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Rititi

Rititi

INÍCIO

  • amanha no quiosque da rua de buenos

    AMANHÃ, NO QUIOSQUE DA RUA DE BUENOS AIRES, LISBOA

    VOTAR SIM

    “Na sala de espera da clínica uma menina de quinze anos entretém-se a olhar para os ténis de marca enquanto a mãe relê a folha onde deve expressar o seu consentimento. Tem que assinar; parece que é o melhor para todos, ela é ainda tão pequenina, que chatice, que fizemos mal, e olha em redor, como comparando-se, buscando a equivalência na dor”.
    Assim começa a minha crónica.



    Por Rititi @ 2006/11/29 | 4 comentários »


    are you tolquin tu mi no lo puedo

    Are you tolquin tu mi?

    No lo puedo remediar
    Me voy a condenar
    Porque a mí, a mí, a mí…
    A mi me gustan los hombres!


    Y ahora qué, Paco de mi alma?

    (Diverte-te na festa do 13º aniversário da Casa Fernando Pessoa)



    Por Rititi @ 2006/11/29 | 1 Comentário »


    blogue politico com financiamento

    Blogue político com financiamento próprio cuja origem é desconhecida

    Já agora, Luisa quem?



    Por Rititi @ 2006/11/27 | 6 comentários »


    viva economia de mercado gosto agradeco

    Viva a Economia de Mercado!

    Gosto, agradeço e felicito todos aqueles hotéis e estabelecimentos de descanso que proibem as criancinhas e respectivos fazedores de gente que precisa de fraldas. Recomendo, aliás, alargar esta moda aos seguintes indesejáveis:
    - casais com audis e pulóveres da tommy que só falam das férias em Cuba
    - não bebedores
    - jogadores de mesa (excepto dominó)
    - leitores do Expresso
    - sogros
    - excursões de espanhóis (em Portugal)
    - excursões de portugueses (em Espanha)
    -
    excursões de finalistas
    - excursões de catequistas
    - excursões da terceira idade
    - excursões de amantes da natureza
    - excursionistas, pronto.



    Por Rititi @ 2006/11/26 | 8 comentários »


    cecilia bartoli uma outra versao para o

    Cecilia Bartoli

    Uma outra versão, para o Miguel G. Reis



    Por Rititi @ 2006/11/26 | 6 comentários »


    25 de novembro no calendario da igreja

    25 DE NOVEMBRO*

    No calendário da Igreja Católica recorda-se hoje que uma mulher foi morta em Alexandria no século IV. Pela brutalidade da sua morte e a convicção na defesa duma nova fé monoteísta canonizaram-na com o grau de mártir e hoje é considerada a padroeira da eloquência e dos filósofos, predicadores, solteiras, fiadeiras e estudantes deste mundo. Diz quem sabe que Catarina de Alexandria é das santas mais influentes no Paraíso Celestial, com poder suficiente para aconselhar Fernando III sobre a reconquista de Castela aos mouros e com direito a um quadro de Caravaggio pendurado no Thyssen—Bornemisza em Madrid. No dia 25 de Novembro de 1960 por ordem do ditador Rafael Leônidas Trujillo assassinaram na República Dominicana as irmãs Patria, Minerva y María Teresa Mirabal. Pertenciam à classe média alta do país, estavam casadas e só se opunham a um dos regimes mais sanguinários da América Latina. Trinta e nove anos depois a Assembleia-Geral da ONU, encarregue da redação do novo calendário das causas a não esquecer, declarou o dia 25 de Novembro como o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher. As irmãs Mirabal são as mártires do século XX, ferido pela lucidez de quem repara que as aberrações cometidas foram contra seres semelhantes, em princípio.
    A resolução A/RES/134 foi o resultado «de um crescente movimento internacional para acabar com uma trágica epidemia que devasta as vidas de mulheres e raparigas, parte comunidades e é a barreira para o desenvolvimento de todas as nações». O alarme justifica-se: segundo a ONU 25% das mulheres do mundo foram violadas em algum momento da sua vida e 120 milhões sofreram mutilações genitais. Esta tragédia materializa-se todos os dias com o tráfico global de escravas sexuais, violação, maus-tratos físicos e psicológicos, repúdio familiar, mutilações, desprezo social e diferente consideração aos olhos da lei e só é possível devido à subsistência da noção de que uma mulher não é assim tão importante como o homem, equivalente talvez a um cão, quem sabe se tão cara como um carro desportivo ou mais inteligente que um rapaz de três anos. Não me julguem extremista: no momento em que alguém se sente no direito de proibir o voto a outro ser humano pelo simples facto de ter o período é porque tem a certeza que é superior pela graça de Deus, do músculo e com o beneplácito da sociedade que o educa e o aplaude. Quem bate numa mulher sabe que o pode fazer, que está legitimado para agarrá-la pelos cabelos, queimar-lhe os peitos, controlar-lhe a sexualidade. Ao violar uma desconhecida na rua não se impõe só o poder do punho: é o exercício de uma necessidade física que se pode satisfazer com qualquer uma. Porque não é humana. Só o objecto.
    A Lei Orgânica de Medidas de Protecção Integral contra a Violência de Género que entrou em vigor com a chegada ao governo espanhol dos socialistas considera sempre os homens agressores e as mulheres vítimas e confrontou Ongs, feministas de rua, linguistas, constitucionalistas e até o Conselho Geral do Poder Judicial em debates acesos em hora de máxima audiência televisiva. Então não éramos todos iguais perante a Lei? Pode ser alguém automaticamente culpado num caso de ofensas físicas só por ser homem? Quem defende os maridos contra as mentirosas, as perversas que vampirizam os amigos, ficam com a casa, a custódia do cão e a cobram pensão alimentar? Permaneceu o mal menor. Olha, paciência, disse Zapatero, e agora os juízes nem sabem onde arquivar as denúncias falsas por maus-tratos e os «afinal não era nada disso o que eu queria dizer, senhor Doutor, eu é que bebi uns copos a mais, fiquei ciumenta e decidi inventar esta história toda, não faça mal ao meu Zé». Ao discriminar positivamente um cidadão em relação a outro esta lei apresenta-se como «menos legal», injusta talvez para o resto do conjunto da sociedade enquanto abre excepções em função do sexo. Mas é essa mesma sociedade é a que ainda discrimina por sexos, por géneros. A masculinidade não é sinónimo de psicopatia nem o ódio ao sexo feminino é exclusivo da masculinidade. É só uma consequência social.
    Sociedade não é só o ente abstracto que vemos nas estatísticas anuais, os dados macroeconómicos ou os índices inflacionistas anunciados pelos governos. Por sociedade deve-se entender cada relação matrimonial, laboral, a educação dos filhos, o tratamento das avós, o piropo à menina que passa por uma obra, o apalpar o rabo a uma mulher no metro, a divisão das tarefas do lar, quem tem direito ao aumento do ordenado. Mais do que procurar a simples penalizaçao de um acto violento instalou-se a urgência de tipificar um bem jurídico tão óbvio como a dignidade feminina, passível de protecção estatal, policial e legal, parte indispensável do ordenamento social. Na era do descobrimento do genoma, da aceleração de partículas e do Prémio Príncipe das Astúrias a António Damásio, pouco abona a favor do nosso mundo que ainda se debata a necessidade de igualar direitos. Não é uma questão de feminismo, sexismo, paranóia de senhoras desocupadas com sutiãs a mais no armário, mas sim do reconhecimento dos Direitos Humanos, elementares, como declara a resolução da ONU, para o desenvolvimento também económico das nações.
    Hoje, 25 de Novembro, Santa Catarina de Alexandria, Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, as televisões lembrarão as violações, mutilações, os maus tratos, as lapidações. Mas não chega. Ao menos enquanto a mulher não for igual, um ser humano, e não essa coisa menor cuja vida é menos valiosa que um livro de cozinha.

