Este site foi concebido para ser visto num browser dentro dos limites da caducidade: infelizmente não é o caso do seu. Assim, a sua experiência de navegação será seriamente afectada. Sugerimos a instalação de um browser mais séc. XXI, se lhe for possível: http://www.mozilla.com/firefox . Mas qualquer outro serve.

Rititi

Rititi

INÍCIO

  • feliz de viver em espanha obrigada pelo

    FELIZ DE VIVER EM ESPANHA

    Obrigada pelo convite para escrever no Sim no Referendo mas, queridos, como querem que eu diga da minha justiça com esta graça que Deus me deu sem a password mágica, pá?



    Por Rititi @ 2007/01/30 | 3 comentários »


    lambe lambe

    Lambe, lambe…

    Por sorte, há homens que envelhecem para feios. Ai, Santo Deus, agarra-me ao sofá…
    (Quando se me passar o espanto falo do filme. Mas agora, jasusinhor, só sou capaz de pensar no aquecimento inferior provocado por este puto atormentado no The Departed. E mais não digo que sou uma senhora casada e aqui o Mr. Pinheiro costuma ler o meu blogue.)



    Por Rititi @ 2007/01/29 | 6 comentários »


    votar sim na sala de espera da clinica

    VOTAR SIM*

    Na sala de espera da clínica uma menina de quinze anos entretém-se a olhar para os ténis de marca enquanto a mãe relê a folha onde deve expressar o seu consentimento. Tem que assinar; parece que é o melhor para todos, ela é ainda tão pequenina, que chatice, que fizemos mal, e olha em redor, como comparando-se, buscando a equivalência na dor. Em frente delas está sentado um casal de trinta e tantos, cansado, triste e com vontade de que a vida fuja dos hospitais, das análises, dos diagnósticos injustos. E também vê uma senhora sozinha, com pasta, fato e ar de muitas reuniões à semana e uma cigana velha que arrasta uma barriga adolescente. E uma enfermeira que entra e sai enumerando nomes que trazem fetos. Na sala de espera da clínica especializada em abortos do centro de Madrid não há uma única alma que esteja confortável, apesar da cor neutra das paredes e das revistas do coração que sobram porque ninguém está lá para saber da vida dos outros. Naquela sala não vê uma mulher feliz, sossegada, nem nenhuma que pareça uma assassina em série que mereça ser julgada por um referendo popular. Só mulheres que precisam abortar.
    Quando em 1998 Portugal preferiu ir para a praia, ficar em casa, dar banho ao cão ou visitar a sogra deixou bem claro que se há um lugar onde ninguém se quer meter é no útero de uma mulher. Votar em nome dele, dar voz a um destino que só compete a quem o traz de fábrica não cabe na cabeça de pessoa crescida, a não ser, claro, na dos senhores que habitam na nossa Assembleia da República. Eles, sempre tão comprometidos para a capa do jornal com o «Portugal real», foram incapazes na altura de deixar de penalizar mulheres que estão dispostas a arriscar a reputação, a vida ou o cadastro, num acto que não distingue classes sociais, consciência religiosa ou estabilidade familiar. E quando volta a submeter uma opção tão pessoal aos foruns de internet, aos debates em máxima audiência – enfim, à voz do povo – obriga os portugueses a questionarem-se em público em nome de um bem comum. Um bem comum a que chamaram Vida, com maiúsculas e questões éticas e que atola automaticamente o debate, preso por todos os valores genéticos, congénitos e culturais. Porque ninguém quer ser o responsável pela morte de um futuro Luís Figo, então o melhor é não votar. «Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas dez primeiras semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?». Ou então, é preferível não concordar. Umas quantas mulheres presas bem valem uma Vida, com maiúsculas, sagrada, expectante, superior a qualquer valor, a qualquer necessidade económica, a qualquer desespero. E assim, impondo o bem comum faz-se saber a todos os interessados, inclusive à comunidade médica, que votar a favor da despenalização da interrupção da gravidez equivale a matar. E matar é um crime.
    Eis aqui o erro primeiro desta discussão: o valor a ter em conta não deve ser a Vida, mas sim a Mulher, também ela com maiúsculas, sagrada e anterior e a quem o Estado deveria proteger. E eis aqui, também, onde o discurso óbvio dos militantes do “não” impressiona mais, porque parece ignorar que a Mulher é parte interessada em todo este assunto. Fala-se de nós, as únicas que engravidamos, como simples portadoras, tal qual uma mochila sem vontade ou necessidade. Muitas abortam porque não sabem o que fazem e outras por maldade, inconsciência, fraqueza ou estupidez. Ou tudo junto. E o que a voz do “não” nos diz é que devemos ser castigadas e dissuadidas do erro, desse terrível passo que matará, de um modo cruel e doloroso, um ser indefeso. Esse ser, dizem, é que precisa de ajuda, nunca as mulheres. Abortar está mal. Não importa porque se faça. Claro que há desculpas, como o perigo da mãe, doenças congénitas e violações, mas como está posta actualmente a questão do aborto em Portugal, até essas excepções são más, um crime que se perdoa porque está socialmente estabelecido. Mas quando toca à realidade todos têm medo de cometer este crime hediondo, começando pelos médicos que são os primeiros que não querem ser os culpados. Uma vez mais, a Mulher é a última a ser tida em conta.
    Se a Mulher fosse o factor mais importante, então o aborto não entraria na equação da moralidade e o Estado, que é quem tem a responsabilidade final pelo bem-estar dos cidadãos, preocupar-se-ia em investigar porque razão milhares de mulheres todos os anos decidem pôr fim à sua gravidez. Se o Estado não fosse cobarde saberia que nada impede que os abortos se realizem, numa cave, em Mérida ou com um ramo de salsa. E se o Estado não olhasse para as mulheres neste assunto como cidadãs de segunda perceberia que quem tem a voz última no tema não são deputados, taxistas, párocos, intelectuais ou politóligos. Somos nós, as mulheres. E naquela clínica de Madrid, onde tudo era legal e desinfectado, as únicas que se podiam levantar e ir para casa eram as que iam abortar. E o Estado não pode continuar a esquecer que só nós decidimos.

