Querido Blogue,
Não, não, não e mais não. Morra a Europa, fora a Constituição. Que giro, agora que cagamos auto-estradas e centros comerciais, que bom é ser do contra. Vinte anos atrás, caim, caim, dá-me alguma coisita para comer, um subsídio que seja. Mas hoje somos grandes, ricos, preocupados, gente do primeiro mundo e tal. E agora a malta diz que vai votar contra porque nos vão cortar as liberdadezecas todas, porque nos vão afogar a impostos, a nós os portugueses, coitadinhos de nós, já não nos bastavam os chinocas, os eslovacos e a mão de obra mais barata ainda que a dos coitados das fábricas de sapatos da beira interior, agora ainda nos querem impingir uma Constituição que, pelo que falam os senhores esclarecidos que aparecem na televisão, deve ser o texto mais fascista, perigoso e reaccionário desde a constituição nazi.
E a mim, este convencimento todo, este repentino desfolhar de peritos na matéria, da gentalha que mal sabe de direito privado da pátria, que ignora as bases constitucionais do país onde vive, que raramente vota a não ser para as eleições do Benfica, anónimos que a mais não alcançam que a comentar no fórum da TSF sobre o caso apito dourado, dá-me uma vontadinha de fugir daqui pra fora que nem conto.
Que me expliquem onde leram estes soberbos opinion makers da treta o texto íntegro do tratado, quantas noites gastaram na Internet a rever os preceitos mais controversos, que artigos lhes chamam mais a atenção. Que me mandem mailes, que me liguem, que partilhem com esta pobre analfabeta constitucional as brilhantes conclusões a quem chegaram os mesmos gajos que só sacam a bandeira de casa quando a Federação de Futebol manda. Cantar o hino é coisa de homem que vai à bola, mas defender os interesses com a revolta diária é mais para os outros que lêem os jornais.
Não, não, não e mais não. E estas boas gentes que não sabem um caralho como se compõe a Comissão, nem votam jamais para as eleições ao Parlamento Europeu, nem se lhes ocorreu saber se Estrasburgo é um queijo ou uma cidade, de um dia para o outro levaram com a luz da sapiência nos cornos e começaram a falar de direitos, fundos estruturais e mercados livres de fronteiras. De energúmenos a doutorados. Como se alguma vez tivessem saído dos cubículos mentais onde vivem.
É muito giro, pois é. Se tivessemos ficado de fora desde o princípio, sem fingir que pertencemos ao clubes dos ricos, se nos fechassem as portas, os dinheiros e as benesses como o País da treta que somos, queria ver se andávamos com estas paneleirices de novos ricos.

35 Comentários:
como se Portugal não fosse ja uma "colónia"... é um bocado ridículo este medo da perda das soberanias.
pois...à UE exige-se tudo, mas não se quer dar nada. Quando não chove, baza la mendigar para Bruxelas. Quando ha quotas de pescas e procedimentos por deficies excessivos, "epá, baza lá que isso não é conosco, e deviamos era apostar nas relações atlanticas e tal..." dois pesos, duas medidas. E quando toca à politica, eis que ha um iluminado em cada esquina. Quando toca à cidadania, "desulpe, mas isso não e comigo, é no guichet ao lado...volte amanha no horario de expediente"...
lindo rititi, adorei e subscrevo
Ser contra este Tratado não significa ser contra a Europa (a própria expressão "Europa" é abusiva; a União Europeia não é a Europa). Eu, por exemplo, ainda não defini a minha posição relativamente a este Tratado, mas considero essencial a existência da UE. Em todo o caso, depois da efectiva vitória do "NÃO" em França e na Holanda, o resultado do referendo português é irrelevante a nível comunitário.
