Quarta-feira, Janeiro 10, 2007

PRIMEIRO PRÉMIO VAI AO CU A TI DO ANO

ETA dice que el alto el fuego sigue 'vigente' y que no quiso 'causar víctimas' en la T4

La organización terrorista critica que no se hubiera desalojado el aparcamiento a pesar de las tres llamadas.

Lembro-me dos mortos de Hipercor, do cobarde tiro na nuca de Tomás y Valiente no seu escritório da Universidade, do sequestro de Miguel Angel Blanco, do terror de criança por viver em frente à Casa Quartel da Guardia Civil em Badajoz, lembro-me das pernas mutiladas de Inés Villa, da viúva de Gregório Ordoñez, da primeira vez que me manifestei em frente à Faculdade de Direito em Cáceres, da bomba monstruosa de Callao, do sangue espalhado no chão em Zaragoza, do buraco onde interromperam durante duzentos e quarenta e noves dias a vida do empresário Emiliano Revilla, das cartas com cheiro a morte dirigidas a Savater, das ruas feitas trincheiras no centro de San Sebastián, do aeroporto de Barajas. Lembro-me que não houve um único dia na minha vida em que a ETA não estivesse presente. Matando, extorquindo, ameaçando.
Quando grito BASTA YA, de mãos brancas e cara descoberta, refiro-me a eles, aos assassinos e não ao Estado de Direito que tem o dever de diferenciar os bons dos maus e de deixar bem claro que as regras são as nossas, as dos inocentes. E que não estou disposta a ser gozada por uma banda de racistas hipócritas, uns cobardes cujo discurso, à falta de razões morais, históricas ou políticas, ficou reduzido ao mais execrável dos nacionalismos, o do terror de rosto coberto. Porque isto é a ETA, uma anedota armada até aos dentes que me julga merecedora da morte só por não ter o mesmo grupo sanguíneo que os bisavós deles, viver no meio da montanha vestida de aldeã do século XIX, falar numa língua pre-histórica ou levantar pedras de duzentos quilos como acto de suposto orgulho nacional.

3 Comentários:

Na 11:09 AM, Blogger apipocamaisdoce disse...

Clap clap clap. Muy bien! Malditos hijos de puta.

 
Na 1:41 AM, Anonymous Anónimo disse...

Que se pudran, los malditos hijos de su puta madre. Eles, e quem acha "uma causa nobre", essa falta de arejo que é o nacionalismo.

 
Na 11:15 AM, Anonymous Anónimo disse...

Cara Rititi, se há país que me intriga tanto como me seduz é espanha... um dos temas que nunca entendi, foi a quase apatia política da catalunha em relação a actos inqualificáveis como o recente atentado. Seria de esperar que se revoltassem como o resto do país, mas parece-me, que se refugiam no silêncio esperado que tal desgraça não lhes bata à porta... mesmo depois de 2 ou 3 atentados em finais de 2004 ou 2005 (já n me recordo bem)!
Há algum acordo ETA/Catalunha? Penso que não! POrque não saem à rua? Posso estar com uma visão errada, mas gostava de saber a tua perspectiva.
Continua com o excelente blog

 

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