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Rititi

Rititi

INÍCIO

  • hasta el chochete ja nao posso com os

    HASTA EL CHOCHETE!

    Já não posso com os espanhóis, pá, vou mas é andando para Lisboa beber um gin atómico em Santa Catarina. E porra para os Príncipes das Asturias, as bodas gays, os apartamentos de trinta metros quadrados, o partido comunista das terras bascas, os fachos com bandeiras franquistas na Plaza de Colón, ZP, Marzinger Z, o PP e a federação de municipios, as viagens a Marrocos da Vice-one, os modernos, as chupalas, os betos, os surdos e os taxistas, o Fernando Alonso, Pau Gasol, os pontos do Barça, os romances de mister Espanha e o cancro da Rocio Durcal, a casa de tu vida y su puta madre!
    Me piro, vampiro.

    (Divina, de Mario Vela)



    Por Rititi @ 2005/04/29 | Sem comentários »


    querido blogue que pedaco de carne e

    Querido Blogue,

    Que pedaço de carne é este que me sobra em cima das calças, que se confunde com o cinto, esta abjecta bóia abdominal que me candidata a próximo boneco michelin? Quem autorizou a degradação deste meu corpo, assim sem aviso e logo após o cumpleaños feliz número trinta? Que espécie de conjuro fez que se me pendure do estômago um apêndice cabrão e malcriado que assusta quem me aperta a cintura procurando a graciosidade da mulher jovem e esbelta? Porque, meu Deus, porque?
    Quando se virou a página da minha história física, da eterna adolescência, a ideia da imortalidade sem caroços e banhas, a utopia de envelhecer com estilo, assim como a Isabel Presley, essa cabra com as peles no sítio, a quem não lhe bailam os braços, cuja barriga está para dentro, como que encolhida pela garantia das massagens. Aaaah, as massagens, pois é, que fácil a vida com massagens, esteticien, maquilhadoras, personaltreiner, uma picadinha aqui, outra acolá, daquelas que nem se notam, uma voltinha no cabeleireiro, ai que bem se vive, a Hola sempre em casa e os filhos criados, sustentados, amassados e bajulados. Pois é, Isabel, pois é, a existência dentro do conto de fadas fica bem a qualquer mulher.
    E a mim ficar-me-ia a matar, porque no fundo não nasci para me assustar cada quinze de Abril, ai, ai, que aconteceu durante o Inverno, quando me escondia debaixo dos casacos, cachecóis, pullovers, cuecas de gola alta, pijama e collants, ai, ai, quem me manda, quem, refugiar-me do frio nos bares, com o bem que estaria num ginásio, um dois, step e abdominais e flexões, um dois, salta, encolhe a barriga, corre e agacha-te outra vez, mais um esforço, não dá. Para mim não. Que terrível imagem, eu de fato de treino, as cuecas a meterem-se rabo adentro enquanto me mato por seguir o ritmo alucinante de um cabrão aos pulos vestido de totó, um dois, sua vaca gorda, queime essas gorduras, alcoólica, má pessoa, se comesse tofu, laite-fude, cenouras e laxantes não estava assim, um dois, e rodeada de anorécticas recauchutadas, um dois, já viste os meus ténes da naique, um dois.
    Caguei. Para mim quero a esteticien, a maquilhadora e o personaltreiner da Isabel, e da Camilla pretendo o mesmo cirurgião plástico, e das ricas em geral o seu dinheiro, porque a vida é mais fácil sem ter o cu espetado todo o dia numa cadeira, as costas fodidas e cada dia mais míope, como se trabalhar para comer, por puta de necessidade, fosse bom. E ao meu pedaço de carne, olha paciência, pá, tivesse bebido menos.



    Por Rititi @ 2005/04/28 | 1 Comentário »


    tens muita graca tens tens entao vamos

    Tens muita graça, tens, tens

    Então vamos lá, que isto não há de custar nada…

    Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?

    Livro??? E porque não uma enciclopédia, um atlas, um mapa mundi? Era isso, eu quero ser um mapa geográfico da Oceânia, com todos esses desertos, as ilhas perdidas e os seus atóis pequeninos e amorosos.

