Eu só vim aqui para dizer que a rititi é que paga este domínio, e a sua manutenção, e parece-me que se há malta a querer ter diálogos em dueto deveriam abrir o seu próprio site. E aí sim, NÓS ÍAMOS LÁ TODOS OS DIAS LER COM INTERESSE. Aliás avisem, e deixem aqui o endereço, porque seria uma pena perder-vos o rasto assim de repente.
Rititi: vou ver The Death of Klinghoffer, uma ópera sobre o sequestro do Achille Lauro. De todas as óperas que eu podia ter escolhido, começo por uma sobre terrorismo. A história da minha vida. Erro crasso. O bilhete foi à borla, é a minha única desculpa.
Tem toda a razão, clô. Contra factos não há argumentos. E se eu sou um bom facto, já me faltam os bons argumentos para a poder contradizer. Tentarei emendar o "incómodo".
"...revela plenamente o défice de cidadania e a qualidade da democracia em Portugal." Meu deus!!!! Que exagero!!... Então eu sou menos cidadão, menos democrático, pelo simples facto de me "esconder" atrás de um nick, de um linck, num qualquer chat, num qualquer blog, num qualquer fórum?!... Não! mil vezes não!!!.. Pelo contrário, o anonimato, permite-nos sermos "vários em um", ou seja, eu posso entrar no blog do Paulo Gorjão (por acaso até nem posso), questioná-lo sobre a sua desmedida apetência para "cascar" em Soares e depois, com outro nick, dizer-lhe que tem razão sim senhor, que o Soares é velho, que vai tremer imenso com a concorrência dum adversário chamado Jerónimo de Sousa e coisa e tal, e o diabo que o carregue. O que consigo com isto? Muita coisa. Desde logo, saber se por aquela cabecinha mora alguma incoerência; por outro lado, o prazer de me "desdobrar" sem me dar a conhecer. Eu pergunto: quantos governantes, deputados, jornalistas, artistas, enfim, se "escondem" atrás do anonimato dum blog? Quantos? Muitos. Perdem cidadania? Perdem direitos? Ganham obrigações? Deixam de pagar os seus impostos? Deixam de receber da previdência e passam a pagar à providência?... Ficam menos democráticos? Corre-se o risco, se os blogs proliferarem por aí como cogumelos, de voltar-mos ao estado novo? Se todo o cidadão português criar um blog - e todos temos esse direito - e se escudar por detrás de um nome inventado na hora e que até homenageia a falecida mãezinha, o país, este país único, caminhará para a ditadura?... Quantos Artistas - de todos os tempos, de ontem e de hoje - se "esconderam" no escuro do anonimato e só depois da sua morte se descobriu a verdadeira identidade das suas Obras? Quantas Obras d'Arte há no mundo que não conhecem autor?... Quantos escritores se serviram e se servem de pseudónimos para mostrarem ao mundo as suas consciências, apenas, e só, porque, hoje por hoje, ser-se "figura pública" é, em muitos casos, uma autêntica aberração?... Como se chamaria hoje, o blog, o sítio, o domínio, o site ou o diabo a quatro, do Pessoa? Pessoa?... Aposto seco contra molhado como teria um nome mais ou menos parecido com... David Valdemar. Sendo Pessoa. "Défice de cidadania e qualidade da democracia". Que exagero!...
Gostei do Valdemar, mas gosto mais do Pessoa... Qualquer pessoa, anónima ou não. Qualquer pessoa como Pessoa. Gosto, pronto. Mereço castigo, cadeira eléctrica, ser votada ao ostracismo? Não sei... Só sei que gosto. Sinto-me bem por ser anónima e por ser admirada por esta gente deste meu bairro anónimo. Sinto-me bem por estar me lixando para este blog e por me preocupar com a dor de barriga do meu cão. Sinto-me bem, porque não tenho cólicas, nem gases, nem dor de dentes. Porque a vida continua embora os duetos passem a solos de um segundo para o outro. Sinto-me bem porque sou eu. Porque esgotei todas as possibilidades de ser outra e não deu certo. Sinto-me bem, por de vez em quando tentar ser a "outra" e depois resvalar para mim mesma sem me sentir culpada por isso. Sinto-me bem por escrever palermices que os outros criticam e que eu acho que são palermices mas que me dá gozo escrever. Sinto-me bem, e não preciso de unzinhos, de pozinhos, de merdinhas para me sentir bem. E sou uma boa cidadã, excepto quando me rio do polícia giraço de calções; excepto quando me apetece fugir aos impostos mas não consigo; excepto quando adorando o Mário Soares apetece-me criticar o Mário Soares. Mas sou boa cidadã... E quero lá saber o que pensais de mim, anónimos como eu.
A questão da cidadania e da democracia é muito interessante de debater, num país em que a inveja é um valor de referência. Somos um país pequeno e de pessoas pequenas, o anónimato é uma consequência da nossa dimensão humana e social.
Gostei de te conhecer no programa do F.J.V., um pouco nervosa mas lúcida (muito interessante e atraente). É mais fácil escrever no blog, do que a exposição televisiva?
Querem falar de Democracia? Pois ofereço-vos uma sugestão. Estudem o regime retributivo dos funcionários parlamentares face ao regime geral da Administração Pública, analisem os saldos de gerência da Assembleia da República comparativamente aos dos outros organismos públicos, confrontem o RAFE (Regime de Administração Financeira do Estado) com o utilizado na Assembleia da República. Quando quiserem falar sabiamente da vossa cidadania e dos vossos fortes pilares democráticos comecem por coisas mais acertadas, que não pela merda dos nicks e dos anónimos e assumidos.
A democracia começa e acaba no cidadão e no seu contexto social, não se resume aos aspectos financeiros. Mesmo reconhecedo as desigualdades aberrantes entre os eleitos e os eleitores.
Xy-Xy, sendo tu/eu o meu/teu alter ego (ahahahah), hesitei um pouco em dizer-te o que desejo dizer (passe o pleonasmo). O teu texto está formidável, homem. Superaste-te! Fiquei siderada pela impetuosidade das tuas palavras, pela fluência do discurso, pelo recurso ao Pessoa que eu adoro em todas as suas "conjugações". Fui levada pelo teu texto e pensei em cada pessoa anónima que faz este país funcionar. E que tem direito à sua opinião, tem direito a discordar ou a concordar. É também em cada um destes anónimos que está a força do país. Nas pessoas que trabalham de manhã à noite para ganhar uns míseros 400 euros. E depois, à noite, sentam-se ao computador, e dedilham umas palavras e, sem pudor, são outras pessoas e conseguem abstrair-se um pouco da dura realidade. Perderam a razão? Serão menos cidadãos? Não creio... Xy-Xy, não digo mais senão pensarão que estás a pagar-me "luvas"... Amanhã, eu estaria num qualquer canal de televisão a dizer: "Num xenhore eu so quije dijer que gusteije muitjo dele"... E, como eu pretendo ser anónima por muito e muito tempo (excepto na hora da morte que quero que S.Pedro me reconheça), vou ficar por aqui... Imprime isto e manda encaixilhar. Quem me conhece sabe que não sou de elogios. Mas estes são merecidos. Sem dúvida...
