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Rititi

Rititi

INÍCIO

  • premio vai ao cu ti liga do leite

    PREMIO VAI AO CU A TI: A LIGA DO LEITE MATERNO
    E então lá foi a jovem Rititi-Leiteira, a das mamas cheias de vida e paparoca, à farmácia comprar um biberão, peça fundamental para a Operação Desmame que tanta falta está a fazer à minha saúde mental, física e conjugal. Por favor era um biberão, e ela, a farmacêutica, que para quê, que se o meu leite não era bom, e se o é, porquê privar o criaturo desse manjar de vida eterna, e que não me vendia não senhora, que até aos seis meses não voltasse, chau e um queijo da serra, sua mãe desnaturada, sua vaca dumcaralho, vai mazé desmamar para outra freguesia e que raio de mania destas gajas de agora, egoístas de merda, fora, fora, que te parta um raio. E assim fiquei eu, com cara de parva, à porta da farmácia, banhada em lágrimas, a sentir-me uma genocida do leite artificial, capaz de dar lexívia ao meu filho com tal de me voltar a drogar, porque é para isso que quero deixar de dar a mama, para ser uma drogoindependente, uma louca da noite, uma vividora sem complexos... Mas quéstamerda!? Que fundamentalismo leiteiro é este? E quem são estas gajas, pediatras e farmacêunticas, flipadas da maternidade para acharem que têm algum direito sobre as que decidimos seguir em frente? Sim, o leitinho é muto bom, e faz muito bem, mas também seria perfeito se vivêssemos todos no campo, sem contaminação, maus nas ruas, merda na televisão e sapatos que fazem doer os pés. Chega um momento em que a vida deve, tem que continuar. Mas não para estas piradas da mama, para quem o papel da mãe passa por um servilismo absoluto, uma dedicação doentiamente exclusiva à criança, a quem se tem que alimentar só com leite da mama, e as vezes que ela pedir, sem horários, a qualquer momento do dia e da noite, e se tu não dormes, fodes-te. Esquecem-se estas psicopatas que para que o meu filho esteja bem, eu tenho que estar melhor, e para isso tenho que me sentir independente, adulta, sexy, trabalhadora e sobretudo, descansada. Como se não fosse suficiente com ser mães primorosas, magras, divertidas, sociáveis, modernas e inteligentes, junta-se agora a estas exigências externas ser escrava da mama, do filho, do parece bem, como se o leite artificial fosse ácido sulfúrico e o puto ficasse traumatizado por começar a ser alimentado pelo pai. Tive que respirar dez vezes, fumar um cigarro, desejar um chiribiti e meia garrafa de uísque para voltar atrás, entrar na farmácia e pedir, de novo, um biberão, se faz o favor, e já agora, uma lata de leitinho desse de mentira, que me vai trazer a minha vida de volta. Obrigada e vá para o caralho.
    Adenda ao tema da mama: o post da Sofia no Controversa Maresia


    Por Rititi @ 2008/09/23 | 56 comentários »

  • princesinha urbana says:

    Ainda não tenho filhos, mas conto tê-los em breve e, tal como tu, não estou para ser escrava de nada. Já basta do trabalhinho que me dá o sustento e que não pode ser de outra maneira. Quanto ao mais, haja bom senso! És mãe, não és escrava da maternidade.

  • Jonas says:

    Há um meio termo, que nos permite ter o melhor de dois mundos (e é mais barato).

    Use-se o biberon, sim senhora, mas o nosso leite. Eu fiz isso (enquanto o meu leite durou e não foi tanto tempo quanto o que eu desejaria).

    Aquela coisa da bomba de tirar leite funciona mesmo. Tira-se o leite, congela-se, e pronto.

    Desmama-se a criança (e a mãe), sem os complexos de culpa. O filho fica bem, a mãe também.

  • Isa says:

    :-D és a maior!
    "Obrigada e vá pró caralho", ora aí está.
    Cabras de merda a julgar a vida alheia. pqp pá, nem sequer tens de te justificar olha a porra!
    Bjs

  • vieira do mar says:

    Jonas: o filho fica bem mesmo sem o leite da mãe. Hoje em dia (e caso não se viva na China) os leites em pó têm todos os componentes e mais alguns para que o bebé cresça muito bem. Tirar o leite com a bomba pode ser uma grande chatice, susceptível de diminuir consideravelmente a qualidade de vida de todos os envolvidos – uma mãe irritada, sem tempo para ela nem para os outros (que não o bebé), que passa metade do dia a espremer as maminhas de forma violenta, pode não ser uma mãe feliz – e isso nota-se (o bebé, pelo menos, nota). Quanto a mim, não há que ter complexos de culpa de nada
    - nem sequer se se optou por nunca amamentar, logo desde o início. Parece-me que é mais isto.

  • rititi says:

    Jonas, o auto-ordenho nao é soluçao, porque fica-se na mesma como a lesma.
    Que cada uma faça o que quer com a mama!

