Terça-feira, Agosto 09, 2005

Verdades das boas

Não sei de quem é amiga, onde se criou, se é alta, se é gorda ou magra, a qué dedica el tiempo libre, que diria Perales, se escreve por vocação ou que sotaque tem quando fala português. Ignoro se estudou um curso universitário, se está especializada, se passou por todas as secções do jornal antes de ir para Lisboa, se é canhota, solteira ou do Benfica. Desconheço as suas cores políticas, se almoça com os parlamentários, se tem casa própria ou se vai de férias para o Algarve, se sabe cozinhar ou se tem cão.
A única coisa que sei é que
Margarida Pinto é a melhor correspondente que El País teve alguma vez em Portugal. Mais: tenho a certeza absoluta que Margarida Pinto é a jornalista que actualmente melhor escreve sobre este nosso rectângulo desgraçado, sobre este pedaço de terra queimada e abandonada à sua sorte. Lúcida, objectiva, crítica e por vezes mordaz. E mais não digo, porque não a conheço de lado nenhum.
(Margarida: eres lo más de lo más. Gracias)

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