percebi porque é que o Bono aparece a tirar fotos com o Papa, e a fazer graçolas de rapariga (género "ai deixa-me experimentar os teus óculos escuros, são o máximo"). Já não há heróis?
Esta Igreja é uma fonte inesgotável de post e queixas. E que se escrevam por católicos, que para isso a Igreja é do povo (de Deus...).
Clô: outra vez estou proibida de entrar no lost in translation, porra, pá!
Vieirinha, a gente TEM mesmo que se ver, ó pá!
Adoro quando falas dessa forma bruta!
Tavas bem era a ir a Taizé, era o que era!
Tal como eu...
www.penso-blogo-existo.blogspot.com
Serve o presente para lhe apresentar um pedido público de desculpas que reitero com maior detalhe no meu blogue. Vale pelo que vale, mas é o melhor que sei fazer nestas embaraçosas circunstâncias.
Lamento qualquer transtorno que lhe causei.
Como crente no "perdão incondicional" e demais ensinamentos do JC, aceito as suas desculpas.
Agora, desampare-me a loja.
Obrigada
Precisamente. O amor ao próximo, afinal é um conceito bem mais restrito do que o que defendem e pior... que ensinam. Mas Rititi, há tanto por onde pegar... acho que no final, só nos resta o consolo de vivermos nós a nossa crença, à nossa maneira.
Já o li outra vez. :)
yah,
é verdade
a Igreja podia ser assim tipo a escolinha dos mais velhos, aliás de todos, e veicular essas coisas do amor ao próximo, n f`**** a mulher/marido do zinho/a, etecetera e tal, os valores inerentes a uma sã convivência social
a merda toda está em q eles fazem um filme a q ninguém tem pachorra pra assitir, cheira a naftalina e, o q é mais, nem às vezes conseguem dar o exemplo
ora assim bardamerda
(e agora termino com um bitaite sociológico la palissiano)
o mundo iria muito melhor hoje se alguem (a Igreja ou outra instituição) conseguisse passar, incutir uma série de valores na malta
bem, acabei
agora posso continuar a roubar velhinhas indefesas
%>
Para além de concordar com a generalidade dos argumentos apresentados neste post, sou ainda um pouco mais ferrenho, já que como agnóstico convicto, nada tenho contra a fé individualmente experienciada como um fenómeno psicológico, ( com a sua beleza intrinseca), mas sou ferozmente anti-clericalista. Para mim, qualquer organização fundamentaloide, seja ela cristã ou muçulmana ou do do advento das batatas fritas, é sinónimo do pior que a civilização pode fazer aqueles que a constituem.
Julgo sinceramente que a lógica de qualquer fé deveria ser o crescimento do ser humano enquanto tal, no melhor que tem, e sobretudo, nas palavras de Rui Zink num seu trabalho de BD que muito aprecio, "é não fazer mal." Aos outros, a si mesmo.
Procurar ser activo a chegar ao próximo. Ser solícito. Sem rendições claras ao cinismo e à inércia nas esferas afectivas de todos os dias. E sobretudo não apoiar a nossa capacidade para fazer bem numa entidade julgadora que anda a anotar os nossos passos como o pai natal fará ás crianças.
Porque o céu ou o inferno somos sempre nós.
Grande post.
SK,
Desde que homem se deligou do macaco e começou a olhar para cima, sempre precisou que as demonstraçoes de fé fossem de certa maneira hierarquizadas. Para o bom e para o mal.
Os fundamentalismos nao sao exclusivos de uma fé específica. Há gente maluca em todo o lado!
Bjs
A religião é o ópio do povo (Karl Marx). O ópio é bom pra caraças, mas é muita caro. O povo tá de tanga e não tem massa nem pró ópio. Assim sendo consome ópio muita marado que se chama religião e é de borla. Em dias de festa perde o amor a 30 euritos, enrola-se no cachecol da águia, pega no estandarte vermelho e vai até à catedral. Se a coisa corre pró torto chega a casa e leva porrada da mulher.
