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Rititi

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INÍCIO

  • joao cesar das neves o profeta nossa


    João César das Neves, o Profeta

    A nossa obsessão pelo prazer carnal está a destruir a sociedade e a criar a decadência, como criou noutras sociedades. O nosso tempo é um tempo de excessos. A falta de regras passou a ser uma coisa normal. O resultado está à vista. A nossa sociedade não é mais feliz, porque se entregou completamente ao prazer carnal.

    Ai, o prazer da carne, o deboche, a perversão da mente, a entrega do corpo ao gozo infinito… João César das Neves, o Sábio, preocupado com a extinção da espécie humana, fala no Independente de sexta-feira passada dos perigos dos tempos modernos. A masturbação, a educação sexual nas nossas escolas, a homossexualidade, o fim da família, o preservativo, a pedofilia ou o aborto, tudo causado, segundo o novo Profeta, pela libertinagem. A mesma falta de moral, diz, que acabou com outros impérios, levará à hecatombe o nosso sistema social. Voltaremos à gruta, à escuridão do pecado, à macaquice, à vida sem regras em que vivíamos antes do aparecimento da Grande Igreja Católica.
    Independentemente das crenças religiosas ultra-fundamentalistas, respeitáveis por serem do foro privado, o que mais chama a atenção é o que um homem como João César das Neves, professor universitário e economista reputado, ponha na devassidão sexual a culpa do fim de civilizações que dominaram o mundo. Os Impérios caem por muitas razões, não porque se foda mais que o aconselhado pelos bons costumes ou fora dos períodos férteis da mulher católica. Roma sucumbiu pelo desrespeito absoluto ao Estado e ao Direito, permitindo que as fronteiras caíssem em mãos de bárbaros que depois constituiriam as primeiras nações cristas. O Império Castelhano, onde nunca se punha o Sol, desmoronou-se porque não se produzia, porque se habituou a consumir todo o que vinha, grátis, das colónias. O Grande Império Britânico foi vítima da prepotência que lhe impediu ver como os súbditos americanos inovavam as técnicas vindas da metrópole e que graças a isso foram capazes de começar a andar sozinhos. Mas para este Vidente Sodoma e Gomorra deixou de ser uma metáfora: os Sete Pecados Capitais consolam quem precisa de preceitos morais mais elevados que o resto dos mortais.
    A obsessão pela carne já não é só dos maus, dos outros, dos impuros. O sexo parece ter entrado pela casa do Profeta e onde existe o prazer o Sábio só vê pecado e perversão. O mundo afasta-se da Santa Mãe Igreja e ele está cá para nos avisar do terrível castigo que se abaterá sobre quem nega a contenção da carne. Com as lentes e a arrogância dos que jamais ofenderam o Senhor, João César das Neves observa os sedentos do deboche com a sobranceria de quem tem a boca cheia de uma verdade que ele considera ser a divina. A família está pelas ruas da amargura, há suicídios e divórcios, os deprimidos vagueiam nas cidades, e tudo porque o ser humano fornica, entrega-se aos excessos como se não houvesse amanhã. Masturbam-se as crianças, os paneleiros reivindicam direitos, os matrimónios católicos usam o preservativo: a decadência está servida e não há quem pare o fim do mundo.
    Mais perto dos predicadores de seitas brasileiras com visões apocalípticas, João César das Neves, o Profeta, esquece que o ser humano diferencia-se dos bichinhos pela consciência do prazer que retira do quotidiano. E dentro do quotidiano está a sexualidade. Mas não só. Comer, dançar, pecar, exceder, fumar, cometer erros, blasfemar, cortar as veias, beber, cagar-se em Deus, ter medo, duvidar. A sede de prazer que tanto odeia este Santo Homem vem do medo de quem não pode conter os seus instintos e por isso se refugia na abstinência. E os outros devem ser medidos pelo mesmo padrão. Mesmo que sejam felizes e que o seu Deus goste disso.



    Por Rititi @ 2005/02/21 | 34 comentários »

  • Carlos Azevedo says:

    Ler a entrevista a João César das Neves foi como efectuar uma viagem no tempo. Belisquei-me para ter a certeza que não havia entrado numa máquina do tempo e tinha ído parar à Idade Média ou ao Tribunal da Santíssima Inquisição!