  • Jonas says:

    Vieira (bons olhos te vejam). Eu sou especialista em culpa materna :)
    Obviamente que em última análise, a escolha é da mãe, e aquilo com que a mãe se sinta confortável, é que vale. Mas, pelo post, achei que a Rititi (que não conheço, mas tenho pena;) neste período hormonalmente fértil se deixou abalar em demasia, por causa de um comentário de uma palerma qualquer. Achei (se calhar foi erro meu), que o abalo não se deveria só ao comentário, mas a qualquer outra coisa que já lá estava, e que apenas precisava de uma desculpa para emergir. A Rititi, desempoeirada, que eu conheço não teria saído da farmácia muda e queda, teria optado de imediato pelo "dê-me o biberon, obrigada e vá para o caralho" :)

    Eu bem que espremi as minhas mamas que teimavam em não querer ser espremidas, sacanas. Dei leite de substituição ao meu desde os 3 meses. Fez 10 anos no mês passado, está fino e recomenda-se :)

  • Jonas says:

    Rititi, auto-ordenho é uma imagem tão Rititiana que até doi :)

  • VDA says:

    Tenho dois miudos. Tive pouquissimo leite, nenhum mamou mais de mês e meio e não tive pena nenhuma.
    Um com 2 anos e meio outro com 11 meses, são moços saudáveis que NUNCA se constiparam, apenas tiveram uma tosse outro dia.
    No primeiro não havia leite, nem ele tinha jeito para mamar. Cheguei a ter 3 enfermeiras estupidas na maternidade a apertarem-me a mama e uma ainda disse que eu não me estava a esforçar (isto é traumático e só não digo asneiras porque é a primeira vez que aqui comento!). O segundo deu-se bem com o mamilo mas o leite acabou depressa.
    O meu médico diz que o Premium da Nestlé é do best!

    Já agora: Rititi, gosto muito de te ler!

  • Joana says:

    Brilhante!

    Parabéns pelo blog!
    E obrigada por me fazeres rir…

  • Miss Pu says:

    Oh rititi és a MÁIOR!

  • me says:

    muito bom, muito bom mesmo Rita!! e vivam as maes e os putos saudàveis a valer e com a cuca legal.
    beijos para ti e para o pequeno-prìncipe.

  • maria joana says:

    Não percebo esta paranoia agora de se ter de amamentar os filhos até à faculdade. Quando eu nasci a minha mãe não teve leite para me dar e ó pra mim saudavel e bonita fruto do leite em pó. No fundo eu acho que esta ideia da mama obrigatória é para as mães se sentirem anda mais insubstituiveis na vida dos filhos. Já o são não é preciso serem mártires. Um dia que eu tenha filhos farei exactamente o mesmo. Parabéns pelo blog e pela sanidade mental.

  • a says:

    Olá
    Gosto de acompanhar o teu espaço e aprecio o sentido de humor com que aqui escreves mas, ainda que tenha gostado do post enquanto crónica, discordo no essencial. Amamentar um filho 6 meses não é amamentá-lo até à universidade (como o comentário anterior sugere) é tentar fazer o máximo por protegê-lo. E não, o leite artificial não tem tudo o que um leite materno (saudável) proporciona ao bebé. É claro que os bebés criados a leite artifical não estão destinados a coitadinhos, mas se houver opção, 6meses não me parece escravidão.
    Crianças de 2 anos a usar as mamas da mãe como chuchas isso sim me parece ridículo…

    Quanto ao interrogatório na Farmácia… sem comentários. Informação sim, mas no final cada um sabe de si.

  • Ck in UK says:

    Rititi, isso foi no alentejo ou em madrid????

    Anyway, ja postei sobre isso umas vezes e eu nao tenho filhos. Infelizmente conheco algumas fundamentalistas neste assunto. Ja eu acho q as minhas sao puramente esteticas e nao alimenticias… Tanto eu como o meu gaijo nunca mamamos e tamos na maior….. Cada um na sua onda.

    Boa sorte no desmame e nao deixes que nenhuma cabra ou cabrao te faca sentir culpada. que vao la mandar nas mamas delas….nas minhas mando eu!

  • Rita says:

    Rititi, na mouche! :)

  • Honey White says:

    Olé! Nem mais! Rai's partam as fundamentalistas… Eu escrevia no Livro Amarelo, palavra! A parvalhona…

  • Cláudia Morais says:

    Adorei, adorei, adorei!

  • Sandra says:

    Só tenho isto a dizer: Ah ganda filho da Mãe!

    O piqueno vai ter a sorte de ser criado por uma mãe de bem com a vida e de mal com os juízes da moral alheia (nem isso, caramba!) – juízes da vida alheia!

    Vá… ide e tratai de ser feliz!
    E erga-se um copo à Rititi pelo seu amor despudorado aos prazeres da vida (Mr.Pinheiro, Manel, chiribitis, cerveja fresquinha, petiscadas e a-um-botão-de-caber-nas-calças-de-ganga-pré-maternidade!)

  • uma continental em Londres says:

    desmame… biberao… espera ate comecar a comer- aih mama volta q estas perdoada!- tens q levar a sopinha, a papinha, as bolachinhas de arroz, a frutinha, a aguazinha, os "filouzinhos" e claro esta o LEITE ie, po+ agua e tentar misturar tudo nas mais bizarras circunstancias…e nessa altura teras a brigada dos AI-JESUS que tem q ser "tudo feito em casa, com produtos biologicos e de origem devidamente controlada"… So a conveniencia da mama justifica o querer prolongar ate aos 6 meses!!!!

  • rititi says:

    Ana, cada um que dê a mama até quando lhe apetecer, a sério. Mas eu já nao quero mais (por temas meus, profissionais, pessoais, de índole interna). Seis meses é bom? E um ano também deve ser. A OMS até diz que se devem amamentar até aos dois anos, imagina!!
    Cada um sabe de si, e o que eu nao aceito é culpabilizaçoes e juizos de valor.
    Beijos a todos e, repeat after me, A MAMA É MINHA, A MAMA É MINHA, A MAMA É MINHA!!!