Gosto da frase mas não concordo. Há autores de blogues que fazem todo o sentido serem anónimos. O pipi, por exemplo. Acho que depende do blogue e da sua qualidade e tipo. (claro que os blogues dos cretinos que nascem para "dizer mal" porque já nasceram maricas de merda, a fase anal não correu bem e não têm coragem de assumir coisa nenhuma, esses, enfim, são demasiado miseráveis para entrarem na conversa).
Já eu, com a minha barrquinha insignificante, vou pensar nisso. :) Os meus chefes iam adorar. Beijitos.
É uma frase muito interessante (a do post), tal como os comentários, esta gente tem imenso jeito para escrever, as palavras saem-lhes naturalmente, mesmo que não seja nada que tenha a ver com o post e não tenha interesse (pelo menos para mim) escrevem escrevem escrevem, escrevem grandes textos. Quem me dera ser um pouco assim, por causa disso o meu blog ainda so tem 3 posts desde Julho :D a minha criatividade anda mesmo em baixo.
O voto também é anónimo e secreto, Rititi. Todos sabemos qual o tipo de "democracias" onde isso não acontece. O direito ao anonimato é inerente a qualquer democracia que se preze e acaba por viciar. Por isso não posso concordar inteiramente com a frase.
Agora só peço desculpa por me ter envolvido em quezílias que realmente não interessam para nada e que, no fundo, não têm a ver com os artigos que postas, (deve ter sido por culpa de umas "Delícias do Mar" que comi e que já deviam estar fora de prazo). Não voltará a acontecer...prometo. Além disso, eu sei que é chato porque também tenho um blog (hehehe). É assim pró familiar e voltado mais prá imagem, mas é arejado e tem bom ambiente. Depois se quiseres digo-te o endereço (ao ouvido).
PS: Lamento que tenhas apanhado mau tempo, (parece que é sério mesmo, a julgar pelas notícias) mas, por outro lado, sempre terás uma história um pouco mais apimentada e com alguma piada até, (o tempo faz milagres), para contares aos netinhos.
Na minha opinião, o anonimato nem sempre prejudica a opinião, muitas vezes pode dar um sabor apimentado e provocante à situação. Por exemplo, temos exemplos, como o blogue "o meu pipi", que agora já se sabe que são os autores, mas na altura era bastante comentado.
Os autores do meu "pipi" são o meu pai e a minha mãe... E fizeram uma excelente obra, modéstia à parte. Mas eles pediram para eu não divulgar a sua identidade. Lamento.
Com tantos admiradores acho até que vou criar um blog. Creio, contudo, que o Xy-Xy não gostaria de ter algo em comum comigo. Dividir uma "assoalhada"... partilhar a mesma "cama"... Mon dieu, seria tudo tão, como direi, "visceral"!
"Sonho-me famoso? Sinto todo o despimento que há na glória, toda a perda da intimidade e do anonimato com que ela é dolorosa para connosco."
Fernando Pessoa "O Livro do desassossego"
Ps: Alter-lego, isso não será do colesterol elevado? Ou problema asmático ou, sei lá, quem sabe uma fobia (muita gente, pouco espaço, perda de identidade, medo de perder o protagonismo). Com as doenças que têm surgido, é melhor ir ao médico. Pronto, é só um conselho. Não precisas fazer essa cara!!!
Anémonanónima, quando puderes, explica-me o que são "manifestações bipolares de amargura". Não, não sou solitário. Com muita pena minha, pois permitir-me-ía escrever um livro que eu tenho cá na minha cabeça, a long, long time ago (gosta de termos em inglês, não gosta, darling?). Isso não invalida que, como diria o Mark Knofler, eu não goste dos sons do silêncio. Gosto. Como também gosto do silêncio com barulhos e tudo. Olhe, gosto muito de gritos!... Anémona (da terra ou do mar?), eu não sou ela/ele. Não sou a Amelie. Ainda hoje, por causa das cócegas, quando acordei, só parei em frente ao espelho para vêr o que estava do outro lado. Et voilá (isto de linguas é um espectáculo!), lá estava eu, ali, com cara de estúpido, feito marmelo, a olhar pra mim como se nunca me tivesse visto mais gordo (por falar nisso....), só porque me imaginei num qualquer filme do Tom Hanks!... É preciso paciência!...
Mister, para falar de Democracia, bastava dar-te o meu exemplo particular: como a pratico todos os dias (com algumas folgas, claro) com pessoas que dirijo. É. Eu sou patrão. Mas não sou um daqueles patrões de merda, que vão prás TVs falarem da falta de produtividade, que os culpados são os governantes, que não há formação, que o país assim não vai prá frente e que o melhor é fazer a anexação com os nuestros hermanos. Não, não sou desses. Dou-te um exemplo: não tenho nenhuma empregada a ganhar menos que 500 euros mensais, quando o salário de Lei é de, apenas, 388 euros; cada aniversariante recebe um "regalo", nunca com valor inferior a 100 euros e um "parabéns a você" a acompanhar; espreito-as todos os dias a ver se trazem algum problema de casa e, se assim fôr, tento ajudar na medida das minhas possibilidades; o direito ao diálogo existe na justa medida; aceito delas (já aceitei) qualquer tipo de opinião, principalmente quando essa opinião serve para melhorar o nosso relacionamento ou, até, a dita... Resumindo, Mister, eu não preciso de ir ler livros, papeis, papelinhos, papelões ou o diabo que o carregue - aqui está mais uma expressão da minha avó! - para me permitir falar de Democracia tanto mais que, essa papelada, já a li toda. Fiquei com uma opinião: a Democracia não se lê, pratíca-se.
Papoila, como se gosta de uma frase com a qual não se concorda? Tens razão no resto.
Ó Vieira, eu não sou o Autor nem tenho pipi.
Jack the Nipple (não, eu não traduzo!), um blog em conjunto com a Amélia é impossível. Só quando casar-mos, pá!...
Quando se lê, no meu texto(?) anterior "...principalmente quando essa opinião serve para melhorar o nosso relacionamento ou, até, a dita...", nota-se que falta ali qualquer coisa. Falta a... produtividade.
Desculpem qualquer coisinha. Só não queria é que fossem maliciosos.
Xy-Xy, aceitamos o teu pedido mas... o meu namorado diz que primeiro quer conhecer a tua mulher. É que nestas coisas, nunca se sabe.
