Terça-feira, Setembro 04, 2007

Mais professores

Eu, trabalhadora do sector privado, em público me flagelo. Mas que querem que vos diga, pá? Entendo a vossa raiva: não há trabalho para todos os professores, salários merdosos, deslocações injustas, projecto de cabrões a encherem as saulas de aula, pais reboleiros, mães incapazes, temário que trata os alunos como anormais... Mas como acham que o resto do povo se ganha a vida? A chorar? Eu emigrei para outro país, sou paga por cumprimento de objectivos, trabalho que nem uma puta e raras vezes almoço em menos de quinze minutos, o seguro de saúde custa-me o olho do cu, tenho clientes que parecem deficientes mentais e chefes a quem sem qualquer remorso apagaria um cigarro num olho e se amanhã prescindirem de mim não tenho sequer a oportunidade de voltar a ser readmitida. A maioria dos meus amigos têm contratos precários e férias é mentira, as empresas estão-se a cagar se as mulheres têm filhos e a resposta habitual para uma licença de parto é o mobbing ou como se caralho se chame à filha da putice do machismo que reina em quase todas as empresas privadas.
Que a vida é puta já todos sabíamos, mas ver manifestações de "coitadismo" dia sim e dia também só porque nada é garantido, já chateia. A sério que percebo a indignação de tantos bons profissionais, mas gostaria que tentassem ver como é a vida dos outros que não é que "fiquem de fora" é que nem sequer conseguem arranjar trabalho.

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23 Comentários:

Na 8:00 PM, Blogger Dulce disse...

Puta que pariu! Até que enfim que encontro alguém que pensa como eu! Até se me encaracolam as unhas dos pés! E o mais engraçado é que alguns e reforço: alguns que se não forem colocados alapam o cu e não se mexem pra nada. Eu antes de arranjar este empreguinho mais ou menos até escadas lavei!

 
Na 1:55 AM, Blogger Rui Pelejão disse...

O facto de por vezes não almoçar, de trabalhar como um cão, de ter de cumprir objectivos gananciosos, de aturar chefes sem escrúpulos e colegas competitivos, horários indecentes, e por aí fora, não me dá lá muita razão para querer que aconteça aos outros a mesma coisa. Se há coisa pior que o coitadismo da esquerda garantista, é o arrogantismo liberalucho de quem trabalha no sector privado e acha que "os mamões" da função pública é que a levam direita. Olhem eu trabalho numa empresa cotada em bolsa, com prémios de produtividade e refeitório com saladas light, e olhando à minha volta vejo muitos "mamões" que fariam inveja a um mangas de alpaca com 30 anos de ministério das finanças.

A pensar assim, só vamos conseguir que a escravatura seja o destino certo das nossas vidas profissionais. O odiozinho perfumado à função pública também tem muito que se lhe diga, olá se tem.

PS:
Beijúfas Rititi e para Mr. Pine

 
Na 11:04 AM, Blogger Tininha disse...

Vejo isso acontecer todos os dias no meu local de trabalho. Sabesse que leva papel higiénico, chocolates, rebuçados, adormece constantemente no local de trabalho e até parte do ordenado do colega leva para casa e lá continua intocável. A juntara isto é só o pior profissional da empresa. Parece que beneficía de estatuto especial. Em relação à gravidez, entristece-me porque sou uma rapariga nova e gostava de ser mãe um dia... mas o que vejo à minha volta é discriminação e olhar de esguelha. Pior é ver que os amigos e marido (homens) não assumem que há discriminação para com o sexo feminino nas empresas. Fazendo-me pensar que sou eu que vejo coisas "I see dead people"...

 
Na 11:06 AM, Blogger Stephen King disse...