P.S. - Não, não sou comunista, nem fascista, e tão-pouco pretendo imolar-me numa qualquer manifestação anti-globalização!
desculpa, misturas alhos com bogalhos neste teu post. Fazes de uma forma antagonica aquilo que acusas outras pessoas de o fazer.Acusas por acusar, mandas bocas pro ar. Já te inteiraste das verdadeiras razões de quem pensa votar não? razões essas que tanto abarcam a extrema esquerda como a extrema direita como as pessoas desinformadas que votam de paraquedas? Quem vota contra esta constituição não vota contra a europa, talvez devas pensar mais sobre isso.
Só um pormenor muito importante: paneleirices de novos ricos? devias ter cuidado com a tua linguagem, não vás tu querer ser interpretada como homofóbica ( que claro não deves ser), mas ofender os novos ricos com calão ofensivo para gay é muito bom caminho.
Eu que não percebo um boi desta merda desta constituição, tentei perceber um pouco mais e fiquei a saber uma coisa: de cada vez que há um Tratado europeu que um país ratifica (graças a Deus sem referendos), a nossa Constituição tem de ser mudada. Logo, por que não simplificar? Fica tudo logo feito. Eles é que mandam mesmo...
Mas giro giro foi ver a Teresa de Sousa e o Pacheco Pereira pegadinhos de tal maneira que às tantas era tu cá tu lá, aquilo quase acabou à estalada. Se eu fosse a ele, perante a Teresita, metia-me num local qualquer Abrupto comó caraças e calava a boquinha. Ora essa é que é essa.
PS: Rititi, don't forget me... I'm waiting....
Pequenos Nadas: tás a mamar na teta da Europa ou é impressão minha?
Toda a gente tem o direito de opinar. Toda a gente tem o direito de dizer sim ou não a uma pergunta. Toda a gente tem o direito de receber o que lhe é devido sem ter que dar a sua dignidade em troca. Toda a gente tem o direito de escolher o seu próprio futuro. Toda a gente tem o direito exigir mais de uma união que também se faz com o orçamento português em que os mais beneficiados pelos fundos, não são os países mais subdesenvolvidos, mas sim o país que no domingo disse «non». Toda a gente pode ter os argumentos que se aduziram e acabar por votar «sim» ao tratado (se isso interessa nalguma coisa, é o meu caso. E, finalmente, toda a gente deve poder expressar a sua opinião sem ter de ser considerado iluminado. Assim a rititi o fez, assim eu o faço agora. Sem «iluminações».
Carlos Malmoro www.cxpandora.blogspot.com
Afinal os gajos acabaram por ser finos quando marcaram o referendo para o dia das autárquicas. A malta já lá está e, já agora, vota. Mas, e se fosse preciso ir lá (à mesa de voto) de propósito? Quem iria? Iam lá fazer o quê? Já não adianta nada...
A tal "Constituição" já está chumbada. Os ingleses já nem a vão votar.
Vamos lá é fazer figura de urso (uma das especialidades verdadeiramente portuguesas...)
Rititi, como saberás - enquanto cidadã que não é totalmente leiga a nível constitucional - o sufrágio capacitário (só terem direito de voto as pessoas com certo nível de habilitações escolares, ou só aqueles que saibam ler e escrever) foi abolido entre nós há muito tempo. Tanto o camponês iletrado de Trás os Montes que nunca na vida viu um mapa da Europa, como o mais informado dos cidadãos têm o direito de votar, sem ter que dar satisfações a ninguém sobre as suas motivações, bem como de opinar sobre a questão do Tratado.
A ignorância generalizada é uma uestão de formação, sem dúvida, mas a culpa não é apenas do povo: é também daqueles que resolveram ser possível fazer uma Constituição nas costas deste.
Até que enfim que leio alguém com cabeça, senso e agudeza de espírito, que topa à légua a merda de que é feita essa quadrilha de opinadores pacóvios, doutorados ou não(já agora que compreendo o seu estado de irritação ao pensar madálos p'ro caralho, perdoe-me também um grande Fodam-se de alívio de tensões acumuladas, cambada de panascas ôcos), deste triste País à beira do colapso e à mercê de tantos iluminados de pacotilha.
