sim eu tambem tenho tempo para ler
SIM, EU TAMBÉM TENHO TEMPO PARA LER

Por Rititi @ 2008/09/30 | 1 Comentário »
mais mamas mujer barbuda de jose de
MAIS MAMAS

Mujer barbuda de José de Ribera, el Españoleto (1631)
- Cada um sabe de si, pela Sofia Viera.
- Oferecê-las de bandeja ao meu gajo pela Gata Christie.
- Mamadas, pela Shyznogud
- O bem do bebé, pela Sara
Por Rititi @ 2008/09/26 | 5 comentários »
premio vai ao cu ti liga do leite
Por Rititi @ 2008/09/23 | 56 comentários »
de volta ao mundo dos adultos o jovem
DE VOLTA AO MUNDO DOS ADULTOS
Por Rititi @ 2008/09/21 | 3 comentários »
este nao e um baby blog pronto e mais
Pronto, é mais ou menos isso.
Por Rititi @ 2008/09/18 | 3 comentários »
outros dialogos possiveis kiti manver

Kiti Manver, para Los Abrazos Rotos, o novo filme de Almodovar
© PAOLA ARDIZZONI y EMILIO PEREDA.
Kity Manver: Alô, Charles?
Charles: ….
Kity Manver: Sim, Charles, preciso que me localizes a Rititi.
Charles: ….
Kity Manver: Não me interessa, Charles, se estás a partir as pernas ao meu décimo quinto marido por falta de esforço no leito marital. Deixa tudo e encontra-me a Rititi.
Charles: ….
Kity Manver: Como que a Rititi está fora de onda?
Charles: ….
Kity Manver: Dedicada a dar o peito ao filho?
Charles: ….
Kity Manver: Então e este ano não vai à passarela Cibeles? E que acha da Sarah Palin? E da estúpida da Letizia? E do caso Mariluz? E da suposta paternidade de Aznar? A Rititi, com tudo o que ela foi para intelectualidade portuguesa, não tem nada a dizer?
Charles: ….
Kity Manver: Então guarda-lhe a mama, que o mundo não pode estar sem ela!
Charles: ….
Kity Manver: Entendo. O hormônio é fodido. Ainda bem que já falta pouco para o biberão. Cristo, que cruz isto da mama. E ainda falam da liberação da mulher. O caralhinho, é o que é.
Por Rititi @ 2008/09/15 | 6 comentários »
o filho da mae ha muito cliche por
Há muito cliché por desmontar no mundo da literatura actual, sobretudo quando toca a chamada «escrita feminina«. E falo porque sofro nas carnes o mito de ser a viva imagem da mulher moderna, desinibida e sem complexos que tecla o que lhe sai da alma durante a noite, apoiada unicamente no fumo do SG Ventil e um copo de gin tónico. Tudo mentira. A cronista verdadeiramente progressista, desbragada e valente não é a que escreve sobre sexo, drogas e música clássica, mas sim aquela que se atreve com o tema inominável, mais sagrado que o mistério da virgindade de Nossa Senhora ou o segredo do cabelo de Fátima Felgueiras: a sogra. Eu, como devem ter reparado, não passo de mais uma cronista conservadora, engraçada mas medrosa, daquelas que até poderiam mudar as mentalidades interplanetárias, mas a quem a vida e as suas circunstâncias coartam. No meu caso a circunstância chama-se marido, o filho da minha sogra. Aqui fica então: a minha sogra é uma santa. Ponto final.
Não se deixem enganar; todos os textos que encontrarem publicados na imprensa nacional e estrangeira sobre A Sogra foram, são e serão escritos por vingativas divorciadas, solteiras empedernidas, mentirosas compulsivas ou mulheres que escondem as letras baixo um total anonimato. Porque mulher que preza o que tem em casa não se atreve a ridiculizar, satirizar ou desdenhar em palavras impressas a senhora que melhor cozinha do Universo, a virtuosa da agulha e o dedal, o ícone da pureza, bondade e candidez. Isso só se faz com as amigas mais íntimas e às escondidas de madrugada num bar sob os efeitos do álcool, o grande libertador das línguas castradas. Mãe só há uma, a dele e mais nenhuma, nem que seja uma bisbilhoteira insuportável, agarradinha aos ansiolíticos ou o cadáver putrefacto e hediondo de «Psycho». Entre o homem e a mãe dele aconselham a sabedoria popular e avós a não meter a colher, a orelha e as horas de productividade laboral. A relação do «filho-ele» com a mulher que o trouxe a este mundo cão e traidor só pode ser analisada desde a perspectiva do misticismo cristão, e nós, as esposas, namoradas ou amantes, devemos admitir que entre esses dois seres existe uma comunicação oculta ao melhor estilo de San Juan de la Cruz com o Altíssimo, sendo que a divindade neste caso é a mãe, a fonte inesgotável de vida, sapiência, a causa primeira e o fim de todas las coisas.
