DOIDA DE AMOR
... Mas a Joana de Castela o que a perdeu foi a sinceridade das vísceras, esquecendo que esta naturalidade no sentir serviria como argumento perfeito de ataque aos seus inimigos políticos (começando por Felipe, o Belo): a feminidade no seu esplendor, reflectida na suposta incapacidade de toda mulher para dominar o útero, as hormonas e as emoções mais básicas. Hoje trataríamos a loucura de Joana com pastilhinhas às cores e um par de visitas ao terapeuta, mas não deixa de ser curioso ver como passados quinhentos anos as mulheres continuam a ser questionadas pela falta de controlo ou serenidade, como se nos faltasse o parafuso do sentido comum por oposição aos cabais homens...
Sobre Joana, a Louca, na coluna "Mulheres à Solta" da Revista Atlântico de Março.
Etiquetas: crónicas da Atlântico

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