Estou em crer que Silas, o monge albino, foi já despachado para Madrid numa pequena missão anti-rititiana.
Querida Rititi, não nos conhecemos mas fiquei com a certeza de que és absolutamente infeliz por mais que mintas a ti própria todas as manhãs para te convenceres do contrário. É pena. E triste.
Cara... como é que é... Dedicatória, pois isso.
Confesso: sou super infeliz, uma desgraçada da vida e da alma, sofro como uma beata abandonada no cinzeiro. Ninguém me fuma, ninguém me lê. A minha vida de mulher urbana e bem vestida não tem sentido neste vale de lágrimas e ordenados que não chegam. Vou-me atirar aos pés dos Principes de Asturias para que me adoptem na casinha de dois mil metros quadrados. Vou-me confessar com o Padre Manolo à frente de um balde de uisque à espera da absolvição eterna.
Ah, não posso. Tenho que ir à festa de aniversário do Diario El Mundo. Cum caraças. Fica para amanhã.
Ai, filha, como diria Rodriguez Ibarra, presidente da Extremadura: métete tus tonterías donde acaba la esplada. En el culo.
Chaué.
(já agora: que boa maneira de publicitares o teu blogue, ah?)
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Olá
Gosto muito de ler o teu blog, aliás coloquei-o na lista dos meus preferidos no meu próprio blog (que partilho com uma amiga).
Gostaria que o visitasses e já agora, se quiseres, que os coloques na cuequinhas ao sol.
Felicidades
Creusa
ooppsss...já agora convinha o link www.creusassa.blogspot.com
querida Rititi, eu já fui à catequese... eu até já DEI catequese..mas fui ao longo da vida apreciado atitudes, ideias, crenças da igreja que me impressionaram e sobretudo me inquietaram. Deixei de dar catequese, raramento vou à Igreja, mas não deixei de ser católica.. sou é contra a Igreja e tudo o que ela (ou amaior parte dela) representa...
Excelente!
Mas não é só esta a Igreja, ou melhor, religião... há mais extremismos da porra.
Gostei imenso do post. Também venho a sentir a mesma revolta, para não dizer outra coisa, tipo sentir que uma boa parte do desenvolvimento da sociedade e cultura ocidentais foram completamente fodidas pela Santa Madre Igreja...
Só me dá vontade...de dar a fumar... enão cigarros..e nunca a uma freira, porra! Ainda me convertia, que sou fraco, nessas coisas, eheheh
Já viste Rititi, como conseguiste convocar aqui um verdadeiro diálogo ecuménico. Fizeste aquilo que séculos de evangelização a martelo não lograram e o que o Wojtila anda a fingir que faz há mais de 20 anos - o diálogo confessional.
O unanimismo dos comentários é tal, que nem uma santa concordata faria melhor. Ateus, agnósticos, místicos, anarquistas, beatos, ex-cataquestistas, católicos progressistas, modernaços, bloquistas, místicos e opinativos "fast food", todos têm uma colherada para meter na Bíblia e uma farpa para espetar no pandeiro dos cardeais.
Eu que dos mistérios da fé pouco entendo (a não ser no meu Benfica, em que deposito uma fé inabalável), e tudo o que sei aprendi no "Código da Vinci" ( ;)
parece-me que o que tu estás a pedir à Igreja Apostólica Romana é a negação da sua própria história, que é um produto sintetizado das maluquices dos gregos do direito romano e de uma hierarquia fascizóide que prosperou a partir da Contra-Reforma e cujo instrumento mais temível e monolítico é o mito da infalibilidade papal.
Pedir à Santa Igreja que se regenere e se modernize, é o mesmo que pedir a um velho comunista que acredite que os massacres de Estaline não existiram.
Aliás, o dilema que se coloca à Igreja Católica é muito parecido com aquele que se coloca ao Partido Comunista Português - manter os dogmas ortodoxos e conservadores, e ir perdendo base social de apoio, ou embarcar numa via reformista, que sabe onde se começa e não se sabe onde acaba.
