Terça-feira, Junho 19, 2007

Adiós al Fary


Ha muerto el Fary

Mais um que se foi. E Espanha vai-se ficando orfã de taxistas sem voz, sem beleza, sem altura mas com jeito para a copla de mulheres traidoras que se vestem de noiva para outros e deixam homens apaixonados nas ruas da amargura, sem tino e sem vontade de viver. E eu fico triste, pelo Fary, pelo torito bravo, por esta Espanha cañí, lolailo, de pandeireta e brilhantina, que perde aos poucos referências que não contam para as tertúlias de gente espertinha que anda sobrada de cultura da boa, mas que a mim me faz falta e me lembra que no piroso, nesse mundo de plástico cor de rosa, está parte do somos hoje, gostemos ou não. Que en paz descanses, artista!

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