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Rititi

Rititi

INÍCIO

  • 31 semanas tenho o quarto preparado o

    31 SEMANAS

    Tenho o quarto preparado, o carrinho do bebé, quilos de roupa azul claro e a pele, as unhas e o cabelo numa forma estupenda. Tenho livros de auto-ajuda para antes, durante e depois do parto, a casa limpa de ácaros e até tenho o puto matriculado, inscrito e prometido na creche do bairro. Tenho a família revolucionada e a minha mãe doida por ser avó e uma irmã com ataques de compra compulsiva nas lojas da roupinha mais bonita para a criança que todos esperam. E tenho um marido, amante mais que nunca, que se me abraça à barriga e a todo este meu corpo superlativo, imenso e cheio de vida interior e que me faz perder o equilíbrio e o centro de gravidade, mas que me orgulha de tão bonita que me sinto. E tenho também um medo que me acorda a meio da noite, uma espécie de cagufa da que ninguém me falou e que me obriga a perguntar-me se o farei bem e onde se compra o cabrão do livro de instruções, porque para tudo deveria haver manuais, até para saber onde se desliga, onde se tiram férias da maternidade ou se o amor materno-filial é automático como dizem. Porque uma coisa é estar grávida e outra muito mais fodida, ai, é ser mãe. Não posso ficar prenha mais um par de anos?


    Por Rititi @ 2008/04/21 | 21 comentários »

  • mim says:

    🙂 vai correr tudo bem!

  • Jonas says:

    Antes do parto é a cagufa, depois do parto é a culpa. Não há férias, nem pausas, nem há automatismos no amor.

    Mas é muita bom!

    E sim, como diz mim, vai correr tudo bem!

  • ga says:

    Rititi!
    gosto imenso de ler o teu blog, e aprecio a tua língua solta 😉
    Gostei de saber que te sentes linda, eu quando fiquei grávida achava-me maravilhosa e sentia-me muito feliz.O momento do parto também foi fácil, acho que tive muita sorte. O pós parto é que foi pior, porque normalmente ninguém fala…o menino(a), já tá cá fora…aí já não foi tão fácil… mas é importante relativizar as coisas e também relaxar um bocadinho. Os bébés são mais resistentes do que pensamos… um beijinho grande e espero que corra tudo bem. Com o teu humor, sei que vais vivenciar este momento "mágico" da melhor maneira 🙂
    Gabi

  • Simon says:

    Vais ver!Aí a deusa vai-te ajudar!Continua com blog ao menos, n t enjoes!http://santaeuphoria.blogspot.com/

  • SMS says:

    Que prosa maravilhosa, Rititi! Ser mãe é fodido, sim. Mas é mesmo bom. Vais ser atropelada por esse amor, vais ficar avassalada, e só vais voltar a amar assim quando tiveres outro filho. Quanto ao livro de instruções… prepara-te. Vais ter milhões de livros de instruções a dizerem: Faz assim, faz assado, e se fizesses antes cozido? E, o mais natural é acabares a desejar que se calem todos esses manuais. Porque, no fundo, as mães acabam sempre por descobrir a melhor solução. Beijos e… uma hora pequenina.

  • Cabra Expiatória says:

    Embora eu seja apenas a tia, posso te dizer que sou irmã de um pai práticó-babado que comprou um livro excelente que se chama, salvo erro, "Bebé – manual de instruções".

    É, realmente, tudo o que o nome indica. É assim uma espécie de guia para gajos (tipicamente) a dar para o "manual de montagem e manutenção do seu PC", com esquemas e setas e tudo e tudo… gosto particularmente da parte dos diagramas a explicar as saídas de som e linha de entrada de comandos do bebé…

    Mas, minha cara, temo dizer-te que, pela experiência que os meus olhos observam (e pela que causei aos meus pais…) sim, és capaz de estar correcta: ser mãe até poderia ser fodido… às vezes.. mas dizem que as alegrias compensam tudo.

    … De qualquer maneira, não há nada que não faças com estilo… E, pelo que vejo nas novas-mães, realmente a história do instinto é capaz de ter o seu peso. E aparece assim do nada!

    É preciso é fé.

    Bom. Já cumpri a minha função (indicar a existência real do dito manual), por isso vou me pôr na alheta…

    Boa sorte, Senhora Rititi!

    ***

    P.S.: adorei a do chazinho…. adorei…
    … a sério! Adorei!