Caríssimo Rui, subscrevo integralmente as suas palavras.
Tenho amigos na PT que têm colegas que fariam a vergonha de qualquer tacho camarário.
Tenho uma amiga numa empresa de gestão de participações sociais que trabaha na Holanda, tem horário, e muitas vezes não trabalha à 6ª feira.
Tenho também outros amigos que trabalham que nem cães, mas ao menos o chefe dá prémios de produtividade e a tão necessária palmada nas costas de incentivo.
Eu trabalho para o Estado que me desunho nas 9 horas e meia por dia que lá estou, já fiz fins de semana, noites, tenho chefes que mereceriam uma apendectomia com uma colher romba, e sou profissional.
E antes de o fazer também trabalhei noutras coisas, inclusivamente andar pelo país com uma Ford Transit e um insuflável publicitário, mal pago para cacete, e aturar "mobs" de putos que queriam uma t-shirt à força ou uma lata de sumo.
Entendo que hajam professores assim, como existem outras profissões em que o mesmo também acontece. E as pessoas que pagam para trabalhar para poder dar aulas porque é o que gostam de fazer, se choram, acho que se entende porquê.
No fundo, a ideia do liberalismo é sempre a velha ideia do hamster, como se só no sector privado as pessoas fossem alinhadas "á lá Huxley."
E haveria tanto por dizer no que diz respeito à quantidade obscena de dinheiro que se gasta a reparar os efeitos da excessiva competitividade, pelos danos que esta causa à saude pública (mental e não só), e as fracturas sociais (familiares e não só).
Se achar que as pessoas têm direitos é coitadismo, então se alargarmos o espectro, o conceito de cidadania qualquer dia reduz-se à nacionalidade inscrita no passaporte e a declaração de IRS.

Cumprimentos a todos

 
Na 12:42 PM, Blogger RAF disse...

Há certamente gente competente e dedicada no sector público, bons e maus empregos no sector privado. Eu tenho um bom emprego no sector privado, onde nada me falta. Onde se trabalha bastante, mas onde há espaço para as pessoas. Não é possível definir um padrão.

O problema que subsiste entre sector público e privado assenta na diferença de regras de jogo, que o tornam perverso. O sector público vive dos impostos, e não da sua produtividade, funciona demasiado para servir o funcionalismo público e o direito a um emprego, estando muitas vezes pouco orientada para o serviço dos cidadãos.
A paridade de regras entre púnlico e privado é essencial, por uma questão de justiça e equidade, uma vez que a ineficiência do sector privado é suportada pelos accionistas; já a do sector público, quando exista, repercute-se nos privados. Não dá.

 
Na 5:15 PM, Blogger Rita disse...

Muito problema se resolveria se as escolas tivessem autonomia para contratar os professores de que necessitam. Assim aquela minha amiga que quer dar aulas em viseu não precisava de estar numa escola do restelo e os putos da província não ficavam três meses à espera do professor de matemática.

Acabavam-se as putas das manifs e dos choradinhos por um lugar que eles acham que lhes pertence por direito. Essa é que é a diferença.

Mal tratados no trabalho somos quase todos. Ou mal pagos, ou a fazer horas a mais ou a não ter aumentos porque engravidámos. A diferença é que não saímos da faculdade a achar que o estado tinha de nos garantir um lugar apenas porque preenchemos uma ficha.

 
Na 5:36 PM, Blogger leo disse...

hay que tenerlos y los tienes rititi... o tema que foste buscar, isto vai bater records de coments :) y mais não digo que hoje estou para ser despedida só porque mandei um mail de queixas ao administrador da empresa... de uma empresa privada pois claro

 
Na 6:05 PM, Blogger manuel disse...

Este artigo é, o reflexo puro da verdadeira alma da rititi, que por muito que queira transmitir a ideia de liberalidade,não é mais do que um manancial de estados de alma do antigamente.

 
Na 6:46 PM, Blogger rititi disse...

A ver se me se me entende: o que me fode é a choraminguice pequenina do não ter entrado, dos direitos adquiridos por não sei que estúpida concepção da realidade laboral.Se toda a gente sabe que não há trabalho, que as escolas estão a fechar e que sobram professores então para que insistir em que o Estado tem por cojone que arranjar emprego? Mas o Estado é alguma agência de emprego, ó caralho? A sério que me fode cada vez que vou a Portugal ver na televisão as putas das manifs de gente que acha que tem direito a ser empregada só por ter o estatuto de professor!
Já agora, não há escolas privadas? E explicações?
E isto vai concretamente para ti, caro Rui Pelejão, que eu não almoce não quer dizer que queira que toda a gente passe fome (aliás se almoço em 15 minutos é para chegar antes a casa onde me espera algo muito melhor que 10 colegas com cara de cu). Não desejo a escravatura para o povo, nem que às mulheres lhes arranquem o útero para produzirem mais e melhor, e aprecio que as empresas cotadas em bolsa tenham almoços sem caloriras (a sede do Santander em Madrid tem infantário). Oxalá que isso fosse o normal, mas não é. Como também não é a arrogância de gente que acha que tem mais direitos porque dá aulas às criancinhas.
Sim, eu sei que é triste estar sem trabalho, mas mais fodido é procurar emprego.