POr favor contínue a dar nos cornos a esse bando de merdosos e que nem o parvalhão do politico-policromático Pacheco Pereira escape. De facto assim se confirma o que tristemente já suspeitávamos: que somos um País de miseráveis que se não fosse a Europa ainda liamos à luz da candeia de petrólio.
quem não percebeu um boi do teu comentário fui eu: rita define mamar na teta da europa.... acho que a minha vida sexual a mim me diz respeito...só se a europa for uma gaja boa aí já penso duas vezes...ou então tenta te informar para não usares este tipo de argumentação...
E por isso, votarei quase de certeza Não ao Tratado.
1. Não me convence o argumento ad terrorem de ser o caminho federalizante o único capaz de assegurar o desenvolvimento económico e a competividade face ao papão americano (sobretudo um certo modelo de desenvolvimento que não se encontra ao serviço do bem-estar dos povos). A Ascensão da Comunidade como "potência" económica fez-se desde os anos 50, com o Tratado de Roma, o Acto Único, Maastricht, que sempre colocaram ênfase no aspecto de coesão económica e não política. Vejam também o caso da Suiça e da Noruega, ambos com um nível de vida claramente acima da média comunitária e que se recusam a aderir à União, nunca tendo tido grandes problemas como resultado disso.
2. Digam-me: o que é uma "Convenção"? Basicamente, o Sr. Giscard d`Éstaing, vaca sagrada da integração europeia, reuniu uns quantos amigos e resolveu começar a redigir uma constituição para a Europa, apresentando-a como facto consumado... Tal como eu poderia juntar uns quantos amigos no café e rascunhar um texto constitucional entre imperiais e pires de tremoços. O que aconteceu ao velho e saudável hábito democrático de se constituir uma assembleia constituinte eleita pelo povo, logo, democraticamente legitimada?
3. Apesar das ambiguidades avançadas pelos federalistas mais hipócritas, dizendo que "tratado constitucional é uma força de expressão. Este Tratado não encaminha a UE na senda federalista", creiam-me: isto é uma Constituição para um super-estado europeu a criar. Sim, é possível uma verdadeira constituição ser criada por tratado (a constituição austriaca neste momento em vigor foi ditada por tratado, no final da II guerra mundial, por exemplo). O primado do direito comunitário, expressamente afirmado, que faria com que a mais reles normação emanada dos órgãos comunitários DERROGASSE automaticamente a Constituição feita pelos representantes do povo português, o abandono de termos como "directiva" e "regulamento" com adopção doutros como "lei europeia" e "lei-quadro" (de pendor claramente federalizante) provam-no.
4. Sacrificarem a soberania dos Estados europeus, que correspondem a nações históricas, feita à custa de muitos anos de sangue, má vizinhança e aspirações de autodeterminação dos povos, sem que os povos da Europa se pronunciem expressa e claramente nesse sentido - tentando criar um estado federal "paulatinamente", assim como quem não quer a coisa - é a forma de assegurarem que a paz na Europa está comprometida a prazo.
5. Esse super-estado, dominado por alemães e franceses, sob a aparência de uma pretensa "diversidade e pluralismo", suscitará a revolta dos povos, e terá contra ele tantos movimentos "terroristas" de libertação nacional quantas as nações subjugadas contra a sua vontade, porque a revolta contra um governo injusto é sempre legítima face à lei natural.
Enfim, este é dos raros comentários sérios que lerão da minha pessoa.
Você para quem arranjou esse nome de pequenos nada preocupa-se de facto de mais com a miudeza. Ó homem, foi uma piada. Na tua foto não tás a dar uma trincadinha num mamilo (pode ser assim a linguagem, já lhe agrada mais?).
Dasse!
Você deve ser um constitucionalista, para tão pouco sentido de humor... Apre, Nossa Senhora das Minudências nos alumie e guarde! Amen!