Ps: Eu também acho a poligamia um "estado" interessante. Aliás, dois homens é o sonho de qualquer mulher. Há aí detalhes a discutir. É que eu disse "2 homens".
Anémona anónima, os erros ortográficos são o pão-nosso-de-cada-dia-nos-dai-hoje... Perdão, não era isto!... Não sei se sabes que a lingua portuguesa, é uma das linguas mais difíceis do Planeta - pelo menos até aparecerem os tão falados ETs. Digo-te o seguinte: Eu dou erros Tu dás erros Ele dá erros Nós dámos erros Vois dais erros Eles dão erros... ortográficos. Como vês, estás aqui incluida. Ou não dás o teu pontapé na gramática? Claro que dás!... Ou não dás, e sou eu que não sei de que dicionário és autora? Sabes que mais, corrigir um erro ortográfico - dos outros! - do modo que o fazes, parece-me mais uma merdice de quem é capaz de não defecar (cagar, para os amigos), para evitar de sujar o cu. Depois, Anémona anónima, eu podia ter escrito aquilo... de propósito. Pra ver se pessoas "asseadas" como tu me vêm... "corrigir". E vens. E vieste. Quem sabe, também, se eu, ao escrever "casar-mos", não queria dizer exactamente o que disse? "Mos casar" e "casar-mos" não é a mesma coisa? E se eu os tiver descasados e convidar a Amélia pra... casar-mos? Ou pra... mos casar!... É que, não sei se já reparaste, mas, não abdico duma boa piada - mesmo que corra o risco de não ser bem interpretado. British humor - do sul! - já ouviste falar?... Ah ah ah ah... Vês, até eu me rio das minhas piadas. Pois. A lingua portuguesa é tremenda, como diria a Rititi. E quando os "miolos" são fracos?... Ssshhhiiii!!!....
PS: percebo a tua recusa ao diálogo com gajos que escrevem... "casar-mos". Perfeitamente. Não é nada, mesmo nada fácil, "desentupir" a frase "manifestações bipolares de amargura". E isto é que é grave!... Uma frase tão... bonita, tão... portuguesmente falando, tão... rica!... Se fosse eu o autor dessa frase, ainda tinha desculpas, mas... Que pena, Anémona anónima!... Uma frase tão bela, no entanto, tão... sem significado!... Que pena! Até é bonita, o raio da frase!...
PS2: eu perdoo-te a tua "piquena" idiossincrasia. Estás aperdoada.
Permita-me a liberdade de discordar! Assumir um nick não é forçosamente sinal de cobardia! No mundo da escrita são vulgares os pseudónimos. Manuel Tiago, António Gedeão ou Miguel Torga são nomes sem B.I., mas com inconfundível identidade autoral. Não é um sinal de receio, antes uma separação de campos que garante a liberdade das diferentes partes. Mais importante do que o primeiro ou último nome é o texto.
Tem toda a razão, nana. Mas a Rititi não é a autora da frase. Quem criou este monstro foi o Paulo Gorjão, insigne jornalista da nossa praça. Claro que o "e mais não digo que até parece mal" da Rititi, mais a anexação do "bicho" do Gorjão, leva as pessoas a pensar que ela está de acordo mas, pode ser que não. Se já reparou, a frase da Rititi tem duas saídas: pela frase, pode entender-se que ela está de acordo, mas também não é difícil concordar que pode estar em desacordo. "E mais não digo que até parece mal" pode querer dizer: "olhameste! mas quéquêle quer dizer com isto, hem?! vai dar palha à mula, ó Gorjão!". A Rititi, pode querer dizer isto, nana!... Em contrapartida, também pode querer dizer: "ó bloguistas do caneco, leiam isto que este senhor diz e depois digam-me alguma coisa. Seus anónimos!... Cobardolas!... Quantos são?.. Quantos são?.. Venham todos!... Ó tu aí, sai detrás desse nick!... Cambada de cobardolas, pá!..." Também pode querer dizer isto, nana.
Vou pela 1ª hipótese. É um risco mas, como diria o meu pai... que se f....
Que fácil na vida é ter duas saídas... Nunca se fica mal, nunca se assume. Lança-se para a praça e quem quiser que apanhe... Alguém ouviu a opinião da Rititi? Eu não... Mas vi os "gladiadores" a lutarem na arena por algo que talvez ela não queria ter dito. Por isso digo que é fácil ter duas saídas, ou três ou quatro... É a vida, até para os que, à partida, não têm saída.
Ps: "Como melhoram as pessoas depois que passamos a gostar delas."
Caro Xy-Xy, quando me referi ás várias "saídas" estava a referir-me à ambiguidade da frase da Rititi. A nada mais... Referi-me ao facto de nos questionarmos sobre o que ela quer ou não dizer e, contudo, nunca vi a opinião da Rititi, nem a preocupação dela em dizer o que pensa. Não que ela não tenha opinião mas, porque ela, pura e simplesmente está-se "cagando" (parece que aqui todos gostam do português puro e duro)para o que nós pensamos ou escrevemos. Só me referi a isso. Nada mais... Se quer ver algo para além disso, a culpa já não é minha. Quanto ao não saber ler ou não saber matemática gostaria de fazer um pequeno, muito pequeno reparo. De português, vou percebendo. Titubeando umas sílabas, "colando" umas letras e lá vou eu. É triste! Mas assim sou eu. Sempre fui uma auto-didacta, mas ainda não consegui chegar mais longe. Relativamente à matemática , sou mesmo uma nulidade. Conto até vinte ´porque ainda tenho os dedos todos. A vida é mesmo assim. Sabe como é, abandono escolar numa idade muito precoce. Comecei cedo a trabalhar para ajudar cá em casa. Sou a mais velha de dez irmãos. Bem, mas a minha tragédia familiar não é chamada para aqui. Este é um blog tão cor-de-rosa que não suportaria a vida "comezinha" de uma certa mulher.
Ps: Penso que expliquei e clarifiquei as suas dúvidas.
Cara Amélia, está a ver como não sabe ler! Vê nos meus textos algum pedido de esclarecimento, alguma dúvida, dirigidos a si? Pois a si parece-lhe que sim. O que a Amélia lê nos meus textos são mesmo... afirmações!... Ou preciso de iniciar as frases tipo: "eu afirmo o seguinte" para que a Amélia não faça confusões?!... Não lhe peço esclarecimentos... não me esclareça! Temos que ser uns para os outros!... Aliás, não me envergonhe na frente desta gente toda! Até fiquei corado, já reparou?!... Amélia, eu sei "traduzir" o que a Rititi escreve! A Amélia é que, segundo parece, não vai muito por aí!...
