Pela noite de Lisboa, a gastar dinheiro
Que me expliquem que aconteceu ao público habitual do Lux. Mais, quem era esse povão todo, oh Meu Deus, que fazia aquela chusma mal vestida na melhor discoteca do mundo mundial? Ocupar espaço? Quem os deixa entrar? Para que? As Docas já não chegam? O habitat natural do suburbano não era o Blues Café, o Indochina?
Decididamente mau, muito mau, buuu, buuu. Sem ventilação mental, não me apanham lá tão facilmente.
Grande Bicaense, sim senhor, assim sabe bem voltar a casa. Cada um no seu sítio.

30 Comentários:
Eu pergunto-me é como é que ainda tens paciência para o Lux... Haja coragem e muita, muita fé!!!
Bairro Alto forever! Do resto, depois das 4 da manhã, já não há pernas que aguentem e muito menos cabeça...
Mas o que é que se passa, pá? O que é que aconteceu? Eu já não vou lá há uns tempos e... então, aquilo deixou mesmo de ser a melhor discoteca do mundo? Ai minha nossa senhora!
O que é que os candidatos autárquicos têm no programa acerca disto? Teremos de fundar um movimento de preservação do Lux? Vou lá terça-feira. Vou confirmar isso. Pode ter sido só azar, uma má noite, não?
Quando vou à capital, dou um salto pela noite. "Lux" já era...
E que dia da semana era. Eu normalmente gosto das quintas-feiras, apesar de também já não lá meter os cotos há um certo tempo.
Abraços
Pedro Ventura
http://massinhadeletras.blogspot.com
Está mal sim senhora! Como fazem isso à única disco de jeito em Lisboa? Só falta a malta do boné!
Eu, a mim, não me apanham nesses locais, que não entro em sítios xungas de Lisboa. Quem me tira a "Kleópatra" tira-me tudo.
Bino Abrupto (na sua única apresentação aqui).
O Bicaense é de facto garantia de uma noite bem passada! Concordo! Nunca desilude! Além de que mais cedo ou mais tarde os amigos acabam por passar por lá!... Há melhor??!!...
Não conheço a noite de Lisboa, por isso não tenho voto na matéria. Cá em Aveiro frequento bares pacatos, a discotecas não vou, não gosto de discotecas, não têm nada a ver comigo.
Este snobismo retrógrado é constrangedor.Muitas conheci destas 'habitués 'envoltas nesta ilusão de diferença , usurpadoras do momento, num perpetuar contante de falsas imagems e imensos deficits.Gentes que se arrastam no nosso psique, quando não nos nossos espaços. Brrrr
Rititi, desculpa lá, na verdade não tenho nada a dizer sobre este tema.
Só vim aqui aos comments pra ver o passarinho do Bonifaceo...
O seu ar frenético transmite-me sempre muita energia.
Beijos
Zeka
FRÁÁÁÁÁGIL, ESTA NOOOITE TOU TÃÃÃO FRÁÁÁÁGIL!.....
LUX, a disco das "stars" of cinema!...
LUX, quando me sinto belo, as pessoas acham-me... menos belo.
SIIIINTOOO-ME FRÁÁÁÁGIL!... ESTA NOOOOITE TOU TÃÃO FRÁÁÁÁÁGIL!.....
PAAACHÃÃÃÃ!..... ÁÁÁÁGIL! EEESTA NOOOITE TOU ÁÁÁÁGIL!....
ADENDA: desculpem, falhou-me a voz. Eu tinha que cantar, EEESTA NOOOITE TOU TÃÃÃO ÁÁÁGIL!....
Acontece aos melhores, peço imensa desculpa. À saída, levantem o dinheiro do bilhete.
Pois, isso acontece muito com os emigras... Produzem-se todos e lá vão eles ao tal sítio que pensam estar como quando lá foram na última vez (Agosto do ano anterior...
E têm a lata de dizer mal!
Zeca, em nome do passarinho agradeço o elogio. Ele é um canário e é o verdadeiro bonifaceo, que era o nick que eu usava no mIRC :D.
Pares meias com o Bairro Alto, meias luzes, meias sombras, ondas melodiosas soltas e sem destino. Aconselho vivamente o Incógnito para expurgar os fantasmas aperaltados da visão nocturna!
P.s.: Já encontraste o "Allegro ma non Troppo"?