  • Inês says:

    Cada um é livre de fazer o que quer. E de ter a sua opinião.
    Eu dei quando comecei a trabalhar continuei a dar de mamar. E não, não passava metade do dia a tirar leite, nem arruinei o meu casamento.
    Além das vantagens do leite materno (que não vou aqui mencionar) para mim o mais importante era aquele vínculo especial que me unia ao bébé naqueles momentos. Acabava por compensar tudo o resto.

    E não me considero uma "pirada da mama", nem fundamentalista. Percebo perfeitamente, as mães que optam por parar de amamentar logo nos primeiros meses. Há muitas outras forma de mostrar o afecto por um filho.

  • isabel says:

    Rititi

    estou contigo, eu por mim dei mama até aos 5 ou 6 meses (X3 filhos) e odiei cada vez que o fiz, embora lhe reconheça muitas vantagens, e fiz um grande uff quando aquilo acabou. na verdade sempre fui muito má mãe, aos 3 meses estava farta e refarta de estar em casa a olhar para o piquiriqui pequenino e a limpar borradas e a ver os outros na vida, mas vejo com alegria os meus filhos a crescerem felizes e até teria tido mais filhos. é verdade para os filhos estarem bem é preciso que a mãe também o esteja.

    felicidades para os 3

  • Rita says:

    Bem, isso da gaja da farmácia se recusar a vender um biberon é ridículo. Não é ela que tem de decidir. Mas ridículo também é dizer que o leite artificial é igual ao leite materno. Não é. Ponto. Não temos de ser escravas dos filhos mas também me parece que não temos de os sujeitar às outras escravidões que queremos ter. A conta peso e medida aqui, como em tudo, parece-me fundamental.

    E olha, choca-me muito mais ouvir não sei quantas gajas a dizerem que não dão de mamar porque não querem «estragar» as mamas do que aquelas que dão de mamar até os putos terem um ano.

    Agora não venham é com desculpas de independência e mais não sei o quê, porque dar de mamar até aos seis meses, um ano ou dois ou o que quiserem não tem rigorosamente nada a ver com ser-se ou não mais independente, urbana e sexy. Tem a ver com uma escolha. Impô-la aos outros não me parece bem, como não me parece bem desdenhar quem a faz.

    Há um facto inegável: as crianças que são amamentadas ficam muito mais protegidas que as outras.

    E daí que ache incrível ouvir não sei quantas pessoas a dizer que gastaram fortunas a recolher o sangue do cordão umbilical – porque querem acima de tudo proteger os filhos, o que eu acho muito bem – mas que depois não pensam nem por um momento em amamentar a criança, sabendo que isso lhe pode trazer defesas fundamentais para o resto da vida deles. Porque gastar mil euros não custa nada e dar de mamar é um inferno?

    Eu dei de mamar até aos cinco meses, altura em que o miúdo descobriu a maravilha do biberon e o trabalho não o permitiu. Fiquei triste e depois gostei da independência que isso me deu.

    As mamas estão óptimas e recomendam-se. O piolho também.

  • S. says:

    Sempre me enervaram essas Guardiãs da Mama alheia, como se lhes dissesse respeito como alimento o meu filho.
    Perante essa recusa, ter-lhe-ia pedido o livro de reclamações. Sem hesitação.

  • gata says:

    Eu estou com a Rititi. Amamentar é bom para o bebé e tal mas aos quatro meses já é tempo de mostrar ao pirralho as maravilhas do biberon. Isso faz de nós más mães? A mim parece-me que vamos estar mais felizes e bem dispostas e assim poderemos compensar a falta da mama com brincadeira, carinho e atenção. Se há quem consiga trabalhar, amamentar, dormir e ser feliz, tudo ao mesmo tempo, até o puto ter um ano, pois que faça bom proveito. Nós, as más mães, vamos aproveitar para deixar o puto com o pai por um bocadinho para ir até ali beber um copo.

  • VDA says:

    Ainda sobre o tema lembrei-me de uma história:
    A minha prima deu de mamar ao mais novo até aos 5 ANOS (não é faculdade, mas é quase 1.º ciclo)!!! Ela não conseguia parar porque o pequeno tirano não deixava… Ela deixou-o na casa da mãe e ele fez greve de fome (juro) e 2 dias depois teve que ir buscá-lo, ela pôs pimenta no mamilo e o pequeno tirano provou, levantou-se, foi buscar uma toalhita, limpou e mamou!!!
    Foi terrível, ela ficou muito, muito magra.

    Bjs

  • Rita says:

    Gata: más mães? Os juízos de valor que eu vejo por aqui são bem ao contrário. Parece que quem dá de mamar mais tempo (ainda não percebi qual é o limite urbano da coisa) é que é uma parola-saloia-atrasada-sem-cultura-fanática-sem amor próprio. Essa tua argumentação é ridícula. Parece que estás a falar de uma vida inteira em que tens de escolher entre dar de mamar e ir para os copos. E olha, sim, correndo o risco de ser apelidada de mamo-fundamentalista ou raio que parta acho que é de uma grande idiotice deixar de dar de mamar para ir para os copos. Acho que os bebés merecem um pouco mais do que isso.