Quanto à matemática... Amélia, quando o "resto é nada", o resto é... zero! Pura matemática, portanto. Explico melhor: a Amélia entra num mundo de divagações sobre textos da Rititi, sobre quantos "gladiadores" é que chegarão ao fim, enfim, fazendo da inocente Rititi um troféu, que será entregue ao melhor "gladiador entendedor", no final de cada contenda. Isso, para mim, significa... nada. Zero. Nicles. Eu explico: não me interessam as suas divagações. Nada. Zero. Porque é isso que elas querem dizer: um grande zero. Percebe pevide de matemática, Amélia?...
PS: os polícias americanos (só os americanos?) são obrigados, quando prendem um suposto criminoso, a lerem-lhes uns certos direitos que são: "tem o direito a ficar calado porque tudo que o senhor disser em sua defesa, (note: "em sua defesa")pode ser usado em tribunal contra si". Será mais ou menos isto que os bons dizem aos maus. Amélia, insiste tanto em defender-se que, tudo o que a Amélia diz, se vira contra si mesma. Não se magoe. Pelo menos isso!...
Um aparte, Amélia: este blog, embora esteja pintado de rosa - cor tida como muito susceptível - tem a cor que você muito bem entender. Arthur Schopenhauer, filosofo alemão muito pouco estudado, explica de uma forma notável, como tudo aquilo que nos parece pode não o ser. Diz ele: "as aparências dizem aquilo que quisermos". Quer que lhe seja sincero?... Olhe, este blog, o blog da rititi, tem vezes que é rosa; tem alturas que é branco, claro; tem dias que é preto, escuro; tem outras que é amarelo, pálido; e quantas vezes verde?! sshiiii!!... Não resisto a citar a rititi: Amélia, ser daltónico é fodido!....
O mais fodido, Xy-Xy, é sentir-se fodido. E parece-me que é como o Xy se sente. E não preciso citar ninguém. Aliás, não percebi porque referiu a matemática no seu primeiro texto. Nada no que eu escrevi, antes de você ter apontado o facto, mostra a minha ignorância relativamente à matemática. Aliás, o Xy até foi de encontro ao que eu queria dizer. Ou seja, depois que começou a "compreender" a Rititi, o resto tornou-se nada, nicles, picles, etc, etc, etc.
Não pretendo lavar roupa suja num blog alheio, sou uma mulher muito bem educada. Se está com dor de corno, o problema é seu. Deixe crescer o cabelo e ninguém os nota.
Se o que eu digo não passam de balelas, caro senhor, porque desperdiça tanto tempo comigo? Não estaria melhor em família ou numa esplanada a beber uma cerveja gelada ou, quem sabe... bem, não lhe quero dar muitas sugestões pois já percebi que tudo o que eu digo o Xy leva a mal. Pouco poder de encaixe, meu caro. Acontece. Por vezes também sofro desses problemas. E costumo ferir-me muito: pego num chicote e açoito-me até cair para o lado por não suportar a dor. Coisas de mulher mal resolvida, sabe como é. E tem razão, a aparência nem sempre mostra a essência mas, o meu curso de bruxa ainda vai a meio e, por conseguinte, só consigo ver o que os outros m~e deixam ver. O interior do "outro" é muito dificil de vislumbrar quando não há uma pequena ajuda. Devo dizer-lhe que, as poucas pessoas que conheci mais interiormente, vieram a mostrar-se uma grande fraude. Como diria Fernando Pessoa, todos usamos o fato de dominó, como tal, é muito dificil despi-lo. Não me pediu explicações. Eu também não as pretendo dar. Entenda isto como uma defesa pessoal.
Ps: Não tenha medo que eu me magoe. Já estou magoada... Mais mágoa, menos mágoa não irá dar cabo de mim.
Ps2: Como lhe disse, não estou aqui para lavar roupa suja. Aliás, pretendo não voltar novamente a este blog. O que começou como uma brincadeira acabou como ataque pessoal. Quando as coisas deixam de dar prazer é melhor acabar com elas, não lhe parece?
A Rititi? ahahahahah!!!!!!!!! Homens!!!!! Mas tem razão, o amor é fodido! O MEC já dizia o mesmo. isto ficou uma grande anedota. ahahahahah! Ridículo!!!
Antes do MEC, que é que acha que o meu pai dizia quando a minha mãe lhe negava a "carne"? "o amor é fodido!" Quando a Ofelinha não lhe respondia às cartas, que é que acha que o Pessoa dizia?... "o amor é fodido!" Quando Camões tinha que fugir a toque-de-caixa à frente de um batalhão de maridos com a testa a arder, o que é que dizia?... "o amor é fodido!" Quando a mãe de D. Afonso Henriques levou aquele estaladão do seu querido filho, qual foi o seu desabafo? "o amor é fodido!" Quando Jesus Cristo se negava às investidas da Madalena, que é que esta berrava? "o amor é fodido!" Quando Adão e Eva cometeram o pecado da maçã e, de castigo, Deus os mandou trabalhar, que acha que Deus, olhando para o lado, disse ao Diabo? "o amor é fodido!"
Portantos, o amor é fodido, assim como o ódio é fodido, o azar é fodido, e eu sou fodido se não páro com esta merda!...
Eu sou um dos anónimos e devo dizer que o meu único arrependimento é tê-lo dado a conhecer a pessoas conhecidas e em particular à minha mulher.
No meu blogue gostava de poder escrever como se da minha mente se tratasse, ou seja, podendo ter nele os pensamentos que quisesse sem ter de prestar contas a ninguém.
Acusações de défice de cidadania e qualidade de democracia passam-me completamente ao lado. E já agora pergunto: os autores literários que escrevem sob pseudónimo como é que se enquadram nessa visão?
44 Comentários:
Eu só vim aqui para dizer que a rititi é que paga este domínio, e a sua manutenção, e parece-me que se há malta a querer ter diálogos em dueto deveriam abrir o seu próprio site. E aí sim, NÓS ÍAMOS LÁ TODOS OS DIAS LER COM INTERESSE. Aliás avisem, e deixem aqui o endereço, porque seria uma pena perder-vos o rasto assim de repente.
Rititi: vou ver The Death of Klinghoffer, uma ópera sobre o sequestro do Achille Lauro. De todas as óperas que eu podia ter escolhido, começo por uma sobre terrorismo. A história da minha vida. Erro crasso. O bilhete foi à borla, é a minha única desculpa.
Cláudia, já li sobre essa ópera, que me dizem que é um bocado "a abrir"... Sorte e depois conta.
realmente nunca fui numa de anonimato, sou daqueles ursos que gosta delas bem directas!!
Passem no meu novo blog! Saudações sinceras do Urso Meireles
Tem toda a razão, clô. Contra factos não há argumentos. E se eu sou um bom facto, já me faltam os bons argumentos para a poder contradizer. Tentarei emendar o "incómodo".
"...revela plenamente o défice de cidadania e a qualidade da democracia em Portugal."
Meu deus!!!! Que exagero!!...