    (*crónica publicada no DNa no dia 25 de Novembro de 2005)



    Por Rititi @ 2006/11/25 | 4 comentários »


    para finalizar com esta magnifica troca

    Para finalizar com esta magnífica troca de galhardetes
    (ou Deus só há um)

    <

    Camarón e Paco de Lucía
    (com a benção do Senhor Nuno que vai provar pela primeira vez o cozido madrileno)



    Por Rititi @ 2006/11/25 | Sem comentários »


    rititi casada curso universitario


    Rititi, casada, curso universitário, domínio do Office na perspectiva do utililizador, seis declarações do irs às costas, empregada polaca com dente de ouro, depilada e crismada, carta de condução, trem de cozinha e sapatos por remendar, Rititi, a mulher que acha que pessoas que não bebem uisque não deveriam entrar num bar, digo, Rititi, que até me dói, vai passar as próximas cinco horas sozinha fechada numa casa com duas crianças. Dezasseis meses. Quatro anos. Isto não é babysitting. É o derradeiro teste aos meus ovários.



    Por Rititi @ 2006/11/24 | 4 comentários »


    gracias de corazon e bora la conter

    Gracias de corazón e bora lá conter a respiração

    à Tati, à Anabela S. Dantas, ao CJ, ao André, à Marta R, ao Zé de Mello, ao Pedro Soares Lourenço, ao Filipe Alves Moreira, à Simplesmente Joana, ao André Carvalho, aos meninos da APPEX, à MissM, ao El Ranys e a todos aos que o Technorati não chega, mas que agradeço na mesma. Obrigada mil milhões de vezes por acharaem que este blogue merece ser premiado. Assim vale a pena.
    E sobretudo um grande beijo para a Geração Rasca. E que saibam que só não voto neste ma-ra-vi-lho-so concurso, mayormente porque tenho os meus próprios prémios e são capazes de ficarem chateados.



    Por Rititi @ 2006/11/23 | Sem comentários »


    o meu amor comecou na cama



    O meu amor começou na cama. Já passou pelo sofá, a casa de banho, a cozinha e o corredor, já mudou de país, de estado civil e de colchão, de sapatos, de armários, de coisas, pois é, que fazem que um amor se adeque ao crescer dos anos e da bóia abdominal. Nenhum amor é infalível, nem maiúsculo de tão impossível, nenhum amor é total e absoluto. O amor é o que é, o escudo dos super-heróis que todos merecemos ser, nem que seja debaixo dos lençóis no quentinho do gostar do outro quando lá fora o trânsito promete desastres e palavrões. O meu amor, que já viu glaciares e pinguins e andou de veleiro e comeu nas ruas da Tailândia e se passeia pelo Retiro e bebe cerveja em Santa Catarina, volta à cama todas as noites. Porque é na cama que o meu amor se reconhece, se toca, se faz grande, se descobre. Porque é na cama onde se renovam os votos. E já lá vão nove anos.



    Por Rititi @ 2006/11/21 | 14 comentários »