    * publicado na edição de Dezembro da Revista Atlântico.



    Por Rititi @ 2007/01/26 | 10 comentários »


    la nina de nuestros ojos

    LA NIÑA DE NUESTROS OJOS



    Por Rititi @ 2007/01/25 | 6 comentários »


    ora sai uma festarola

    ORA SAI UMA FESTAROLA…



    DA REVISTA ATLÂNTICO.
    Sexta-feira, 26 de Janeiro

    E eu, pois, mais uma festinha fixe a que não assisto, mais um sessão dos Dj’s Eduardo Nogueira Pinto, Francisco Mendes da Silva, Nuno Costa Santos e Nuno Miguel Guedes que eu perco, mais um jantar ao que nem dou um arzinho desta minha graça… Más de lo mismo, entonces, eu em Madrid e a movida em Lisboa.



    Por Rititi @ 2007/01/24 | 4 comentários »


    os meus amigos sao melhores que os teus

    OS MEUS AMIGOS SÃO MELHORES QUE OS TEUS



    Concretamente o
    Nuno Vargas, campeão olímpico da ilustração, desenho gráfico e bom gosto sobre o papel (e o geral, mas isto é cá de casa). É assim este meu amigo-hóspede-cozinheiro, não lhe bastava trabalhar com um pequeno génio chamado Losowsky (por cierto, tío, aún tengo tus llaves) como tinha que fazer a capa do ultimíssimo livro do talento superlativo Manuel Jorge Marmelo. Con dos güevos, que diria Alonso Quijano.
    Por isto e porque me sale de ahí, ole mi niño y ole sus vuelos y ole porque ter amigos destes fazem-me sentir muito orgulhosa. Parabéns aos três.