Então eu sou menos cidadão, menos democrático, pelo simples facto de me "esconder" atrás de um nick, de um linck, num qualquer chat, num qualquer blog, num qualquer fórum?!... Não! mil vezes não!!!..
Pelo contrário, o anonimato, permite-nos sermos "vários em um", ou seja, eu posso entrar no blog do Paulo Gorjão (por acaso até nem posso), questioná-lo sobre a sua desmedida apetência para "cascar" em Soares e depois, com outro nick, dizer-lhe que tem razão sim senhor, que o Soares é velho, que vai tremer imenso com a concorrência dum adversário chamado Jerónimo de Sousa e coisa e tal, e o diabo que o carregue. O que consigo com isto? Muita coisa. Desde logo, saber se por aquela cabecinha mora alguma incoerência; por outro lado, o prazer de me "desdobrar" sem me dar a conhecer.
Eu pergunto: quantos governantes, deputados, jornalistas, artistas, enfim, se "escondem" atrás do anonimato dum blog? Quantos? Muitos.
Perdem cidadania? Perdem direitos? Ganham obrigações? Deixam de pagar os seus impostos? Deixam de receber da previdência e passam a pagar à providência?...
Ficam menos democráticos? Corre-se o risco, se os blogs proliferarem por aí como cogumelos, de voltar-mos ao estado novo? Se todo o cidadão português criar um blog - e todos temos esse direito - e se escudar por detrás de um nome inventado na hora e que até homenageia a falecida mãezinha, o país, este país único, caminhará para a ditadura?...
Quantos Artistas - de todos os tempos, de ontem e de hoje - se "esconderam" no escuro do anonimato e só depois da sua morte se descobriu a verdadeira identidade das suas Obras?
Quantas Obras d'Arte há no mundo que não conhecem autor?...
Quantos escritores se serviram e se servem de pseudónimos para mostrarem ao mundo as suas consciências, apenas, e só, porque, hoje por hoje, ser-se "figura pública" é, em muitos casos, uma autêntica aberração?...
Como se chamaria hoje, o blog, o sítio, o domínio, o site ou o diabo a quatro, do Pessoa? Pessoa?... Aposto seco contra molhado como teria um nome mais ou menos parecido com... David Valdemar. Sendo Pessoa.
"Défice de cidadania e qualidade da democracia". Que exagero!...
PS: e mais direi senão... até parece mal.
Gostei do Valdemar, mas gosto mais do Pessoa... Qualquer pessoa, anónima ou não. Qualquer pessoa como Pessoa. Gosto, pronto. Mereço castigo, cadeira eléctrica, ser votada ao ostracismo? Não sei... Só sei que gosto. Sinto-me bem por ser anónima e por ser admirada por esta gente deste meu bairro anónimo. Sinto-me bem por estar me lixando para este blog e por me preocupar com a dor de barriga do meu cão. Sinto-me bem, porque não tenho cólicas, nem gases, nem dor de dentes. Porque a vida continua embora os duetos passem a solos de um segundo para o outro. Sinto-me bem porque sou eu. Porque esgotei todas as possibilidades de ser outra e não deu certo. Sinto-me bem, por de vez em quando tentar ser a "outra" e depois resvalar para mim mesma sem me sentir culpada por isso. Sinto-me bem por escrever palermices que os outros criticam e que eu acho que são palermices mas que me dá gozo escrever. Sinto-me bem, e não preciso de unzinhos, de pozinhos, de merdinhas para me sentir bem. E sou uma boa cidadã, excepto quando me rio do polícia giraço de calções; excepto quando me apetece fugir aos impostos mas não consigo; excepto quando adorando o Mário Soares apetece-me criticar o Mário Soares. Mas sou boa cidadã... E quero lá saber o que pensais de mim, anónimos como eu.
Amelia
Pois eu acho que a menina amélia e o xilofone são uma e a mesma pessoa: a mesma solidão em conversa consigo própria, over and over again.
E também acho que a Rititi tem uma enorme pachorra, ao aturar diariamente estas manifestações bipolares de amargura.
Olhem, fazemos assim, eu ofereço-me para um café com o (ou a) xilomélia (é, gosto de ajudar as pessoas).
beijinhos, Rita
A questão da cidadania e da democracia é muito interessante de debater, num país em que a inveja é um valor de referência. Somos um país pequeno e de pessoas pequenas, o anónimato é uma consequência da nossa dimensão humana e social.
Gostei de te conhecer no programa do F.J.V., um pouco nervosa mas lúcida (muito interessante e atraente). É mais fácil escrever no blog, do que a exposição televisiva?
Querem falar de Democracia? Pois ofereço-vos uma sugestão. Estudem o regime retributivo dos funcionários parlamentares face ao regime geral da Administração Pública, analisem os saldos de gerência da Assembleia da República comparativamente aos dos outros organismos públicos, confrontem o RAFE (Regime de Administração Financeira do Estado) com o utilizado na Assembleia da República. Quando quiserem falar sabiamente da vossa cidadania e dos vossos fortes pilares democráticos comecem por coisas mais acertadas, que não pela merda dos nicks e dos anónimos e assumidos.
A democracia começa e acaba no cidadão e no seu contexto social, não se resume aos aspectos financeiros. Mesmo reconhecedo as desigualdades aberrantes entre os eleitos e os eleitores.
Xy-Xy, sendo tu/eu o meu/teu alter ego (ahahahah), hesitei um pouco em dizer-te o que desejo dizer (passe o pleonasmo). O teu texto está formidável, homem. Superaste-te! Fiquei siderada pela impetuosidade das tuas palavras, pela fluência do discurso, pelo recurso ao Pessoa que eu adoro em todas as suas "conjugações".
Fui levada pelo teu texto e pensei em cada pessoa anónima que faz este país funcionar. E que tem direito à sua opinião, tem direito a discordar ou a concordar. É também em cada um destes anónimos que está a força do país. Nas pessoas que trabalham de manhã à noite para ganhar uns míseros 400 euros. E depois, à noite, sentam-se ao computador, e dedilham umas palavras e, sem pudor, são outras pessoas e conseguem abstrair-se um pouco da dura realidade. Perderam a razão? Serão menos cidadãos? Não creio...
Xy-Xy, não digo mais senão pensarão que estás a pagar-me "luvas"... Amanhã, eu estaria num qualquer canal de televisão a dizer: "Num xenhore eu so quije dijer que gusteije muitjo dele"... E, como eu pretendo ser anónima por muito e muito tempo (excepto na hora da morte que quero que S.Pedro me reconheça), vou ficar por aqui... Imprime isto e manda encaixilhar. Quem me conhece sabe que não sou de elogios. Mas estes são merecidos. Sem dúvida...
Amélia
Gosto da frase mas não concordo.
Há autores de blogues que fazem todo o sentido serem anónimos. O pipi, por exemplo.
Acho que depende do blogue e da sua qualidade e tipo.