  • Cristina says:

    É por essas e por outras que eu adoro a pediatra dos meus filhos (mãe de 4 filhos)que sempre me disse, o importante é eu ter a consciência de que dei o meu melhor e para não ficar a pensar se ele irá gostar mais de mim ou ser mais inteligente por ser amamentado até… sei lá à primária…
    O meu filho mais velho tem 3 anos, mamou 15 dias, é uma criança super saudável que tomou o primeiro antibiótico com 2 anos e meio, é obra!!! O segundo tem 5 meses, foi amamentado durante 2 meses estou para ver o que me espera.
    Cada vez me convenço mais que quando uma criança tem de ser saudável é-o com leite materno ou com leite em pó, não me lixem! Conheço tantos casos de crianças que são amamentadas até tarde e que passam a vida no pediatra, ora sái uma otite, ora saí uma amigdalite, e outras ites que não vale a pena inumerar.
    Então a criancinha não é amamentada?? Como é que isso acontece?? Acontece porque todas as crianças com ou sem leite materno têm as defesas da mãe até aos seis meses, a partir daí é o corpo delas que manda.

  • rititi says:

    Rita, os bebés merecem que as maes deles sejam felizes. E esta onda de armar-se em sacrificadas em nome dos filhos, ola, mas nao vai comigo. A vida é tantas vezes complexa, triste, chata, difícil, sabes, que o importante é ter priooridades bem claras. Sem complexos. Porque cada uma sabe se si e da educaçao que lhe quer dar aos filhos.

  • Rita says:

    Rita: nem mais nem menos. Parece-me óbvio que uma mãe infeliz é muito pior do que um biberão de leite artificial. Nunca sequer pus isso em causa, inclusivamente acho que a atitude da mulher da farmácia é absurda e ela não merece menos do que o verdadeiro vá para o caralho.
    Agora, que me choca também o fundamentalismo oposto, ai isso choca.
    Como se amamentar ou dar leite artificial fosse a mesma coisa – sabemos que não é. Mas inquieta-me que tanta gente ache que isso é um sacrifício (acredito que seja para algumas porque algo está a correr mal) e que mesmo tendo de dormir menos e deixar de fazer temporariamente algumas coisas que me parecem de somenos importância face à possibilidade de darmos a um bebé mais defesas durante um período relativamente curto de tempo pese mais.

    Não sou nenhuma doida que acha que nos devemos anular em função das crianças, mas também acho que as crianças que nós decidimos ter às vezes merecem um pouco mais.

    Aliás, eu quando tiver outro filho tenciono amamentar em exclusivo até aos seis meses. Não só porque gostei muito de o fazer (tirando as tardes em que o gajo decidiu mamar de duas em duas horas e me dava cabo das mamas), porque acho que era um momento maravilhoso entre nós, porque os tempos em que andei com biberons atrás foram bem piores e porque acredito de facto que eles ficam com mais defesas. E para quem tem um filho de quatro anos que ainda não sabe o que é um antibiótico acredita que isso conta.

    E nunca deixei de sair à rua, de ir passear, de dormir quando podia e quando não podia. As pessoas são diferentes, e há que respeitar isso, mas quando penso num outro bebé nunca é a amamentação que me faz pensar: bolas, tudo aquilo outra vez? Tive uma boa experiência, nunca o acordei para mamar porque assim mo disseram, fui sair e quando o fazia deixava biberons de leite preparado que isso da bomba nunca me convenceu.

    Cinco meses depois ele desistiu e seguimos com a nossa vida.

    PS: já agora, um conselho. Tenta evitar os comprimidos para secar o leite. Aquilo faz-nos sentir um pouco mal. Enjoos e o caraças. :)

  • Moody Girl says:

    Rititi,

    a cada post seu sobre a maternidade, desde a gravidez, lhe admiro mais.

    ainda não sou mãe, talvez seja, e tenho anotado muitas coisas importantes. inclusive esta: o bebê precisa de uma mãe feliz.

    é fato.
    beijos brasileiros

  • Juanna says:

    Tens toda a razão do planeta quando afirmas que para o baby estar feliz, a mãe tem que estar feliz! Já mamou do teu leite uns meses, eu nunca mamei e não sou maluca ou minusvalida!

    Toca a dar-lhe papas, leite de biberon, laranjas, morangos, ovos, o que tu achares bem. Afinal de contas, nunca me pareceste uma idiota com vontade de enfezar o filho, logo, creio que tens 2 dedos de testa!

  • gata says:

    Aiiii, eu não disse que não se deve amamentar para ir beber copos, pois não?
    o que eu disse é que aos quatro meses (que é o caso da rititi e parece-me de muito boa gente, pois é quando voltamos ao trabalho, mais coisa menos coisa) já me parece que podemos mostrar o biberon ao pirralho. também disse que se amamentar provoca cansaço, arrelias e infelicidade à mãe, mais vale, digo eu, deixar de dar mama para poder dar outras coisas ao nosso filho (como sorrisos e brincadeiras). e também disse (ainda bem que isto está escrito, assim não há confusões) que se há quem consiga continuar a amamentar para além disto e ser feliz, pois que o faça, acho óptimo. quanto às más mães, referia-me, obviamente, ao post da rititi e ao juizo moral da senhora da farmácia. e quanto aos copos… (posso não me ter feito entender bem, admito) a ideia era: já que deixámos de amamentar bora lá aproveitar para ir para os copos – o que pode ser uma metáfora para qualquer coisa que nos apeteça ou que tenhamos necessidade de fazer nesta altura (pode ser só dormir uma noite inteira. ou ir namorar e deixar o miúdo com a avó. ou qualquer outra coisa que não cause tanto escândalo como tomar um copo).
    apenas para que fique claro: eu, que sou uma bárbara e digo estas alarvidades, amamentei os meus dois filhos e tudo. até quase aos cinco meses (vai-se a ver e talvez eu não seja uma mãe tão idiota assim).
    posto isto, oh, rita, eu gosto de ti, amiga, não é preciso tanta agressividade…

  • Álex says:

    quando nos tocam nas mamas as gajas desatamos a falar e nunca mais ninguém nos cala!!!
    tá tudo dito, além de que eu tinha feito um escarcel na farmácia e depois pedido o livro de reclamações, mas quem são essas gajas?!!! devem ser daquelas que não vendem a pípula do dia seguinte, nem a do dia anterior sequer… filhas da mãe

  • Inês says:

    É realmente um tema para pôr o mulherio de cabelos em pé.
    E eu que pensava que existiam muito mais "fanáticas da mama". Afinal é o contrário.

