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Rititi

Rititi

INÍCIO

  • querido blogue agora que penso nisso

    Querido Blogue,

    Agora que penso nisso, nunca escrevi sobre sexo, assim num estilo erótico-festivo a atirar para o sensual e fogoso, que tão na moda está entre raparigas também elas fogosas e sensuais e que assinam com pseudónimo. E olha não é difícil, é só juntar numa mesma frase espetar, quente, ansiedade e pressa. Por exemplo: espetas-me, como essa tua pressa de macho ansioso, o mais quente que tens, etcétera. Fácil. E até não custa nada ser um bocado mais ordinarota: E eu, húmida, vejo como as pernas, sem forças, levam a minha boca (também ansiosa, já agora) direita ao teu pau duro, blablabla. Desculpem-me, mas é piroso. Imagino sempre o escritor do erótico, numa tentativa de originalidade, a procurar sinónimos para caralho, mama ou tusa ou metáforas que resumam o êxtase de um orgarmo (ah, grandes momentos de literatura universal, jorrava paixão, não se conteve sobre o imperativo da carne alva) numa casa dos subúrbios enquanto a mulher estende a roupa. Patético. E dos leitores, no metro, doidinhos ante tanta luxúria narrativa, que me dizem? Caminho do trabalho mal pago, com o livro forrado com a capa de um tratado de História Medieval, lambendo-se a ler tanto peito turgente, lábios enraivecidos e vulvas molhadas. Que tristeza.
    Mas parece que vende, que está na moda, que os homens gostam de ler e as mulheres de esparramar no papel o que antes não podiam dizer, que é moderno e que excita as mentes, que o mundo precisa de sexo nas letras e nos anúncios de televisão, que há editores para histórias de putas e fufas que nem se importam de partilhar com o mundo como se lambe e para que serve o cotovelo. E a mim, parece-me, palavra de honra, que a malta ou não tem sexo em casa ou então fode muito mal e que era muito mais útil arregaçar as mangas e descer a cuequinha e, em vez de se aquecerem com tanto símil e floreado, ver se de verdade as vulvas, os peitos e as coxas se humedecem e se é assim tão bom como o autor dessa obra imprescindível conta.


    Por Rititi @ 2007/06/20 | 31 comentários »

  • delfux says:

    Ah… "frondosa" Rititi, é por isto mesmo que eu gosto tanto de Ti !

    ;o)

    P.S – mais um de entre resmas de posts na mouche … Não hei-de morrer sem partilhar uma "broca" contigo…enrolo eu ! ,o)

  • botinhas says:

    Tens amigas giras? 😉

  • nuno miranda ribeiro says:

    é realmente uma explosão na blogosfera de escrita proto-pornográfica assinada por avatares femininos. apanhaste-lhes os tiques todos. para escrever de forma interessante não basta, de facto, falar dos fluídos e das penetrações e dos esfreganços. mas já se sabe que não aparecem uma Anais Nin ou um Henry Miller todos os dias.

  • princesinha urbana says:

    Excelente! Muito bom! Grande post! Parabéns!

  • sem-se-ver says:

    e disse!

    (bem, pra não variar)

  • Ana 100 Sentidos says:

    E não queres já agora ir comentar o desafio do meu blog e votares?
    Eu agradecia…

  • miss_nogui says:

    BRAVO… clap clap clap

  • scbmf says:

    Granda Posta! É isso mesmo! debrucei-me sobre um desses blog ontem e tive esta exacta sensação! Aquilo não presta: é banal e rasca! Dasse! Mais vale fazer que contar! 😉

  • Helena Velho says:

    Rititi

    Como tu compreendes bem a vida!!

  • kiss me says:

    Dos melhores posts de sempre. E não é por falar de sexo!

  • MiSs Detective says:

    MUITO BOM!!! tive que fazer um link para este post sensacional.

  • Bilhas... o Bom da Fita says:

    Grande rititas… como está tudo por aí!? eheheh alertado pela MiSs Detective para este post vim cá parar e ainda não consegui parar de rir… brilhante!

    Cumprimentos e larguras ao Mr. Pinheiro…

  • P. says:

    AMEN!!!