(claro que os blogues dos cretinos que nascem para "dizer mal" porque já nasceram maricas de merda, a fase anal não correu bem e não têm coragem de assumir coisa nenhuma, esses, enfim, são demasiado miseráveis para entrarem na conversa).
Já eu, com a minha barrquinha insignificante, vou pensar nisso. :) Os meus chefes iam adorar.
Beijitos.
Papoila prá presidência - e é já!
beijos às duas (rititas e papi)
É uma frase muito interessante (a do post), tal como os comentários, esta gente tem imenso jeito para escrever, as palavras saem-lhes naturalmente, mesmo que não seja nada que tenha a ver com o post e não tenha interesse (pelo menos para mim) escrevem escrevem escrevem, escrevem grandes textos. Quem me dera ser um pouco assim, por causa disso o meu blog ainda so tem 3 posts desde Julho :D a minha criatividade anda mesmo em baixo.
O voto também é anónimo e secreto, Rititi. Todos sabemos qual o tipo de "democracias" onde isso não acontece.
O direito ao anonimato é inerente a qualquer democracia que se preze e acaba por viciar. Por isso não posso concordar inteiramente com a frase.
Agora só peço desculpa por me ter envolvido em quezílias que realmente não interessam para nada e que, no fundo, não têm a ver com os artigos que postas, (deve ter sido por culpa de umas "Delícias do Mar" que comi e que já deviam estar fora de prazo).
Não voltará a acontecer...prometo.
Além disso, eu sei que é chato porque também tenho um blog (hehehe). É assim pró familiar e voltado mais prá imagem, mas é arejado e tem bom ambiente. Depois se quiseres digo-te o endereço (ao ouvido).
PS: Lamento que tenhas apanhado mau tempo, (parece que é sério mesmo, a julgar pelas notícias) mas, por outro lado, sempre terás uma história um pouco mais apimentada e com alguma piada até, (o tempo faz milagres), para contares aos netinhos.
Beijos e abraços
Zeka
Na minha opinião, o anonimato nem sempre prejudica a opinião, muitas vezes pode dar um sabor apimentado e provocante à situação. Por exemplo, temos exemplos, como o blogue "o meu pipi", que agora já se sabe que são os autores, mas na altura era bastante comentado.
Quando puderes, convido-te a passar e comentar, no nosso blog *** Os Veteranos ***
Ó Guto, quem são os "autores" d´O meu Pipi? É que eu não sei e gostava muito de saber, a sério.
Xy-Xy e Amélia: para quando um blog em conjunto? Eu prometo ser visita assídua!!!
Os autores do meu "pipi" são o meu pai e a minha mãe... E fizeram uma excelente obra, modéstia à parte. Mas eles pediram para eu não divulgar a sua identidade. Lamento.
Com tantos admiradores acho até que vou criar um blog. Creio, contudo, que o Xy-Xy não gostaria de ter algo em comum comigo. Dividir uma "assoalhada"... partilhar a mesma "cama"...
Mon dieu, seria tudo tão, como direi, "visceral"!
Amelia
Bom, mas pelo menos sempre desamparavam a loja...
"Sonho-me famoso? Sinto todo o despimento que há na glória, toda a perda da intimidade e do anonimato com que ela é dolorosa para connosco."
Fernando Pessoa "O Livro do desassossego"
Ps: Alter-lego, isso não será do colesterol elevado? Ou problema asmático ou, sei lá, quem sabe uma fobia (muita gente, pouco espaço, perda de identidade, medo de perder o protagonismo). Com as doenças que têm surgido, é melhor ir ao médico. Pronto, é só um conselho. Não precisas fazer essa cara!!!
Amelia
Anémonanónima, quando puderes, explica-me o que são "manifestações bipolares de amargura".
Não, não sou solitário. Com muita pena minha, pois permitir-me-ía escrever um livro que eu tenho cá na minha cabeça, a long, long time ago (gosta de termos em inglês, não gosta, darling?). Isso não invalida que, como diria o Mark Knofler, eu não goste dos sons do silêncio. Gosto. Como também gosto do silêncio com barulhos e tudo. Olhe, gosto muito de gritos!...
Anémona (da terra ou do mar?), eu não sou ela/ele. Não sou a Amelie. Ainda hoje, por causa das cócegas, quando acordei, só parei em frente ao espelho para vêr o que estava do outro lado. Et voilá (isto de linguas é um espectáculo!), lá estava eu, ali, com cara de estúpido, feito marmelo, a olhar pra mim como se nunca me tivesse visto mais gordo (por falar nisso....), só porque me imaginei num qualquer filme do Tom Hanks!... É preciso paciência!...
Mister, para falar de Democracia, bastava dar-te o meu exemplo particular: como a pratico todos os dias (com algumas folgas, claro) com pessoas que dirijo. É. Eu sou patrão. Mas não sou um daqueles patrões de merda, que vão prás TVs falarem da falta de produtividade, que os culpados são os governantes, que não há formação, que o país assim não vai prá frente e que o melhor é fazer a anexação com os nuestros hermanos. Não, não sou desses.
Dou-te um exemplo: não tenho nenhuma empregada a ganhar menos que 500 euros mensais, quando o salário de Lei é de, apenas, 388 euros; cada aniversariante recebe um "regalo", nunca com valor inferior a 100 euros e um "parabéns a você" a acompanhar; espreito-as todos os dias a ver se trazem algum problema de casa e, se assim fôr, tento ajudar na medida das minhas possibilidades; o direito ao diálogo existe na justa medida; aceito delas (já aceitei) qualquer tipo de opinião, principalmente quando essa opinião serve para melhorar o nosso relacionamento ou, até, a dita...
Resumindo, Mister, eu não preciso de ir ler livros, papeis, papelinhos, papelões ou o diabo que o carregue - aqui está mais uma expressão da minha avó! - para me permitir falar de Democracia tanto mais que, essa papelada, já a li toda. Fiquei com uma opinião: a Democracia não se lê, pratíca-se.
Papoila, como se gosta de uma frase com a qual não se concorda?
Tens razão no resto.
Ó Vieira, eu não sou o Autor nem tenho pipi.
Jack the Nipple (não, eu não traduzo!), um blog em conjunto com a Amélia é impossível. Só quando casar-mos, pá!...
Amélia, queres casar comigo?....
PS: desculpa, Zeca, mas cheguei primeiro.
ahahahahaha!!!
"Omnia vincit amor."
Amelia
ADENDA
Quando se lê, no meu texto(?) anterior "...principalmente quando essa opinião serve para melhorar o nosso relacionamento ou, até, a dita...", nota-se que falta ali qualquer coisa. Falta a... produtividade.
Desculpem qualquer coisinha. Só não queria é que fossem maliciosos.
ADENDA À ADENDA
Onde não se lê que sou um gajo casado, deve-se de ler, penso eu de que: este gajo é casado.
