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Rititi

Rititi

INÍCIO

  • por el mero hecho de ser mujer campanha

    Por el mero hecho de ser mujer
    (Campanha da revista
    El Jueves para Amnistia Internacional)

    Porque as rugas me ganharam a cara, porque só lhe dou chatices, porque o vestido era demasiado curto, porque estava nervoso, porque a sopa veio fria para a mesa, porque sou uma puta, porque lhe pertenço, porque os ciúmes são por amor, porque com os copos não se controla, porque antes era diferente, porque todos os casais têm os seus problemas, porque nunca foi preciso que eu trabalhasse, porque seria uma vergonha que as vizinhas soubessem, porque os filhos depois é que sofrem, porque foi sem querer, porque ele é que tem razão, porque no casamento temos que aguentar estas coisas, porque este é o meu papel, porque a minha mãe também chorava às escondidas, porque é a ele a quem mais lhe dói a bofetada que eu recebo, porque não sei fazer nada sozinha, porque eu é que o provoquei, porque só presto para limpar, porque não tenho aonde ir, porque ele é único homem que me amará, porque entre marido e mulher nem a polícia mete a colher. Porque mereço.
    Desde Janeiro já foram assassinadas 30 mulheres em Espanha. Por homens. Porque a culpa nunca é de quem maltrata.



    Por Rititi @ 2006/05/30 | 7 comentários »


    socorro socorro ajuda hoje fiz um pic

    SOCORRO! SOCORRO! AJUDA!

    Hoje fiz um pic-nic. Vinho de pacote, geleira, frango assado e tortilla, mantas no chão, uma rede atada a duas árvores, cerveja morna, radio-cassete e as músicas da moda, calções, suor no cabelo, moscas, copos de plátisco e uma padilha de ecuatorianos a jogar à bola na azinheira do lado.
    O meu domingo metido num taparuere. Alguém reponha o glamour na minha vida!



    Por Rititi @ 2006/05/28 | 9 comentários »


    o voces que tanto gostaram da laura eis

    Ó VOCÊS QUE TANTO GOSTARAM DA LAURA

    Eis aqui a versão lógica do dejemos lo o-troooo para mañaaaana. Mamar es saber succionar, hagamos juntooooos un sesenta y nueveeeee. Só poesia urbana. En dos palabras: im-presionante! Me descojono, te lo juro, Enrique Juan, me descojono.

    (encontrado no Sexo de andar por casa)



    Por Rititi @ 2006/05/27 | 9 comentários »


    cromos da bola um elogio ao genero

    CROMOS DA BOLA: Um elogio ao género masculino
    (Explicação de gaja)


    Gaja que é gaja gosta que os homens façam “coisas de gajo”. Jogar à bola, andar à porrada, apitar no trânsito, ver quem mija mais longe, medir a pilinha, contar quecas passadas, beber até à última. Vamos, que nós queremos que os homens sejam competitivos, eternos concorrentes, cujo maior pânico é serem ultrapassados por um Ford Fiesta de segunda mão conduzido por um gordo de óculos na A-1. Um homem de verdade nunca pode ficar em segundo lugar. Esta é a razão da existência do futebol, do poker e é por isso também que um gajo coleciona cromos da bola, para se gabar perante os amigos que acabou antes a caderneta e ser o herói do bar de cañas. Só assim um gajo pode conquistar as mulheres, sendo o mais forte da turma, e não a fingir que é um bebé que precisa de miminhos e que lhe mudem a fralda. Porra! Para levar com birras e caprichos de merda preferimos engordar trinta quilos, ver crescer as mamas e o cu e ter um filho. Ou então arranjamos um amigo gay, oyes, que é bem mais simpático que uma criatura chorona e não temos que partilhar casa de banho.
    Mr. Pinheiro também anda a colecionar os cromos do Mundial da Alemanha. Aliás, fui que os comprei.



    Por Rititi @ 2006/05/26 | 10 comentários »


    so me restam 7 minutos de ciber cafe

    (Só me restam 7 minutos de ciber-cafe)

    Nos maquiavélicos planos das gajas para controlar o universo há sempre uma variável que nos fode o esquema todo: os homens.