Tony Soprano, o gangster mais deprimido da ficção por cabo, além de assassino implacável e moralmente corrupto também era um filho da mãe, mais concretamente de uma viúva dona das suas manias, chata como a potassa, intriguista e carente. Nada de novo no frente familiar, dirão. O que diferencia Livia Soprano de qualquer mãe de vizinho é o total desprezo pelos rebentos, o nojo físico que os filhos lhe provocam. «As crianças são animais, não muito diferentes dos cães». E para combater a inevitabilidade de vir a morrer sozinha num lar da terceira idade alcatifado e com aquecimento central, Livia não recorreu à chantagem emocional, a arma implacável das senhoras desocupadas – bastou-lhe com arquitectar o assassinato de Tony, o herdeiro macho do império mafioso de Nova Jérsei. Deixou o filho de a amar incondicionalmente, apesar da terrível verdade de saber que nunca foi querido? Acaso a velha passou fome, frio, foi obrigada a pedir à porta da igreja ou assistir como público ao Dia das Avós com o Manuel Luis Goucha na TVI? Morreu feliz, quentinha na cama. E Tony chorou-lhe.
As mulheres temos uma relação esquizóide, mas realista, com as nossas mães. São elas o alvo dos terrores uterinos, o espelho do que seremos com a passagem dos anos e das rugas, o resumo da história da nossa vida. Não há fantasia possível na ligação com a mulher a quem devemos a vida e as contas do telefone: somos incapazes de as idololatrar sem sentir uma inveja infantilmente insana enquanto dormimos; sabemos que queremos ser como elas, mas sem as neuroses, as crises de meia-idade e o degenerar das ancas. A certeza da evolução do corpo e os genes partilhados fazem que as amemos sem mais histeria que a visita surpresa quando a casa não foi arrumada (conforme os gostos delas, pois não). Infelizmente os homens não têm ovários. Não telefonam à mãe do emprego com o digníssimo propósito de entregar o relatório diário sobre o jantar, a telenovela e as intrigas conjugais; estão incapacitados para o desfrute da fofoca e o mal-dizer na cozinha; desconhecem os prazeres da desaprovação feminina. Os gajos gostam da mãe porque sim. E isso é doentio. E perigoso.
Só há uma saída para as que pretendem a perdurabilidade no ajuntamento livre de dois adultos: a falta de interesse por esse estranho caso de amor sem reservas ou porquês. Desentendam-se, mulheres, desliguem, partam para outra. Mesmo custando, finjam que não é inconcebível que um homem maduro que se comunica unicamente com a mãe à base de monossílabos e uma vez cada dois meses sinta por ela uma veneração absoluta com vinte e quatro horas de bateria e o GPS sempre ligado aos melhores satélites do mundo. Sogra? Eu cá não escrevo disso! Só se for da dele, que é absolutamente fabulosa e nunca chateia!
( crónica publicada no suplemento DNa, em Outubro de 2005)
Por Rititi @ 2008/09/09 | 8 comentários »
post para sexendaciti adictos depois
Post para sexendaciti-adictos
Por Rititi @ 2008/09/05 | 1 Comentário »
manel trata bem do teu nome manel
MANEL
Trata bem do teu nome, Manel, porque nele estão escondidas as histórias de todos os outros Manéis que te compõem mesmo sem tu saberes, de Manéis anteriores mas importantes e antigos, que foram à guerra e cruzaram oceanos para voltar atrás, Manéis que se enamoraram cantando nas ceifas, de ontem, de um passado a preto e branco, que perduram em molduras velhas, de Manéis de hoje, generosos e optimistas, orgulho fraterno e vontade de abraços, e até de Manéis que não foram nunca, que ficaram pelo caminho antes de ser. Tem o teu nome, Manel, a importância dos que estão chamados a ser eternos, porque nele está guardado o eco dos heróis da nossa família, lendas na maioria, mas lendas nossas, que se vão passando como tesouros à hora da sobremesa, relíquias de copo vazio e cinzeiro cheio. Lembra-te que a nós não nos interessam contos inúteis, mas sim saber da razão das coisas, dos nomes que nos compõem, tão importantes como as ossadas que nos sustentam. O teu nome, Manel, é exclusivo, único, mesmo que se vá repetindo de geração em geração, como a estrofe de uma canção nossa que todos devemos aprender para não morrer sem saber o que somos, de onde viemos, o que queremos que digam de nós. Manel, que inveja têm os outros do teu nome e dos amores que representam. Não deixes, Manel, de saber de nós quando fores grande e importante, não permitas que a vida te afaste do que és, da herança do teu nome, da raiz do que cada um de nós é feito. Não tenhas medo das tuas moléculas, que não te assustem as sendas do teu genoma, filho, porque delas aprenderás a corrigir-te, a corrigir-nos a todos que te antecedemos, a corrigir os erros de todos os Manéis, que como tu, vieram para ser recordados, para pertencer à galeria dos imortais, para ser amados sem tempo.
Por Rititi @ 2008/09/03 | 4 comentários »


