Terça-feira, Dezembro 12, 2006

DIME CON QUIEN ANDAS Y TE DIRÉ POR QUÉ ES MEJOR ESTARSE CALLADITO

"A mulher poderá abortar por razões de conveniência – para não perder umas férias na neve já marcadas, por exemplo." Francisco Sarsfield Cabral

E, já agora, para não perder a mesa na Bica do Sapato, o concerto do Luís Represas, a hora na depilação, o jogo de sueca em casa da Sãozinha, a prova do vestido de noiva na Dior, a festa de Natal no colégio dos meninos, a viagem das compras em Londres, o jantar da empresa do Duarte Maria, a gala a favor dos pretinhos ou o congresso anual do Opus Dei. Por exemplo.

23 Comentários:

Na 8:03 PM, Anonymous Anónimo disse...

A estupidez humana ataca até os mais insuspeitos.
Só demonstra total desconhecimento da realidade e desrespeito por quem se vê em tal situação. E não só por aquelas que já tiveram que abortar, mas também pelas outras que, embora levando a gravidez até ao fim, pensaram, nem que por segundos, num aborto.

 
Na 9:32 PM, Blogger Ticcia disse...

Ou para evitar de parir uma besta quadrada dessas - se, evidentemente, tivesse a pobre genitora como saber.

 
Na 10:07 PM, Anonymous Anónimo disse...

Reflete bem algumas posições, como a da Igreja do tipo: É pá já agora não usem o preservativo que isso não é natural.
Não deixem as mulhere abortar, isso é obra do demo, caramba...


Esse tipo não sabe o que diz, nem o que se passa em sua volta. já não se namora por carta, senhor Francisco, e os problemas das mulheres e dos homens são outros, que não saber se a brilhantina fica bem com a fatiota, o se a mulher tem vestidinho até ao calcanhar...

 
Na 10:57 PM, Blogger Sandra disse...

Eu abstenho-me de comentar a estupidez alheia. Não é que as pessoas não tenham direito a opinar, porque obviamente têm; é só porque não consigo perder tempo a contra-argumentar quem não sabe argumentar de todo, como esse... erm... "senhor"(?) Por muito que me custe (e mesmo que digam que qualquer que seja o resultado, ele não será vinculativo), tenho quase a certeza que vai ganhar o redondo "não", outra vez. A lei já deveria ter sido alterada há muito, sem direito a referendo. Nem sempre a democracia dá bom resultado, digo eu...

 
Na 2:01 AM, Anonymous Anónimo disse...

Mas onde está a inconveniência de parir de férias na neve? Arrotar na Bica do Sapato, fazer batota à sueca e esquecer o cilício (no caso dos mais convictos) no congresso da Opus Dei é muito mais inconveniente.

 
Na 3:11 AM, Blogger Baducha disse...

Uma pescadinha de rabo na boca!

 
Na 4:22 AM, Blogger carolina caillard disse...

bem que pais .... este gajo é completamente anormal como se um aborto fosse uma decisao facil a tomar como se a mulher fizesse isso por que so por acaso nao lhe dá jeito ter um bebe naquela altura por vezes penso que as vezes as pessoas deviam ficar caladas em vez de dizerem tamanhas obscenidades.

 
Na 11:10 AM, Anonymous Anónimo disse...

precoce ma non trôpego, sr. cabral.

 
Na 11:13 AM, Anonymous Anónimo disse...

Ai, meninas, meninas, abençoadas sejam … mas nem sequer é preciso conhecer casos concretos para dar razão ao Sarsfield, porque é da natureza humana que assim seja (corrijo: que assim possa ser). Eu não tenho grandes ilusões acerca do instinto maternal inato; não vão por aí. Existem motivos fúteis para o aborto, sim, e eu nunca engoli essa história de que o aborto é penoso para a mulher em qualquer circunstância. Olhem, leiam uma carta de uma leitora ao Glória Fácil em que ela descreve uma conhecida que fazia do aborto “prática contraceptiva, porque coitadinha não se dava com a pílula. Foi o processo que escolheu para ter um único filho.” Resta dizer que parece que esta era uma das que na altura da aprovação da lei do IGV se indignava muito contra o aborto e que, provavelmente, vai agora votar Não. Já agora, eu voto Sim.