  • Umbelina Pimenta says:

    Rititi, prepara-te para a angustia, para o medo total,quando te deres conta vais estar a confirmar se a criança está a respirar, vais duvidar da tua sanidade mental mas depois vai fica tudo bem e já não pensas muito no facto de seres Mãe, simplesmente o
    passas a ser.
    P.S. Não deixes que nenhuma maluca adepta do parto natural te convença,
    a epidural existe e é nossa amiga.

  • rititi says:

    Vejo, então, que é normal esta cagugazinha que me invade, não? Mas é que quanto mais se aproxima o dia mais terror me entra, do tipo: e se ele não gostar de mim? Como saberei o que precisa? E o que é pior: e se eu não gostar??? Serei má pessoa?
    Ai

  • Jonas says:

    ehehehehe, tenho uma má notícia. O terror, os medos, as inseguranças, são sempre a crescer. O meu já tem quase 10 anos, e embora não vá à cama dele de 10 em 10 minutos para ver se está a respirar, a ansiedade existe, aplicada a outros temas, mas está lá.

    Não vai saber do que é que ele precisa, vais aprender. Ao princípio é simples, ou é fralda, ou é fome, ou é sono. Vais por tentativa e erro, até começares a perceber o que é que significa cada tipo de choro. Se fores como eu, vais por tentativa/erro durante imenso tempo, que aquela coisa de distinguir o tipo de choro do bebé não é para todos, assim, depressa.

    Vais gostar de umas coisas mais e de umas coisas menos. É mesmo assim. E isso não faz de ti nem melhor nem pior pessoa, nem melhor nem pior mãe.

    E vais gostar dele, e ele de ti. E disso, tenho a certeza 🙂

    E, como diz ali em cima a umbelina pimenta, a epidural é nossa amiga, se puderes, não digas que não.

  • Álex says:

    cagufa do desconhecido há sempre e mais quando afecta um terceiro, pequenino, indefeso, confiante, mas…respira fundo, ouve q.b. os outros com experiência e dps faz como vos parecer a vocés os 2. Num instante vias estar a percebe-lo, inclusivé a identificar os diferentes choros… é bom ser mãe!

  • ana says:

    Eu sou a prova viva que o instinto maternal existe. Mudei a primeira fralda da minha vida, aos 32 anos, ao meu próprio filho. Podia cair o mundo e eu nunca acordava durante a noite, antes de parir.
    Agora já tenho dois e, modéstia à parte, tenho-me safado bem, se eu consegui tu também conseguirás.
    Boa desova.

    Ps. já pari com e sem epidural se volatasse a parir era com epidural concerteza.

  • vieira do mar says:

    Só (!) vim aqui dizer 4 coisas, querida:

    1) não, não é automático. E não te recrimines se o amor não for logo avassalador (nunca é, grande treta). A coisa vai vindo, em substituição do pânico inicial e do sentimento de responsabilidade que de repente sentimos por um novo ser vivo (esse sim, avassalador).

    2) exige epidural, MATA pela epidural. O contrário não recomendo.

    3) não subestimes os livros de ajuda – quando chegar ao terceiro ou quarto (hehe) já não precisarás deles para nada, mas para o primeiro dão jeito.

    4) se te sentires deprimida e triste, não penses que é normal e que vai passar e não disfarces: manda essa merda pra fora e pede ajuda a quem de direito. O pós-parto pode ser lixado, está tudo concentrado no bebé e ninguém nos liga nenhuma.

    Ah, e mais uma coisa: vai correr obviamente tudo bem, nem poderia ser de outra maneira, pelamordedeus! 🙂

  • Dejando huella says:

    Comigo nao foi automatico o amor pela minha filha.

    Eu nao tinha manual de instruçoes mas saiu tudo muito bem.

    Eu aprendo a ser mae todos os dias e ela aprende a ser filha.

    Cansa-me, irrita-me, fode-me os nervos.

    Nao levei epidural mas como nao doeu muito, nao guardo traumas.

    Manipula-me, usa-me, abusa-me.

    Mas beija-me, ama-me, lambuza-me.

    Esta semana leu sozinha pela primeira vez e eu chorei de orgulho.

    Os cabroes sao mesmo o melhor do mundo(mas as vezes apetecia-me da-la para adopçao, so uns dias, meses..)