    Ter um filho exige sacrifícios.
    Principalmente da parte das mães, ainda antes de nascerem e quando são muito pequeninos.
    A nossa vida muda para sempre. Não há como negá-lo.
    Os horários, as saídas românticas, o ir jantar fora ou ao cinema, os programas de férias, etc, etc, etc, vão mudar e provavelmente dar lugar a coisas tão desinteressantes como mudar a fralda, dar banho, lavar, limpar, vestir, ou pôr a arrotar.
    Mas isso não faz de nós escravas, como já disseram. Isso é cuidar de um recém-nascido ou de um bebé, que precisa de nós para tudo.
    Ai existem avós e podem ficar com eles uma vez ou outra para os pais namorarem ? Óptimo. Mas a decisão de os ter foi nossa. Somos nós as responsáveis para que cresçam felizes e com muito amor.

    Não tenho como responder às mães que acham que dar de mamar é uma seca, uma prisão ou um atentado à sua liberdade e que acham que já cometeram um acto heróico ao amamentarem os seus bebés durante um par de meses.
    Isso é lá com elas.
    Ponto.
    Eu não sou assim.
    Amamentei o meu bebé até aos 14 meses.
    Raramente o digo.
    Porque sei que sou gozada por muitas.
    Porque não esconde qualquer vontade minha de me vangloriar com uma decisão que só a mim me diz respeito.
    Porque não me pretendo gabar das horas que gastei a tirar leite. Nem de me levantar a meio da noite para o fazer. Nem da humilhação de tirar leite no local de trabalho e dos comentários e olhares dos meus colegas.
    Porque aqueles momentos que passei com o meu bebé compensaram todas estas chatices.
    Porque essa foi a forma que encontrei para lhe mostrar que gosto muito dele.

    Conselho a algumas mães: adoptem um menino/menina já crescidinho, bem alimentado e com as doenças infantis todas. Vão poupar a vocês mesmas e aos vossos rebentos muitas desilusões.

  • Luz says:

    Eu passei por algo parecido. A Pediatra da minha filha era aversa ao leite artificial e ela me fez um programa de amamentação que foi o que salvou. A Bia não mamava a hora que queria, do jeito que queria. Começou a aprender sobre disciplina na amamentação. Nos três primeiros dias foi um inferno, porque ela chorava querendo mamar (muitas vezes não pela fome, mas por necessidade de sugar) e eu tinha que distraí-la com alguma coisa, tentar fazê-la parar de chorar, era terrível partia meu coração, mas depois foi compensador. Ela tinha fome nos horários que eram dedicados à amamentação, e de madrugada ela acordava para mamar só nos dois primeiros meses, e com hora certinha. Mas independente disso, eu não sou contra o desmame (substituição pelo leite artificial), sou contra sim, e muito, gente sem vergonha na cara nenhuma de falar uma coisa dessas para uma mãe. Como tem gente sem noção!

  • vieira do mar says:

    AHAHAHAHA!

    Este blogue está um GANDA baby blog!!!!

    Baby-blog! Baby-blog! Ó pra nós, maluuucas, a discutir a mama com fervor e religiosidade…

    :) :):)

    Já agora:

    É isso, Jonas, pois claro. "Especialista em culpa materna" é uma ganda expressão! Um beijinho para ti, que tenho andado fugida, sim. :)

    Ah, enão concordo nada com a Rita, que faz juízos morais em relação a quem não amamenta porque não quer. Em primeiro, porque não acho que esteja provado sem sombra de dúvida que o leite materno é o melhor. E mesmo que fosse. Hoje em dia é mais uma questão de moda, como no tempo das nossas mães o era dar leite em pó Nestlé, porque parecia bem. No fundo, aceita-se que seja uma questão de escolha, mas critica-se quem escolhe não amamentar como se isso significasse ser "má mãe". E eu, que por acaso até amamentei dois, não gosto desses juízos de valor – não gosto mesmo nada.

  • rititi says:

    Pois é Vierinha, isto é que é um verdadeiro baby-blog!!
    Pois é Rita, sinceramente acho que estás a julgar e mal todas aquelas que decidem nao amamentar. para ti nao significou sacrificio, e achas que é possível conciliar vida familiar, laboral e social com a mama. Talvez para ti.
    Eu, que já levo 3 meses, acho que já chega. E fim. Ponto. Porque cada uma tem uma vida diferente, porque eu nao tenho uma mae, uma sogra, uma prima que me possa dar um a achega quando quero ir ao cabeleireiro e sim, porque gotso de beber um copázios com as minhas amigas e nao ache que seja má pessoa por isso. E sabes, Rita, eu nao acho que esteja a privar o meu filho de nada. Como também nao acho mal dar a mama até os dois anos, se é isso que faz sentir a mae bem. Fundamentalista é aquela que nao sabe ver que há vidas diferentes, necessidades diferentes, quereres diferentes.

