Sábado, Março 08, 2008


(laço roubado ao João Vacas)

Em Portugal, os jonais "de referência" não acham importante o assassinato de um homem inocente, desprotegido, a mãos dos filhos da puta da ETA. As grande reportagens vão para meninas desaparecidas, marchas de grevistas, notícias da vida. Não temos nada a ver com isso, devem pensar os editores da imprensa nossa, trata-se de um problema local, de um acto de um grupo de ideólogos que também tem direito a manifestar a sua opinião, ai, ainda bem que nós nos livrámos dos cabrões dos espanhóis.
Deste lado da fronteira, se alguém quer saber, a dor é imensa. Já estamos fartos destes mercenários que sempre são protegidos pelos mesmos: pelo Partido Nacionalista Vasco,
pela esquerda que só condena quando há mortos no chão mas que é capaz de pactar em câmaras municipais em nome duma ideia idiota da República e da democracia, e pela a imprensa - como a portuguesas, sim - que até entende que a luta pela autodeterminação e a liberdade tem os seus custos. Eu vos direi quais são os custos: a liberdade de todos nós, a nosso direito a levantar a voz e a dizer que não, a capacidade de votar e decidir quem deve e não estar nos parlamentos. Em Espanha alguns assassinos (não lunáticos, não loucos, não simples filhos da puta) pretendem que vivamos todos calados. Matam, põem bombas, ameaçam com cartas, disparam pelas costas. Há quem nos jornais portugueses não ache isto importante. É a doce sabedoria do sopor.

4 Comentários:

Na 3:44 PM, Blogger Rita disse...

Ó Rita, desculpa lá, mas tanto no Público, como no DN, como até no Correio da Manhã a notícia do assassinato está na primeira página como segunda manchete. Em todos estes...

No DN podia estar mais puxado, porque tem as caras do Zapatero e do Rajoy, mas está lá...

 
Na 12:16 PM, Blogger rititi disse...

Rita,
Uma coisa são manchetes e outra aprofundar temas. Até sei ler.

 
Na 5:53 PM, Blogger Rita disse...

Ok, admito que possas ter razão na questão da forma como os textos foram feitos e isso podia levar a uma enorme discussão sobre forma e meios e investimento até.

Agora, acho que não se pode dizer que o assunto não mereceu importância. Estar na primeira página é dar-lhe importância. O DN, por exemplo, tinha um enviado especial. E isto é dar importância ao tema.

A manif era mais importante? A miúda que afinal está morta era mais importante? Eh, pá, tens 100 mil profs na rua. Na nossa rua. E a nossa rua, em jornalismo, normalmente vale mais do que a rua dos outros. Também é discutível... Claro, mas os gajos que vivem em Bagdad também não devem indignar-se menos quando 20 mortos dão origem a uma breve...

Por isso não penso que os editores se estivessem a cagar para o facto.

 
Na 11:44 AM, Blogger João Vacas disse...

Mi lazo es tu lazo.

 

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