Domingo, Outubro 22, 2006

RITITI EDUCA O POVÃO

Num fim de semana de motas, Fórmula 1, basquete, ténis, bola e Barça-Madrid, expulsões na décima oitava edição de Operación Triunfo, suplementos de vida saudável, oxigenada e sem doenças nos suplementos dos jornais, manifestações depois de almoço contra a pobreza no outro extremo do planeta, eis o que deveríamos recordar:
A Letizia estava lindíssima, feliz e prenha na entrega dos Prémios Príncipe de Asturias. E o discurso de Felipe foi de uma madurez intelectual impressionante e Paul Auster (o autor que menos aprecio no universo inteiro e parte do estrangeiro) deu uma lição de humildade que todos os escritores, pseudo-escritores e eu-gostava-imenso-de-ser-uma-referência-na-literatura-actual deveriam ter em conta. Porque escrever não nos faz melhores pessoas, nem mais espertos, nem mais altos ou mais convidáveis para reuniões na moda. Escrever só nos obriga ao silêncio. O que já não é pouco.

Esa necesidad de hacer, de crear, de inventar es sin duda un impulso humano fundamental. Pero ¿con qué objeto? ¿Qué sentido tiene el arte, y en particular el arte de narrar, en lo que llamamos mundo real? Ninguno que se me ocurra; al menos desde el punto de vista práctico. Un libro nunca ha alimentado el estómago de un niño hambriento. Un libro nunca ha impedido que la bala penetre en el cuerpo de la víctima. Un libro nunca ha evitado que una bomba caiga sobre civiles inocentes en el fragor de una guerra. Hay quien cree que una apreciación entusiasta del arte puede hacernos realmente mejores: más justos, más decentes, más sensibles, más comprensivos. Y quizá sea cierto; en algunos casos, raros y aislados. Pero no olvidemos que Hitler empezó siendo artista. Los tiranos y dictadores leen novelas. Los asesinos leen literatura en la cárcel. ¿Y quién puede decir que no disfrutan de los libros tanto como el que más?
(excerto do Discurso de Paul Auster)

4 Comentários:

Na 2:44 PM, Blogger Carlota disse...

Este tipo está a falar a sério???? mas que raio de comentário... isto dos blogs é como os restaurantes, não se gosta não se vai... agora estar a dizer que a comida antes é que era boa... não se aguenta!! Que raio de país saudosista à brava que nem os blogs escapam!!!!!!!

 
Na 3:12 PM, Blogger pipe disse...

Rititi parabens por tu blog, a diferencia de este personaje que se ha descargado contigo, a mi me ha gustado bastante, es más, el origen de los blogs nace por la necesidad de uno mismo por expresarse libremente, tu estás en tu derecho de escribir lo que sientas y los demás de respetarlo, compartirlo ya es diferente y libre para todos, te madno un besazo y mucho ánimo para que sigas con espíritu fuerte.

 
Na 3:14 PM, Blogger katraponga disse...

Também gostei do discurso do Auster, para nao variar. Mas como é possível que seja o autor que menos aprecias no universo inteiro? É pelo menos melhor que o Paul Rabbitt brasileiro... :)

 
Na 5:06 PM, Blogger carolina caillard disse...

MUITOS PARABENS RITITI por dizeres sem qualquer tipo de preconceitos aquilo que pensas e estando a cagar para o que os outros possam pensar.
Continua com este teu trabalho magnifico.
Em relação ao post do definitivo só tenho a dizer que se nao gosta só tem de ir para o outro lao, pois para fazer comentários destes mais valia estar calado
força beijinhos e continua....

 

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