ORA SAI ENTÃO UMA T-SHIRT PARA A TATI!!
No comboio sentou o rabo estafado. Abriu a mala, caçou lápis e sudoku –entretém como borracha da cigana desdentada, da mulher das mamas enrugadas, dos leitões de fato e gravata. Mortos-vivos, todos. “Os números são uma gaita! Empancam, mas até Arroios caço alguns.” Esbarrou no dois. Olhou a janela. O vidro reflectia rabo incomum – redondo e alto. Atentou - por detrás nada mal, pela frente seria morcego como os demais? Imóvel o nadegueiro, voltou ao dois. Ouviu: “no canto esquerdo.” Levantou os olhos, certa de vir do nadegueiro o conselho. Aliviou o rosto, endireitou pernas e saltos – “não pense ele que só sirvo para sudokus!” Nova dica, o homem de sudoku percebia, e saíram na paragem dela. Dele também? Jurava o não, e honrou o par de nádegas cuja frente condizia.
Cafés, dois almoços e um jantar depois, mais havia a uni-los. Além da conversa boa, houvera toques casuais de polimento e carinho. Mais nada. Por esse tempo, perguntava se o nadegueiro preferia os pares às acolhedoras ancas de uma mulher. “Que se lixe, exijo provas.” Era sábado e veria. Escondeu pilhas de roupa, aspirou, esfregou. A casa num primor e ela esbodegada - “visita de nadegueiro é pior que de mãe!” Marinou no banho, afagou com creme a pele. Ao espelho premiu as molezas - “de pudim, ora bolas! Se encolho a barriga, o rabo é memória. E as mamas? Empino? Nope, volta a barriga. OK, sutiã almofadado, collants que sobem o rabo e apagam barriga. Raios! E se me despe em pé? Cai tudo: roupa, mamas e rabo. Ora, apago luzes... Velas, é isso! Ah, e prendo com fita-cola os interruptores.”
Fosse a química dos corpos ou dos copos, enrolaram-se. Lábios sedentos, dedos mapeando ocultos apetecidos. O nadegueiro, até à cama, eliminou o supérfluo. Suspiros, gemidos e urros passados, a vigília derrotou o sono. As velas ele pensou-as românticas, a fita-cola não deu por ela, nem do que com a nudez caíra. Sussurraram tolices. Ele não saiu, ela desejou-o ali. Ainda riam ia alta a madrugada e as peles coladas. Desafiaram-se. Começaram como acabaram – num jogo de sudoku onde fugia o dois.
(diga então o seu tamanho)

9 Comentários:
Muito bom! Merecidíssimo!
Mas não há gajos na blogosfera capazes de postar o amor? Um dia destes mando-te qualquer coisa "out of contest"..
joe indian:
Gostava de ler…ai gostava, gostava.
Talvez a vossa virilidade seja demasiado frágil para se darem a esses devaneios publicamente.
venho aqui publicamente dizer que a virilidade do joe não me parece nada frágil.
escreveu-me um texto-maravilha.
Rititi: desculpa estar abusar do teu espaço
Querido Joe,
50% dos concurrentes eram homens, sabes?
E tu também podias ter parcicipado!
Beijos às meninas
Bem atribuido! Gostei!
Gostei e muito, parabéns à premiada:)
Se 50 % dos concorrentes eram machos
e
um macho sabe escrever posts de amor suficientemente bem para ganhar concursos, excepto os que têm virilidade frágil
então
50% dos machos a concurso usavam sapatinhos de cristal (daí a fragilidade).
3 senhoras nos 3 primeiros lugares. Realmente nós homens não sabemos ser lamechas o suficiente para ganhar estes prémios!
Para o ano espero que haja pelo menos um lugar honroso para o melhor texto masculino... ;)
Ah, e claro! Parabéns à justa vencedora!
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