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Rititi

Rititi

INÍCIO

  • alo alo um dois um dois


    Alô, alô? Um, dois, um dois. Só queria mesmo dizer que a Rititi estará quarta feira dia 1 de Novembro (amanhã ou hoje, conforme se leia) às 19.00 horas no programa Prova Oral na Antena 3. Olaré. Com o Fernando Alvim, esse querido. E agora, vou fazer a mala.



    Por Rititi @ 2006/10/31 | 12 comentários »


    o porque united flavour em concerto

    O PORQUÊ

    United Flavour em concerto (Praga 2006)

    Os meus amigos não são melhores que os teus por serem as estrelas do concerto, contarem histórias impressas em livros, pertencerem a essas fundações globais que procuram que o mundo seja um lugar mais justo, construírem cidades na China ou porque se esforçam em fazer do bosque um lugar de respeito. Os meus amigos não são melhores que os teus porque desenham t-shirts dedicadas e que toda a gente quer ter, nem por serem uns pais carinhosos, justos, amantes e invejados pela felicidade que lhes sobra, nem porque vivem em casas brancas, limpas, tão perto do céu de Lisboa. Os meus amigos não são melhores que os teus porque têm carros, vivendas, bibliotecas, casas na praia e mestrados nem porque contam anedotas, jogam cartas, fumam charutos, vivem em Buenos Aires, controlam companhias aéreas, traduzem livros, escalam o Everest, vendem máquinas de fotocópias, têm blogues, dão aulas de química, distribuem margarina, gerem fortunas, viajam de mochila e i-pod ou estão no desemprego. Não é o que fazem, o que comem ou com quantas dormem.
    Os meus amigos são melhores que os teus porque sim.



    Por Rititi @ 2006/10/30 | 2 comentários »


    e merda de nao parar de chover no quem

    É A MERDA DE NÃO PARAR DE CHOVER

    No Quem quer milionário espanhol, perguntam «Qual é o animal que consome o acto sexual em só três segundos»:
    A – O leão.
    B – A toupeira.
    C – O hipopótamo.
    D – O chimpanzé.

    A lógica do casal Pinheiro
    Ele – Eu acho que é a toupeira.
    Ela – É o leão. A toupeira tem ar de foder bem.
    Ele – Porque é ceguinha.



    Por Rititi @ 2006/10/26 | 7 comentários »


    la culpa de todo la tiene mari tere d

    LA CULPA DE TODO LA TIENE MARI-TERE

    (D. Teresa, condessa de Portugal e mãe de D. Afonso Henriques)

    «… não será por causa de todo este pesado enredo histórico que são da autoria de mulheres os blogues portugueses em que mais se funde o humor, a paródia, a têmpera, o desconcerto, a provocação e a vitalidade?»
    Luís Carmelo



    Por Rititi @ 2006/10/26 | 1 Comentário »


    outros dialogos possiveis carmen pronto

    OUTROS DIÁLOGOS POSSÍVEIS

    Carmen: Pronto, pronto, já passa.
    Penélope: Mas eu tenho tantas saudades dela…
    Carmen: Calma, querida, que ouvi dizer que já comprou os bilhetes de avião e tudo.
    Penélope: Meu Deus, que emoção!
    Carmen: E chega no dia 1 de Novembro!
    Penélope: A Rititi em Lisboa??
    Carmen: Com Mr. Pinheiro, o Homem.
    Penélope: Ai, que me desmancho toda!
    Carmen: Isso são as tuas mamas, filha, que estão a desinchar.

    Já podem ir dando um jeito à agenda.



    Por Rititi @ 2006/10/25 | 1 Comentário »


    os meus amigos sao melhores que os teus

    OS MEUS AMIGOS SÃO MELHORES QUE OS TEUS

    Enrique Pinto-Coelho, na Atlântico de Novembro, sobre os mitos do Iberismo.
    E eu, claro, cada vez com menos pachorra para os esoterismos feministas. Porque já não há cú para tanta estupidez sobre a verdadeira natureza da mulher.
    Um beijo enorme, Paulo, e obrigada pela página.



    Por Rititi @ 2006/10/24 | 4 comentários »


    as putas das hormonas alguem me arranje

    AS PUTAS DAS HORMONAS

    Alguém me arranje um camelo que não vá de férias, que isto sem chiribitis não dá jeitinho nenhum. Não queiram que seja legal, não, e depois queixem-se do miserável estado de nervos da população menstruada. O fruteiro é que parece curtir à bruta com tanta histeria hormonal: nunca antes uma gaja banhada em lágrimas se tinha agarrado ao seu avental por culpa do preço das castanhas. Deixar de fumar nunca fez bem a ninguém.