    (5 minutos)



    Por Rititi @ 2006/05/25 | 5 comentários »


    revista atlantico e o alinhamento

    A Revista Atlântico e o Alinhamento Redactorial

    Caro Tiago de Oliveira Cavaco,
    De repente uma gaja escreve numa revista séria e de gente grande:
    O problema é que não somos iguais. A nenhum homem que eu conheça lhe perguntaram numa entrevista de emprego se tinha filhos. E a nossa República, tão masculina, está tão obcecada com o Poder que não teve os tomates para compreender que o que a nós nos tira do sério é não ter as mesmas oportunidades reais que eles.
    Que pode fazer o
    Director? Doses industriais de
    oxigénio para a carola? Internamento num lar de Carnaxide? Que va: chama um Padre!
    E aqui entre os dois e aproveitando que ninguém nos ouve,
    Tiago, adoro a ideia de estar protegida da fúria divina por um insider que trata Deus por tu e tem a filha numa coisa chamada Escola Bíblica. Os protestantes com a sua alta moral e os hinos s
    ão a melhor companhia para uma mulher cuja média de asneirada supera qualquer conversa de estivadores à hora do almoço.
    Por tanto, caros leitores, se querem saber o que faz um evangélico quando a filha blasfema (os católicos, nesse aspecto, não nos importamos nada de mandar vir com o sagrado porque sempre nos podemos confessar) comprem já a Revista Atlântico!



    Por Rititi @ 2006/05/25 | 1 Comentário »


    querido blogue sou tao snobe que nem li

    Querido Blogue,

    Sou tão snobe que nem li o Código da Vinci. O que é uma pena, oyes, com a quantidade de zum-zum que anda por aí estou farta de perder oportunidades para mandar para o caralho uma barbaridade de gentalha desinformada e com tanta conspiração nos neurónios que não merece menos que o exílio do mundo civilizado. Todos para o Tajaquistão (quando existir), eis a minha sentença de nariz levantado. São os gnósticos de última hora, pseudo-historiadores da epistologia dos discípulos secretos (que eram só gajas, imaginem, com oito mamas e multi-orgásmicas) de Cristo, sábios de ténis e décimo segundo ano que gostavam tanto, mas tanto que a Igreja Católica e o Ocidente em geral sucumbissem para satisfazer a sua ignorância e ressentimento que estão dispostos a encher páginas e horas de colóquio televisivo com as maiores barbaridades sem que ninguém os processe por estupidez. Para quando a penalização da bestialidade? Sim, sim, tudo preso e obrigado a estudar História, Latim e Filosofia! Horas de trabalho forçado em bibliotecas públicas e quando quisessem abrir a boquinha só com a autorização do tutor, que seria um jesuíta de metro e oitenta e três mestrados e com un polvo que te jiñas.
    Por favor, a sério, poupem-me. Já não há paciência para os oitenta filhos de Jesus que se expandiram pela galáxia em naves super-sónicas dando lugar a uma seita de loiros alemães que transforma a madeira em chumbo com o hálito, os sermões que o gajo nunca disse mas que excitam essas mentes com demasiadas horas de Indiana Jones nos cornos, as tendências esquizóides da Nossa Senhora e as fantasias sexuais da Madalena. Por amor de Deus, pá, esta vontade de ver sexo, drogas e rock-and-roll na Palestina é tão pirosa que até ao Paulo Coelho deve irritar. Misticismo e cultura pop, era o que mais nos faltava.
    Não só é enfadonho e deprimente, como me faz perder totalmente a fé na Humanidade esta banalização da ignorância. Sinceramente, o que me preocupa não é o Código e os seus biliões de livros vendidos, mas sim o merchandising da estupidez.
    Uma merda ser uma cagona da literatura. A minha vida já não tem sentido nenhum, mas este é tema para outro post que agora estou muito ocupada a pensar o que faço para jantar.



