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Rititi

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INÍCIO

  • paneleiragem si esas personas gays

    PANELEIRAGEM

    Si esas personas (gays) quieren vivir juntas, vestirse de novios y casarse, pueden estar en su derecho, o no, según las leyes de su país: pero que a eso no lo llamen matrimonio, porque no lo es. Hay muchos nombres posibles: contrato social, contrato de unión” (El País)

    E pronto. A Rainha Sofia confessa uma opinião pessoal sobre o matrimonio gay para o livro de Pilar Urbano e é o fim do mundo. Não está contra a homossexualidade nem contra a união ou a equiparação de direitos, em nenhum momento acha ofensivo que se amem duas pessoas do mesmo sexo, só diz que não se deve chamar matrimónio. Mas coitados dos gays! Como se ataca a paneleiragem desde a Monarquia! Decapitação já! Viva a III República! E nas televisões, jornais, rádios e sedes de partidos políticos exige-se um pedido de desculpa, o exílio e a amputação da mão direita porque a Rainha ofende uma parte da cidadania, porque é antidemocrática, porque é retrógrada, porque questiona os direitos dos maricas, porque é insensível, porque faz chorar às paneleiras nacionais e porque vivemos num Estado onde se pode ser antimonárquico e queimar fotos dos reis sem que seja considerado delito, mas que não aceita que se opine sobre a homossexualidade em contra da linha oficial do parece bem. E disto ninguém fala, da ditadura do politicamente correcto, da proibição de falar sobre determinados temas que ofendem sensibilidades das minorias. E as minorias sempre são as mesmas: gays, mulheres, o étnico em geral e muçulmano em particular. É ofensiva a postura da Igreja Católica sobre o sacerdócio feminino mas aceitável que as mulheres islâmicas se cubram como múmias para respeitar os preceitos machistas do Corão, a Monarquia é antidemocrática mas em Cuba que viva Fidel, as corridas de touros são uma massacre mas a mutilação feminina é compreensível em algumas sociedades africanas.
    E, já que estamos, no que toca à homossexualidade, ao matrimónio gay, à possibilidade de adopção, às festas do orgulho, à paneleiragem, não se pode dizer nada sem que se nos acuse de intolerantes
    , quando precisamente são eles, os colectivos de direitos, as ilgas e as ligas de defesa, os que não aceitam uma opinião que vá contra o discurso oficial do amor ao gay em geral, como se tivessem que ser aceites com a maior das naturalidades por toda a população tendências sexuais que até há menos de 20 anos eram motivo de prisão. Lá porque Zapatero tivesse achado essencial legislar a homossexualidade não quer dizer que todo um país tenha que mudar de opinião de um dia para o outro em nome do politicamente correcto, só para não ofender uma minoria que nem sequer chega ao 5% da população, que não me representa e que nunca ouvi defender os meus direitos como mãe não lésbica e emigrante. É que se nos vamos pôr com exigências eu também já estou farta de anedotas sobre o bigode das portuguesas.


    Por Rititi @ 2008/10/31 | 20 comentários »

  • S. says:

    Acho que a Raínha falou e falou muito bem. Não é de facto um casamento ou um matrimónio. É um contrato civil. O que os homossexuais espanhóis não podem esperar é que por terem um Zapatero moderninho, a monarquia faça vénia e siga a mesma opinião. Aliás, já muito liberal é a opinião da Raínha.
    E muito mais haveria para dizer sobre este tema…

  • Brisa says:

    Ainda se mantém esse mito do bigode nas portuguesas?? Não repararam que estamos muiiiito mais bonitas que as nossas avós?

  • Dejando huella says:

    Ou seja, eu posso casar com a vizinha do lado, posso adoptar um bebé e dar-lhe duas mães, direito que não questiono (embora duvide), direitos adquiridos nos últimos anos por esta fracção de pessoas que compõem um país.

    Mas o primeiro direito, um direito FUNDAMENTAL na vida de qualquer país ou ser humano, o de poder dizer o que acha, é banido por muitos. A rainha Sofia tem que dar a cabeça ao público porque não concorda que os rabetas chamem casamento à sua união. Mas os rabetas podem casar.

