Sexta-feira, Setembro 01, 2006

MOMENTO GINA: THE REAL THING



Dubidubi. Cutchi-Cutchi. O coraçãozinho puro traído pela lascívia da aristocracia. A princesa que todas sonhávamos ser. O primeiro beijo. A doce noiva do bolo de casamento. O sapatinho de cristal depois de um slow à luz das velas. A renda do cortinado. A cuequinha de gola alta. A neta ideal. O funeral do povo banhado em lágrimas.
Ou não.
A hipócrita da lágrima fácil em frente às câmaras fotográficas. A mimada que não soube partilhar o brinquedo. A histérica dos vestidos caros. O divórcio astronómico em directo. A ultra beta afectadíssima que nem servia para secretária. A virgem vomitona e suicida. A amante de professores de equitação, guardacostas e gigolôs. A decadência moral da monarquia ou a melhor amiga do povo. Mas de longe. Porque o povo, apesar de tudo, cheira mal e não janta no Ritz.

7 Comentários:

Na 7:32 PM, Blogger Ticcia disse...

Eu duvido que não seja um mix de tudo isso. ;) Beijos, Titi.

 
Na 7:42 PM, Blogger Bruno disse...

Rititi venho por este meio contestar as sua insinuações, bastante maldosas por sinal, em relação á Santa princesa Diana. Se o "real world" lhe atribui este estatuto quem somos nós, para o beliscar.

Ainda á dias sonhei com a sua beleza única, os seus vestidos exclusivos, para depois acordar afogeado com a sua voz sonsa de "lady em apuros". E o que dizer das suas "incontáveis" visitas á pediatria de hospitais, ou dos seus "constantes" períplos a Angola onde acariciou aqueles pobres e subnutridos pernetas. E tudo isto sem segundas intenções, sem nenhum ganho mediático.Tdo pela causa...

Agora a sério... A enfabulação telenovelesca da sua vida e morte mostra o quão decadentes são os nossos dias. O mito surge quando as donas de casa deste mundo, veêm uma menina "ingénua", a casar-se com o príncepe (por amor aposto), ficar cheia de dinheiro no bolso e fama até dizer chega. Diana eram elas...todas as mulher perdida por entre umas panelas, queriam ser uma putinha com coroa e aparecer na Caras. Talvez ainda haja esperança...o princepe Felipe ainda anda á procura de noiva acho...

E como não dá para falar de Diana sem falar de Camilla, aqui vai fel. Imaginemos que a Camilla era linda como a Kate Moss e a Diana horrenda como a Margarida Rebelo Pinto, será que a doméstica que há em nós não inverteria os ódios. Se a minha última edição da VIP está correcta Camilla e Carlos eram amantes muito antes de Diana existir (e depois também) e só não se casaram porque a Queen não lhe gramava a cor do sangue. Diana nesta história faz o papel de empata fodas, que decidiu lixar a vida ao Carlos porque "até é giro beijarem me o ass e falarem de mim no Sun" Isto tudo, é de uma hipócrisia enorme.


Por último só uma refeência a sua morte. Mesmo com o destino a esfregar nos na cara a nossa ídiotice, o pessoal não atinou. Então não é que Madre Teresa morre na mesma altura e não passa de nota de rodapé na TV em comparação com a Lady. Ainda por cima, a Santa é a outra...

 
Na 8:30 PM, Blogger Alex disse...

Na minha modesta opinião foi assim:
... Numa primeira fase (antes, durante e após o casamento) foi a primeira e a seguir a ter as crianças, a segunda.

 
Na 7:34 PM, Blogger Anabela S. Dantas disse...

A Madre Teresa também tinha esqueletos no armário... mas não era loira nem princesa e ninguém quer saber...

 
Na 3:56 PM, Blogger Ana A. disse...

A Diana de Gales era uma mulher como muitas outras.
Morreu tragicamente, é verdade, mas quantas "princesas do povo" também não têm mortes trágicas, em que a única coroa que seguram é a de espinhos dos maus-tratos sofridos portas adentro por um marido psicopata, um filho metido na droga e que ainda não se deu conta que a mãe já lhe deu o dinheiro todo da reforma?
Pois, mas - como dizes - dessas não reza a história porque não jantam no Ritz, não têm sequer o que comer para vomitar logo a seguir, nem têm pretendentes por terem a cara e a alma desfiguradas pelo sofrimento silencioso a que são votadas.

 
Na 12:32 PM, Blogger Veline disse...

Nossa.
Muito bons seus textos.
Este inclusive. Não somos todos nós assim?
Ah, faltam as câmeras, porque de resto...

 
Na 6:52 PM, Blogger Alex disse...

Olá Rititi!

Se tivesse sido outra Diana, teria tido o mesmo impacto. A eterna questão da princesa triste a quem o Principe nunca amou.

Fazes-me recordar que na escola sempre gostei mais das personagens más, as bruxas, as madrastas, as tias malvadas, os monstros,


:-)


Para quando o 2º livro?

 

Enviar um comentário

<< Home