Don't fumble for excuses, not here and now with my hair down. At best, let's say I've been oversensitive to her...to the fact that she's so young, so feminine and so helpless, too so many things I want to be for Bill. Funny business, a woman's career. The things you drop on your way up the ladder so you can move faster. You forget you'll need them again when you get back to being a woman. There's one career all females have in common - whether we like it or not: being a woman. Sooner or later, we've got to work at it, no matter how many other careers we've had or wanted. And, in the last analysis, nothing is any good unless you can look up just before dinner or turn around in bed - and there he is. Without that, you're not a woman. You're something with a French provincial office or a - a book full of clippings, but you're not a woman. Slow curtain. The End.

All About Eve, ou o melhor retrato cinematográfico do género feminino.
Com mais sombras que luzes, com mais medos que coragem, com mais raiva, complexos e invejas que cenas heróicas. Porque ser mulher não é só ter filhos lindos, estar sempre bonita e andar orgulhosa do penso higiénico, como se envelhecer não assustasse, como se a ideia de perder o homem não tirasse o sono.
E eu sempre preferi a mulher sincera dos seus traumas, com calos de amor e ataques de histerismo, a um engendro perfeito das nove às cinco, sem passado e o jantar na mesa.

7 Comentários:
E que poder tem esse "engendro perfeito das nove às cinco, sem passado e o jantar na mesa"!!!!
A mulher dona de casa; dona do "seu" marido (como se as pessoas se pertencessem, porque dormem juntas e apenas por isso); dona dos seus filhos; dona dos seus sofrimentos e sacrifícios; dona das suas dores; esta mulher é sacrificada, é coitada (se não for coitadinha - que toda a gente sabe o que é!). Isto tem um poder inimaginável.
A dor exige mais energia que a felicidade. Exige mais atenção.
Uma mulher que se expresse forte, segura, firme deixa de ser, para a maior parte das pessoas, feminina. Passa a ter algo de masculino. Quando, na realidade, é exactamente ao contrário. Os homens - em geral- não são MESMO capazes de viver sozinhos, ainda que seja isso que lhes apeteça. Passam da "cama e roupa lavada" da mãe, para a "cama e roupa lavada" de outra mulher qualquer.
Agora, digo-te uma coisa: já vi esse tipo de mulher exercer o seu poder e ter na palma da sua mão o homem com quem casou e os filhos que tem. Ela é, efectivamente, "dona" deles. Quando eu supunha que estava a olhar para uma vítima, estava a olhar para um ser poderoso. Nem aquele marido, nem aquele filho faziam nada sem a presença dela.
Manter este estado das coisas interessa a certos homens e certas mulheres. Portanto, ainda funciona para muita gente.
Eu, como mulher, não quero esse poder para mim.
Estou contigo e não abro. Tenho um filho que adoro mas que muitas vezes me cansa, tenho um marido maravilhoso e muitas vezes fico com medo de o perder, não me sinto linda todos os dias, e a minha carreira poderia ir melhor. MAS: não nego ajuda para tomar conta do Jaime, nem uma lamechice de vez em quando para ter a certeza que «ele» ainda está comigo, nem uma tarde para cuidar de mim, nem uma busca incessante de um melhor trabalho. Não sou perfeita, e admito-o. Mas também não sou uma queixinhas.
PS: Como diz o outro, há que dizê-lo com frontalidade: andam para aí gajas armadas em heroínas que querem fazer passar a ideia que ser uma mulher maravilhosa é abdicar da carreira, ter cinco filhos sem epidural, e ainda sorrir se o marido lhe der uma estaladita de vez em quando. Desde que ele lhe pague os implantes e o branqueamento dos dentes.
a pp anda a ler muita agustina bessa-luis... o que esqueceu de dizer é que há o outro lado da moeda, não é? vai lá ler, vai...sibila... ou sei lá... eu cá afirmo já aqui: além de calos, já me vão nascendo é joenetes. e depois? crucifiquem-me, vá, tenho 4 filhos, sem branqueamento nem silicone e porra, from nine to five o que eu quero é existir. se mulher. se homem. bah... um ataque de histerismo é o que me dá se me olho ao espelho de manhã e descubro que incarnei, durante a noite, depois de conversar com a almofada, uma ameixa seca. ou uma maçã dura de roer. ou então sei lá, uma carcaça de padaria de bairro. mete-se o dente e é só ar... ( rititi, slow curtain. filling mu up with this words, killing me softly... isso é o que as gajas Todas, secretamente desejam. mas daí a assumir, graças a deus ainda há muitas que não. nos meus sonhos eróticos até gostava de ser adulada, aprincesada, algemada, gueishada... mas quando acordo sinto os pés. esta merda de ser mulher dá-nos esta vantagem: cascos como a dama pé de cabra... )
blimunda... agustina??? Vá de retro(escavadora)!!! não consigo ler agustina; páro na página 2!!!! :o))) nada de cruxificar as mulheres que tomam a opção de que tu falas. não. chateia-me solenemente as que se "auto-cruxificam" e vivem essas vidas, porque sim. vitimizar como forma de obter poder e atenção não gosto! quando te sentes bem com a vida que tens, isso parece-me muito bem!!! eu é que dei de caras com uma mulher dessas, auto-vítima, coitada... e percebi depois que era a forma dela obter atenção e pena. aí foi quando me saltou a tampa e perguntei se o marido era deficientezinho... não lhe funcionavam as mãozinhas e os bracinhos... (sem qualquer desrespeito para as pessoas com deficiência!). não tenho nada contra as mulheres ou homens que fazem as suas opções. mas, depois, não se vitimizem pelas opções que tomaram, porque a mudança é uma constante nas nossas vidas. se não estão bem, mudem-se e parem com o choradinho.
Eu prefiro as mulheres dificeis e imperfeitas. Não há nada pior que uma "Barbie2 dos pés à cabeça.
O medo de envelhecer, de perder o homem que se ama, as cenas de ciúme são interpretados na perfeição pela Bette Davis, mas não acho que seja o filme que melhor retrata o género feminino. Também não me lembro de outro melhor e se calhar nem existe. É um filme sobre pessoas que têm as suas inseguranças e ambições, que enganam e são enganadas e que reagem a isso à sua maneira com a maior ou menor impulsividade. Acho que este filme se distingue em particular pq houve o feliz acaso de terem criado personagens complexas e interessantes no feminino.
Não tenho bem a certeza, mas creio que foi anteontem que me deparei com quatro mulheres nuas numa praia.
Entretanto, formaram-se os inevitáveis pares. Duas delas colocaram-se a jogar basebol, enquanto as outras se puseram a arremessar uma bola de rugby.
Todo aquele cenário seria perfeito, se não lhes faltasse um caralho a todas.
Voltando ao teu texto, ainda que não tenha saído: continua que estás no bom caminho - porém, como já deves saber:) o bom caminho também não leva a lado nenhum.
Abraço
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