SAN ISIDRO

O Chotis, dançado sobre um quadrado, o homem que roda e ela, de mantón de mantilla e cravo vermelho à cabeça, agarradinha à cintura e a cara bem levantada. Orgulhosos de um passado não muito longínquo mas que fez tradição graças ao trabalho e três gerações que se ficaram por culpa da fome, o exílio ou a vontade de anonimato. Os vestido é de lunares e ele, com boné e colete, gosta de como se lhe marcam as curvas. Las Vistillas enchem-se de casais castizos e vaidosos, com sotaque de rua e Austrias. Madrid, sem ser nacionalidade histórica, sem reivindicações e bandeiras do contra, cresce-se no povo que é de todos os lados, de Extremadura a Guatemala, mas sobretudo é de cá, porque todos os sotaques são válidos quando uma pessoa se encontra em casa. Assim é Madrid, sem globalizações, nacionalismos, histerias ou complexos forçados pela moda de se empoleirar no mapa dos festivais do buen rollo.

3 Comentários:
O próprio Agustín Lara, rei do chotis, era mexicano. :)
Antes das noticias serem só sobre fogos e futebol um convite para a pesada herança que os nossos filhos vão ter em www.a-sul.blogspot.com
Pois é, katraponga, pois é! Um beijinho!
Credo, ponto verde... Até me deu má onda...
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