PS: a poligamia sempre me impressionou. Pela... abundância. Tenho que falar com a minha mulher!.....
Xy-Xy, aceitamos o teu pedido mas... o meu namorado diz que primeiro quer conhecer a tua mulher. É que nestas coisas, nunca se sabe.
Ps: Eu também acho a poligamia um "estado" interessante. Aliás, dois homens é o sonho de qualquer mulher. Há aí detalhes a discutir. É que eu disse "2 homens".
ahahahahah!!!!
Amelia
xiloló: não dialogo com gajos que escrevem "casar-mos" (uma piquena idiossincrasia minha, sei lá):
Anémona anónima, os erros ortográficos são o pão-nosso-de-cada-dia-nos-dai-hoje... Perdão, não era isto!... Não sei se sabes que a lingua portuguesa, é uma das linguas mais difíceis do Planeta - pelo menos até aparecerem os tão falados ETs.
Digo-te o seguinte:
Eu dou erros
Tu dás erros
Ele dá erros
Nós dámos erros
Vois dais erros
Eles dão erros... ortográficos.
Como vês, estás aqui incluida. Ou não dás o teu pontapé na gramática? Claro que dás!... Ou não dás, e sou eu que não sei de que dicionário és autora? Sabes que mais, corrigir um erro ortográfico - dos outros! - do modo que o fazes, parece-me mais uma merdice de quem é capaz de não defecar (cagar, para os amigos), para evitar de sujar o cu.
Depois, Anémona anónima, eu podia ter escrito aquilo... de propósito. Pra ver se pessoas "asseadas" como tu me vêm... "corrigir". E vens. E vieste.
Quem sabe, também, se eu, ao escrever "casar-mos", não queria dizer exactamente o que disse? "Mos casar" e "casar-mos" não é a mesma coisa? E se eu os tiver descasados e convidar a Amélia pra... casar-mos? Ou pra... mos casar!... É que, não sei se já reparaste, mas, não abdico duma boa piada - mesmo que corra o risco de não ser bem interpretado. British humor - do sul! - já ouviste falar?... Ah ah ah ah... Vês, até eu me rio das minhas piadas. Pois.
A lingua portuguesa é tremenda, como diria a Rititi. E quando os "miolos" são fracos?... Ssshhhiiii!!!....
PS: percebo a tua recusa ao diálogo com gajos que escrevem... "casar-mos". Perfeitamente. Não é nada, mesmo nada fácil, "desentupir" a frase "manifestações bipolares de amargura". E isto é que é grave!... Uma frase tão... bonita, tão... portuguesmente falando, tão... rica!...
Se fosse eu o autor dessa frase, ainda tinha desculpas, mas...
Que pena, Anémona anónima!... Uma frase tão bela, no entanto, tão... sem significado!... Que pena! Até é bonita, o raio da frase!...
PS2: eu perdoo-te a tua "piquena" idiossincrasia. Estás aperdoada.
Permita-me a liberdade de discordar! Assumir um nick não é forçosamente sinal de cobardia!
No mundo da escrita são vulgares os pseudónimos.
Manuel Tiago, António Gedeão ou Miguel Torga são nomes sem B.I., mas com inconfundível identidade autoral.
Não é um sinal de receio, antes uma separação de campos que garante a liberdade das diferentes partes.
Mais importante do que o primeiro ou último nome é o texto.
Tem toda a razão, nana. Mas a Rititi não é a autora da frase. Quem criou este monstro foi o Paulo Gorjão, insigne jornalista da nossa praça.
Claro que o "e mais não digo que até parece mal" da Rititi, mais a anexação do "bicho" do Gorjão, leva as pessoas a pensar que ela está de acordo mas, pode ser que não.
Se já reparou, a frase da Rititi tem duas saídas: pela frase, pode entender-se que ela está de acordo, mas também não é difícil concordar que pode estar em desacordo.
"E mais não digo que até parece mal" pode querer dizer: "olhameste! mas quéquêle quer dizer com isto, hem?! vai dar palha à mula, ó Gorjão!". A Rititi, pode querer dizer isto, nana!...
Em contrapartida, também pode querer dizer: "ó bloguistas do caneco, leiam isto que este senhor diz e depois digam-me alguma coisa. Seus anónimos!... Cobardolas!... Quantos são?.. Quantos são?.. Venham todos!... Ó tu aí, sai detrás desse nick!... Cambada de cobardolas, pá!..."
Também pode querer dizer isto, nana.
Vou pela 1ª hipótese. É um risco mas, como diria o meu pai... que se f....
Que fácil na vida é ter duas saídas... Nunca se fica mal, nunca se assume. Lança-se para a praça e quem quiser que apanhe... Alguém ouviu a opinião da Rititi? Eu não... Mas vi os "gladiadores" a lutarem na arena por algo que talvez ela não queria ter dito. Por isso digo que é fácil ter duas saídas, ou três ou quatro... É a vida, até para os que, à partida, não têm saída.
Ps: "Como melhoram as pessoas depois que passamos a gostar delas."
Ps2: E mais não digo que até parece mal.
Amelia
"como melhoram as pessoas depois que passamos a gostar delas".
Como melhorou a Rititi depois de passar a gostar dela.
O resto... é nada.
Eu não diria melhor! ahahahahah
Amelia
Amélia, continuo a dizer que continuas a não saber ler.
Agora com uma agravante: não sabes patavina de matemática!....
uma solução estilo voto em branco, portanto
Caro Xy-Xy, quando me referi ás várias "saídas" estava a referir-me à ambiguidade da frase da Rititi. A nada mais... Referi-me ao facto de nos questionarmos sobre o que ela quer ou não dizer e, contudo, nunca vi a opinião da Rititi, nem a preocupação dela em dizer o que pensa. Não que ela não tenha opinião mas, porque ela, pura e simplesmente está-se "cagando" (parece que aqui todos gostam do português puro e duro)para o que nós pensamos ou escrevemos. Só me referi a isso. Nada mais... Se quer ver algo para além disso, a culpa já não é minha.
Quanto ao não saber ler ou não saber matemática gostaria de fazer um pequeno, muito pequeno reparo. De português, vou percebendo. Titubeando umas sílabas, "colando" umas letras e lá vou eu. É triste! Mas assim sou eu. Sempre fui uma auto-didacta, mas ainda não consegui chegar mais longe. Relativamente à matemática , sou mesmo uma nulidade. Conto até vinte ´porque ainda tenho os dedos todos. A vida é mesmo assim. Sabe como é, abandono escolar numa idade muito precoce. Comecei cedo a trabalhar para ajudar cá em casa. Sou a mais velha de dez irmãos.
Bem, mas a minha tragédia familiar não é chamada para aqui. Este é um blog tão cor-de-rosa que não suportaria a vida "comezinha" de uma certa mulher.