  • Victor Lazlo says:

    O César das Neves é um óbvio caso de disfunção eréctil não tratável com Viagra. Como se encontra impedido de fornicar, quer condenar os outros ao mesmo estado por decreto. É sua máxima é "Se eu não fodo, ninguém fode".
    João, pá, deixa-te de merdas e usa a língua!

  • esdruxulando says:

    É isso mesmo, Victor… nesse espírito, recomendo ao JCN a máxima de um velho amigo: "Enquanto houver língua e dedo, não há cona que me meta medo!!"

  • Stephen King says:

    É impressionante até que ponto a cretinice deste tipo pode ir… Como terá ele concebido os filhos? Deve ser uma coisa esperta imaginar a vida sexual daquele casal, e sobretudo, tentar perceber como raios é que um homem culto e supostamente inteligente consegue dizer disparates desta magnitude. João César das Neves representa tudo aquilo que dá mau nome á religião, o fundamentalismo mais bacoco e inconsciente da natureza humana, e sobretudo, é o espelho de uma intolerância imbecilóide que tem por base uma interpretação literal de doutrinas que não deveriam passar mesmo de metáforas, e bem remotas… Este é o tipo de gajo capaz de abolir a teoria da evolução das espécies das escolas. É o tipo que prefere que as miudas engravidem, que os putos (e graúdos já agora) contraiam DST, em nome de uma moral que se baseia na ignorância da glória do corpo e da sexualidade. Eu raramente embirro seja com quem for, mas este tipo consegue revolver-me as entranhas.
    Como é que se consegue ser tão pequeno?
    Estou com o Lazlo. É claramente um caso de disfunção eréctil, com sindroma de "estraga-claque".

    Estando eu num carro e caso o visse atravessar numa estrada deserta, não sei não…

  • morphy says:

    Sobre a queda do império romano a teoria que me parece melhor é a de que foi o primeiro a ter tamanho suficiente para a proliferação de epidemias. Tais epidemias não se deviam à vida sexual mas apenas à existência de metropoles, onde se encontravam gentes de deficientes proveniencias, e à grande concentração de pessoas num pequeno espaço. Os virus, bactérias e afins chamaram um figo a estas condições…

    Muita mortandade, mas a população europeia de virus ficou muito mais forte que outras (em particular os isolados Americanos) e tal facto teve um papel decisivo na facilidade com que as civilisações Americanas colapsaram perante a chegada dos europeus.

    Just a theory, but a good one

    Estas ideias não são minhas, pois apenas sou capaz de fazer um blog de futebol 🙂
    Tirei-as do livro "Plague progress", muito bom. http://www.amazon.com/exec/obidos/tg/detail/-/0575061359/qid=1109070368/sr=8-1/ref=sr_8_xs_ap_i1_xgl14/102-1095372-4876905?v=glance&s=books&n=507846

  • Jolina says:

    Rititi,

    Já sei que me vão crucificar, mas a verdade é que o sexo perdeu beleza, perdeu significado apenas para dar prazer. O prazer é óptimo, mas quando o sexo se torna mecânico e desprovido de outra coisa que não seja o prazer, começa a cansar: cansa o parceiro, cansa o próprio acto em si. Daí a procura cada vez maior de estímulos, não raras vezes à custa de outrém.
    De tão banal, o sexo deixa de ser realmente importante: é mais uma coisa que se faz quotidianamente, nada de mais.
    Mas não deveria ser assim.

  • J P Diniz says:

    Enfim , estas pequenas alegrias ( refiro-me à entrevista , e não ao sexo ) é que nos fazem sentir vivos . Ou não sentem algum prazewrzinha na furia subita que as santas palavras do neves nos fazem sentir , uma certa vontade de lhe engiar coisas pela boca abaixo … e só depois chega o medo de que os neves sejam muitos e um dia a moda pegue . Deus nos livre dos santos e da santidade …

  • rititi says:

    Morphy, obrigada pela dica! Muito boa!!!
    Agora, Jolina, nao sei onde está o mal que o sexo se torna mecânico e desprovido de outra coisa que não seja o prazer. Nao se deve confundir sexo com amor, carinho, matrimonio ou fidelidade. Sexo pelo sexo existe. Nem é melhor nem é pior.
    E pronto, mais uma divertida manha passada graças ao Joao Cesar, o Sabio.