Mário Miguel
Qual seria o habitat natural para a snob e, aparentemente, bem vestida gentinha que se aperalta de Guci e outras marcas só para mostrar que se veste bem? Talvez aquela "chusma" ache que se veste bem, talvez se vista bem, ou talvez não tenho dinheiro que chegue para vestir-se bem. E, quem não consegue ir às lojas de "elite" não poderá, pelo menos, sonhar com os locais de elite? E que elite é essa? A bem falante, a intelectual, ou apenas a que pode comprar, a que pode gastar, a que pode ir a Milão, a Paris, e a outros locais, para encontrar os "básicos" da estação?! A única falta de ventilação mental que detecto é este texto. Este texto arrepiante, Rititi, de um snobismo atroz e muito pouco condizente com uma mulher que se diz "aberta". O "povão" tem direito a entrar onde quer, desde que não cause distúrbios., Tem direito a divertir-se onde e como deseja. É o "povão" que paga os impostos, que se levanta de manhã para trabalhar. É este povão que faz o país caminhar. Talvez o habitat natural deste "suburbano" (ah!, como fazes este termo soar como se falasses de gente menor!), fose a selva. A mesma selva que ele diariamente encontra nas ruas, na luta diária por uma melhoria de vida para si e para os seus.
Mau, muito mau, Rititi... E tantos te aplaudem! Como é possível? O espaço que eles ocupam é tão digno como o espaço que tu ocupas. E eles vão onde querem e onde podem ir.
PS: Tens razão, cada um no seu sítio. Deve ser isso o que o "povão" pensa quando olha para o teu ar de deboche.
PS2: Entenda-se que não conheço a dita discoteca, e sou muito feliz assim. Mas, não é por ter medo de me juntar ao povão, sendo eu mesma "povão" (e com que orgulho eu o digo), e sem teias de aranha no cérebro.
PS3: Talvez o público habitual do Lux, tenha morrido de tédio, é que o "povão" também serve para animar as noites...
PS4: Sem "povão" muito lugar da moda encerra, porque o "povão" também é "consumidão" (foi para rimar)!
Amélia
Os candidatos autárquicos devem ter mais em que pensar... espero!
Muita gente deve estar a chorar pela ausência do Santana! Esse sim, talhado para a preservação de "certas" espécies no seu habitat natural.
Amelia
Para dizer a verdade também achei um bocado foleiro este texto da rititi. Por que não te propões para consultora de porteiro? Ganhavas uns cobres o podias aplicar os teus supremos gostos na selecção das pessoas que merecem entrar no Lux.
Eu cá vou ao Lux pela música, pois é dos melhores spots para se ouvir som na noite da capital. Tou-me borrifando para quem está ao meu lado aos pulos. Mas ainda me estou borrifar mais para a cor da blusa, o fashion do penteado ou para a conversa pseudo-intelectual. Só não gosto quando me pedem 180 euros de consumo mínimo. Nem se eu consumisse o máximo lá chegava. O som de Vargas, o DJ, dá-me aquela vontade de aplicar umas valentes cabeçadas na bola de cristal. DEEP HOUSE OH YES.
P.S. - Se fosse eu mandar punha o Soares como porteiro do Lux. Até podia trazer o filhote.
Minha querida, só aqui consigo chegar via "local de trabalho". I Just called to say I Love iuuuuuu...
Mas, já agora: eu não gosto nada do Lux, ainda por cima são uns chulos. E chateia-me aquela merda dos bicaenses e cia, de estarmos todos cá fora, no meio da rua, em pé, de copos de plástico na mão e cãimbras nas pernas. Pronto, pronto, não estou in, eu sei. Mas eu gosto é de esplanadas à beira-mar e de discotecas com músicas dos oitenta e noventa.
Generation gap,portanto.
:)
Beijos!
Tal e qual João Pereira Coutinho e john Stuart Mill. Não passas de uma snob, uma pseudo-intelectual que tem vergonha dos que trabalham e pagam os impostos que tu, com a ajuda de advogados e contabilistas, fazes fuga.
mas pensa, teres a plebe junto de ti é agradável. significa que tu podes sobressair. seres superior e, não seres ridicularizada por alguém que poderá-te ser intelectualmente superior ou que não compra roupa de marca na "chinatown" aí da terra dos mouros. Porque, nem tu o que reluz é oiro. A contrafacção ajuda muitos pseudo-trendys em Portugal.
O snobismo está na moda. A simplicidade caiu em desuso, não é chique. É bom poder mostrar a marca do casaco, das botas, a marca do vestido. O cérebro não se passeia aí do avesso... E, para a maioria das pessoas não interessa o que se é de facto (interiormente). Interessa a futilidade da vida, os euros no bolso, o deboche como se olha para o outro. Tudo é motivo de chacota, de risada. Quem não nasceu em família rica, quem não casou com homem rico, quem não ganhou a lotaria, está fodido. A bem da verdade, o que interessa é mostrar, são as aparências, as ilusões, quem fica melhor no holofote, quem fala mais alto, quem diz as baboseiras a parecer mais "cultas". Assim vai o mundo... E até aquelas pessoas que parecem mais "iluminadas" acabam por cair no erro do fácil. O que fazer? Nada... São estes os valores (?) que temos, é esta a sociedade que temos.
