Querido Blogue,
Sou tão snobe que nem li o Código da Vinci. O que é uma pena, oyes, com a quantidade de zum-zum que anda por aí estou farta de perder oportunidades para mandar para o caralho uma barbaridade de gentalha desinformada e com tanta conspiração nos neurónios que não merece menos que o exílio do mundo civilizado. Todos para o Tajaquistão (quando existir), eis a minha sentença de nariz levantado. São os gnósticos de última hora, pseudo-historiadores da epistologia dos discípulos secretos (que eram só gajas, imaginem, com oito mamas e multi-orgásmicas) de Cristo, sábios de ténis e décimo segundo ano que gostavam tanto, mas tanto que a Igreja Católica e o Ocidente em geral sucumbissem para satisfazer a sua ignorância e ressentimento que estão dispostos a encher páginas e horas de colóquio televisivo com as maiores barbaridades sem que ninguém os processe por estupidez. Para quando a penalização da bestialidade? Sim, sim, tudo preso e obrigado a estudar História, Latim e Filosofia! Horas de trabalho forçado em bibliotecas públicas e quando quisessem abrir a boquinha só com a autorização do tutor, que seria um jesuíta de metro e oitenta e três mestrados e com un polvo que te jiñas.
Por favor, a sério, poupem-me. Já não há paciência para os oitenta filhos de Jesus que se expandiram pela galáxia em naves super-sónicas dando lugar a uma seita de loiros alemães que transforma a madeira em chumbo com o hálito, os sermões que o gajo nunca disse mas que excitam essas mentes com demasiadas horas de Indiana Jones nos cornos, as tendências esquizóides da Nossa Senhora e as fantasias sexuais da Madalena. Por amor de Deus, pá, esta vontade de ver sexo, drogas e rock-and-roll na Palestina é tão pirosa que até ao Paulo Coelho deve irritar. Misticismo e cultura pop, era o que mais nos faltava.
Não só é enfadonho e deprimente, como me faz perder totalmente a fé na Humanidade esta banalização da ignorância. Sinceramente, o que me preocupa não é o Código e os seus biliões de livros vendidos, mas sim o merchandising da estupidez.
Uma merda ser uma cagona da literatura. A minha vida já não tem sentido nenhum, mas este é tema para outro post que agora estou muito ocupada a pensar o que faço para jantar.

11 Comentários:
Que post genial! A malta e' mesmo otaria.
O nosso pai é chama-se João de Jesus e Silva Cristo. É pecado de estupidez? Poderemos entrar no nimbo rosa-cueca ou teremos mesmo de fazer filhos com a MM? (não é a Mónica Mendes, é a Maria Madalena...). Fuck da Vinci, you got the pinks.
P.S. - Escreves assim porque já sabes que a seguir vais cortar cebolas e chorar toda arrependida, pois é.
Um conselho a quem pensa ver o filme - ou ler o livro (ainda vai a tempo?) -, mas gostava de um motivo forte para que isso não acontecesse: vejam o documentário, "The Real Da Vince", no Channel 4 inglês, com o Tony Robinson (sim, o Baldrick de "Blackadder") a desmontar, como dizia a minha avó, tim tim por tim tim, todo o "embrulho" feito por Dan Brown.
Simplesmente, genial e... real.
Ah! e mais uma coisa: tem muito humor. Como não poderia deixar de ser.
Fiquei com muita pena do Dany - isso também não se faz, Tony.
PS: está a ser preparado um livro sobre a misteriosa morte - após 33 dias de pontificado - de João Paulo I, o meu homónimo Albino Luciani.
Quem o está a escrever (há anos, segundo parece), diz que tem documentos comprometedores para a Santa Sé, cartas de Paulo I, antes de morrer (por supuesto) e dirigidas a quem?... a ele mesmo, ao "fazedor" do livro(?), pois quem havera de fôr?!... E um manancial de "papeis", gravações, encontros secretos, e tal e tal e tal.
Tudo guardado num cofre em parte incerta, e do qual ele e só ele sabe a respectiva password e o username.
Quer dizer, traduzindo, parece que está tudo preparado para termos mais um best-seller aí a chegar.