  • Jolina says:

    Rititi:

    Para mim, é mau. Se o não é para outros, não é.
    Assumo o que sou, e as minhas convicções. O mesmo fará o senhor César das Neves, ou sr Francisco Louçã, tu Rititi, ou outra pessoa qualquer.
    Para mim, é mau na medida em que o sexo perde muito. Deixa de fazer sentido. Para mim, deixa. Gosto e amo o meu corpo demais para que o mesmo seja utilizado apenas para um determinado fim.
    E acredito que é esse mesmo sexo "mecânico " e desprovido do factor emocional que potencia muitos maus fenómenos: tráfico de mulheres para a indústria pornográfica e prostituição, a pedofilia, etc…
    Pronto, crucifiquem-me…

  • Jack the Nipple says:

    Cara Rititas, nada me dá mais alegria do que um discurso a defender o sexo pelo sexo e o prazer porque sim. Aliás, acho que em ti se está a desperdicar um bom eleitorado de esquerda…
    De resto não conheço o abominável César das Neves, mas pelo discurso imagino logo o velho decrépito, moralista em causa alheia e com nada mais de 10 cm. Pois é, lá terá as suas razões para queixas…

  • Jack the Nipple says:

    Correcção: já fui ao teu link ver o rosto do Neves e acho que só logo à noite conseguirei fechar a boca do espanto com outras frases que por lá achei! Até pelo meu monitor o homem cheira a Opus Dei. Aliás, desculpem os fundamentalistas critãos, mas no seu próprio estilo o gajo tem uma mente bem mais preversa do que o Marquês de Sade.
    Nota: acho que vou tirar prints e enviar para os meus amigos. Uma boa risada alegra sempre o dia…

  • sissi says:

    Ó Jolina, tu desculpa lá, mas então e as pessoas que passam uma vida inteira sem encontrarem o amor? E aquelas que, tendo-o encontrado, o perderam? Julgo então que as mesmas deverão ser devotadas ao ostracismo sexual como forma de se manterem castas, puras, virginais, da mesma forma que se afastam dos «maus fenómenos»? O sexo só se torna banal, como dizes, quando as partes não entendem que, exceptuando o lado reprodutor, o sexo só existe porque dá prazer. Com ou sem amor. E isso é uma coisa que os césares das neves desta vida nunca poderão desmentir ou fazer alguma coisa contra, nem mesmo com este tipo de propaganda rasteira.

  • Nuno says:

    Todo o sexo é mecânico, químico e físico. Todo o sexo envolve emoções, fortes, intensas, rápidas ou eternas. Todo o sexo é íntimo, mais ou menos revelador, pessoal e, de preferência, bom. Muito bom. Assim como a vida.

    Ainda estou para perceber como é que, nos últimos 13 anos, as vezes em que o momento aconteceu (e deviam ter sido o dobro… o triplo das vezes!), essa actividade fez com que a prostituição e "tráfico de mulheres para a indústria pornográfica" aumentasse. Se em relação à indústria pornográfica, algum mérito me poderá ser atribuído (em especial nos anos pré-atitude-mecânica-prazentosa), quanto à prostituição, sorry mas nem que dê muitas voltas, não vejo a ligação. A referência à pedofilia, nem comento. Parece-me demasiado grave e irresponsável andar a mexer em coisas tão dramáticas, como desculpa para se meter na vida privada.

  • Ricardo Garcia says:

    Bom post. Embora a razão que lhe deu génese fosse pouco digna de tamanha semântica…

  • Jolina says:

    Bom, estranho seria se todos pensássemos da mesma forma.
    Felizmente, há pluralidade de opiniões e maneiras de ver as coisas.
    A minha é aquela que aqui expus.
    Ninguém é obrigado a concordar comigo, da mesma forma que eu não sou obrigada a concordar convosco, certo?
    Já pensei como vocês, tenho de dizer. Mas a vida mostrou-me caminhos demasiado maus para continuar a acreditar nisso.
    Passem bem.

  • rititi says:

    Olaré, Nuno!!
    Jolina, enfim minha querida, cada um sabe de si! Um beijinho.

  • Victor Lazlo says:

    Homem dotado, versado na arte do amor, com licenciatura em sexo oral e pós-graduação em posições improváveis, procura Jolina para uma noite de sexo mecânico e cheio de prazer. Prometo discrição e orgasmos múltiplos.