  • alter-lego says:

    Marida o que não revelas aqui é o grande segredo-solução para todo este imbróglio: I'm growing tits!
    :-P

  • Rita says:

    Eu não estou a julgar ninguém, desculpa lá. Disse de imediato que achava que a mulher da farmácia tinha sido uma parva.

    Gata: desculpa se interpretei mal, mas às vezes parece que é disso que se trata, concerteza partindo do pressuposto que o leite materno é igual ao artificial.

    Como já escrevei várias vezes aqui não acho que as pessoas tenham de sofrer para dar de mamar nem coisa que se pareça. Acho sim estranho e não consigo compreender como é que se vê a amamentação como um sacerifício à priori. Não entendo, ultrapassa-me.

    Vieira: tem lá santa paciência. Dou-te só uma indicação: Biblioteca Cochrane. Está lá tudo. Não é moda. Está provado cientificamente. Além das vantagens em termos de defesas, fica sabendo que 80% das alergias dos bebés, nomeadamente à lactose, aparecem à conta do belo do suplemento que muitas vezes insistem em dar nas maternidades, por vezes sem necessidade.

    Nunca disse a ninguém que não dar de mamar era um horror. Mas digo e reafirmo que para o bebé é bem melhor. Se isso colide com o bem estar da mãe e consequentemente dos dois, pois claro que é preferível um biberon.

    Foda-se, isto está mesmo um baby blog!!!!!! ah ah ah!!!!

  • Bino says:

    Este é o teu 42º post em que falas de mamas. Entretanto a blogosfera ficou a saber que há 20 anos não tinhas mamas; que depois te começaram a crescer infinitamente; que usas o 42 (imagino que a copa seja D ); que nas ruas em Madrid te olham para as mamas, etc. etc.
    Querida Rititi, ele é normal ser-se fixado em mamas, mas quando se é homem. Sendo-se mulher, sei lá… fica estranho (a não ser que te estejas a cagar também para isso). Jokassss

  • vieira do mar says:

    Pois, Rita, continuamos sem nos entender; ou melhor, continuo sem concordar contigo, sorry. Porque eu não acho que haja "necessidade" de amamentar; porque um estudo científico hoje é desmentido por outro amanhã; porque o meu filho que mais mamou por acaso até foi o que mais cólicas teve (sim, o meu leite era "bom") e o que não amamentou quase nunca se constipou; porque o´"vínculo especial" a que algumas se referem se consegue de muitas outras formas (até a dar biberão!), sem ser preciso tê-los agarrados à maminha, porque… etc.

    E, sim, por que não considerar a amamentação "um sacrifício apriori", como dizes? E porque não optar por não fazer esse sacrifício? Já se fazem tantos outros pelos miúdos, pá!, porque não fazer uma triagem logo à partida? Acaso somos menos mães por isso? Por outro lado, quem quer amamentar até aos dois anos e desde que tenha uma cabeça saudável (como sabes, muitas vezes não é o caso), pois que o faça! Para quê tanto pré-juízo acerca do assunto? Raisparta a puta da culpa judaico-cristã que até na mama nos é incutida! "Tem lá paciência" tu, Rita.

  • Minerva McGonagall says:

    Rititi, eu cá pensava bem antes de de desmamares a criança. Eu só mamei um mês porque, como dizia a minha bisavó, tanto uma como a outra eram "umas cabras secas".

    O problema é que fiquei a bater mal da cabeça. Por isso, cuidado!

    Agora a sério, os médicos dizem que quanto mais tempo se der de mamar, melhor para a criança, mas também compreendo que deve ser uma sacana de uma maçada para muitas mulheres. Essa senhora da farmácia foi uma besta. Vai a outra onde não exista gente tão fundamentalista.

  • Rachel says:

    É pá, eu tinha jurado a mim mesma que não ía cometer, NUNCA, a sandice de comentar no Blog da sôdona rititi.
    É que ele há coisas que são sagradas, e tive sempre uma voz que me dizia: “não mexe, é só para ler”.
    Bom, mas tenho vindo a acompanhar o desenrolar deste post e não resisti…
    (corada de vergonha e com a cabeça levemente inclinada para baixo)
    Apetece-me dizer:
    Tenho lá em casa um rapaz de quase 13 anos, que me nasceu, tinha eu 20 anos e a meio da faculdade.
    Foi sempre um desgraçado dum cigano, sempre a saltar de casa para o infantário, do infantário para casa dos avós, casa da tia, casa das tias, devidamente quitado com o saco do biberão, chupetas, gotas para as chupetas, leite em pó, papas enfrascadas e sopas encaixotadas. Mamou uns míseros dois meses nas minhas mamas e quer-me parecer que sempre apreciou mais o silicone do biberão.
    Fartou-se de brincar com cães e gatos, comeu terra do jardim da minha mãe ás mãozadas, dormia onde aterrava, ás vezes no chão da sala, outras debaixo da mesa da cozinha, outras até, em duas cadeiras juntas, num qualquer restaurante.
    Fartou-se de fazer coisas, ao longo destes quase 13 anos, que me põe a mim no top 10 das piores progenitoras de todo o Portugal, aos olhos de muito boa gente.
    Tenho agora 33 e quando penso naquela altura até tremo. Fiz muitos sacrifícios por ele, mas santa paciência, ele também fez alguns por mim! E não ficou traumatizado, xiça, longe disso!
    O rapaz cresceu até agora como um ser humano extraordinário (Ok, cheira mal quando chega do colégio, mas isso…), é absolutamente devoto a mim, tanto que ás vezes tenho que lhe lembrar que sou MÃE dele e não a gaja dele, nunca ficou doente com gravidade, é inteligente (OK é preguiçoso, mas duvido que isso seja do leite que não bebeu das minhas mamas ou dos kgs de terra que comeu em pequenino), excelente atleta, meigo, meigo, meigo, educadíssimo (não cospe para o chão, pede licença antes de entrar, trata os adultos por você, comporta-se devidamente em qualquer cenário possível).
    Posso estar enganada, mas não me parece que vá crescer para se tornar num hooligan, ou que lhe desapareçam de repente as faculdades mentais, ou outra coisa qualquer que hoje se atribui à falta de leite da teta da mãe, ou à educação aciganada.
    Muita gaja já me revirou os olhos, torceu o nariz e já tentou alvitrar em relação à criação da minha criancinha.
    A essas normalmente eu faço-lhes o “dedo da asneira” (como diz o meu filho), ás vezes acompanhado pela língua de fora.