  • PreDatado says:

    Porra quase que me vinha a ler o post. Se não estivesse aqui com o portatil no Metro, vinha-me mesmo!

  • Prezado says:

    Realmente, é território de escrita pavorosa, o "erótico". É usar adjectivos que não lembram ao diabo, meter "vagina" para aparecer nos motores de busca, e deixar correr… Na "Maria" e afins, metem umas pérolas do género, mas aí é só foleiro. se for num blog é moderno?
    grande Post.

  • apipocamaisdoce says:

    Lindo lindo! Eres la reina de la blogosfera, pá!

  • Juani says:

    No comments… Esta Rititi é fantástica!!!! Mais um maravilhoso post, este blog tá cada vez mais delicioso!

  • kitty says:

    Essa malta não tem sexo em casa e depois inventa-o!!! Post espectacular!!!

  • rititi says:

    Meus queridos todos,
    18 comentários e todos assim, ai, que coisa. Vocês é que são o máximo!
    Beijinhos

  • vieira do mar says:

    Minha linda, adorei!
    Muito, muito bom, hihi. Carradinhas de razão, claro. E tu, como estás?

    Beijos grandes de uma pirosa que vomita perante "vagina" e "vulva" e que se vê à rasca para arranjar um sinónimo de "cona". Sim, o que escrever? :):):)

  • Azul Neblina says:

    Com tantas merdas de pudores e depois tens um livro publicado na "Oficina do Livro". Não sei o que será pior, Rim Tim Tim, se é não te vangloriares bacocamente de dares umas quecas ou se a tua editora ser a mesma que a da Margarida Rebelo Pinto.

  • Mercúrio says:

    a escrita erotica é banal?

    discordo profundamente

    a transmutação da pulsão de libido em nobreza de sentimento não mesquinho parece-te banal?

    pena

    lê mais sem pré – conceito e talvez te surpreendas

    gostei do teu blogue irei voltar

    😉

  • rititi says:

    Vieirinha, coisa linda!!
    Olha, vou às lisbias a principio de Julho, liga-me e a gente combina.
    fc, o texto não é sobre TODA escríta erótica, esteja descansado.
    Azul neblina, pois é, é muito mau ser editada e ter leitores e até ganhar dinheiro com isso. E ter sexo – gratis -também é muito chato. A minha vida é mesmo miserável.

  • vieira do mar says:

    AHAHAHAHA! :):):)

    Liga, sim, querida, cá te espero.

  • Fox Trotter says:

    Ai jesus, estou safa. Nunca usei nenhum desses termos, coerente e tudo na personalidade múltipla. E, graças a deus, tenho uma cona prosaica.

  • putafina says:

    Não é de agora que se fode mal e se escreve mal sobre isso. Literatura sobre sexo já esteve bem mais na moda, já foi muito mais ridícula, etc etc. Agora, de repente, de repente, de erótico só me lembro mesmo do José Rodrigues dos Santos e as suas orelhas pornográficas.

  • rititi says:

    Fox, querida, uam cona prosaica é do melhor que há! Amo!
    Putafina, ai, o Rodrigues dos Santos bem tentou, coitado.

  • Rui Pelejão says:

    Cara Rititi (ao abrigo do direito de resposta e em nome da associação dos punheteiros ofendidos)

    Gosto mais de uma boa pornochachada do que de touradas, será um problema cultural?

    Não percebo tamanho bramatório por causa de uns avatares de meninas que escrevem mal sobre foder e fazem metáforas sobre caralhetes e minetes.
    Afinal escreve-se mal sobre tanta coisa e não vem daí mal ao mundo. Bem mais pornográfica é a poesia bera, auto-comiserada e lamechas que enche páginas da bloco-esfera e o ego dos poetaços der profundis, apoiados pelas falanges das palmadinhas nas costas e do:
    – Boa, devias tentar publicar.
    Originalidades vácuas como "aninho-me no côncavo do silêncio e solto uma asa no íntimo, como um barco de papel em fio de água", parecem-me bem mais ejaculatórias e pobres do que uma descrição crua e sem graça de um fellatio numa estação de serviço da Galp.