Ps: Penso que expliquei e clarifiquei as suas dúvidas.
Amelia
Cara Amélia, está a ver como não sabe ler! Vê nos meus textos algum pedido de esclarecimento, alguma dúvida, dirigidos a si? Pois a si parece-lhe que sim. O que a Amélia lê nos meus textos são mesmo... afirmações!... Ou preciso de iniciar as frases tipo: "eu afirmo o seguinte" para que a Amélia não faça confusões?!...
Não lhe peço esclarecimentos... não me esclareça! Temos que ser uns para os outros!... Aliás, não me envergonhe na frente desta gente toda! Até fiquei corado, já reparou?!...
Amélia, eu sei "traduzir" o que a Rititi escreve! A Amélia é que, segundo parece, não vai muito por aí!...
Quanto à matemática... Amélia, quando o "resto é nada", o resto é... zero! Pura matemática, portanto.
Explico melhor: a Amélia entra num mundo de divagações sobre textos da Rititi, sobre quantos "gladiadores" é que chegarão ao fim, enfim, fazendo da inocente Rititi um troféu, que será entregue ao melhor "gladiador entendedor", no final de cada contenda.
Isso, para mim, significa... nada. Zero. Nicles. Eu explico: não me interessam as suas divagações. Nada. Zero. Porque é isso que elas querem dizer: um grande zero.
Percebe pevide de matemática, Amélia?...
PS: os polícias americanos (só os americanos?) são obrigados, quando prendem um suposto criminoso, a lerem-lhes uns certos direitos que são: "tem o direito a ficar calado porque tudo que o senhor disser em sua defesa, (note: "em sua defesa")pode ser usado em tribunal contra si". Será mais ou menos isto que os bons dizem aos maus.
Amélia, insiste tanto em defender-se que, tudo o que a Amélia diz, se vira contra si mesma. Não se magoe. Pelo menos isso!...
Um aparte, Amélia: este blog, embora esteja pintado de rosa - cor tida como muito susceptível - tem a cor que você muito bem entender.
Arthur Schopenhauer, filosofo alemão muito pouco estudado, explica de uma forma notável, como tudo aquilo que nos parece pode não o ser. Diz ele: "as aparências dizem aquilo que quisermos".
Quer que lhe seja sincero?... Olhe, este blog, o blog da rititi, tem vezes que é rosa; tem alturas que é branco, claro; tem dias que é preto, escuro; tem outras que é amarelo, pálido; e quantas vezes verde?! sshiiii!!...
Não resisto a citar a rititi: Amélia, ser daltónico é fodido!....
O mais fodido, Xy-Xy, é sentir-se fodido. E parece-me que é como o Xy se sente. E não preciso citar ninguém. Aliás, não percebi porque referiu a matemática no seu primeiro texto. Nada no que eu escrevi, antes de você ter apontado o facto, mostra a minha ignorância relativamente à matemática. Aliás, o Xy até foi de encontro ao que eu queria dizer. Ou seja, depois que começou a "compreender" a Rititi, o resto tornou-se nada, nicles, picles, etc, etc, etc.
Não pretendo lavar roupa suja num blog alheio, sou uma mulher muito bem educada. Se está com dor de corno, o problema é seu. Deixe crescer o cabelo e ninguém os nota.
Se o que eu digo não passam de balelas, caro senhor, porque desperdiça tanto tempo comigo? Não estaria melhor em família ou numa esplanada a beber uma cerveja gelada ou, quem sabe... bem, não lhe quero dar muitas sugestões pois já percebi que tudo o que eu digo o Xy leva a mal. Pouco poder de encaixe, meu caro. Acontece. Por vezes também sofro desses problemas. E costumo ferir-me muito: pego num chicote e açoito-me até cair para o lado por não suportar a dor. Coisas de mulher mal resolvida, sabe como é. E tem razão, a aparência nem sempre mostra a essência mas, o meu curso de bruxa ainda vai a meio e, por conseguinte, só consigo ver o que os outros m~e deixam ver. O interior do "outro" é muito dificil de vislumbrar quando não há uma pequena ajuda. Devo dizer-lhe que, as poucas pessoas que conheci mais interiormente, vieram a mostrar-se uma grande fraude. Como diria Fernando Pessoa, todos usamos o fato de dominó, como tal, é muito dificil despi-lo.
Não me pediu explicações. Eu também não as pretendo dar. Entenda isto como uma defesa pessoal.
Ps: Não tenha medo que eu me magoe. Já estou magoada... Mais mágoa, menos mágoa não irá dar cabo de mim.
Ps2: Como lhe disse, não estou aqui para lavar roupa suja. Aliás, pretendo não voltar novamente a este blog. O que começou como uma brincadeira acabou como ataque pessoal. Quando as coisas deixam de dar prazer é melhor acabar com elas, não lhe parece?
Foi um prazer conhecê-lo.
Amelia
Vou citar novamente a Rititi: o amor é fodido!...
A Rititi? ahahahahah!!!!!!!!! Homens!!!!! Mas tem razão, o amor é fodido! O MEC já dizia o mesmo. isto ficou uma grande anedota. ahahahahah! Ridículo!!!
Amelia
Antes do MEC, que é que acha que o meu pai dizia quando a minha mãe lhe negava a "carne"? "o amor é fodido!"
Quando a Ofelinha não lhe respondia às cartas, que é que acha que o Pessoa dizia?... "o amor é fodido!"
Quando Camões tinha que fugir a toque-de-caixa à frente de um batalhão de maridos com a testa a arder, o que é que dizia?... "o amor é fodido!"
Quando a mãe de D. Afonso Henriques levou aquele estaladão do seu querido filho, qual foi o seu desabafo? "o amor é fodido!"
Quando Jesus Cristo se negava às investidas da Madalena, que é que esta berrava? "o amor é fodido!"
Quando Adão e Eva cometeram o pecado da maçã e, de castigo, Deus os mandou trabalhar, que acha que Deus, olhando para o lado, disse ao Diabo? "o amor é fodido!"
Portantos, o amor é fodido, assim como o ódio é fodido, o azar é fodido, e eu sou fodido se não páro com esta merda!...
Cá para mim o anonimato só é realmente cobarde e pequenino quando se disparam ataques e não se fica à mercê de potenciais tabefes como resposta.
Eu sou um dos anónimos e devo dizer que o meu único arrependimento é tê-lo dado a conhecer a pessoas conhecidas e em particular à minha mulher.
No meu blogue gostava de poder escrever como se da minha mente se tratasse, ou seja, podendo ter nele os pensamentos que quisesse sem ter de prestar contas a ninguém.
Acusações de défice de cidadania e qualidade de democracia passam-me completamente ao lado. E já agora pergunto: os autores literários que escrevem sob pseudónimo como é que se enquadram nessa visão?
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