Mas a Rititi merece os aplausos pois, apesar deste texto tão ("já me faltam as palavras, meu amor" - como diria o poeta)... ainda conseguiu ser agraciada com muitos elogios. è tão fácil ser neutro, não é? Será por cobardia ou comodismo?
És a maior Rititi, ainda que digas as maiores asneiras, continuas a ser a maior... Deus seja louvado!!!
Amelia
Mas quéquéisso ó meu!, como diria o Perestrelo.
Quem critica a Rititi por ir ao Lux e não ter gostado do "ambiente" que por lá fazia, não sabe o que é o direito à opção.
Quem projectou o Lux Frágil, quem o idealisou, quem arriscou num negócio onde a concorrência é feroz, onde para se ser diferente tem que se fazer diferente, quem gastou um tonel de massa numa coisa daquelas, com certeza que tinha, à priori, um público alvo!... Venham daí os artistas, os médicos, os srs. doutores, os srs. eng.os, os srs. deputados, os srs. ministros (olá, como estão V. Exas.?), os poetas, os escritores, os apresentadores das TVs. (boa noite, sra. dona bárbara guimarães, tá boa? quando é que me convida pra eu ler o livro da minha vida?), os ricos velhos e os velhos ricos, os ricos novos e os novos ricos, venham, venham todos! Façam favor d'entrar qu'esta casa é a vossa casa!... Mas... atenção!, venham apresentáveis porque senão não combinam com a mobília.
Dinheiro, senhores, dinheiro!...
Quer dizer, abre-se um negócio que sirva um determinado tipo de pessoas, esse padrão adere, "faz a casa", a casa ganha fama e dinheiro e, passado tempo, porque não se olhou para o lado, porque deixou de interessar que os clientes combinassem com os cortinados, porque a "casa" já estava "feita" e se estava convicto que nada a deitaria a baixo.... a casa vem mesmo abaixo.
Mau. Mau para os proprietários, mau para os clientes que "ergueram" a casa que se vêem na contigência de escolher outros sítios para se poderem divertir como eles SABEM, QUEREM E PODEM, e mau, também, para os novos "invasores" que, estando ali de passagem e/ou por "desporto", que é como quem diz, eh pá, ontem à noite consegui entrar no Lux, pá, tu devias ver, meu, aquilo era cada gaja, men, ei! caganda onda, bróder, prá próxima entras comigo, tásaver!, xi, meu irmão, aquilo curte-se bué, é fodido é aquela quecada toda, men, e cá fora, men! é só Ferraris, Mercedes, BMs, men, tásaver meu irmão, altamente.... acabarão por descobrir, muito naturalmente, que aquele lugar não lhes é nem nunca lhes será... familiar. Será, na maioria dos casos, não mais que um simples... troféu.
Mais, não haverá ninguém que não se tenha sentido "desfasado", seja num restaurante, seja num bar, seja numa discoteca, num hotel ou noutro qualquer local, público ou privado, em determinados momentos das suas vidas. Aposto seco contra molhado.
Uma das minhas pequenas histórias:
eu frequentava assiduamente uma discoteca que me agradava sobremaneira. Bom serviço, boa clientela, boa decoração, bom ambiente, boas bebidas e variadas, até Absinto tinha, coisa rara, mesmo hoje em dia. E eu sentía-me feliz quando lá ía. Aliás, era para isso que ía lá: ser feliz.
Não acredito que a felicidade seja uma coisa "instituida". Mesmo quando temos dinheiro, saúde ou levamos a melhor mulher do mundo para a cama, precisamos de alguns momentos em alguns sítios, onde nos possamos "enfiar" em cima das asas de um qualquer pássaro já extinto pelo vento, e voar-mos pelo espaço e pelo tempo que não existem - embora existam, porque somos donos e srs. da nossa imaginação - à procura de sensações extra, que a puta da vida, se não lhe soubermos dar a volta, jamais nos proporcionará. E esse pássaro imaginário, parava muitas vezes, mesmo muitas vezes, nessa discoteca que eu gostava de frequentar. Se esse pássaro era só meu? Sim, talvez, mas acredito que todos os que estavam ali, tinham os seus próprios pássaros também. Quem não tinha pássaro.... talvez tivesse medo de voar. Ou então, não precisava de voar. Era feliz assim. Eu,não, embora tendo medo de tudo que ultrapasse os 2 metros, fazia sempre, mas sempre, questão, de voar nas asas do meu pássaro extinto pelo vento, e subir às alturas onde, dizem, os deuses existem...
Nesta felicidade, acredito. A felicidade dos momentos. Não há felicidade como um todo. A felicidade é um puzle de momentos, onde não somos obrigados a encaixarmos as peças para obedecermos a um qualquer critério constitucionalmente instituido.