    Continuo a achar que o problema está nestas democracias tão democratizadas.. é só direitos, nada de deveres, nada de obrigações.

    Veja-se aqui em Espanha..mas quem é que queima a fotografia do rei, do vizinho, do pai, rindo-se alarvemente e fica assim impune? Não me choca que não se goste do rei/vizinho/pai, mas choca-me sobremaneira que seja expressando-o com ódio, destilando ódio. Sobretudo incitando ao ódio próprio e fomentado o dos outros.

    Giro, giro, mas mesmo giro, é a Catalunha exigir a independência mas ontem ter pedido fundo de apoio ao Governo.. Em que é que ficamos? Independência ou subsídio-dependência?

  • Ventania says:

    Post inteligente e acutilante, como eu gosto. :)

  • Rui Pelejão says:

    Clap, clap, clap, comadre. Bravo, bravissimo. Assino tudo o que escreveste por baixo e dou uma contribuição com uma citação que li no outro dia sobre o politicamente correcto:

    "o politicamente correcto é estender o razoável até ao absurdo"

    beijinhos

  • Kruzes Kanhoto says:

    Mai nada. E de caminho proibir as anedotas de alentejanos. Não gosto, estou farto e é uma clara forma de discriminação.

  • Caetana says:

    Paneleiragem e rabetas são as vossas mães. E pronto, acabei de exercer (sem ódio!) o direito à liberdade de expressão e a demonstrar a minha indiferença pelo politicamente correcto.

  • Eva says:

    De facto é enervante que no estrangeiro continuem a ficar estupefactos pelo facto de uma mulher normal (sem bigode, sem excesso de peso e decentemente ataviada) poder ser portuguesa!!!
    E sim, concordo a 100% com A Rainha.

  • Laura Andréa says:

    Rita,cheguei aqui através de outro blog,e fiquei encantada com seus textos(apesar de "tropeçar"em alguns termos como "paneleiras",que não é usado aqui no Brasil,mas recorri ao Google….)Parabéns,ri muito com o tema "amamentação"e como mãe de 3 filhos(25,22,e a raspa de tacho de 11 anos) posso dizer que "amamenta quem quer e como quer"Na primeira fiz questão,foram 2 anos de escravidão,no segundo,dei mamadeira quando ele estava com 8 meses, e na última,iniciei com leite artificial aos dois meses e adorei ela é super saudável e feliz!Uma beijoca,e se vier oa Rio de Janeiro será um prazer conhece-la pessoalmente.Laura Andréa-Rio de Janeiro,Brasillati

  • Praganitas says:

    Bem… grande post sim sra.
    Depois do que li só me resta aplaudir!
    Ah! e já agora desculpa a invasão!

  • JB says:

    Este é um post mesmo muito inteligente. Parabéns.

  • João Sousa says:

    Ainda bem que puxam o assunto. Sobre este mesmo tema encontrei este excelente texto da Fernanda Câncio.

  • Precis Almana says:

    O que se discute é o sexo dos anjos. O matrimónio ou casamento não é, em nada, diferente de contrato ou sei lá que a rainha diz (e outros). Qual é o problema, portanto, de se lhe chamar casamento? Também não percebo.

    O que eu acho é simples, simples:
    não sou a favor do casamento (com essa designação), mas isso é válido para heterossexuais ou homossexuais. Não sou a favor no sentido de o defender, aliás sou e serei solteira, acho que cada um faz o que quiser.

    Mas sou contra excluir-se essa possibilidade a quem queira fazê-lo.