E cuidado que vai ser uma coisa mesmo em grande! É que, o livro ainda está a ser feito, e já está vendido a uma multinacional. Das grandes! Que já "adiantou" dezenas de milhares de contos, de uma oferta total de centenas de milhares pelos direitos do livrinho. Ah poisé!
Preparem-se.
PS2: o autor desse livro é português e, a falar, fica muito atrás do meu filho Pedro - eu sei que toda a gente sabe que o Pedro tem 10 anos, mas eu volto a lembrar que o Pedro tem 10 anos.
Não me lembro é do nome do fulano, porra. Mas isso agora também não interessa nada (viva, Teresa Guilherme, tá boa?). Como diria a minha avó, comássim, eu vou-me fartar de ouvir falar dele, praquéqueu me vou lembar agora!....
Baah!...
Nunca llega el dia de poder ver la película (joder!!)... ni yo hubiera podido elegir mejor el actor (Tom hank) que la protagoniza...
Dios los cria y ellos se juntan!!
p.s. o no fuimos creados por Dios? .. preguntaremos a Dan Brown (risos)
"Para quando a penalização da bestialidade?"
Sim, para quando?
Também não vou ler o Sob o Signo da Verdade...
"Sob o Signo da Verdade", livro aconselhado a menores mentais ou... vice versa.
Digo mais: pela 1ª vez, alguém ousa dizer, em livro, ou seja, em documento, o que muito cobarde jamais arriscou dizer de boca - o que seria muito mais fácil.
Não está aqui em causa se o "fulano" é Carrilho. Até podia ser a minha prima.
O que está em causa, é a facilidade - ou obrigação? - com que certos "opinion makers", colunistas, articulistas, comentadores, "chefes de redacção", directores de "informação", retratam certas figuras da nossa política. A troco de quê?...
Não sei, mas... faço um supônhamos.
Eu vi o Ricardo Costa no "Prós e Contras". Eu vi as diversas "cores" que ele usou durante o programa.
Eu nunca me engano nas expressões das pessoas. Foram as diversas caras
de Ricardo Costa que me elucidaram quem é que tinha razão no meio daquilo tudo.
Digo mais, nunca tinha visto Pacheco Pereira com tão pouco chão. Cheguei a achar estranhas, expressões tão inseguras, numa pessoa que, normalmente, é tida por tão segura.
Aliás, foi a 1ª vez que o vi... vermelho. Ou devo dizer... encarnado?
Esta coisa do vermelho e encarnado, tem que se lhe diga. Que o diga, Salazar. Já não diz.
Resumindo, tanto Ricardo Costa como Pacheco Pereira, mostraram que, afinal, confrontados com questões pertinentes, a imprensa... vende-se.
Ou compra-se. Depende... das partes.
Leiam "Sob o Signo da Verdade" e aprendam o que pode estar - costuma estar - por detrás de certas "eleições".
Eu, que não sou admirador de Carrilho, apenas lamento uma coisa: que ele não tivesse tido a coragem de ir mais além. Eu sei que podia ter ido mais além.
Estou farto de ver certa gente da impresa, passar tão impune. E ainda carregam louros!
Esses, que vão todos PPQP.
Tal e qual... Dan Brown.
E não digo mais nada, FDX (foda-se).
«Oitenta filhos de Jesus que se expandiram pela galáxia em naves super-sónicas dando lugar a uma seita de loiros alemães que transforma a madeira em chumbo com o hálito»?????
Hummm, parece-me que tens aqui um best seller...
Este post consegue explicar toda a aversão que sinto pelo "fenómeno" que nos atingiu (ou invadiu). Muito bom mesmo.
Se não se importar vou deixar um link no meu blog para este post, porque não há melhor maneira de expôr os meus argumentos por nunca ter querido fazer parte do "fenómeno" do que os aqui descritos.
Alô, Alô, daqui uma outra snobe que nã o leu o livro mas que teve a infelecidade de ver o filme ao invés de se deixar em casa a ler as aventuras da "Noiva Borgia". Mais estimulante que isso só mesmo "Lucrécia borgia e o Papá Alexandre VI. Isto sim é história: Sexo no vaticano!
eu também não li o livro, não faço forla nenhuma para ver o filme, e espero que as pessoas deixem de ir aquelas lojas enormes de livros e comprem uma crrada de livros desse senhor, leiam de verdade, os bons escritores.
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