    Por Rititi @ 2007/01/23 | 6 comentários »


    o ahmadinejad que se ponha pau semana

    O Ahmadinejad que se ponha a pau


    Semana da Moda em Teerão

    Fátima Abdalá Shahrudi, jovem mãe de oito futuros mártires dos «Irmãos Barbudos de Alá», cotada modelo iraniana e capa da reputada revista de moda islâmica «Elle, já prá cozinha», desfila tão graciosa como um míssil nuclear vestindo uma sensual cortina. As cores deste saco de batatas recordam não só o chão do quintal onde passa a maior parte do dia a ordenhar a cabra familiar como a miserável vida que tem desde os onze anos, idade com que se casou com o seu tio-avô de setenta e nove. Elegante e feminina, Fátima olha com receio para os seus quinze primos que esperam que acabe o desfile para lhe dar uma valente carga de porrada, violá-la até a madrugada e vendê-la a um grupo de mercenários sudaneses. Afinal, Fátima não solicitou autorização aos Sábios do Clã para mostrar, qual rameira em cio, estas pecaminosas carnes que Alá deu aos machos da tribo para seu gozo, desfrute, usufruto. Alá é grande e um cego manco o seu único alfaiate!


    Aqui, os primos de Fátima, doidinhos de tesão com tanto erotismo.



    Por Rititi @ 2007/01/21 | 16 comentários »


    momento gina net saldos pasion for

    MOMENTO GINA: NET-SALDOS


    Pasión for Fashion

    Porque uma blogueira tem todo o direito a lapidar o cartão de crédito sem sair de casa, porque há mais internet que os blogues e porque os saldos também chegam ao computador, toma sapatinho, toma vestido de Ailanto, toma perfuminho barato, toma mala de leopardo. Ai. Sem bichas à porta do provador, sem ter de matar a tarada que nos arranca as cuecas da mão, sem empregada cabrona, sem povão. O sonho de qualquer cagona, vamos.



    Por Rititi @ 2007/01/19 | 9 comentários »


    luna e o maximo uma observacao

    A LUNA É O MÁXIMO

    Uma observação absolutamente descojonante sobre o que importa de uma cerimónia como a dos Globos de Ouro: os vestidos das gajas.
    Assim, leiam os comentários sobre as favoritas, as giras, as ainda não decidi, as feias e as piores de todas.
    Mas o meu prémio «Ai, coño» vai para a Salminha e o seu incompreensível esforço para se transformar, pagando balúrdios, num trambolho. Eis, senhores, o Trambolho de Ouro.

    (Olha, acho que comecei uma nova série. Trambolho de Ouro é mesmo giro)



    Por Rititi @ 2007/01/18 | 4 comentários »


    coisas nao fazer depois dos trinta anos

    COISAS A NÃO FAZER DEPOIS DOS TRINTA ANOS



    Continuar a fazer anos.

    Sim, queridos, o meu BI diz que falta menos de um mês para chegar aos 32. Nem me consigo explicar bem. Ai. 32. Porque eu não me vejo com 32, ou pelo menos nos 32 anos que se espera que tenha. Sim, o destino social é fodido, sobretudo quando não encaixamos nos seus planos. Supõe-se que aos 32 uma mulher deixou de ser uma gaja para se portar como uma senhora. Séria. Capaz de se manter calada e surda numa sala cheia de homens, toda vestida de executiva respeitável enquanto eles debitam os copos e engates da noite anterior. Ela, népias, porque no mundo dos grandes o mulherio que quer ser respeitado pelo rumor dos outros não bebe, nem fuma, nem fode. Uma mulher, aos 32, dizem que já tem PPR, crédito à habitação, apelido de marido, lugar contratado no cemitério e a certeza que morrerá na cama abraçada aos filhos carinhosos. E aos 32, dizem, eu já deveria preocupar-me com as unhas, telefonar à minha sogra todas as sextas, saber o preço dos legumes, ter uma costureira de confiança e um clube de amigas penteadas que joguem às cartas. Mas não. Essa não sou eu. E para os habitantes deste universo de gente muito nova armada em velhadas, eu, no fundo, não passo de uma gaja destrambelhada, alcoolizada, medonhamente irresponsável. Afinal, onde estão os meus filhos? Se estou casada, porque falo de gajos? E os palavrões, não deveria ter juízo? Porque não aprendo a comportar-me como a senhora que sou? E o meu marido, que achará ele desta merda toda? Pois é. Mas adivinhem, não sou eu quem está mal. Afinal só vou fazer 32 anos e não tenho pressa nenhuma em ser igual à minha avó. E aliás, acho que o meu marido gosta delas novas. Como eu.



    Por Rititi @ 2007/01/17 | 16 comentários »