    Por Rititi @ 2006/10/23 | 2 comentários »


    rititi educa o povao num fim de semana

    RITITI EDUCA O POVÃO

    Num fim de semana de motas, Fórmula 1, basquete, ténis, bola e Barça-Madrid, expulsões na décima oitava edição de Operación Triunfo, suplementos de vida saudável, oxigenada e sem doenças nos suplementos dos jornais, manifestações depois de almoço contra a pobreza no outro extremo do planeta, eis o que deveríamos recordar:
    A Letizia estava lindíssima, feliz e prenha na entrega dos Prémios Príncipe de Asturias. E o discurso de Felipe foi de uma madurez intelectual impressionante e Paul Auster (o autor que menos aprecio no universo inteiro e parte do estrangeiro) deu uma lição de humildade que todos os escritores, pseudo-escritores e eu-gostava-imenso-de-ser-uma-referência-na-literatura-actual deveriam ter em conta. Porque escrever não nos faz melhores pessoas, nem mais espertos, nem mais altos ou mais convidáveis para reuniões na moda. Escrever só nos obriga ao silêncio. O que já não é pouco.

    Esa necesidad de hacer, de crear, de inventar es sin duda un impulso humano fundamental. Pero ¿con qué objeto? ¿Qué sentido tiene el arte, y en particular el arte de narrar, en lo que llamamos mundo real? Ninguno que se me ocurra; al menos desde el punto de vista práctico. Un libro nunca ha alimentado el estómago de un niño hambriento. Un libro nunca ha impedido que la bala penetre en el cuerpo de la víctima. Un libro nunca ha evitado que una bomba caiga sobre civiles inocentes en el fragor de una guerra. Hay quien cree que una apreciación entusiasta del arte puede hacernos realmente mejores: más justos, más decentes, más sensibles, más comprensivos. Y quizá sea cierto; en algunos casos, raros y aislados. Pero no olvidemos que Hitler empezó siendo artista. Los tiranos y dictadores leen novelas. Los asesinos leen literatura en la cárcel. ¿Y quién puede decir que no disfrutan de los libros tanto como el que más?
    (excerto do Discurso de Paul Auster)



    Por Rititi @ 2006/10/22 | 4 comentários »


    fora de concurso dedos apaixonados

    FORA DE CONCURSO – DEDOS APAIXONADOS

    Apaixonados e amputados, por JN (FORAM-SE OS ANÉIS).



    Por Rititi @ 2006/10/19 | 4 comentários »


    ora sai entao uma t shirt para tati na

    ORA SAI ENTÃO UMA T-SHIRT PARA A TATI!!

    Na Aorta Da Cidade

    O metro engoliu-a. Após noite mal dormida, dera pela falta do café. Compensou a omissa fonte de energia matinal com saltos que dessem ao corpo que fazer. A miudeza da chuva era verniz fino nas escadas e plataforma, desencontrando a gravidade dos saltos – “Parva! Num dia assim lembrei-me deles!” Na aorta da cidade, os morcegos do costume.
    No comboio sentou o rabo estafado. Abriu a mala, caçou lápis e sudoku –entretém como borracha da cigana desdentada, da mulher das mamas enrugadas, dos leitões de fato e gravata. Mortos-vivos, todos. “Os números são uma gaita! Empancam, mas até Arroios caço alguns.” Esbarrou no dois. Olhou a janela. O vidro reflectia rabo incomum – redondo e alto. Atentou – por detrás nada mal, pela frente seria morcego como os demais? Imóvel o nadegueiro, voltou ao dois. Ouviu: “no canto esquerdo.” Levantou os olhos, certa de vir do nadegueiro o conselho. Aliviou o rosto, endireitou pernas e saltos – “não pense ele que só sirvo para sudokus!” Nova dica, o homem de sudoku percebia, e saíram na paragem dela. Dele também? Jurava o não, e honrou o par de nádegas cuja frente condizia.
    Cafés, dois almoços e um jantar depois, mais havia a uni-los. Além da conversa boa, houvera toques casuais de polimento e carinho. Mais nada. Por esse tempo, perguntava se o nadegueiro preferia os pares às acolhedoras ancas de uma mulher. “Que se lixe, exijo provas.” Era sábado e veria. Escondeu pilhas de roupa, aspirou, esfregou. A casa num primor e ela esbodegada – “visita de nadegueiro é pior que de mãe!” Marinou no banho, afagou com creme a pele. Ao espelho premiu as molezas – “de pudim, ora bolas! Se encolho a barriga, o rabo é memória. E as mamas? Empino? Nope, volta a barriga. OK, sutiã almofadado, collants que sobem o rabo e apagam barriga. Raios! E se me despe em pé? Cai tudo: roupa, mamas e rabo. Ora, apago luzes… Velas, é isso! Ah, e prendo com fita-cola os interruptores.”
    Fosse a química dos corpos ou dos copos, enrolaram-se. Lábios sedentos, dedos mapeando ocultos apetecidos. O nadegueiro, até à cama, eliminou o supérfluo. Suspiros, gemidos e urros passados, a vigília derrotou o sono. As velas ele pensou-as românticas, a fita-cola não deu por ela, nem do que com a nudez caíra. Sussurraram tolices. Ele não saiu, ela desejou-o ali. Ainda riam ia alta a madrugada e as peles coladas. Desafiaram-se. Começaram como acabaram – num jogo de sudoku onde fugia o dois.

    (diga então o seu tamanho)



    Por Rititi @ 2006/10/18 | 10 comentários »