  • Jolina says:

    Obrigada, Lazlo, mas o meu marido já me enche as medidas! 🙂

  • O_Pombo says:

    Se formos falar do império romano, há que ter em atenção a uma questão: existem teorias que dizem que uma das grandes causas da decadência de Roma foi a adopção do Cristianismo como religião do Estado. As antigas crenças pagãs dos romanos, constituindo uma religião menos agrilhoada pela noção de pecado, que glorificava a força e a ambição era um dos factores que determinou o sucesso. Os romanos, como cristãos, amoleceram.

    Fornicai, pois, à vontade!

  • Luís F. Simões says:

    Presentemente, trespassa a ideia que já só fode quem tem.

    Nunca o foder esteve tão associado à capacidade de consumir.

    Vai daí: existe muita gente a foder mal quando podia foder bem.

  • Joao Serpa says:

    É das entrevistas mais retrógradas e ridículas que já li. Comentário completo em blog próprio.

  • bernardo says:

    Parabéns pelo post! Fiz um comentário (a este artigo e a todo o blog) no meu Notas Várias (Lá tratei-a por tu para não parecer pretensioso… I hope you don't mind!)

    Obrigado por estes posts!

  • Sandra says:

    Gosto – estou a ser irónica, estou a ser irónica! – particularmente desta frase: «O preservativo torna a relação de um casal mecânica e incompleta.» Sabe uma coisa sô dótor? EU DISPENSO O ESGUICHO! Tudo o resto antes é bom, mas o esguicho estraga tudo, sobretudo em certas circunstâncias… que não vou dizer quais… Ele deve ser daqueles que ou esguicha para o bidé, ou não esguicha de todo… Pronto, não digo esguicho nem mais uma vez. Acabou-se.

  • Viuva Negra says:

    ooncordo que vivemos , numa sociedade mecanica , que zela pela quantidade e nao pela qualidade , espanta-me a facilidade de entrega entre as pessoas , como o sexo é um jogo de poder de sedução . uns são comidos , os outros comem , isto para não usar expressões mais duras. mas tenho de fazer um reparo . A nossa sociedade até é pudica e anda em brandos customes , hipocritas daqueles que fecharam os olhos e os ouvidos e nunca ouviram falar de prostituição masculina e feminina e muito menos de pedofilia o acto mais natural para algumas sociedades. Vamos lembrar os gregos , as orgias romanas , os bordeis da idade media e da corte … história meus caros!
    não vamos ser cinicos OK
    O sexo sempre existiu como prazer carnal como forma de procriação, hoje mais que nunca é que se faz pelo prazer simples da satisfaçaõ e da consumição dos corpos e das almas o resto são tretas …

  • Carlos Azevedo says:

    Cara Jolina,
    No seu 1.º comentário, afirma que o sexo se torna banal, uma coisa quotidiana. Quotidiana? Era bom, era! Quotidianamente, só mesmo o onanismo.
    No seu 3.º comentário, refere que a vida lhe mostrou maus caminhos para continuar a acreditar nisso. Espero, sinceramente, que não sejam os caminhos que abordou na parte final do seu 2.º comentário.
    O seu 4.º comentário é, para mim, o mais transtornante. Então a minha amiga não acha que afirmar que o seu marido já lhe "enche as medidas" é uma banalização do acto?! Deveria ter recorrido a uma expressão menos vulgar, por exemplo, que a relação com o seu marido a completa, fá-la sentir-se uma mulher inteira.
    Ah, já me esquecia. Estes seus comentários não são nada coerentes com o que comentou no Controversa Maresia a propósito do eng. Sócrates. Fazer insinuações sobre a sexualidade de outrém não lhe parece, também, uma banalização?

  • Onan says:

    Eu bem me queria parecer que o problema haveria de ser o prazer carnal.

  • clark59 says:

    Correcto.
    A César o que (não) é das Neves

  • Stephen King says:

    Julgo que era o Steven Pressfield que dizia que "Deus fica feliz quando os seus filhos brincam".