    Já alguma vez ficaste apanhado por uma personagem de ficção?

    Uhmmmm, não. Mas, já que estou, gostaria ser uma mulher amada pelos homens imaginados por Rubem Fonseca, por esses machos intrépidos e valentes ante o sexo feminino, tão poderosos, assim como ginastas de cama, amantes musculados e incansáveis. Se não pudesse, ó pá, então queria ser a dama misteriosa e dorida inventada por Dashiell Hammett que entra no escritório do detective em busca da solução ao matrimónio estropiado e que acaba por ser a má da fita por culpa da puta da vida.

    Qual foi o último livro que compraste?

    Saga y Fuga de JB, de Gonzalo Torrente Ballester. Claro que isto foi no verão, que eu sou uma vampira literária, sempre a sugar as aquisições do meu homem. Graças a Mr. Pinheiro, admito, sou o que sou. E mais nada.

    Qual o último que leste?

    Adivinha Vieirinha, somos gémeas: Jardins de Cimento, de Ian MacIwan. Depois da decepção de Amesterdão, vale a pena reencontrar a razão desta minha paixão física pelo homem.

    Que livros estás a ler?

    A Pastoral Americana, claro, do genial, soberbo e inteligentíssimo Philip Roth. Depois de me ter esquecido da Mancha Humana em Lisboa, ora porra, não tive mais cojones de continuar a saga – ao contrário – expiando assim a minha falta de memória.

    Que 5 livros levarias para uma ilha deserta?

    I don’t do desert islands at all! Qual é a graça? E se me visse obrigada a ver-me lá enfiada, no mínimo dos mínimos o que eu precisava era de televisão por cabo, bar em cima da praia, voos directos à civilização, massagens nas palmas dos pés, Mr. Pinheiro deitado ao meu lado, praias de águas cristalinas… Ah, que isto é um resort. Pois. Então é que não levo mesmo livros.

    A que 3 pessoas vais passar este testemunho?

    Estais fodidos: Raquel, sai lá da toca da Gardunha e põe-te a escrever. Rui, meu, eu sei que tu podes, pá. E Ideafix, achavas que me esquecia de ti?



    Por Rititi @ 2005/04/26 | Sem comentários »


    nova vida e que importam os cravos os

    NOVA VIDA

    E que importam os cravos, os livros, a memória dos tanques, a liberdade de Abril e grândola vila morena, o cinismo e as compras de Verão, que importa a ONU, as noites mal dormidas, os prémios da música e as contas por pagar, se nasceu a Violeta.

    Parabéns, João e Thais.



    Por Rititi @ 2005/04/25 | Sem comentários »


    lo siento mucho la vida es asi no la he

    Lo siento mucho, la vida es así, no la he inventado yo.



    Presente da Sara, desassossegada nos tempos livres e que me incluiu no grupo dos Anjos de Charlie. Bien pá mi!!!

    (já agora, eu sou a loira!)



    Por Rititi @ 2005/04/22 | Sem comentários »


    querido blogue mr

    Querido Blogue,

    Mr. and Mrs. Pinheiro enroscam-se na cama, ai, meu amor, hoje não me levanto, ai que difícil é conjugar caipirinhas e um despertador implacável, está quente dentro do quarto e lá fora, ui, sabe Deus que tempo nos espera, chega-te para cá e dorme mais um bocado, que não temos idade para grandes esforços logo de madrugada. E telefona para o meu trabalho e diz que estou doente, que me atropelou um bando de turistas na Puerta del Sol, que me amputaram uma unha, que não e não, que o que eu quero é sentir-te aqui, debaixo dos lençóis e a gata que mia e mia e mia, será que tem comida, caguei, digo eu que não lhe faz mal passar fome um dia. E como é que viemos para casa ontem, nem me lembro de me deitar, devia ser do uísque que estava marado, pois sim e de teres bebido cinco de enfiada, ai, meu amor, que difícil é manter uma vida social decente com tantas obrigações laborais à mistura. E gostarás de mim daqui a trinta anos, meu amor, quando o meu corpo estiver flácido e a barriga se me juntar com as mamas, eu acho que ainda estás bêbeda, ouve, que desejo poderás ter por uma senhora com a pele feita num oito, sobretudo se continuares a fumar que nem um camionista, eu sei, hoje deixo de fumar. E de beber, e começarei a fazer desporto, vou já ver ginásios, e olha para o meu rabo, toca, toca, estou gorda, estás é parva, lembras-te de como era quando nos conhecemos, estás igual, cala-te e dorme. E vou fazer umas férias de cervejas, vinhos e copos, que isto não é vida, que esperteza agora que começa o verão e as terrazas e as noites na praça de Santa Ana é que vais deixar de sair, também tens razão, talvez não seja a altura mais apropriada. Ai, que fartura de Inverno, ai meu amor, o que é que visto hoje, não tenho roupa nenhuma de jeito, ainda a semana passada foste às compras, eu sei meu amor, mas essas saias não são para ir trabalhar, são bonitas demais, tu é que és bonita e tu mais, chega-te para cá, meu amor e telefona a dizer que hoje não trabalho, que tenho mimos e beijos para por em dia. Que bom poder preguiçar juntos, na ronha conjugal, enrosca-te a mim outra vez que te tenho que dizer uma coisa.