Bem eu realmente n percebo nada disto de constituicoes e coisas q tal, voto num certo partido ( desde q tive a oportunidade de exercer esse direito)secalhar n por convicção politica mas tv assim como somos do SCP ou do SLB, n se explicasse ,´somos e pronto. Mas faço-o com a convicção q estarei certo ao proceder assim. Qt a essa dita senhora europa, nc concordei com ela. Apenas serviu p enxer, ainda mais, os bolsos aos mesmos, fazer Auto estradas p os espanhois colocarem, mais rapidamente, os seus produtos ca no burgo. Qt a esses pseudo opiniosos e afins na ligo ao q dizem já sou crescidito p saber pensar p mim, e como nc li, nem possivelmente lerei, a const. europeia, aliás nem a nossa, na posso opinar sobre a mesma :s
Sem me pronunciar sobre o post, deixo apenas alguns elementos que podem, para quem estiver em perceber alguns dos argumentos do não, contibuir para uma tomada de decisão.
http://www.avante.pt/noticia.asp?id=9714&area=5.
E sim, um iletrado tanto pode dar a sua opinião sobre o jogo do benfica, como sobre a qualidade do ar no interior dos edifícios, como sobre um tratado. A única coisa que me faz confusão é, não a opinião, mas o facto de ser iletrado. E as causas da iliteracia.
Rititi, és a PATROA! Já sigo as tuasbloguices há uns tempos, e gosto muito da tua arte. Continua a dar-lhe!
Faço uma grande vénia a ti querida rititi, tens toda a razão, sabes este povo anda a dormir, e depois quando acorda esqueçe-se de lavar as trombas, e é lógico isso depois afecta a visão.Tambem andam ai uns pseudo qualquer coisa que têm a mania que sabem e que podem, e tal e tal, e eu li, e eu sou diplomado nisto e naquilo..enfim.Há outros, os do palito no canto da boca, e da micase dos colhões, que gostam muito de ter a sua opinião, mas a sua opinião (como é claro, é contruida atraves de outros e esses outros ja tem uma opinião merdosa)entao o que é que aconteçe é que se dá o efeito bola de neve, que é o mesmo efeito dos esgotos, quanto mais merda, pior é o cheiro...
beijos e continua a luta, estou contigo...
O Não está na moda e não há nada a fazer. A Constituição foi o tratado cuja elaboração foi a mais discutida de sempre mas alguns continuam a dizer que foi feito nas costas do povo (Pombo, querias que o Giscard fosse tomar um copo contigo para limiar umas arestas do tratado?).
Outros dizem que ser do Não é ser favorável à Europa. A essas luminárias eu pergunto: será que é possível foder pela abstinência sexual?
Eu acho que não é questão de moda, Victor. A questão é que nunca antes foi perguntado à maioria dos europeus o que achavam. Nunca antes tiveram a oportunidade de dizer Sim ou Não. O mal-estar com esta Europa das Ambiguidades, junto do cidadão comum, já vem de longe, e apenas os burocratas de Bruxelas não repararam nisso. A questão é qu agora resolveram lembrar-se (alguns!) que convinha perguntar aos cidadão o que achavam deste modelo de integração europeia. Se perguntarem, a gente responde...
Eu também dava a minha opinião, se não a tivesse já dado a um pobrezinho que ma pediu na rua, a semana passada.
Para além disso, normalmente voto contra. Lembra-me até de uma vez que votei contra a janela, porque a mesa de voto se tinha desmanchado toda.
Ora assim sendo, não estou a ver o que posso acrescentar de fundamentalmente útil à discussão, a não dizer que acho, quando procuro, que devia haver uma pergunta - só cá em Portugal - a perguntar se a gente não gostava mais de ser americano ou de emigrar para a Nova Zelândia ou assim.
Muito obrigados.
p.s.: a Rititi é uma brincalhona. Toda a gente sabe que um estrasburgo é uma pessoa com um problema na vista.
rita tsk tsk não sou homem....há piadas e piadas e há assuntos sérios. Ou bem que se está a discutir a constituição europeia ou bem que se agride as pessoas com piadas homófobas e sexistas.
Constituicionalista náaaaa longe disso apenas uma pessoa informada...