 
Na 7:01 PM, Blogger mnica ;* disse...

falta ética.
acho que a maioria das pessoas não gosta daquilo que faz - então vão à luta ou habituem-se a empenhar-se para melhorar o que fazem de forma a ser um desafio estimulante...

porra! eu tenho salários em atraso a perder de vista... recebo uns euritos para café e tabaco todas as semanas e sabem que mais - no dia em que deixar de fazer o que faço mudo de ramo - pois nunca mais serei feliz como aqui sou! tenho que ir ao médico? vai! tenho que ir dar banho ao cão? vai, desde que quando for preciso aqui esteja! trabalho muito com gabinetes criativos de camaras - demoram 3 meses a decidir a merda da cor da roupa da gaja que está ali ao canto e depois querem que a execução seja feita de hoje para ontem... mas eles à cinco dão de frosques... e onde se pendura a tela? foram ver o local? aha, pois... você veja...

se não há emprego a dar aulas no estado (que somos todos nós) azar! vão fazer algo que gostem noutra área! não podemos é nós andar a pagar salários a quem está agarrado a vagas que ainda se vão inventar de propósito só para acabar com a polémica...

 
Na 10:29 PM, Blogger Rita Maria disse...

E depois de verem como os outros têm a vida mais difícil ficavam remedeadinhos e felizes? Como um franciscano ou como um controleiro do pc com buracos nas meias?

Ali sentados a desejar também buracos nas meias ao vizinho do lado e precaridade e almoços sem tempo para mastigar?

 
Na 9:57 AM, Blogger Brinca na Areia disse...

aiiii RITITI DO CAREILLL

 
Na 12:57 PM, Blogger mnica ;* disse...

quem não tem cão caça com gato, mas faça pela vida sem esperar que lha cai no colo!

plagiando "Sim, eu sei que é triste estar sem trabalho, mas mais fodido é procurar emprego. "

Jinhos ;*

 
Na 2:14 PM, Blogger leo disse...

e já agora... sou licenciada em comunicação social, alguém alinha comigo para fazer uma manif a ver se o estado nos arranja um tacho na RTP ou na RDP? de preferência com horário zero, se há professores k têm, tb quero

 
Na 2:16 PM, Blogger Le-phabe disse...

O problema, segundo me parece, é que toda a gente se concede o direito de discutir/falar/criticar qualquer notícia relacionada com os professores sem na verdade, conhecer a fundo as questões em jogo. Concordo que não se podem colocar mais pessoas do que aquelas que são necessárias. As escolas não são lares de ajuda social. E é evidente que tirar um curso e preencher um formulário não dá, nunca deu, direito a um trabalho. E também é verdade que muitos docentes que nunca trabalharam continuam, anos depois, à espera que o estado lhes forneça um emprego. Contudo, também é verdade que existe uma qualquer má vontade, uma certa malícia na forma como alguns trabalhadores do privado encaram os trabalhadores do privado. Porque nunca assistí a uma polémica sobre a validade moral das manifs de trabalhadores quando a fábrica onde trabalham fecha ( seja o motivo válido ou não). E nunca ví nenhuma crítica ao facto de existirem muitos desempregados ( não docentes) que não mexem o cú para arranjarem emprego. Ou é de mim, ou isto é ligeiramente tendencioso. Começa a parecer-me que existe um qualquer trauma social do privado relativamente ao público. E já agora, aproveito para informar, que grande parte da polémica e das greves realizadas pelos professores se deveram a alterações no Estatuto. E fiquem sabendo que o governo queria penalizar os docentes por cada dia que tinham que faltar por estarem doentes ou ter uma consulta médica. E é que quando um professor tem uma aula, não pode adiá-la ou dá-la no dia seguinte. E ainda, queriam penalizar os professores por meterem licença de maternidade após terem um filho. Isto acontece no privado? Pois é evidente que há sitios onde acontece e sitios onde não acontece. Mas o sector público é o reflexo de uma política social que irá sempre reflectir-se do sector privado. O mal dos outros nunca me fez sorrir.
A atitude tipo: " Ai estás mal?! Eu estou muito, mas muito pior, por isso toma lá e não te queixes" parece-me sinal de pouca inteligência.

 
Na 11:26 PM, Blogger kiss me disse...