  • Assessora Pipinha says:

    conselhos de quem já pariu duas e apadrinhou milhares de outras criaturas:

    1) corre com todas as interferências (que é como quem diz visitas) lá de casa até que sintas que estás preparada. não tenhas medo de ser mal educada com as pessoas (ah, espera, não há risco dessa inibição contigo)

    2) põe o teu parceiro a partilhar todas as tarefas desde o início

    3) assume que te vais fechar em casa durante o tempo que for preciso até te entenderes com o 'brinquedo' novo … não hás-de perder mto … a merda lá fora lá continuará imutável

    4) lambe a cria até mais não

    5) elege alguém a quem confies a cria uma noite de vez em quando para passeares, foderes ou dormires com d'antigamente

    6) e quando achares que vais morrer de cansaço, que não consegues mais, que é areia a mais pra tua camioneta, repete esta frase (em inglês qué pra parecer mais sofisticada) "it will be alright in the end. if it's not alright it's not the end."

    um beijinho e boa sorte

  • Carolina Julien e Sebastião says:

    Minha querida Rititi

    Primeiro que tudo um beijão enorme espero que esteja tudo bem
    então aqui vai os bebes nao tem manual de instruções é bem pena pois por vezes sentimo nos muito aflitas sem saber o que fazer por uma dor um choro diferente …..mas olha que é tão bom é muito normal temos muitas duvidas e uma cagufa do caraças plo menos falo por mim que no final andava em panico e olha só te digo uma coisa aproveita ao maximo todos os momentos pois o tempo VOA olha o meu sebastião faz segunda feira um ano o tempo voa

    um beijinho enorme para ti e para o Sr Pinheiro

  • Susana says:

    Bem, cá vai mais uma…opinião!
    Não foi automático o amor de mãe (eu) para o filho (ele)e fiquei a pensar q eu era anormalzinha, pois todas as mães me diziam q era instantâneo o amor incondicional…não foi mas, apareceu e cresceu com o dia a dia e hoje 2 anos e tal depois posso dizer q é mto mais q incondicional…é indescritivel!
    Qto à cagufa olha faz como eu cesariana planeada e com tudo o q pude controlar devidamente controlado, recomendo vivamente!
    beijocas

  • vieira do mar says:

    Não resisto a comentar: cesariana, planeada ou não, é sempre o último recurso. Não recomendo, mesmo quando tudo corre bem. É uma cirurgia, é perigosa (porque é cirurgia), é invasiva, rasgam-nos a barriga e ficamos com uma cicatriz, o pós parto é doloroso e o corpo demora mais a chegar à forma anterior (quando chega). É a preferida dos médicos porque é mais rápida e previsível, não há cá dilatações durante horas nem empurra daqui e puxa dacolá, é mais cara e implica mais consultas pós parto. Sem uma indicação médica muito forte nesse sentido, a cesariana é a pior opção, claro.

  • Jonas says:

    Pronto. Entramos na fase em que cada uma puxa a brasa à sua sardinha. A minha cesariana é melhor que o teu parto normal, e minha epidural é melhor que a tua acupuntura.

    Cara Rititi, esta coisa das mães é do piorio, e cada uma tem a sua opinião e a sua experiência.

    Em última análise, cagufa temos todas, com cesariana sem cesariana, com epidural sem epidural. Faça o que a fizer sentir-se melhor, use o seu senso comum e a sua intuição nas questões que não têm a ver com saúde. Nessas, escolha um médico que quem goste e em quem confie, e vá pelo que ele diz (mas faça muitas perguntas).

    (Mas concordo com a Vieira do Mar na questão da cesariana ser em último recurso. Pronto, não resisti).

  • O diabo está nos detalhes says:

    Ter um filho é o acontecimento mais fracturante que pensar se possa. Dito isto, há que confiar na intuição e seguir uma rota certa, por vezes insegura, por entre os escolhos (as pessoas que opinam e opinarão), os recifes (as inseguranças que sempre existirão) e as tempestades (a absoluta falta de tempo e de dormir) tendo por certo que não há nada que se lhe compare – para melhor.

  • Ana F. says:

    É muito normal aquilo por que estás a passar. Todas as que são mães passam e já passaram por isso.
    Mas, olha, deixa fluir.
    Se sentes cagufa, sentes cagufa, pronto! Fala sobre o que sentes, mesmo que te pareça estúpido…é importante falares sobre o que te angustia, acredita!
    Vai tudo correr bem!

  • Ana F. says:

    E concordo a 100% com o que diz a Vieira: a cesariana é um pau de dois bicos e só deve ser o último dos recursos.
    É bom escapar-se às dores do parto, mas o pós-parto é mais doloroso e a recuperação mais lenta.
    E a tua relação com o teu filho também dependerá, em parte, da forma como vives o puerpério.
    Só se o parto normal for de todo impossível (ou porque não dilatas, ou porque o bebé está mal posicionado para nascer bem), é que se deve recorrer à cesariana.

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