Os dogmas católicos existem para assegurar uma unidade formal, entre a Igreja universal - o Império Romano Sobrenatural - e uma comunidade de fiéis que não se esgota nas igrejas de Madrid, Lisboa ou Roma.
E se aos católicos bem informados e progressistas pode parecer que as fufas se podem casar e meter o IRS juntas e que as mulheres podem ser ordenadas e que o amor pode ser livre e que a eutanásia é legítima e que o aborto deve ser consentido (em certos casos); essa é uma discussão que não faz qualquer sentido em Tombuctu, em Manila ou em Manágua, onde as Igrejas estão cada vez mais cheias.
A agenda de "aggiornamento" da igreja católica que defendes é compreensível para europeus cultos, letrados e identificados com problemas contemporâneos, não o é certamente para muitos milhões que esperam da Igreja e da mensagem de Cristo o conforto, a esperança e o apoio para as suas misérias, que muitas vezes se resumem a não ter o que comer, e que precisam de um código ritualizado com uma linguagem de valores simples e culturalmente aceitáveis.
Uma Igreja conservadora e fortemente hierarquizada está cada vez mais desenhada para estender o seu domínio evangélico ao terceiro mundo e ao mesmo tempo preservar o poder de influência nas sociedades ocidentais.
Apesar disto não está livre de ameaças de cisões (de que o Vacticano já teve a sua dose), como recentemente aconteceu com o Sinódio de Bispos africanos, e por isso sabe, que qualquer "revolução" teológica podia ter consequências devastadoras na sua unidade e estrutura litúrgica.
Dizer que os Cardeias Ratzingers e outros membros da linha dura da cúria romana são meros "facistas" e trogloditas, e também um pouco simplista, porque mesmo os ortodoxos sabem perfeitamente o que estão a defender - são diplomatas cultos e refinados - estão a tentar defender o poder e a manutenção da Igreja Católica como uma força conservadora que sirva de travão aos desvarios liberais e experimentalistas que grassam pelo mundo. Podem até ser uns super-beatos inflexíveis, burros não são certamente.
Como não sou católico, também acho que a Igreja perdeu uma oportunidade de se renovar e abrir ao mundo moderno quando fez a traição do Concílio II, mas se virmos bem, e na longa tradição hierarquizadora, castradora e fundamentalista da Igreja Católica, o Concílio Vacticano II é que foi um acidente de percurso que contrariou séculos de medievalismo interesseiro, durante os quais se ergueu o mais monumental embuste da história da humanidade, que nasceu do dia em que na luta fraticida entre os apóstolos, venceu a Pedra da Igreja - S. Pedro - e saíu derrotado - S. Paulo - o coração.
A Igreja Católica Romana não tem coração desde aí (salvo raras e honrosas excepções, como Frei Bartolomeo de las Casas), e não me consta que vá ter nos tempos mais próximos.
Quem quiser defender as nobres causas humanas e liberais pode sempre filiar-se no Bloco de Esquerda, em ONG`s ou aderir a uma das múltiplas seitas que se oferecem nesse imenso mercado da fé, escusa é de pedir à Igreja para fazer uma reforma contranatura.
Acho perfeitamente possível acreditar em Cristo e em Deus sem ser necessário recorrer aos serviços de um intérprete simultâneo vestido de batina. Acho que a verdadeira fé não precisa de mediação nem de liturgias.
Cá por mim como agnóstico com costela jacobina, a Santa Igreja pode continuar exactamente na mesma - conservadora, medieval, bafienta e ensimesmada. E, mais, pode e deve manifestar-se contra o casamento de homossexuais, porque se não o fizesse deixaria de se a Igreja Apostólica Romana e passaria a ser outra coisa qualquer. Numa era em que os novos evangelhos são ditados pelas luminárias do politicamente correcto, é bom que haja instituições antiquadas e conservadoras que defendam exactamente o oposto, porque só no equilibrio entre esses dois extremismos poderemos encontrar o equilibrio da sociedade que é normalmente onde está situado o bom senso.