Já que as acusações são de falar sem estar por dentro do assunto, então eu vou falar estando por dentro. Tirei um curso de línguas na faculdade de letras do Porto e dei aulas no meu ano de estágio. Colocação no ano seguinte foi para o tecto, como seria de se esperar. Mas enquanto muitas das minhas colegas ficaram em casa a lamuriar-se de quão coitadinhas eram e de como as coisas estão mal neste país, eu fui atrás de trabalho, nunca fiquei sequer um mês sem trabalhar, sempre dentro do curso que tirei e hoje estou numa empresa líder nacional no ramo. E no privado como disse a rititi férias é brincadeira e patrões que esses sim, nos apagariam um cigarro nos olhos. Há que fazer pela vida e não ficar à espera que o Estado nos faça a papinha toda. Contra mim falo mas quem envereda pelo ensino hoje em dia já sabe onde se vai meter, tem pelo menos que estar preparado para procurar outras soluções. Também não estamos à espera que o Estado arranje emprego para os advogados ou economistas. Porque raio tem que ser obrigado a arranjar para os professores? Já não há paciência para lamúrias e coitadices enquanto os rabos estão alapados no sofá!

 
Na 11:58 AM, Blogger Le-phabe disse...

Ora bem. Penso que pelos vistos não me fiz entender muito bem.
Kiss me: primeiramente não entendo de que forma o facto de ter tirado um curso de linguas e nunca ter conseguido emprego no ensino faz com que " esteja por dentro" do assunto. Com certeza não se refere a estar por dentro da política e organização do sistema de ensino. Talvez se refira ao facto de ter tirado um curso que depois, não lhe proporcionou o trabalho que esperava, mas sabe? para isso servem grande parte dos cursos superiores, não apenas os de ensino. Como diz, arranjou trabalho noutra área. Fez o que, naturalmente, necessitava para sobreviver. Tão pouco é uma coisa assim extraordinária. Em todo o mundo milhões de pessoas têm empregos. E todas as referências constantes ao facto de no privado não existirem férias ( não é bem assim, pois não...) e de patrões muito maus que querem apagar cigarros nos olhos dos seus trabalhadores, todas estas afirmações que pelos vistos invalidam as lamúrias dos professores, são o quê? São lamúrias. São queixas. E sabe que mais, kiss me? Não tem que se queixar do seu emprego onde não tem férias porque em vários locais do mundo, nas "fábricas andorinha" das zonas de comércio livre os trabalhadores trabalham 15 horas por dia por um ordenado de 18 cêntimos em fábricas pouco seguras, dormem em camaratas minúsculas ocupadas por 20 pessoas, sofrem de assédio sexual e violência física, as mulheres são obrigadas a abortar e / ou tomar contraceptivos. Quando em Portugal, trabalharmos nestas condições, tão pouco nos devemos queixar. Porque ainda há pior! Na Àfrica do Sul as pessoas são mutiladas e quimadas vivas por terem demónios dentro dela.
Fica aqui um conselho para si Kiss me, um conselho parecido com o que dá a todos os professores: da p´roxima vez que for às urgências, gravemente doente, com bastantes dores e desconforto e tiver que esperar oito horas num corredor cheio de gente, for mal atendida por um médico exausto e sem paciência e a mandarem embora se ajudá-la, nesse caso mnha cara, não se queixe. Não se lamurie, não vá para a tv, não vá para os jornais, nem conte aos seus amigos. Lembre-se que muitas pessoas neste planeta não têm acesso a qualquer médico, quanto mais um serviço de urgências. Porque é assim, com este espírito resignado, conformado e no fundo, mesquinho, que as sociedades evoluem.

PS. Kiss me disse " e hoje estou numa empresa líder nacional desse ramo". Abstendo-me de comentar a pertinência da informação, dou-lhe os parabéns. Já viu do que se safou?

 
Na 2:23 PM, Blogger Rita disse...

Clap! clap! - de pé!

 
Na 2:16 AM, Blogger Buttafly disse...

Pobres os desventurados que não têm noção do que escrevem....

 
Na 10:16 AM, Blogger Range-o-dente disse...

http://range-o-dente.blogspot.com/2007/09/abandalhemos-rumo-ao-lucro.html

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http://range-o-dente.blogspot.com/2007/09/h-professores-mais-e-inteligncia-menos.html

e

http://range-o-dente.blogspot.com/2007/09/da-avestruz.html

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Na 11:06 AM, Blogger pj pardal disse...

Já que é para mandar umas "postas de pescada tipicamente portuguesas"...aqui vai disto:
eu andei numa escola no ensino superior onde se formavam professores de todo o tipo e mais algum, desde a “adorada educação física” até á “odiada matemática”....(não sou ninguém para dizer o que vou dizer)... mas durante o meu percurso escolar constatei que muita gente vai para o ensino não por vocação mas sim porque tem “enraizada” a ideia de que no ensino se arranja um emprego para o resto da vida, onde se tem 2 meses de férias no verão e uns quantos dias na páscoa e no natal.

