O FIM DO DNa
O último número da revista imaginada e parida pela força de vontade do Pedro Rolo Duarte, o DNa, saiu no dia 6 de Janeiro. As razões? Se calhar porque os Reis Magos não fazem escala em Portugal. Ou porque tudo tem o seu fim. Ou porque Deus fecha janelas para abrir portas (ou será ao contrário?). Ou porque sim, porra. Que más da. O certo é que eu tenho muita pena.
Daqui só posso agradecer ao PRD por me ter convidado - uma completa desconhecida!!! - via e-mail no fim do verão de 2004 para passar à imprensa séria, daquela que se imprime e serve mais tarde para embrulhar copos e limpar as janelas ou guardar numa caixinha para os netos improváveis lerem daqui a cinquenta anos. E por me ter obrigado semanalmente a fazer melhor, a procurar temas, notícias insólitas, estudar e ler teses de doutoramento na net sobre a vida sexual de reis do século XIX, procurar sinónimos à palavra merda, vasculhar nas conversas alheias no metro, ser uma cronista mais além do blogue.
E obrigada por me ter posto em contacto com uma barbaridade de leitores sem os quais dezasseis meses de escrita semanal seriam impossíveis de suportar.

3 Comentários:
É a tal impermanências das coisas e pessoas.
Mas quem lia, gostava. Acho! Eu gostava...
Um dia surge outro DNa qualquer :)
Olha que isso ainda eram utilidades muito honrosas para a imprensa desactualizada... Há 50 anos, fazia-se bem pior com os jornais e revistas velhas...
E chorei, e de luto, lutei por acreditar.
Desde que nasceu que o DNA marcava o início do meu fim-de-semana, chegou em boa hora, antes dele, quem ditava a esperada ordem de desmobilizar era o Tal&Qual Primeiro ao sábado, depois à sexta, o DNA. Foi esta mudança do dia de tiragem que me fez sonhar com a semana dos quatro dias, que agora tento transformar no mês das três semanas.. dasse.. o homem não foi feito para trabalhar!
Foi lá também que te conheci, Rita.
Apesar da advento da sociedade sem fios, é diferente ler.te aqui, ou com travesseiros de Sintra, ou na Praça do Giraldo, ou no Intercidades, ou, ou, ou....
Felicidades e que voltes depressa ao formato papel!
Mr. Easter
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