    Sinceramente esta associação do sexo a uma espécie de moralismo selectivo, (entenda-se, da tal ideia do acto como uma espécie de ritual quase reigioso e cheio de reverência)parece-me uma desculpa já antiga, mas que assenta numa total falta de fundamentos objectivos. Mas que mal farão as pessoas por quererem ou terem sexo conforme lhes apraz, e se o mesmo for consensual com os respectivos parceiros? ( á vez ou simultaneamente, claro!)
    Mas porque raios é que isso causa tanta comichão a quem, no seu devido direito, não escolhe tais práticas? Onde está o dano?
    O sexo é uma transferência de energias, uma forma de comunicação primordial, tremendamente eficaz e prazenteira. As pessoas entregam algo de si e recebem, o corpo agradece, e a alma, consoante a origem ou intensidade do afecto, também se vai rigojizando.
    Tratando-se de algo que está intimamente ligado á esfera mais pessoal da pessoa humana, e já agora enquanto sujeito social, só mesmo as religiões organizadas para quererem mexer naquilo que não lhes diz respeito, sob a capa de uma espécie de doutrina social que supostamente nos levará a um caminho melhor enquanto comunidades e indivíduos. O que não passa obviamente de uma treta descomunal, porque ao negar-se desta forma a natureza humana, estão a criar-se recalcamentos e factores de implosão relacional entre os individuos, que depois geram fenómenos aberrantes, como a pedofilia organizada na Igreja Americana ( se puderem, leiam "Our Fathers – de David France ). Aliás, quem tiver lido o "Nome da Rosa", recordará que os crimes são cometidos no meio de uma intrincada relação de ciume entre os monges da abadia, porque me meio a tanto isolamento e ausência de afecto carnal, os moços tinham de desenrascar-se como podiam. E depois temos os fenómenos das prisões, onde homens pura e duramente heterossexuais simplesmente agarram o que podem, porque as pulsões são demasiado fortes.
    Não vale a pena tentar tapar o sol com apeneira. Trata-se de uma necessidade, de uma pulsão originária pelo facto de sermos seres sensíveis e feitos de substancia orgânica. Trata-se de uma forma de comunicação, da gestão da esfera íntima relativamente á qual ninguém, e muito menos as religiões organizadas, têm nada a ver com isso.
    Aliás, a mim choca-me que o César das Neves ache normal que miúdos em idade tenra devessem ter visto o monumental ensaio de porrada e sadismo que é a Paixão de Cristo, mas que de forma alguma seria admissível ver a mama da Janet Jackson…
    É por estas e por outras que a Igreja está a ter cada vez mais deserções, e o Vaticano cada vez mais parece um bibelot demasiado caro para o mundo.

  • cris says:

    Este tipo é doido varrido. Só não se percebe como lhe dão voz no Diário de Notícias. Talvez seja por 1 questão de inclusão das pessoas com demência agravada, não sei bem.
    Mas sei q em mtos países o q ele afirma seria considerado crime. E em Portugal a Constituição proibe discriminação de homossexuais desde 22 de Abril de 2004. Será q ele sabe disso?

  • rititi says:

    Cris,
    Claro que sabe: foi constiuido arguido por insinuaçoes insultuosas contra homossexuais!

  • Karago says:

    Pá quem é o Neves ? é o gajo que morreu e escrevia pá bola? ou o Neves que era eunuco do Nero?

    pá que pasquim é esse? Diári..Kê?

    pá só conheço o The New York Times e o Canard Enchainé….

    Esse gajo é português….logo vi…somos umas bestas….pá será que o gajo ensina numa espelunca chamada Católica? pois éeeeeeee

    Estandes à espera de quoi?

  • Diana says:

    epá, ouvi eu falar deste senhor e cá vou eu na minha cusquice incontrolável pesquisar alguma coisa sobre o dito cujo… e , verdade seja dita, já estava a ficar com medo de tanta coisa que li, até encontrar um pouco de lucidez aqui..e então as «opiniões» deste senhor no DN…ui ui

  • SSG says:

    Caro Carlos Azevedo,

    Eu realmente li a dita entrevista e, tal como dito nos comentários que li (sinceramente não consegui ter paciência para muitos devido à qualidade dos mesmos), concordo com a generalidade das suas correctas obvservações.
    O Sr. Professor mostrou-me uma faceta que desconhecia e, principalmente, um nível baixo de conhecimento histórico e, essencialmente de História Económica(principalmente ciclos económicos e grandes alterações económicas durante as civilizações e causas que conduziram ao seu declinio) o que ainda mais me chocou dado o caso de conhecer pessoalmente o Professor e tê-lo mantido num certo estatuto.

    Infelizmente, neste blogs em que aparece matéria de grande interese para discussão ( leia-se: troca de opiniões), aparecem face a estes temas que considero sérios, opiniões como a do Victor Lazlo, p.e.

    Sara

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