    Por Rititi @ 2006/05/22 | 11 comentários »


    momento fufa uma alternativa coitada da

    MOMENTO FUFA
    (uma alternativa à coitada da Gina)


    (Elenora Bosé)

    Sou uma sou uma bichona do piorio, uma paneleira como deveriam ser todas as paneleiras do mundo, histérica, patética e muito mais dada ao Festival da Canção que à chata da Virginia Woolf. Rosa choque, sandálias de plataforma, uma vida entregada ao drama de folhetim e ressacas sem calendário. Olha, ainda bem que tenho um marido que põe um bocadinho de ordem no meu descompensado mundo hormonal. Afinal, uma gaja não deixa de ser uma bicha sem pilinha. É por isso que gostamos de homens, para que não nos inchemos de silicone e extensões loiras.
    Mas há dias de tremendo fufedo, dias em que me aparecem à frente gajas a quem apalparia com fartura, gajas que me tiram do sério por giras, boas, todas elas curvas, mamas e pernas infinitas. Nham-nham. Não sobram, mas as que há, uf, nem sei o que te diga. Ai.



    Por Rititi @ 2006/05/20 | 9 comentários »


    querido blogue dois anos e meio blogar

    Querido Blogue,

    Dois anos e meio a blogar e uma gaja vai começando a perceber um bocadinho de que va esto, quais os mecanismos de sobrevivência dos blogues, as razões dos jantares em Leiria, as comunidades, as amizades e linques da moda, os temas que ralam e os vícios de forma. Dois anos e meio é muito tempo de escrita e a reflexão, passados o optimismo e o buen rollismo da adrenalina inicial, leva-me a ter pena da metade do povo que saltita pela blogosfera. Que digo metade? Lá estou eu cheia de optimismo outra vez. Porque o que sobra neste pedaço de mundo armado ao pingarelho é muito ódio. Ódio ruim, ranhoso, invejoso e filho da puta. O mais preocupante é que esse ódio azedo e mal fodido concentra-se na própria blogosfera e nos autores que por sorte do acaso, da boa escrita e do sitemeter têm alguma relevância. Nem que seja no google ou na pandilha de amigos. Em qualquer lugar do mundo os hate-blogues seriam ignorados, não passariam de cantos para expurgar essa invejinha que toda a gente sente pela Paris Hilton ou pelo Mourinho só por cagarem dinheiro. Mas cá não. Em Portugal os hate-blogues fazem sucesso, aparecem nos jornais, dando aos autores uma categoria de Robin Hoods da blogosfera. Com uma legião de histéricos cobardolas em êxtase, os odiadores do blogspot crescem-se, acreditam-se impunes e, cheios de si e de um rancor primário, dedicam o tempo a vomitar asco. Os fãs, por sua parte, aterram nas caixas de comentários dos sujeitos atacados e replicam o que lhes mandam os talibãns da net. São uns heróis, grandes homens e mulheres que dizem o que os outros não deveriam!! A sua fúria não tem limites nem tão pouco a estupidez dos seus leitores. Uffff. Pois é, que falta de cu.
    Que isto vem do anonimato? Também, mas não só. Que há muita invejinha mal resolvida? Claro, mas não fica só por aí a coisa. O ódio implica uma tremenda repulsa pelo objecto, nojo absoluto, antipatia e, sobretudo, desejar muito mal a alguém. E de toda esta maldade está cheia a blogosfera. Não duvido que se pudessem os hate-bloggers partiriam uma perna ao seu odiado, matariam o cão, revelariam um segredo oculto que tanto dano causariam se se soubesse. Sobra ódio e os leitores da nossa blogosfera adoram ler as bílis nas letras.

    Dão-me pena, claro, porque esses hooligans do ódio representam o que de pior tem o meu país: a falta de tomates do povão. Um povão que também odeia o sucesso alheio, que inveja as mulheres dos jogadores da bola porque são boas, uma massa abstracta que quer mas não pode porque nem sabe como querer. Uns robots que tanto na vida como na blogosfera votam e lêem quem mais pus transcreve. Estamos fodidos, é o que é.



    Por Rititi @ 2006/05/18 | 14 comentários »


    mim o que realmente me fode e que os


    A mim o que realmente me fode é que os tomates já não sabem a nada. E assim não há quem faça um gazpacho de jeito. Só chatices.



    Por Rititi @ 2006/05/18 | 3 comentários »