No dia dos resultados do referendo francês (já há algum tempo por isso há que salvaguardar as distências) a marktest publicou uma sondagem em que apenas 7 % (record na europa) dos inquiridos eram a favor do não.
Fomos contagiados agora, já que quando o sim ganhou na Espanha estavamos mais que dispostos.
Pequenos Nadas: desculpa, lá, se te confundi o sexo. É que como falaste de gajas boas e tal... Pronto, lá estou eu a ser homofóbica, não?
E olha, para final de conversa, limitar-me-ei a votar no referendo, que já vi que isto hoje não dá para a brincadeira. É que com o défice, o IVA e ainda por cima o cabrão do referendo e mais as autárquicas onde terei de decidir se voto num corno, num vaidoso, num gajo que organiza grandes festanças na margem sul ou num outro que pelo menos se for eleito desentope os tribunais, às vezes gosto de descontrair.
Não queria ofender ninguém, porra!
E a partir de agora já sei: onde vier a sagrada da Constituição, a coisa é para levar a sério.
Amen. Beijos e até mais ver, ou não. Se calhar, de preferência, não.
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Bom, só mais uma coisinha...
Cara Pequenos Nadas, agora sim. Já vi o blogue, já percebi e não gosto de ser mal entendida, muito menos para ser insultada sem razão.
Não sou homofóbica, muito menos sexista. Longe, muuiito longe disso.
E já que falas tanto de informação, quando me referi ao «mamar na teta da europa» estava, inspirada pela tua foto que é pequenina e ampliada se percebe melhor, apenas a citar uma frase muito repetida pelos idos de 90, quando tudo era maravilhoso, quando os subsídios pagaram os jipes a quem se candidatava a tractores e depois foi o que se viu. O que não se pode ter, como diz a Rititi no post e dizia a minha avó, é sol na eira e chuva no nabal, ao sabor das conveniências.
E mais uma vez reitero: não ofendo nem nunca ofenderei ninguém pelas suas opções sexuais, religiosas ou seja lá o que for. Desde que que tudo seja mutuamente consentido, por mim, tudo na boa. Prezo muito a liberdade.
calculei que não fosses,nunca me senti ofendida ccom os teus comments, só gosto de chamar à atenção às pessoas para os vícios de linguagem que as pessoas nem sequer se apercebem...
É a 1ª vez que visito o teu blog Rititi e foi uma surpresa agradável ...
voltarei para mais leituras ...
(º-º)
Realmente, a falta de esclarecimento sobre esta dita Constituição é avassaladora! Até agora ainda só conheci uma pessoa(uma!) que sabia exactamente o seu conteúdo...
*
Querida rititi
Percebo mal essa fobia meio batida do homem que gosta de futebol, chama às gajas boas como o milho e se está a cagar para a Europa. Eu por exemplo gosto muito da Champions League e do Benfica, aliás muito mais do que qualquer constituição reservada a pacóvios iluminados ou a misturas de Maria Teresas Hortas com sexos nas cidades e Margaridas Rebelo Pintos hard-core. Queres um conselho amigo... não julgues o mundo pelo tamanho dos teus saltos altos. E viva ó Benfica e que se foda a Europa. Shengen para treinador das águias já!
Lá está. Às vezes são os pequenos nadas que nos lixam...
:)
Ai os leitores diagonais...
Que indigência mental.
Sabe quanto é a contribuição portuguesa para UE?
Sabe qual seria a força militar de defesa da UE se este tratado feito por agentes da CIA sob um presidente da comissão agente da Cia? A NATO e só a OTAN.
Especialização é para insectos.
