MOMENTAZO GAJA TOTAL
Como yo te amo
Como yo te amo, como yo te amo
convéncete, convéncete
nadie te amará
Como yo te amo, como yo te amo
olvídate, olvídate
nadie te amará, nadie te amará, nadie porqué
Yo, te amo con la fuerza de los mares
Yo, te amo con el ímpetu del viento
Yo, te amo en la distancia y en el tiempo
Yo, te amo con mi alma y con mi carne
Yo, te amo como el niño a su mañana
Yo, te amo como el hombre a su recuerdo
Yo, te amo a puro grito y en silencio
Yo, te amo de una forma sobrehumana
Yo, te amo en la alegría y en el llanto
Yo, te amo en el peligro y en la calma
Yo, te amo cuando gritas cuando callas
Yo, te amo tanto yo, te amo tanto yo….
(Raphael)
E depois não me venham com merdas de tipos duros que falam para dentro, dos que só se expressam com grunhidos e apalpões despistados ao sábado depois da bola, ah, mas ele gosta de mim, nhe-nhe-nhe, que eu sei, custa-lhe é dizê-lo e os homens são assim y el coño tu tía, vamos! Homem que é homem agarra a mulher pelas ancas, levanta-a por sorpresa e fá-la sentir-se viva, desejada só porque se escolheram um ao outro no calhas da vida. Gajo de verdade não se acanha, não se esconde atrás da barba rija e a suposta masculinidade dos silêncios e muito menos está preocupado com paneleirices das rosas vermelhas por contrato conjugal. Homem que é homem é o que está convencido que ningúem nos amará como ele.

8 Comentários:
Apoiado, puta madre!
Lindo. Se a escrita feminina é isto, então agradeço a Deus ter nascido homem.
"Homem que é homem é o que está convencido que ningúem nos amará como ele."
Tive um desses. Felizmente para mim, ele estava enganado. Muito enganado.
Homem que é homem
Homem que é Homem não usa camiseta sem manga, a não ser pra jogar basquete. Homem que é Homem não gosta de canapés, de cebolinhas em conserva ou de qualquer outra coisa que leve menos de 30 segundos para mastigar e engolir. Homem que é Homem não come suflê. Homem que é Homem - de agora em diante chamado de HQEH - não deixa sua mulher mostrar a bunda pra ninguém, nem em baile de carnaval. HQEH não mostra a sua bunda pra ninguém. Só no vestiário, para outros homens, e assim mesmo, se olhar mais de 30 segundos dá briga.
HQEH só vai ao cinema ver filme do Franco Zeffirelli quando a mulher insiste muito, e passa todo tempo tentando ver as horas no escuro. HQEH não gosta de musical, filme com a Jill Claybourgh ou do Ingmar Bergman. Prefere filmes com o Lee Marvin e Charles Bronson. Diz que ator mesmo era o Spencer Tracy e que dos novos, tirando o Clint Eastwood, é tudo veado.
HQEH não vai mais a teatro porque também não gosta que mostrem a bunda a sua mulher. Se você quer um HQEH no momento mais baixo de sua vida, precisa vê-lo no ballet. Na saída ele diz que até o porteiro é veado e que se enxergar mais alguém de malha justa, mata.
E o HQEH tem razão. Confesse, você está com ele. Você não quer que pensem que você é um primitivo, um retrógrado e um machista, mas lá no fundo você torce pelo HQEH. Claro, não concorda com tudo o que ele diz. Quando ele conta tudo o que vai fazer com a Gretchen no dia em que a pegar, você sacode a cabeça e reflete sobre o componente de misoginia patológica inerente à jactância sexual do homem latino. Depois começa a pensar em tudo o que vai fazer com a Gretchen no dia em que a pegar... Existe um HQEH dentro de cada brasileiro, sepultado sob camadas de civilização, de falsa sofisticação, de propaganda feminina e de acomodação. Sim, de acomodação. Quantas vezes, atirado na frente de um aparelho de TV vendo a novela das 8, uma história invariavelmente de humilhação, renúncia e superação femininas escrita pela Janete Clair ou por algum veado - você não se perguntou o que estava fazendo que não dava um salto, vencia a resistência do resto da família a pontapés e procurava uma reprise do Manix em outro canal? HQEH só vê futebol na TV. Bebendo cerveja. E nada de cebolinha em conserva! HQEH arrota e não pede desculpas.
Se você não sabe se tem um HQEH dentro de você, faça este teste. Leia esta série de situações. Estude-as, pense, e depois decida como você reagiria em cada situação. A resposta dirá o seu coeficiente de HQEH. Se pensar muito, nem precisa responder: você não é um HQEH. HQEH não pensa muito!