 
Na 11:34 AM, Anonymous Anónimo disse...

Um caso de estupidez crónica e aguda. É impressionante a quantidade de disparates que se ouvem ultimamente quanto a este assunto...

 
Na 11:35 AM, Anonymous Anónimo disse...

Um caso de estupidez crónica e aguda. É impressionante a quantidade de disparates que se ouvem ultimamente quanto a este assunto...

 
Na 12:00 PM, Blogger sónia disse...

que nervos que esta gente me provoca! Só ao pontapé! Pena amãe dele não ter umas feriazitas marcada pá nêve quando ficou grávida dele...

 
Na 1:16 PM, Blogger João Ferreira Dias disse...

de facto o radicalismo do não é fanático e perde cada vez mais a noção de realidade e mete-se pela floresta da ilucidez.

p.s. em relação ao texto n'Atlântico gostei muito. Estou a preparar um texto com a minha posição. Depois informo-a da publicação.

bjs

 
Na 2:19 PM, Blogger patsp disse...

O que é que veio primeiro? O comentário triste do sr. Cabral ou os números do estudo que o Público refere hoje... Parece mesmo que são resposta a esta pérola do conhecimento da natureza humana (corrijo: das mulheres!) em geral.

 
Na 3:41 PM, Anonymous Anónimo disse...

ahahaha!
ainda lês o que esses meninos esrevem, rititi?
é muito fraquinho.

beijos
papoila

 
Na 4:58 PM, Blogger Miguel G Reis disse...

Nem mais Rita!

Ou podem abortar por os homens não desmarcarem as suas férias para estar com elas!
Vale tudo, até perder o bom senso, parece.

Abraço
Miguel

 
Na 7:51 PM, Blogger NaRiZiNHo disse...

Não percebo :-|
Acho este comentário infeliz, mas até acredito que alguém possa fazer isso, o que me faz muita confusão porque ser submetida a um aborto deve ser das piores coisas que pode acontecer.
Escrevo deve ser porque felizmente não sei o que é perder o pai e a mãe, mas perder 3 filhos, não sei que raio de gozo dá a uma gaja!
NENHUM! Fica, não sai, acabou, nem o tempo cura!
Nunca vi tanta estupidez junta...ainda dizem que Deus escreve certo por linhas tortas, não sei é onde!
:-*

 
Na 11:27 PM, Anonymous Anónimo disse...

Oh comentário infeliz...
Pessoalmente, acho que uma mulher deve ter poder de escolha,mas não por razões tão superficiais.. enfim..já te devem ter dito,mas parabéns pelo teu cantinho...muito giro...arejado e colorido...gostei...

 
Na 6:04 PM, Blogger elisa disse...

É de bater com a cabeça na parede!!A dele de preferência!!

 
Na 2:34 PM, Anonymous Anónimo disse...

Este e um excerto de um livro que li recentemente. A proposito da polemica a volta no "novo" referendo sobre a IVG, aqui fica mais um argumento (como se mais fossem precisos...) para votar sim...

