Quinta-feira, Setembro 08, 2005

A GRANDE ALFACE



E o jovem casal Pinheiro a caminho de casa. Saudades na mala e o corpo preparado para reencontros, jantares, beijinhos à mana, ai, Lisboa, menina e moça, como te portaste neste tempo todo?
E na lista de compras imprescindíveis para sobreviver a seiscentos quilómetros de casa: café, SG Ventil, pão alentejano e bacalhau, um íman do Galo de Barcelos para pôr no frigorífico e um poster da Amália Rodrigues, literatura em estado puro (Ana + Atrevida, 24 horas e o Crime), cassetes piratas dos Anjos e do Quim Barreiros, uma bandeira pátria feita na China e um autógrafo do Mourinho.
Trepidante e deliciosa é a vida do emigrante.

13 Comentários:

Na 3:12 PM, Blogger ISA disse...

Mais um relato fixe! Boa viagem.

 
Na 3:41 PM, Blogger bonifaceo disse...

Falando da lista, bacalhau, gosto muito, cozinhado de qualquer maneira, o pão acho que não conheço. Também gosto da bandeira, made in China é que não. :D
Boa viagem.

 
Na 4:29 PM, Blogger portugal da silva disse...

tudo, Rititi, tudo, mas... tabaco é que não!
Seja Ventil, seja SG, o raio que for...tabaco não!
Penso não estar sozinho neste desejo sincero de preservação da saúde.

 
Na 4:46 PM, Blogger Ana disse...

Ah, o pão alentejano, o pão alentejano!
Comia-o sem conduto, o que punha a minha avó paterna em polvorosa: "Magana da moça, que nã quer toicinho com o pão!"
Ah, saudades...

 
Na 4:46 PM, Blogger Miguel disse...

Ainda existe o Movimento Pimba Tuga? Pensava que tinha sido extinto com a gravidez da Ágata.
Descança Pedro, ainda podes voltar.

 
Na 4:49 PM, Blogger Zeka disse...

Tá giro!
Embora ache que esta imagem redutora, melancólica e deprimente dos emigrantes não corresponda exactamente àquilo que é a realidade actual.
Mas tudo bem, lê-se...com um sorriso.

 
Na 9:31 PM, Blogger xylophóros disse...

Essa do pão alentejano e do bacalhau, transportam-me para um anúncio que dava na TV. Creio que sobre o azeite "Galo". Eu, que sou galo de nascença, ficava sempre com azeite na boca ao ver aquele reclame: uma mesa farta - de coisas e de gente; uma mão desce, muito devagar, fazendo poesia, empunhando nas pontas dos dedos um naco de pão alentejano de 24 carates, em direcção a um obejctivo previamente estabelecido; bem junto ao tampo da mesa, dois olhos com cara de criânça seguem, enfeitiçados, aquele movimento descendente, perfeitamente controlado, daquela mão (do avô?) que trás nas pontas dos dedos um naco de pão alentejano de 24 carates; na mesa, colocado estrategicamente em pose de boas vindas, um prato; dentro do prato, uma posta - bem portuguesa, expressa pelo seu tamanho - de bacalhau, nada, literalmente, na virgindade extra fina de uma enxurrada de azeite; aquela mão, com aquele naco de pão alentejano de 24 carates, aproxima-se muito rapidamente em cãmara lenta do objectivo delineado; a distância é muito curta, agora; adivinha-se uma colisão: aquele naco de pão alentejano de 24 carates, vai chocar com o bacalhau que nada em azeite de virgindade extra fina, qual pedaço de caxemira líquida; acontece: o bacalhau que nada em azeite de virgindade extra fina qual pedaço de caxemira líquida, recebe em si, aquele naco de pão alentejano de 24 carates, criando a osmose perfeita. O naco de pão alentejano de 24 carates, é agora uma esponja de sumaúma, empregnada de azeite de virgindade extra fina e de aroma de bacalhau. Era este o feitiço que aqueles olhos com cara de criânça imaginavam, enquanto viam a descida daquela mão, como quem cai num abismo muito, mas muito lentamente. Feito o feitiço, era agora a vez de o provar: então, aquela mão que conduziu o naco de pão alentejano de 24 carates até ao prato previamente colocado, onde já estava à sua espera o bacalhau a nadar em azeite de virgindade extra fina qual pedaço de caxemira líquida, tomou o sentido inverso e, muito respeitosamente - não evitando, contudo, que algumas pequenas pérolas verdes se soltassem na gravidade, e caíssem, desamparadas, em qualquer lugar da toalha branca -subiu em direcção à sua boca, onde começou, então, um novo e delicioso... feitiço.

PS: uma alface como companhia, não é coisa que desagrade ao bacalhau. Portanto... comamos.

 
Na 9:39 PM, Blogger xylophóros disse...

ADENDA: empregnada???!!!....
IMPREGNADA! assim é que é.

Eu até me vou imbora, fdx!....

 
Na 9:56 PM, Blogger Amator disse...

Xylophóros: Então, comamos...embora o 24 quilates esteja "empregnado" e não impregnado de bom azeite. Que grande Galo!...

 
Na 11:20 PM, Blogger Nuno Rogeiro disse...

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(Comentam-se blogs e diz-se poesia no país ou no estrangeiro em português, francês, castelhano, inglês, americano, canadiano e australiano).

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Na 2:37 AM, Blogger Nic disse...

Rititi,
se vivesses na china, como farias?
:)

 
Na 5:42 PM, Blogger xylophóros disse...

Ahahahaha!... tu não és o Nuno Rogeiro, Nuno Rogeiro!... O palhaço do Nuno Rogeiro, não me faz rir, pelo contrário, já tu... fashavor!...
Parabéns pelo anúncio. E muda de nick, o gajo não merece publicidade. Ele e o Carlos Magno, um dia destes, vão cantar ao desafio pra se ficar a saber quem é o campeão nacional das frases feitas. Só estão à espera que lhe aluguem o Coliseu. Vai dar nas TVs e tudo.
Nesse dia, por motivos óbvios, vou estar fora mas, vou gravar, pra depois ver e, nota, ouvir em... câmara lenta. Ai que de rir!.... Nuno Rogeiro!.... eheheheh....

 
Na 6:01 PM, Blogger xylophóros disse...

Só mais esta: francês, castelhano, inglês, americano, canadiano, australiano....! Ele não fala também, belga, luxemburguês, monegasco, mexicano, hondurenho, argentino, colombiano, escocês, irlandês do norte e do sul, galês e... como é que se chama a língua da África do Sul?... ai... não é o africâner, é o... pronto, desisto!...
Ele também fala essa.

 

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