Continuando: por motivos que não interessam, deixei de frequentar aquela discoteca. Quando lá voltei, passados 2 anos, notei uma diferênça na "atmosfera" que passava por ali. Não gostei, e tive razão: passados alguns momentos após a minha entrada, passa por mim um gajo a voar - literalmente, voar - e, logo a seguir, um outro que foi aterrar em cima do que já tinha, entretanto, "poisado". Ao que me pareceu, estavam a tentar impressionar umas garinas, "jogando" ao Kung Fu. Na discotesca que eu gostava. Não gostei, dei meia volta e fui "voar" pra outra freguesia. Nunca mais lá fui.
Pois é, isto de criticarmos o que acontece aos outros quando, de certeza, já nos aconteceu a nós, é fodido.
Pergunto: eu sentir-me-ei à vontade se, de repente não mais do que de repente, fôr convidado para um jantar de gala com baile até às tantas, por S. Exª o Sr. Presidente da República? Não, não sou nem saberia "estar" nesses ambientes. Furaria o protocolo, no mínimo, o que levaria o Sr. Presidente a arrepender-se de me ter convidado.
Sentir-me-ei à vontade, num qualquer bailarico de garagem com discos a pedido, organizado pelo Quim-Zé, e com grades de cerveja à descrição? Não, não sou nem saberia "estar" nesses ambientes. O pessoal não iria achar piada nenhuma àquele gajo que estava ali faz tempo sem nunca se ter mexido do sitio. Furaria o "protocolo"... deles.
O problema, é que nós fingimos que somos todos iguais mas, a verdade, é que somos todos diferentes. No vestir, no falar, no pensar, no agir, no namorar, no acasalar, no físico, no psico, na emoção, no amor, no ódio, na raiva, no sarcasmo, na ironia, no humor, no comer, no foder, na cor, no penteado, no carro, na casa, no filho (o meu é mais lindo que o teu), no cagar, no enfardar, no arrotar, no gozar a vida....
Todos somos diferentes e, como tal, não podemos - poder, podemos mas... pra quê?! - gozar a vida todos da mesma maneira nem, tão pouco, frequentar os mesmos sítios.
Simplificando, discotecas, bares, restaurantes e variadíssimos outros sítios, são coisas que nós frequentamos conforme mandam e podem as nossas medidas, ou seja, se formos a uma loja com intenções de comprarmos uma camisa Yves Saint Laurent, é nossa obrigação termos dinheiro para a comprar e termos "figura" para a vestir porque, se assim não fôr, não devemos pensar nisso sequer, e não nos resta mais nada senão irmos ali ao lado, à loja da "Teresinha's Pronto a Vestir", e comprar uma camisa em Popline por apenas 3 contos de rei.
Portanto, é um exagero muito exagerado, dizer que todos têm o direito de entrar ou frequentar em todos os locais que lhes aprouver. Tanto mais que, normalmente, a maior parte desses locais têm reserva de direito de admissão.
Uma autêntica falácia esta, a de defender os "pobres dos coitados" que "têm o direito" disto e daquilo. Pois têm, claro que têm!
Não vivemos numa democracia? Claro que vivemos! E as regras? Não contam? Contam, todos estamos sujeitos a elas e vivemos bem com isso.
Trigo limpo farinha amparo, ou seja, o resto... são cantigas.
ahahahah!!!!!!!!!! Falavamos de quê? Hipocrisia? É que de repente perdi o contexto da "coisa"...
Amelia
Bah!
O meu resumo: muita inveja. Haja paciência para a inveja! Tanta exaltação, tanto «eu queria era ser assim». O povo português, no seu melhor: inveja do vizinho bem-sucedido. :(
'tá giro... então eras mesmo tu no Bicaense.
Digo eu para os meus incultos amigos "Acho que está ali a Rititi". Respondem eles, autênticas vozes da contra-cultura, "Quem!?!??!".
Mas eras mesmo tu!
Gostei mais do "poste" do Xylophoros, que o da Rititi.
Xylo, tens muita razão no que dizes. E, facilmente, compreendo a posição da Rititi e da Amélia.
Mas, da minha parte, não é o que a Rititi disse, foi a maneira como o disse.
A Música A música A música
A Mus a
A m a.
o resto também conta
desde que não seja treta.
VIVA O LUX
Vim parar ao teu blog por puro acaso e avanço desde já que este teu pequeno post é das coisinhas mais brilhantes que li nos ultimos tempos, quiça porque me identifico visceralmente com a tua opinião...
Sugestão: Por favor alguém vá buscar o Miguel de volta!!!
p.s- posso fazer copy do teu post no meu blog... fazendo jus aos direitos de auutor?
Obrigada
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