15 DE MAIO, SÃO ISIDRO

"Este tipo de manifestações de fé não pode ser unicamente reduto do tal paganismo que prevaleceu na Europa após o desmembramento do império romano, da mutação das divindades rurais em santidades cristãs. A mistura de fervor religioso com a alegria nos festejos do Verão e do regresso dos emigrantes à terra só é susceptível de suceder em lugares onde a temperatura média é superior aos trinta graus e a religião dominante permite escolher santidades mais próximas ao quotidiano. As festas das aldeias continuam a honrar as Nossas Senhoras da Anunciação, da Saúde, da Ajuda, dos Remédios, dos Afligidos ou dos Pés Descalços e as efemérides do Santo António e do São João são em Portugal os momentos altos da vida social nas duas maiores cidades do nosso país. E entre as festarolas, os arraiais, o vinho tinto, a sardinha assada e os jogos de espingardas retorno por uns dias à devoção pela minha padroeira favorita, Santa Rita, a divindade total, muito mais poderosa que São Judas Tadeu e especialista nas causas impossíveis, daquelas tão complicadas que nem com uma simples oração se chega lá. A vida não está fácil e é sempre bom ter uma aliada entre o panteão de santos em vigor."
(Excerto da crónica Misticismo Estival publicada no DNa em Setembro de 2005)
"Este tipo de manifestações de fé não pode ser unicamente reduto do tal paganismo que prevaleceu na Europa após o desmembramento do império romano, da mutação das divindades rurais em santidades cristãs. A mistura de fervor religioso com a alegria nos festejos do Verão e do regresso dos emigrantes à terra só é susceptível de suceder em lugares onde a temperatura média é superior aos trinta graus e a religião dominante permite escolher santidades mais próximas ao quotidiano. As festas das aldeias continuam a honrar as Nossas Senhoras da Anunciação, da Saúde, da Ajuda, dos Remédios, dos Afligidos ou dos Pés Descalços e as efemérides do Santo António e do São João são em Portugal os momentos altos da vida social nas duas maiores cidades do nosso país. E entre as festarolas, os arraiais, o vinho tinto, a sardinha assada e os jogos de espingardas retorno por uns dias à devoção pela minha padroeira favorita, Santa Rita, a divindade total, muito mais poderosa que São Judas Tadeu e especialista nas causas impossíveis, daquelas tão complicadas que nem com uma simples oração se chega lá. A vida não está fácil e é sempre bom ter uma aliada entre o panteão de santos em vigor."
(Excerto da crónica Misticismo Estival publicada no DNa em Setembro de 2005)
Etiquetas: crónicas do Dna, Madrid

2 Comentários:
Caríssima Rititi, deixo só o link (http://atrasdacortina.blogspot.com/2007/05/ftima.html )do meu último post. Porque há coisas que não se explicam. Um bem haja. Susie
um bj.
lola
Enviar um comentário
<< Home