Querido Blogue,
Efectivamente, não encontrei Deus na Galáxia de Andrómeda. E se o encontrei não o vi. E se o vi, não era disso que estava à espera. Deus, ou o que penso dele, não se manifesta nem facilmente nem com o telescópio Hubble, não vá a gente entender os segredos inomináveis do mundo, do universo e da vida de graça e graças ao Google Earth. Que falta de chá, nem que fôssemos protestantes. Deus, já que o inventámos porque não suportamos a morte, quer-se misterioso e oculto, à prova de ignorância e sabedor das verdades que não existem, das redentoras, das que nos farão livres algum dia pela esperança de que tudo tem arranjo. Nem que seja depois da morte, o que também dá muito jeito quando a vida é uma merda (afinal, não é disso que trata o vale de lágrimas?). Esse é o Deus que me inventaram, um ser que tudo vê, e que nos ama como um pai sem medo ao despedimento colectivo, e que é mais justo que a Mary Poppins e que não nos quer mal, mesmo que um terremoto arrase o Peru e o preço do tabaco nunca deixe de subir. Afinal, a culpa também não dele, o que o exime de responsabilidades maiores como um suposto ateísmo pela minha parte. Há muito tempo que me deixei disso e prefiro acreditar que Deus, como o Euromilhões, algum dia me fará um jeitinho, mesmo que só entre nas igrejas em casamentos e funerais e seja alérgica o jogo em geral por assuntos de pele. O problema é que Deus não existe, o que também não é mau de todo para quem já não espera nada dele a estas alturas do campeonato.
Efectivamente, não encontrei Deus na Galáxia de Andrómeda. E se o encontrei não o vi. E se o vi, não era disso que estava à espera. Deus, ou o que penso dele, não se manifesta nem facilmente nem com o telescópio Hubble, não vá a gente entender os segredos inomináveis do mundo, do universo e da vida de graça e graças ao Google Earth. Que falta de chá, nem que fôssemos protestantes. Deus, já que o inventámos porque não suportamos a morte, quer-se misterioso e oculto, à prova de ignorância e sabedor das verdades que não existem, das redentoras, das que nos farão livres algum dia pela esperança de que tudo tem arranjo. Nem que seja depois da morte, o que também dá muito jeito quando a vida é uma merda (afinal, não é disso que trata o vale de lágrimas?). Esse é o Deus que me inventaram, um ser que tudo vê, e que nos ama como um pai sem medo ao despedimento colectivo, e que é mais justo que a Mary Poppins e que não nos quer mal, mesmo que um terremoto arrase o Peru e o preço do tabaco nunca deixe de subir. Afinal, a culpa também não dele, o que o exime de responsabilidades maiores como um suposto ateísmo pela minha parte. Há muito tempo que me deixei disso e prefiro acreditar que Deus, como o Euromilhões, algum dia me fará um jeitinho, mesmo que só entre nas igrejas em casamentos e funerais e seja alérgica o jogo em geral por assuntos de pele. O problema é que Deus não existe, o que também não é mau de todo para quem já não espera nada dele a estas alturas do campeonato.
Etiquetas: Deus

2 Comentários:
Eu acredito em Deus, o problema é que Deus não acredita em mim!
Tó do Samouco
www.samoucoaorubro.blogspot.com
Sutil e contundente. Bela abordagem de um tema perigoso!
Enviar um comentário
<< Home