Quanto ao resto, de longe o teu melhor post dos últimos tempos.
Beijinhos do gajo que vai entornar água benta na testa do teu futuro filho e segurar uma vela na mão.
PS:O próximo Papa será decisivo para o futuro da Igreja Católica, mas eu cá temo que eles vão eleger o Jerónimo de Sousa lá do Vacticano, por isso o melhor é continuar crente ... do meu Benfica.
Só mais uma coisinha. Espero que os velhadas lá do Vacticano aproveitem o novo Papa para fazerem uma coisa que está metida na gaveta desde o Vacticano II. A "despenalização" da contracepção, dogma que tem uma consequência dramática na sáude pública, na defesa da vida e da qualidade de vida de milhões de fiéis pelo mundo inteiro, especialmente no "tal" Terceiro Mundo onde a Igreja Católica vive em plena expansão.
Meu queridíssimo Pelé e futuro padrinho do primeiro Pinheiro ibérico,
(pequeno resumo de tudo que te queria dizer, mas a gente fala depois)
Não, não podias esperar a um uisque no Bicaesente para discutir este apaixonante tema, não, tinhas que escrever um comentário que sozinho merecia um blogue... Ainda bem.
Como católica, não defendo o fim da hierarquia da Santíssima Mãe Igreja, deusmalivre. Aliás, nem pretendo que seja uma ongue de esquerdalhos super fixes e mega modernos. A ideia do Ratzinger com tenis da Camper enoja-me mais que as encíclicas que escreve.
Entendo que a Curia defenda com unhas e dentes a perpetuação de dogmas de fé como o Espirito Santo e a natureza divina de Cristo. É compreensível que perpetuem o papel de Maria como modelo para as mães católicas. Está bem.
Mas que se oponham a que as fufas, panascas e transvestidos de casem CIVILMENTE, por livre vontade já me parece demais. Aliás, não obrigam a nenhuma noviça a casar-se com a madre superiora.
(inserir aqui exemplos divertidos para a eutanásia, o aborto, a homossexualidade em geral, o tamanho das saias e o hino de Espanha)
Não são as comunidades urbanas que mais se afastam da ideia castradora desta curia dominada pelo Opus Dei e os inefáveis Legionários de Cristo. A América do Sul é mais protestante que católica. Como cogumelos nascem igrejas evangélicas com pastores pop stars que, esses sim, parecem dar mais conforto a populações miseráveis ao som de guitarras, «Cristo ti ama, meu irrrmão» e em prime time para o povo esfomeado. Em Africa aconchegam mais os pastores ingleses com versões dos beatles do Ave Maria de Schubert que os jesuitas e o São Ignacio de Loyola.
E sim, que deixem de excomungar o preservativo, cum caraças.
Outra coisa: São Paulo, o coração da Igreja? Digamos que foi o primeiro que teve a visão de comunidade de interesses comuns. São Paulo não são só as Cartas aos Corintios que o irmão da noiva lê no casamento. Também foi o primeiro que lembrou à esposa cristã o seu papel na cozinha.
De resto, olha, vou beber um uisque que está frio.
Que ganhe o Benfica no Domingo, que eu já tenho novo clube, o Atletico de Madrid!!!
Um beijo enorme, meu querido amigo,
Mrs Pinheiro
Parabéns pela eloquência,
coisa que aqui não falta!
É por isso que venho sempre ver o que escreves.
Que pena que a religião seja confundida com a
instituição Igreja... Mas é o que nos tem acontecido.
Que tal deixarmos de ir à missa
e praticarmos nós mesmos os nossos melhores princípos?
Aposto que o medo do "Inferno" (???) ia de vela.
E se calhar todos ficávamos bem melhor.
Ou então podíamos pedir aos monges franciscanos
para celebrar missa. Pelo menos esses são tolerantes!
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