VIDA DE PRENHA: EU NÃO SOU MAMÃ DE NINGUÉM
"Mas o que me tira do sério e já me dá comichões alérgicas da impressão intra-uterina é que terceiros me tratem por mamã. “Olá, mamã” e a mim só me apetece sacar da kalashnikov que todas as grávidas deveríamos receber nas aulas de preparação para o parto e, já não digo armar-me em Lara Croft de sete meses e meio (aliás, a minha imagem em mini-calções de cabedal deixa muito a desejar a estas alturas do campeonato), mas pelo menos impor, de uma vez por todas, algum respeito. Mamã? e lá ficam esses seres com um ar do mais satisfeito, como se participassem activamente da minha gravidez e até da minha nova e alargada família, porque afinal esta parece ser a intenção última destes intrusos com pele de cordeiro, ser partícipes, dar palpites, armar-se, achar. Infelizmente, 99% dos casos de interferência é protagonizado por mulheres, a maior parte delas mães recentes ansiosas de partilhar com o mundo (e com a grávida mais próxima) experiências vitais como a obrigação de qualquer recém-parida de comprar um lençol especial para o berço que alerte da morte súbita do bebé. Quem não acha não é gente, deve ser um novo lema de vida destas mulheres, armadas em líderes de opinião, e que parecem ter um CD Rom de pedagogia, puericultura, ginecologia e educação infantil enfiados no cu." (ler o resto da crónica no PnetMulher)
"Mas o que me tira do sério e já me dá comichões alérgicas da impressão intra-uterina é que terceiros me tratem por mamã. “Olá, mamã” e a mim só me apetece sacar da kalashnikov que todas as grávidas deveríamos receber nas aulas de preparação para o parto e, já não digo armar-me em Lara Croft de sete meses e meio (aliás, a minha imagem em mini-calções de cabedal deixa muito a desejar a estas alturas do campeonato), mas pelo menos impor, de uma vez por todas, algum respeito. Mamã? e lá ficam esses seres com um ar do mais satisfeito, como se participassem activamente da minha gravidez e até da minha nova e alargada família, porque afinal esta parece ser a intenção última destes intrusos com pele de cordeiro, ser partícipes, dar palpites, armar-se, achar. Infelizmente, 99% dos casos de interferência é protagonizado por mulheres, a maior parte delas mães recentes ansiosas de partilhar com o mundo (e com a grávida mais próxima) experiências vitais como a obrigação de qualquer recém-parida de comprar um lençol especial para o berço que alerte da morte súbita do bebé. Quem não acha não é gente, deve ser um novo lema de vida destas mulheres, armadas em líderes de opinião, e que parecem ter um CD Rom de pedagogia, puericultura, ginecologia e educação infantil enfiados no cu." (ler o resto da crónica no PnetMulher)
Etiquetas: PNET MULHER, VIDA DE PRENHA

7 Comentários:
eu sempre tratei as amigas grávidas por "barriguda", mas podes crer que a partir do momento que atires esse parasita cá para fora serás "a mãe".
Aliás, esquece o Rititi, podes já mudar o BI para "mãe". ;)
A morgy tem razão, somos "mãe" em todo o lado. Mas quando estive grávida, o que mais confusão me fazia era o poder de atracção da minha barriga. Não havia alminha que não avançasse para mim, de mão estendida para me tocar na barriga.
Durante uns tempos devolvi o gesto, e tocava na barriga dos meus interlocutores, mas depois chateei-me e resolvia o assunto de outra forma (menos educada ainda, não dá para descrever aqui :)
WWW.MOTORATASDEMARTE.BLOGSPOT.COM
Rititi realmente isso de uma pessoa parir e perder o nome é mto chato! Especialmente qd se tem um nome tão bonito cm o de Rita (hihihi)! Mas venho aqui explicar uma das razões porque isso acontece nos jardins de infância (visto eu trabablhar num porque sou animadora).
É que vejamos eu tenho que saber o nome de 75 putos e isso já me deixa meio baralhada, imagine-se só eu ter que começar a decorar o nome das mães, pais, avós, tios, tias e restante família que faz o favor de ir buscar os rebentos! Não fazia mais nd da minha vida! Assim resolve-se a coisa com um "olá mamã" e lindo sorriso nos lábios, é um bocado impessoal, mas desenrasca, não é? :) Temos que ser práticas!
Tb acho que há muita mulher que estupidifica qd páre um rebento. Por amor da santa se sentires que isso te possa estar a acontecer, senta-te numa cadeira e espera que isso passe, ok? lol (mas tenho a certeza que não vai ser preciso).
Beijocas e muitos sorrisos e "hum, hum" na hora em que começarem essas conversas de parição (acho que assim vão terminar num instante).
Vêem-nos de barriga e sentem-se todos (o zé da esquina, a senhora que se senta ao lado no metro, a prima da amiga) com autoridade para mandar bitaites... um dos poucos "avisos" que dei a amigas minhas gravidas foi precisamente esse, cuidado com o excesso de informação... é terrivelmente chato!
Coragem =)
Porque hay que tenerlos mesmo grávida.
Sim, é verdade!!!
E não passa com o segundo filho!
Também digo o mesmo da Jonas: é algo que me põe os nervos em franja, qualquer um dar-se ares de poder tocar na minha barriga para sentir o bebé mexer!
Mas, prepara-te! Depois do rebento nascer, a coisa tende a piorar! Depois, tu, cansada e a pedir que te dêem atenção e te ajudem, passas para segundo plano, pois o bebé é o centro de tudo! Ficas com a sensação que foste uma mera parideira!
E depois toda a gente quer pegar no miúdo, o que é chato, porque não percebem (nem querem perceber) que isso chateia o puto e deixa-o nervoso - o que é uma merda na hora de ele dormir (ele não concilia o sono), porque depois, quem se lixa, mais uma vez, ÉS TU! E dizer o que quer que seja para protegeres o teu bebé és logo vista como uma picuínhas, uma desmancha-prazeres...
Mas que tens de ter pulso forte, lá isso tens! Para além de teres de cuidar do teu bebé, ainda tens de "pôr ordem na barraca!".
Enviar um comentário
<< Home