ETA declara un alto el fuego permanente
Antes que os histéricos da paz sem memória se ponham aos saltinhos convém lembrar que:
- Através desta declaração de "alto el fuego" a ETA não renuncia expressamente às armas. Declara-se, isso sim, "comprometida" para permitir o "processo democrático" onde sejam reconhecidos os direitos dos bascos como "Pueblo".
- Ao invocar-se como estandarte dos direitos de "todos os bascos", ETA esquece deliberadamente os milhares de "ciudadanos y ciudadanos vascos" que durante décadas têm sido extorquidos, assassinados, mutilados e reprimidos graças a uma visão radical e ditatorial da democracia.
- O chamamento que ETA faz aos Estados espanhol e francês para que aceite de maneira "positiva" e deixe de lado a "repressão" não é mais que uma chantagem com todas letras e sem a menor vergonha na cara.
- O "por fin ha empezado" de Zapatero não deve passar de um optimismo moderado, sempre tendo em mente que todas as tréguas anteriores foram armadilhas e que todas (todas) acabaram em sangrentos atentados onde morreram políticos, jornalistas, crianças, empresários, militares, polícias, donas de casa, vereadores ou intelectuais.
- ETA não é um grupo separatista, independentista, nacionalista, de liberação ou raio que os parta. ETA é um grupo terrorista que mata em nome de um estado marxista e proletário com moeda própria e com direito a entrar na UE, que utiliza métodos muitos próximos à Mafia e não tem escrúpulos em exaltar assassinos em actos financiados pelo governo basco.
E, finalmente, que hoje existam alqaedos que se rebentam nas Twins Towers ou em comboios cheios de trabalhadores, nunca deve esquecer o Governo espanhol que as negociações de paz estão condicionadas à renúncia incondicional e imediata da ETA à luta armada. Assim o exigiu o Parlamento quando autorizou as negociações de Zapatero com ETA e assim o exigem as víctimas do terrorismo, a quem ETA deve pedir perdão. E já.

2 Comentários:
"EL ENEMIGO"
"Cuando estés un poco malogrado
O te importune ese personaje
Que la derrota, muy sutil urdiera,
Puede hacer asomar en tu rostro,
No arrojes tu sueño como un anillo al río,
Sobre aquello que amas no puedas renunciar.
Cuando estés un poco malherido,
Quizás también oscuro, puede que un tanto harto
Y, al procurar verso, no encuentres
La música apropiada, lo que te exige el canto,
Recuerda que algún día fuiste dueño,
Que guardar silencio puede ser causa grande.
Cuando llenes de vaho los espejos con la tristeza
De ese ser que los procura, y anda errante en la casa
Como un barco impaciente que abandonó el mar,
Nunca pierdas el rastro de las estrellas
Fugitivas, y nunca te abandones
Al gesto vano, a lo falso o a la mentira.
Cuando quieras vivir
Por un país que esté más al norte,
Más cerca de la vida; al abrigo de otros puertos
A los que desciende el cielo con toda la claridad,
Y lejos de estos hombres que no quieren
Saber lo que tú mucho querrías,
Piensa en la casa sola que, desnuda, se dirige
Valiente y traicionada hacia el mar;
Y que debes salvarla, dándole otros caminos.
Es así que en esta hora te sucede
Que estás un poco triste, malherido,
Un tanto malogrado y sabes letras
De esas torpes canciones del desencanto,
Mi viejo capitán de las bajas horas,
Olvídate de mí, pero no olvides
Los pactos misteriosos a los que entre los dos llegamos,
Deja que suene la música. Y que pase otra vez."
Ramiro Fonte
Esperança, Rititi, esperança!....
Não me digas que não gostaste de ouvir uma gaja a falar no comunicado... Eu vi um fio dental azul bebé quando ela se levantou no fim da gravação e gostei. Desculpa lá se brincar com a ETA aqui é tabu.
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