    Por Rititi @ 2005/04/21 | Sem comentários »


    pois

    Pois. Bela merda.
    Estou farta de perder dinheiro em apostas parvas.



    Por Rititi @ 2005/04/19 | Sem comentários »


    querido blogue quando eu for grande

    Querido Blogue,

    Quando eu for grande quero ser uma verdadeira democrata. Ser tolerante e amável com os povos do mundo, desfrutar na orgia das ideias partilhadas, enfim, ser um filha do 25 de Abril em particular e do meu tempo global e solidário em geral.
    Mas por enquanto não sou capaz, e não será com certeza pela falta de catequeses na infância dos meus dias, pelas horas de leitura dos evangelhos e demais livros de auto-ajuda similares. Se por mim fosse, amanhã mesmo tatuava-me os peitos com os ensinamentos dos mestres budistas e transformava-me na nova Penélope Cruz lusitana a destilar boa onda, fraternidade e compaixão pelos desgraçados do planeta. Mas não. Népias. Ni jartita uisqui dí, como te lo digo, tú.
    E neste mundinho esterilizado, sem vozes autónomas que se atrevam a dizer o que lhe vai na mona, em que o politicamente correcto comanda o pensamento único e a intenção de voto, nesta vida em que a opinião própria custa raspanetes, olha lá que não devias ter dito isso, ficou todo ofendidinho, ui, ui, vê se pedes desculpa pela tua boca grande, digo que não há cu para a estupidez geral dos anormalecos com o rabinho a precisar de uma bela de uma nalgada e uma vida para se meterem dentro dela. E muito menos que a esta altura do campeonato se tenha que aturar comichosos, você ofendeu o orgulho da minha família quando disse que os beirões eram totós, e claro a minha santa mãe, que deus a tenha, era de Gardunha, e isso doeu-me muito cá nos meus interiores e agora vou-lhe já mandar um e-mail a repudiar a sua graçola, denunciá-la à Procuradoria-Geral da República e difamar o seu bom-nome pelas paredes das fábricas do país. 25 de Abril, sempre, que a gente é tudo camaradas e iguais e claro, se me vejo reflectido numa crítica, numa ironia – que não entendo porque sou disléxico mental – chamo a comissão de trabalhadores para dar tareia na voz discordante.
    Já chega. Porque não tenho pachorra, oyes, nem capacidade intelectual e muito menos tempo útil para gastar com a exigência de compreensão por parte de sindicalistas do pensamento, virgens ofendidas e feministas histéricas, imbecis em geral cuja missão na terra é chamar a atenção à gralha ortográfica, à ofensa dramática de pensar como nos dá na gana, gentinhas sem amores e sexo para pôr em dia, complexados, comichosos e beatas. Não dá.
    Que fazer ante a gratuitidade da estupidez? Qual a opção lógica ante a imposição brutal do fundamentalismo neuronal a todo o custo? Será a herança do 25 de Abril ter que levar com a imbecilidade por decreto-lei, aceitá-la sem mais, amá-la como se fosse nossa filha?
    Quanto a mim, que me desculpem as regras da decência: fodei-vos!



