Rui Pelejão, querido, tenta só uma vez

«Porque há coisas que não se dizem, que deveriam ficar para a eternidade no martírio íntimo de se ter de viver para sempre com um segredo que a ninguém lhe deveria interessar porque, afinal, o aborto é coisa de mulheres. Como a violação. Como a violência doméstica. Assim foi sempre. E recordando todas as barbaridades que ouvi e li nos últimos meses, assim deveria continuar a ser para essa tão boa gentinha indignada com a publicidade dada a um segredo que todos partilhávamos. As mulheres voltarão a ser discretas, a não levantar a voz, suportando nas ancas, como se espera de nós, a casa e os seus pesares..»
Conversa de Gajas, na Atlântico deste magnífico mês.

2 Comentários:
Gringa, só por causa de ti já comprei, vou começar a ler assim que acabar a "New Yorker" deste mês :) (viste o toque snob deste plano de leitura). Por falar em sobismo a Atlântico começa logo mal com o título do editorial
"Esta revista não fala sobre as tatuagens da Elsa Raposo".
A sério, não fala, que inédito, que original, ui, ui, que giros e politicamente incorrectos que os meninos são.
Como dizia um comentador inglês de futebol quando os jogos eram uma seca "Boring, where is my tea"
Ahahahahah!!!
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