    E é essa a diferença…

  • Major Tom says:

    Cara Rititi,
    sou paneleiro (orgulhoso por necessidade e coerência desde cedo), faço parte de uma família de duas pessoas, que trabalha e paga os seus impostos como quase todos os cidadãos (até alguns homofóbicos e racistas, imagine-se).
    Quero acreditar que dona Rititi e sua corte desconhecem que neste país e por todo o mundo muitas pessoas como eu continuam a ser diariamente ofendidas, humilhadas, agredidas e criminalizadas pelo simples de gostarem de quem gostam.
    É a única maneira de tentar compreender uma postura que de outra forma entendo como um insulto deliberado não apenas a todos os paneleiros, mas sobretudo a todos os que entendem que a democracia e a cidadania começam com um primeiro e simples gesto: olhar para o próximo como um ser humano como nós (ainda que represente 5% das pessoas com problemas de flatulência verbal, como os autores de certos blogues).
    Foi esse olhar que Zapatero e outros legisladores mais arejados adoptaram e estão a adoptar um pouco por todo o lado (Portugal, lamento, é só uma questão de tempo).
    Pode repudiar à vontade (quem sou eu, a quem tanto enojam pessoas como a senhora para o questionar). Mas neste pais, não sei se sabe, ofender alguém com base na sua orientação sexual pode ser considerado um crime, e estou certo que a não gostaria de se ver nesses lençois. Portanto, eu, no seu lugar, metia a viola no saco, engolia o sapo e deixava de dizer disparates.
    Atenciosamente,
    Telmo Fernandes
    33 anos

  • rititi says:

    Telmo, querido, aprenda a ler.
    …..
    Já sabe? Então, depois de juntar as palavras verá que nem insulto, nem repudio, nem me enoja nada da homossexualidade.
    Mas claro, se calhar o senhor acha que todos aqueles que questionamos este ambiente do politicamente correcto somos homofóbicos. E onde eu escrevi que não via nenhum problema nas declarações reais o senhor Telmo, na sua sensibilidade ultradefinida, leu ódio, intolerância…
    Deixe-se de tanta justificação e repulsa pelas opiniões diferentes e dê uma volta pelo blogue. Verá como , basicamente, me estou a cagar para como viva cada um viva a sua vida. Que se xasem, que adoptem, que se divorciem, a mim que mais me dará…
    E já agora: VÁ AMEAÇRA O CARALHINHO.
    Obrigada.

  • M. says:

    Lol, se conseguisse raciocinar com alguma clareza via que os seus argumentos não fazem o menor sentido, ora acusa os homosexuais e seus defensores de serem eles os preconceituosos, por se defenderem de afirmações e ideias que eles consideram preconceituosas, como é o caso das da rainha.
    Isso parece-lhe fazer sentido?
    Da mesma maneira que pode fazer os comentários que quer, também os outros têm a liberdade de lhe responder como melhor entendem.
    Se lhe irrita e frusta (assim como à Rainha)o facto de não conseguir responder de forma mais inteligente, então é um problema seu, leia mais, pense menos em si, ponha-se mais no lugar dos outros e talvez as respostas saiam melhores.
    Se não quer ser questionada, ou apenas quer palmadinhas nas costas, fale sozinha, a Internet é para dialogar e não monologar.

    Quanto aos comentários da rainha, foram infelizes, não apresenta argumentos racionais para explicar a diferença entre casamentos gays e heterosexuais que vão para além de num caso um ter pénis e outro vagina e no caso dos homosexuais isso não acontecer. É preciso ser-se um ser humano muito pobre para achar que um casal se reduz a isso e não levar em conta que os afectos, a partilha, são exactamente os mesmos.

    A rainha não tem um poder qualquer, falamos de pessoas que têm um poder avassalador sobre as massas, as suas opiniões influenciam milhares, da mesma maneira que têm as benesses dos cargos que ocupam, têm também a responsabilidade de pensar nos bitaites que mandam e no estrago que podem provocar, que vão para além do seu próprio umbigo.

    À parte disso, se ela tem o direito de exprimir as suas opiniões também têm os outros o direito de exprimir as suas. Têm todo o direito de repudiar as afirmações que ela faz, da mesma maneira que ela se sente no direito de as fazer.

    As pessoas estão cansadas, antes de serem homosexuais são pessoas, estão cansadas de andar a lutar por coisas básicas, que não deviam incomodar ninguém que não fazem mal a ninguém que não privam ninguém de nada.

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