    Mas isso é apenas a minha opinião. e como se diz, opiniões são como as vaginas, cada um tem a sua.

    O pior desta tese não é reverberar (atenção não é uma metáfora para vibrador), a escrita pseudo-erótica da blogosfera.
    O pior é que à la vale d`oiseaux a Rititi decidiu labelizar os leitores e consumidores de escrita "hard-core" e de pornografia, como é o meu caso, como uma corja de rebarbados: "que a malta ou não tem sexo em casa ou então fode muito mal."
    Ora, isso é confundir salada de mamão, com uma mamada no salão.
    Quem pensa assim também acha que a masturbação é consequência de uma vida sexual deficitária.
    Qualquer onanista médio, sabe que não tem nada a ver.

    A tese subjacente a este post é a diabolização da utilização pública do sexo (que é tão antiga como a própria pilinha e a pachachinha) o que constitui, e atendam bem agora à palavra, inédita quando aplicada à Rititi: MORALISMO DE SALTO ALTO, ou seja, uma forma encapotada e desactualizada de feminismo, ainda que proposta com o habitual e inatacável brilhantismo da Rititi.

    O tema é naturalmente controverso e suculento, mas achei que devia merecer um pouco de contraditório entre este coro de aplausos, o que não invalida que mereça posterior discussão. Aliás, querida Rititi, era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto.

    Beijinhos
    V7

  • rititi says:

    Querido amigo Rui Pelejão,
    Grata pelo tempo gasto, debruço-me sobre tamanho comentário.

    (Antes vou-me servir um gin tónico e descalçar o tacão vermelho, porque este meu moralismo de salto alto anda-me a dar cabo dos calos.)

    Como qualquer feminista desactualizada que se preze, eu também tenho falhas. Apresento por este meio que eu própria me concedo o meu mais desonesto pedido de desculpa à Associação dos Punheteiros Ofendidos, aqui representada pelo seu tesoureiro e vogal, Sr Dr Rui Pelejão. Longe de mim diabolizar a punheta, pois nada salva mais familias, estados de espírito e governos regionalis que uma útil utlização da mão direita (aproveito, de antemão, para me desculpar pela possível indignação do Clube Nacional dos Canhotos, esse grupo marginal). Até penso, honestamente agora, que a punheta tem sido ignorada pelos literatos da história, eles que tanto a celebram na intimidade, deixando-a marginalizada, como se não fosse digna de ser contada, impressa e até premiada partilhada. Punhteiros do mundo: uni-vos e partilhai com a humanidade a rica experiência do onanismo. Até porque nada é mais rico que a verdade.
    Outra coisa, caro companheiro de batalhas alcoolicas e não só, é imaginar como se mete um caralhinho no buraco, e quando não se sabe, então não vale a pena procurar metáforas à coisa. É mau e se eu fosse a dona do mundo castigava quem desonra-se o sexo. Porque, e sigo com o meu discurso ditatorial, o sexo deve ser protegido do mau gosto e lá porque se ecreva mal de muita coisa (até de touros, o que me fode de sobremaneira) uma gaja tem todo o direito a exigir responsabilidades. Mas como no mundo não mando eu, o que acho mal, dedico-me a desancar a quem o faz.
    E sim, eu também acho que era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto. Podemos aproveitar que vou a Lisboa dia 6 de Julho.
    Beijinhos, meu bom amigo

  • Rui Pelejão says:

    Querida Rititi
    Em nome dos onanistas esclarecidos, tiro-lhe o meu chapéu e rendo-lhe as minhas homenagen, por tão deliciosoa e lúcida resposta, que repõe a honra de todos aqueles que utilizam a mão esquerda para outras finalidades que não tirar macacos do nariz ou apunhalar senadores romanos.

    Aliás, nesta matéria é mesmo a única que me considero ambi-destro, e nunca percebi porque é que esgalhar uma sarapitola (metáfora de taberna para we know what) é associado ao esquerdismo da manápula.
    Penso que isso é apenas uma derivação esquerdista da libertinagem sexual que nada tem a haver com a "praxis" doméstica das sociedades modernas.