"Perhaps the most dramatic effect of legalized abortion, and one that would take years to reveal itself, was its impact on crime.
In the early 1990s, just as the first cohort of children born after Roe v. Wade was hitting its late teen years-the years during which young men enter their criminal prime-the rate of crime began to fall. What this cohort was missing, of course, were the children who stood the greatest chance of becoming criminals. And the crime rate continued to fall as an entire generation came of age minus the children whose mothers had not wanted to bring a child into the world. Legalized abortion led to less unwantedness; unwantedness leads to high crime; legalized abortion, therefore, led to less crime.
This theory is bound to provoke a variety of reactions, ranging from disbelief to revulsion, and a variety of objections, ranging from the quotidian to the moral. The likeliest first objection is the most straightforward one: is the theory true? Perhaps abortion and crime are merely correlated and not causal.
It may be more comforting to believe what the newspapers say, that the drop in crime was due to brilliant policing and clever gun control and a surging economy. We have evolved with a tendency to link causality to things we can touch or feel, not to some distant or difficult phenomenon. We believe especially in near-term causes: a snake bites your friend, he screams with pain, and he dies. The snakebite, you conclude, must have killed him. Most of the time, such a reckoning is correct. But when it comes to cause and effect, there is often a trap in such open-and-shut thinking. We smirk now when we think of ancient cultures that embraced faulty causes-the warriors who believed, for instance, that it was their raping of a virgin that brought them victory on the battlefield. But we too embrace faulty causes, usually at the urging of an expert proclaiming a truth in which he has a vested interest.
How, then, can we tell if the abortion-crime link is a case of causality rather than simply correlation?
One way to test the effect of abortion on crime would be to measure crime data in the five states where abortion was made legal before the Supreme Court extended abortion rights to the rest of the country.
In New York, California, Washington, Alaska, and Hawaii, a woman had been able to obtain a legal abortion for at least two years before Roe v. Wade. And indeed, those early-legalizing states saw crime begin to fall earlier than the other forty-five states and the District of Columbia. Between 1988 and 1994, violent crime in the earlylegalizing states fell 13 percent compared to the other states; between 1994 and 1997, their murder rates fell 23 percent more than those of the other states.
But what if those early legalizers simply got lucky? What else might we look for in the data to establish an abortion-crime link? One factor to look for would be a correlation between each state's abortion rate and its crime rate. Sure enough, the states with the highest abortion rates in the 1970s experienced the greatest crime drops in the 1990s, while states with low abortion rates experienced smaller crime drops. (This correlation exists even when controlling for a variety of factors that influence crime: a state's level of incarceration, number of police, and its economic situation.) Since 1985, states with high abortion rates have experienced a roughly 30 percent drop in crime relative to low-abortion states. (New York City had high abortion rates and lay within an early-legalizing state, a pair of facts that further dampen the claim that innovative policing caused the crime drop.) Moreover, there was no link between a given state's abortion rate and its crime rate before the late 1980s-when the first cohort affected by legalized abortion was reaching its criminal prime-which is yet another indication that Roe v. Wade was indeed the event that tipped the crime scale."

 
Na 4:59 AM, Anonymous Anónimo disse...

Sim, pq depois de ser legal, vamos fazer programinhas de "gaijas", saída à noite, com aborto incluído pela manhã!
Vai ser lindo sim, acordar de manhã e dizer ao companheiro:
"Hummm, hoje ñ tenho nada para fazer, se calhar para não me aborrecer, vou ver se a Claudinha quer vir comigo fazer um aborto, q achas?"

É piadola, mas só a rir é q se consegue ler as barbaridades q pairam em certas cabeças!

 
Na 1:17 AM, Blogger Maya disse...

Este post é simplesmente ridículo!
Nada mais tenho a acrescentar.

 
Na 3:40 AM, Blogger Filipe Alves disse...

Antes de mais, Francisco Sarsfield Cabral é um SENHOR. Estes idiotas que aqui o insultam - apenas por ele pensar de forma diferente da deles -, não lhe chegam sequer aos calcanhares. De resto, não tenho a menor dúvida de que a maioria dos abortos realizados não se devem a motivos fúteis, como umas férias na neve já marcadas. Mas, conhecendo a natureza humana, não tenho também a menor dúvida de que muitas mulheres abortam por motivos fúteis e egoístas. p.s.: quanto ao referido estudo que relaciona a redução da criminalidade com a liberalização do aborto, parece-me um argumento ligeiramente 'nazi', do género matar os indesejados antes que nasçam, para que mais tarde não perturbam as nossas exigências. Já agora incluem nesse cômputo os feios, os deficientes, os pobres, os ignorantes, os gordos e todos os outros espécimes que, de acordo com a mentalidade actual, não poderão ser 'felizes'.

 

Enviar um comentário

<< Home