A menina não passa nunca do seu cérebro mamífero?
ai ai ai...
a gente ve televisao demais, e nao percebe que dizer NAO ao tratado neoliberal pode ser um SIM grande a verdadeira ideia de Europa
eu nasci num pais da Europa e moro em outro, trabalho em mais dois, e até recibo dinheiro da UE... minha namorada é de outro pais, falo três linguas comunitarias (desculpad o portunhol, que é a quarta) e percebo mais duas, além do galego e catalao... e na referença aos dinheiros, até gosto de pagar impostos...
mas estou radicalmente en contra do tratado
razoes... levis-te o tratado? nao a versiao reduzida que davan os jornais espanhois, mas todo o texto?
eu nao conheço quase ninguém que tinha lido o texto todo e tinha votado SIM (da para ver que nao sou portuga, mas madrilenho auténtico)
basicamente, duas coisas nao fazen sentido:
i) a institucionaliçaçao do ataque preventivo: depois de ter milloes de pessoas na rua a dizer nao ao ataque pirata dos USA em Iraq, e a negar o valor de atacar antes de ter razoes para isso, o tratado diz que pode-se atacar um pais sem razao nenhuma, só pela suspeita da que vai ser atacado; há um ditado espanhol para isso: "Cuando llegues a casa, pega a tu mujer. Aunque tú no sepas la razón, ella seguro que lo sabe."
ii) o tratado ignora completamente os direitos dos trabalhadores, fora do seu direito a ter dinheiro... é dizer, que o objecto do tratado nao sao as pessoas, mas a acumulaçao de capital
Afortunadamente, muitos ciudadaos europeios nao concordamos.
Europa comença quando os gregos e os fenicios saen ao Mediterráneo a trocar prendas com os outros povos, nao quando uma turma de integristas cristaos començan a dar porrada nas cruzadas aos integristas musulmanes.
mesmo que o comercio seja o origem da Europa, nao e o objectivo dos povos da Europa, que é dizer NAO a seculos de guerras, e SIM a um futuro juntos (mesmo que eso signifique para os portugueses o horror de ter que convivir com os odiados espanhois ;-) )
Así que, un mendaje a los señores políticos: a cambiar el tratadito, porque, desde mi punto de vista, decir NO al tratado neoliberal este significa decir SI a la idea de Europa como una entidad propia.
o copris hispanus esta a escrever desde a ultraperifería da Europa: as Açores
beijokas rititi e malta
beijos
os eslovacos?? que tem a eslováquia a ver com a emigração em Portugal?
Inúmeros pontos de vista foram já colocados. Queria apenas nomear alguns pontos que a mim me parecem importantes:
1- Andar sempre com as "raízes históricas" atrás, dizendo que não se pode pôr em causa a soberania de uma nação de quase 900 anos,é um argumento mais que batido e injusto: Ninguem quer o fim de Portugal, mas alguns querem-no dentro de uma potência mundial (e aqui assumo-me claramente como federalista, para que não fiquem dúvidas do sentido que tento expôr)
2- É verdade que a constituição (qualquer delas, Portuguesa ou Europeia) garante o voto igual a qualquer cidadão, independetemente da informação e educação que tenha. Estes cidadãos votam e elegem representantes. Cabe a estes governar de acordo com o seu programa de governo (que nunca ninguém lê...) e não andar a fazer referendos cada vez que não sabem se uma medida vai ser ou não polémica. Se foram eleitos e tinham o continuar do projecto europeu no programa, ratifiquem-no e pronto! E quem não leu o programa antes de votar, tivesse lido. Não se queixe agora.
3- Apesar da minha postura assumidamente federalista, este tratado tem coisas que me incomodam (o que sei dele, não o li todo...). Contra ESTE tratado posso ter objecções, m,as não contra a Europa. E o problema é que parece que estas coisas vêm por arrasto, e isso sim preocupa-me
4- No que diz respeito à utilidade de uma união com a Europa, escusado será falar nos inúmeros fundos que já choveram para cá (que agora toda a gente se esqueceu, quer mais e recusa dar algo em troca) e vão continuar a chover. Mas para um exemplo prático, alguém saberia o que é e que capacidade (financeira, cultural, educativa) teria por exemplo o Kansas se não fizesse ele parte dos estados unidos?
Cumprimentos a todos
Rititi, parabéns pelo blog
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