    Desculpa, Rititi, a invasão do espaço e o comentário longo.
    E agora, vou para casa lamber a minha cria e se calhar dar-lhe um ou outro calduço, pelas impertinências próprias da idade. (aiii vou aliviadinha!)

  • SMS says:

    GENIAL! É isso mesmo! Putas de merda, sempre a fazerem uma gaja sentir-se a pior mãe do universo, uma porca desvairada. A mim até já me recriminaram por ter ido para as Maldivas com o meu homem, depositando as criancinhas uma semana em casa dos tios! Foda-se! Mas qu'estamerda??? Paranóicas, histéricas, vazias de vida é o que elas são! Beijos para ti.

  • FuckItAll says:

    chapéu e vénia, as usual, Rita.

  • Helena Velho says:

    Ah! Puta de culpa! mas que mulher é essa que não sofre para parir, para criar os rebentos, para dar a mama mesmo que se sinta uma merda, que a cria se interesse mais pela fixação no mamilo do que pelo conteúdo, que não tenha mais sofrimento do que a x e a y e muito mais do que a w…pois : parir é dor e os quejandos associados têm forçosamente de fazer das mães aquelas chatas que um dia nos atiram à cara( já a meio da vida): fiz tudo por ti, mamaste até aos 2 anos, sofri horrores para te parir e…agora é assim!
    Tenho uma filha, que me nasceu no inicio da minha vida, aos 19 anos! não estragou a faculdade, nem a vivência própria da idade porque tinha uma avó(paterna, por acaso!) que estava sempre pronta a ajudar, contrariando o que esperava da minha mãe que achava que eu deveria sofrer pelo facto de ser mãe e estragar a minha vida…ah! agora é que eu ia ver como elas doíam. Fiz cesariana à moda antiga, com anestesia geral; vi a princesa quase dois dias depois dela nascer( todos já sabiam como ela era e eu niente…) e as minhas maminhas ficaram autenticos melões a rebentar.Tive dores , imensas( mas já existe um dorómetro???)os bicos gretaram, a enfermeira apiedou-se de mim e encheu-me de mimos(sacos de água quente para o leite descer, bomba para ajudar e muito biberons para guardar o tal nectar precioso)e não é que a libelinha mandou a minhas mamas às urtigas? que não gostava, que não saía com a velocidade que ela gostava, que preferia dormir encostada a mim do que sugar o leite…estavamos em 1983!!! e nem o médico, nem as enfermeiras me fizeram sentir culpada por isto. Deram-lhe suplemento e o que insistia em sair era enviado(tipo linha de produção) para os prematuros( agora pensando bem acho que não devia ser permitido dar o nosso leite ,mas eu era saudável e novinha e nem me questionava sobre estas coisitas) e acho que ela sempre me amou , criou os mesmos laços de quem deu de mamar até aos 5 anos, o vínculo ainda persiste e tive de tomar medicação para secar o leite, esse néctar abençoado, que a minha linda não apreciava. Ficou doente mais vezes, cresceu com déficit, não é equilibada emocionalmente, senti-me culpada alguma vez por causa disso? NÃO! a miúda foi sempre saudável, fina que nem uma alho, boa aluna, tornou-se atleta de alta competição e desistiu, artista plástica, escritora, cantora , foi para Paris aos 17 anos, Madrid aos 18 e assentou por lá, sempre cheia de saúde(s) e quando nos reunimos e olha para as minhas mamas costuma ser duma ternura sem fim: ah! como eu gostava de ser pequenina para adormecer nas tuas maminhas.
    Deixem-se de ser mártires!
    A culpa não é sempre nem nunca das Mulheres! quem quiser dar mama até às crias irem para a faculdade que dê, quem não quiser que o recuse pois( os estudos cientificos estão sempre a mudar, tipo alterações climáticas!)quem não gosta de si e não se cuida não consegue gostar do/a outro/a e cuidar de ninguém! Ser mãe não é um estilo de vida, é ou deve ser uma vivência a dois ou a três, com alegria, tristeza e a maior parte das vezes com muita "baba" à mistura.