    Convém também esclarecer que defendo apenas o onanismo masculino, já que sobre o "tabu" da masturbação feminina, o meu conhecimento é apenas testemunho da minha imensa cultura pornográfica e aos constantes e-mails que os meus camaradas pornógrafos fazem o favor de me enviar, sem que eu os tivesse obviamente requisitado.
    Aliás, sobre este tema, recomendo vivamente a leitura da crónica do Ricardo Araújo Pereira desta semana na Visão, que afina pelo mesmo diapasão das tuas teses sobre os consumidores de erotismo/pornografia. Tratam-se segundo hele de homens de barba com óculos com muitas diopterias que se acotovelaram no último salão erótico de Lisboa para tirar fotografias ao tornozelo da Ciccolina.
    Como tu sabes eu visto barba e óculos com muitas diopterias, mas dificilmente acotovelaria alguém para tirar uma fotografia ao tornozelo da Ciccolina, e além disso, prefiro uma pornografia caseira, um soft-core de canal 18 pela manhã, misturado com corn-flakes e um café fumegante. Isso sim é uma bela forma de começar o dia.

    Apesar de tudo continuo a não concordar que seja preciso ser um experiente jogador de snooker para poder escrever sobre bolinhas no buraquinho. Mesmo nesses casos a pornografia é útil para mostrar os elementares princípios do animal das duas costas.

    Penso mesmo que a nossa única e fundamental divergência neste assunto é que tu defendes a "honradez do sexo" e a sua sacrossanta integridade, contra uma pornocracia em expansão pela pena de putas retiradas e proxenetas no activo.
    Respeito isso, e aliás se tiveres aí por casa "Os cadernos de D. Rigoberto", do Vargas Llosa, deves ler a carta ao editor da Penthouse, que é uma luminosa defesa do carácter "sagrado" do sexo, que inevitavelmente toca a todos os que o lêem, mesmo aqueles que discordam como eu.

    Porque eu sou um feroz neo-liberal em matéria de sexualidade.
    Defendo a liberdade sexual plena, que inclui a libertinagem, o fetichismo, o bondage, o swinging, o voyeurismo, as taras, a homosexualidade, a pornografia (escrita, filmada ou pensada), a utilização do sexo pra fins comerciais, a exploração de imagens sexuais pela publicidade, o consumismo sexual e mesmo o sexo pago. Defendo que cada um deve viver a sua sexualidade da forma que melhor entender, apenas limitado pelas leis penais dos países civilizados.

    A carga secreta e sagrada do sexo tem criado ao longo dos séculos as maiores das infelicidades, que seriam a meu ver evitáveis em sociedades sexualmente industriais, produtivas e activas. Ao contrário do que o senso comum acredita, quanto mais se fala, vê ou consome sexo, maiores são as probabilidades dele ser praticado. E isso, devemos concordar, é uma boa notícia.

    Agradeço a hilariante e simpática resposta, muito estimulante para o debate em curso, uma espécie de Prós e Contras só nosso, e com muito mais piada. Continuamos na Bica dia 6 de Julho, onde podemos juntamente com essa grande autoridade na matéria o Mr. Pine, fazer o urgente debate nacional: Cerveja ou vinho? Vodka ou Whisky? Será que a globalização está de ressaca.

    Beijinhos para ti e para o Pine

  • rititi says:

    Querido Rui Pelejão,

    Também eu me considero uma neo-liberal em matéria de sexualidade, concretamante a homossexualidade. Nesse sentido aviso que a minha resposta hoje será curta. Tanta Gay Parade ontem deixou-me esgotada. Uma gaja nunca está preparada para ver tanto homem semi-nu, semi-deuses e semi-calçãozinho. Una barbaridad, ai.
    Não queria, isso sim, deixar de defender o onanismo. Soube um dia em Bilbao, à volta de uns pinxtos e umas cañas fresquinhas, que a punheta é pecado no judaísmo porque desperdiça a essência masculina. O que não sabiam os escritores do Antigo Testamento é que as gajas também vão lá sozinhas, pelo que não é pecado. Digo-te isto porque isto é um bom tema para a Bica.
    Beijinhos!

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