    Por Rititi @ 2005/04/19 | Sem comentários »


    da nova serie os meus amigos sao

    Da (Nova) Série:
    OS MEUS AMIGOS SAO MELHORES QUE OS TEUS

    Contra a suburbanidade mental, originalidade; contra a histeria do crédito habitação, aluguer no centro histórico; contra contas por pagar, gastar melhor; contra a azia existencial, amor, amor, amor.

    E contra o frio, muita cor!




    Da Monia, claro, a nossa representante dos fiordes nas terras da Grande Alface e artista de malas nos tempos livres. À venda no Sem Sim, em pleno centro do Bairro Alto.



    Por Rititi @ 2005/04/18 | Sem comentários »


    momento gina festivais europeus e afins


    MOMENTO GINA: FESTIVAIS EUROPEUS E AFINS

    Todos os países unidos em volta da música, jovens intérpretes sonhando com unir Europa numa orgia fraternal mais elevada e mística que os Jogos Sem Fronteiras, a esperança num mundo onde as línguas, raças e religiões não sejam um obstáculo…. Senhoras e Senhores bem-vindos ao Festival da Canção!!! Na na nanana naaaana nana nananananana nanaaaaa…
    Será que somos todos iguais ante a música? Será Europa esse jardim idílico onde as notas revivem o sonho da comunhão dos povos? Pues va a ser que no, oyes. Como em tudo, no Festival há clubes e grupelhos, bons e fatelas, os países que ganham sempre a honra do hit musical do verão e os tristes que nunca passam dos três pontos, envergonhando os seus concidadãos numa cerimónia onde os perdedores sentam-se em cima da bandeira nacional e escondem a cabecinha na decepção.
    Este ano, por causa das tosses, os chungosos comem à parte. Semi-finais que lhes chamaram e os menos maus passam à mega super chachi final europeia. E em que grupo está Portugal? Pois. E que jovens intrépidos defenderão a honra da nossa pátria via satélite? Que grande tema elevará o sentimento nacional aos píncaros da euforia da sardinha?

    Portugal não desilude, grande certeza esta, e em vez de se ficar quietinho em casa a ver a telenovela, manda-se para a frente com um grupo de nome 2 B composto por pessoas chamadas Luciana, Kelly, Eliana, Susan ou Loredana. Se não fosse pelo Rui poderia ser uma representação de emigrantes do Nordeste brasileiro a residir em Alcochete e que alguém raptou por falta de candidatos.

    Mas quem são estes desgraçados???

    Para piorar o aspecto centro comercial em saldos dos nossos cantores, nada como uma musiquinha imaginada pelo menos por uma criança de seis anos inscrita num colégio bilingue. Que bonito título – AMAR -, original e sempre alegre, pois não. E que letra, ó meu Deus, que inspiração à hora de redigi-la, que ritmo alucinante e que bela de uma merda que mais uma vez apresentamos aos nossos congéneres europeus. Portugal, para não variar, sempre à cabeça dos pirosos. Somos insuperáveis, autênticos mestres na arte de passar por anormais profundos e financiados pelos dinheiros públicos.

    Europa. Para todos vós, o tema AMAR. Performer: 2B. Letra e Música: Alexandre Honrado, Ernesto Leite e José da Ponte.

    “AMAR”

    O céu às vezes foge
    Procura outro lugar
    Onde o sol não cabe
    E a lua não quer ficar

    De mar em mar, hey!
    Ver e vencer, hey
    Amar, amar, sempre, sempre anyway,
    De mar em mar, hey!
    Ver e vencer, hey
    Amar, amar, always day by day.
    Só quem não quer amar
    Olha sem ver

    Happy pretty way
    Happy shiny day
    Happy place to stay
    We can hold it together
    Happy pretty way ref.
    Happy shiny day
    Happy place to stay
    We can hold it forever

    Pretty people shining
    A pretty place to stay
    Brand new kind of face
    I love u anyway

    Fight for the love i miss
    Ask me to stay

    Portugal, Zero Points. Amén.



    Por Rititi @ 2005/04/15 | Sem comentários »