Situação 1
Você está num restaurante com nome francês. O cardápio é todo escrito em francês. Só o preço está em cruzeiros. Muitos cruzeiros. Você pergunta o que significa o nome de um determinado prato ao maître . Você tem certeza que o maître está se esforçando para não rir da sua pronúncia. O maître levará mais tempo para descrever o prato do que você para comê-lo, pois o que vem é uma pasta vagamente marinha em cima de uma torrada do tamanho aproximado de uma moeda de um cruzeiro, embora custe mais de mil. Você come de um golpe só, pensando no que os operários são obrigados a comer. Com inveja. Sua acompanhante pergunta qual é o gosto e você responde que não deu tempo para saber. O prato principal vem trocado. Você tem certeza que pediu um "boeuf à quelque chose" e o que vem é uma fatia de pato sem qualquer acompanhamento. Só. Bem que você tinha notado o nome: "Canard melancolique". Você a princípio sente pena do pato pela sua solidão, mas muda de idéia quando tenta cortá-lo. Ele é um duro, pode agüentar. Quando vem a conta, você nota que cobraram pelo pato e pelo "boeuf" que não veio. Você:
a) paga assim mesmo para não dar à sua acompanhante a impressão de que se preocupa com coisas vulgares como o dinheiro, ainda mais o brasileiro;
b) chama, discretamente, o maître e indica o erro, sorrindo para dar a entender, "merde, alors", essas coisas acontecem; ou
c) vira a mesa, quebra uma garrafa de vinho contra a parede e, segurando o gargalo, grita: "Eu quero o gerente e é melhor ele vir sozinho!"
Situação 2
Você foi convencido pela sua mulher, namorada ou amiga - se bem que HQEH não tem "amigas", quem tem "amigas" é veado - a entrar para um curso de Sensitivação Oriental. Você reluta em vestir a malha preta, mas acaba sucumbindo. O curso é dado por um japonês, provavelmente veado. Todos sentam num círculo em volta do japonês, na posição de lótus. Menos você que, como está um pouco fora de forma, pode sentar na posição do arbusto despencado pelo vento. Durante quinze minutos todos devem fechar os olhos, juntar as pontas dos dedos e fazer "Ron", até que se integrem na Grande Corrente Universal que vem do Tibet, passa pelas cidades sagradas da Índia e do Oriente Médio e, estranhamente, bem em cima do pr~edio do japonês, antes de voltar para o Oriente. Uma vez atingido este estágio, todos devem virar para a pessoa ao seu lado e estudar seu rosto com a ponta dos dedos, não se surpreendendo se o japonês chegar por trás e puxar suas orelhas com força para lembrá-los da dualidade de todas as coisas. Durante o "Ron" você faz força, mas não consegue se integrar na grande corrente universal, embora comece a sentir uma sensação diferente que depois revela-se ser câimbra.
Você:
a) finge que atingiu a integração para não estragar a onda de ninguém;
b) finge que não entendeu bem as instruções, engatinha, fazendo "Ron", até o lado daquela grande loura, e na hora de tocar o seu rosto erra o alvo e agarra os seus seios, recusando-se a soltá-los mesmo que o japonês quase arranque as suas orelhas; ou
c) diz que não sentiu nada, que não vai seguir adiante com aquela bobagem, ainda mais de malha preta, e que é tudo coisa de veado.
Situação 3
Você está numa reunião social em que só se discute a polêmica José Guilherme Merquior x Eduardo Mascarenhas. É uma daquelas reuniões em que há lugares de sobra para sentar mas todo mundo senta no chão. Você não quis ser diferente, se atirou num almofadão colorido e tarde demais descobriu que era a dona da casa. Sua mulher ou namorada está tendo uma conversa confidencial, de mãos dadas, com uma moça que é a cara do Charlton Heston, só que de bigode. O jantar é à americana e você não tem mais um joelho para colocar seu copo de vinho enquanto usa os outros dois para equilibrar o prato e cortar o pedaço de pato, provavelmente o mesmo do restaurante francês, só que algumas semanas mais velho. Aí o cabeleireiro de cabelo mechado, ao seu lado, oferece: - Se quiser usar o meu...
- O seu...?
- Joelho.
- Ah...
- Ele está desocupado.
- Mas eu não o conheço.
- Eu apresento. Este é o meu joelho.
- Não. Eu digo, você...
- Eu, hein ? Quanta formalidade. Aposto que se eu estivesse oferecendo a perna você ia pedir referências. Ti-au.
Você:
1.
a) resolve entrar no espírito da festa e começa a tirar as calças;
b) leva seu copo de vinho para um canto e fica, entre divertido e irônico, observando aquele curioso painel humano e organizando um pensamento sobre estas sociedades tropicais, que passam da barbárie para a decadência sem a etapa intermediária da civilização; ou
c) pega sua mulher ou namorada e dá o fora, não sem antes derrubar o Charlton Heston com um soco.
Se você escolheu a resposta a para todas as situações, não é um HQEH. Se escolheu a resposta b, não é um HQEH. E se escolheu a resposta c, também não é um HQEH. Um HQEH não responde a testes. Um HQEH acha que teste é coisa de veado. (...)
Luis Fernando Verissimo
(extraído de "A Mulher do Silva")
"Homem que é homem é o que está convencido que ningúem nos amará como ele."
Hum... Nunca tinha visto as coisas por essa perspectiva...
Isto sim, são coisas que nunca é demais aprender!
É refrescante ser uma mulher a começar uma frase por "homem que é homem...". E não é surpresa ter sido mais certeira e eloquente que a maioria dos homens que pretendem o que um homem deve ser. Afinal as mulheres sabem muito bem o que querem num homem. Eu admito ter muitas dúvidas quanto ao que será a masculinidade. Mas já quanto ao que pretendo numa relação as coisas se tornam mais claras. Aí não somos tão diferentes. Nem queremos ser magoados, enganados, usados, iludidos ou perder tempo, andar para trás. Um abraço, nuno.
[comia uma palavra]correção: a maioria dos homens que pretendem SABER o que um homem deve ser.
homem que é homem quando visita blogues de miúdas não tem vergonha de elogiar e dizer que tem sempre coisas para aprender :)
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