Mas o que eu sempre disse a essas pessoas é que eles não tem noção da realidade em que vivem....pois lá fora o que há mais é professores....e eles deviam ter argumentos para se conseguirem adaptar a outras funções...fora do ensino...ou dentro do ensino mas numa vertente mais empresarial...ou social...do tipo: um centro de explicações, centro de ocupação de tempos livres, trabalho com idosos nos lares etc....( acho que não faltam opções, mas sim ideias e inteligência).

Claro que existem bons profissionais, inteligentes e com ideias....mas esses são poucos.....por exemplo na minha “terriola”...que só tem 12000 habitantes (o que equivale a uma bancada central num estádio), existe pelo menos uma Prof. de Inglês que só vive das explicações, existem uns 2 ou 3 centros de explicações....conheço uma gaja que é Prof. do ensino básico que trabalhou sempre...já esteve como administrativa numa clínica médica e era uma excelente profissional...
Por isso na minha mais humilde opinião...não existe falta de trabalho, pode existir falta de emprego...porque entre “trabalho” e “emprego” existem diferenças significativas. Lol

Por isso eu só posso concordar com a rititi....lol

O estado não tem a responsabilidade de arranjar emprego a ninguém....cada um tem que se safar...e mais nada!!!

 
Na 5:27 PM, Blogger Woman Once a Bird disse...

Enquanto membro dessa classe de ladrões, permito-me a tecer algumas considerações. Não interessará, por certo, acrescentar que ainda que o Estado não tenha que inventar contratos de trabalho para satisfazer a classe docente, tem obrigações a outros níveis. E já que foram evocados os impostos que pagamos (e eu também os pago, se calhar mais acertadamente que certos sectores privados) convém também se exigir o mínimo de qualidade no ensino que temos. Turmas com demasiados alunos não fomentam um ensino de qualidade; o aumento da componente lectiva também contribui para que aos docentes reste menos tempo de preparação efectiva dessa mesma componente, que exige efectivamente trabalho extenso e rigoroso. Isto, só para levantar um bocadinho o véu.
Existem tantos incompetentes na área da docência quanto em qualquer das outras áreas, até mesmo, pasme-se, nos privados. Choca-me que se considere que os direitos sociais que todos, repito, todos devem ter direito, sejam desdenhados porque alguns não o têm. Trabalha-se no sentido inverso: em vez de se procurar a generalização dos mesmos, prefere-se ressabiadamente que os atropelos éticos se estendam a todos. Parece-me escandalosamente mesquinho.
Quanto aos minutos dispensados para almoços e jantares, fins de semanas, ou greves (como é? de 3 em 3 semanas?), quem não trabalha na área que se pronuncie, que certamente percebe mais da problemática.

 
Na 1:06 PM, Blogger kiss me disse...

Quanto à ideia que muitos têm que vida de professor é facil, não é. Há SEMPRE trabalho. Há sempre aulas para preparar e testes para corrigir (isto se falarmos de um bom professor). Férias admito que têm mais, por mais reuniões que haja há sempre férias na Páscoa, Natal e Agosto inteiro. Mas depois há os miúdos que conseguem ser muito bons ou então muito mas muito maus. De maldade e não em termos de aprendizgem.

Quanto a si le-phabe, penso que não percebeu minimamente o meu comentário. O que eu quis dizer simples e unicamente (e sim eu percebo do assunto, porque já dei aulas e já concorri sem arranjar colocação como todos os profs que andam ai em manifestações) é que quem tira um curso para ser professor tem que estar preparado para procurar alternativas. Porque TODA a gente sabe que o ensino está mau, que não há saídas, que a vida de professor é andar anos à espera de colocação para depois ir parar 3 meses por ano a Freixo de Espada a Sintra e outros tantos a Alvito. E se mencionei que estou numa empresa líder nacional é só para mostrar que mesmo nós, professores sem colocação podemos arranjar empregos muito bons, ou pelo menos razoáveis, dentro do ramo do nosso curso (outra coisa que não percebeu no meu comentário...).

Quanto a ir a um hospital ou as fábricas de que falou, nem vou comentar porque parece-me completamente despropositado para o assunto. A única mensagem que tentei passar é que há que fazer pela vida. Tentar o privado, tentar alternativas. Não ficar para sempre a lamuriar-se de não conseguir colocação e esperar que a colocação lhes caia do céu.

Espero que desta vez, quem quer que tenha lido tenha ao menos percebido o que quero dizer...

 

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