  • mariana says:

    Bem, vai entrar «ao barulho» uma cota, mãe há 24 anos e meio( feitos ontem ).Já sigo a escrita da Rititi, as revistas de sexta do DN não entrevistavam só artistas de novelas mas traziam muitas palavras de pais e mães de hoje, na altura moços e moças com uma vida sem problemáticas tão existenciais como mamas ou não ou fraldas limpas ou com cócó…
    Pois há 24 anos dei de mamar 14 meses e gostei muito! Só me senti prisioneira durante a licença de parto, estava desejosa de voltar a ser mais do que mãe e dona de casa. Depois, e descoberto ainda que a miúda nunca quis um biberão, tetinas normais ou especiais, vindas do japão, leites experimentados e rejeitados um a um, fui assumindo que até era mais prático, não era necessário andar com tralha e ficar enervada numa fila de trãnsito algures no Porto Alto em fim-de-semana prolongado.
    Sou (e já era)licenciada mas, muitas vezes, fui vista como um membro da etnia cigana, acabei a conhecer as casas de banho dos restaurantes para esconder um acto tão recriminável como amamentar uma «garina» que já andava a falava.Sim, porque não sei se foi do dito leitinho, a miúda foi sempre um «génio» (com muito mau génio,`as vezes…),entrou na primária com 5 anos e meio e hoje já está a fazer o doutoramento.
    Conclusão: cada mãe deve sentir-se o melhor possível nesse papel, não advogo fundamentalismos, nada é só preto ou só branco.Mas cada mãe, principalmente as dos primeiros ou únicos filhos, deve estar preparada para abrandar um pouco e amamentar é também um «slow»,uma dança entre nós e a criatura que nos vai,mais tarde, cuspir no prato…Afinal, o que são 5 ou 6 meses no resto da nossa vida?Difícil vão ser as ajudas para testes em matérias das quais não entendemos patavina ou as primeiras saídas a conduzir o carrito oferecido por nós mas que estamos sempre a imaginar já com algum problema se a mensagem não chega ao fim de 5 minutos, quando a viagem era até ao Porto?
    Adeus,Rititi:ser madre é como Madrid-«Nos mata»!
    Mariana

  • Bailarina says:

    Mais importante que estudos, fundamemtalismos e experiencias que são isso mesmo…pessoais!!! Que cada uma faça o que achar melhor para as suas mamas e seus filhos! beijos

  • Supertatas says:

    ehhe : )

  • Mi says:

    Boa tarde,

    sinceramente, nunca pensei que o assunto amamentação fosse tão controverso! Sendo uma mulher ainda sem filhos, a minha opinião é a mais comum, penso eu: amamentar sim, mas enquanto me sentir confortável com isso (e 3, 4 meses parecem-se um bom tempo).
    E confesso que quando vi a minha irmã a amamentar com os mamilos gretados, cheia de dores e com aquela tetina de silicone no mamilo(supostamente a melhorar o cenário) gritei-lhe logo: mas tás parva??!! Pára já com isso e dá um biberão ao miúdo! E não é que o pequeno sugador adorou o biberão?
    E sim, teve bronquiolite, e comeu terra, e tomou antibiótico, e é feliz.
    E a minha irmã também ficou mais feliz quando deixou de se sentir como a vaquinha Mimosa!

  • becre says:

    Também concordo, sou da geração do "biberon é que era bom 2(58 anos), os meus filhos têm sido saudáveis e sempre detestei as experts da mama.
    Se bem que o leite materno seja melhor, há limites para as super mulheres de hoje…
    Devia ser bom ser mulher noutras eras…

  • Carlo Volpato says:

    tanto o texto que deu origem aos comentários como os últimos são muito interessantes.
    não percebi se a farmacêutica foi muito agressiva, mas se foi comedida nos seus comentários, não me choca que questione a mãe que quer comprar o biberon. cada um deve fazer as suas escolhas, mas deve estar ciente do que faz. se foi ordinária ou utilizou uma atitude de julgamento foi idiota. mas talvez tenha sido o sentimento de culpa da rititi que ecoou quando foi questionada.
    vivemos numa sociedade que não facilita o papel das mães, sejam elas amamentadoras ou não. o putos dão trabalho, precisam de atenção e tempo, e revolucionam as nossas vidas. é assim. com mama ou sem ela. seria bom que pelo país se expandisse uma cultura de apoio às mães. mas ainda não é assim.
    e então as mulheres sentem-se presas à maternidade. no nosso modelo machista do feminismo, da mulher que deve ser igual ao homem, da mulher que deve ser independente e produtiva fora de casa, é difícil sentir-se valorizada enquanto mãe. é pena.
    uma coisa é facto: o leite artifical comporta riscos. não me interessa que muitas mães que me digam "mas o meu filho é saudável" também eu sou saudável e não fui amamentada. mas o meu colesterol é alto, por exemplo. e se calhar se tivesse sido amamentada não era. e vir a ter um enfarte ou uma trombose aos 60 ou 70 anos não é nada animador… e o meu irmão tem asma. e se tivesse sido amamentado talvez não tivesse. isto de utilizar o exemplo dos própríos filho não tem significado estatístico.
    dar leite artificial, para além do mais, é um bocadinho sujo. o LA não é esterilizado mas apenas pasteurizado. tem bactérias que provocam por vezes infecções graves intestinais.
    para além disso, com bom-senso e um pouco de atenção a nós próprias, tendo em conta a idade da criança, amamentar até aos 2 ou 3 anos não é assim tão complicado. até tem muitas vantagens. e não implica ter sempre a mama de fora. consegue-se chegar a acordo com uma criança de 2 anos e pôr os limites que nos pareçam mais necessários para cada uma de nós. aliás, a criança aprende muito através da relação de amamentação com a mãe. porque a mãe é humana e tem limites.
    amamentar durante 2 anos diminui o risco de cancro do ovário e da mama. para além de ajudar a retomar a linha que nos faz tão mais sexys que os pneus adquiridos durante a gravidez…
    deixo uma provocação para terminar: talvez se mais mães amamentassem houvesse menos maus na rua e menos merda na tv…

  • Carla M says:

    ó pá! a farmacêutica era estéril!

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