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Rititi

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INÍCIO

  • vi adorei e espero de coracao uma

    Vi, adorei e espero de coração uma segunda parte (II)

    Jamón, queijo, cerveja, panchitos, o Rititi-Boy com a avó e SEIS temporadas de Sex and the City ,e assim passam duas irmãs uma tarde de inverno, esparramadas no sofá, partilhando confidências e segredos e vá lá, só mais um capítulo e vou-me embora. Entretanto, do outro lado da televisão, enquanto Carrie continuava à procura do foram felizes e comeram perdizes ao lado do totó acomplexado do Berger, Charlotte York convertia-se ao judaísmo por amor. E olhando para a minha irmã, de repente vi a luz e descobri (depois de mais de quinhentas horas de Sex and the City para a veia) porquê esta série que tanto amo e tão feliz me faz é tão irreal, tão fantasiosa e tão pouco credível. Não são os diálogos sempre frescos, divertidos e inteligentes, nem a quantidade de gente bonita, magra e bem vestida por metros quadrado, nem a impossibilidade física dos sapatos da Carrie caberem naquele apartamento minúsculo, nem sequer a qualidade dos machos (até quando não prestam são bons). As gajas não têm mães. 
    A Charlotte converte-se ao judaísmo e nem sequer pega no telefone para informar a mãe, algo totalmente inimaginável na vida de qualquer mulher que eu conheço. Minto, Miranda teve uma mãe, mas morreu. E foi só no funeral que nos revimos na eterna necessidade de agradar, de ser perfeitas para elas, independentemente de sermos bonitas, excelentes  profissionais, termos amigos que nos adoram e uma vida social rica e invejável. Com um único capítulo, o tema das complexas relações com as mães fica resolvido e só é levemente tocado quando a criada Magda reprova a vida sexual e sentimental da patroa. Já com os gajos a coisa é diferente: o primeiro marido de Charlotte (a inefável Bunny), Steve, Harry (morta, mas cuja importância é fundamental no tema da conversão), até Mr. Big… Todos têm mães! Mas aqui não aparecem como mães: são sogras, inimigas potenciais, o outro lado do problema. Carrie escreve de sexo e a mãe nunca lhe telefona (com as consequentes intervenções e tentativas de censura), Samantha tem um cancro e vai sozinha às consultas (alguma vez a minha mãe me abandonava assim…). E como é possível que Charlotte troque de fé sem um intenso debate com a família? 
    Será por serem americanas? Betas? Protestantes? Brancas? Acho que não. O segredo está nos argumentistas: são homens, gays, mas homens, incapazes completamente de entender a profundidade destas relações, a necessidade orgânica da partilha do quotidiano, a inevitabilidade do conflito, a intimidade dos gestos, o conhecimento absoluto e honesto do que nos vai na alma. E sim, as amigas são importantíssimas para a nossa sobrevivência  física e moral, a pedra onde nos agarramos tantas vezes quando achamos que as coisas não podem ir pior. Mas claro, uma mãe pode ser bastante castradora: Sex and the City com uma mãe a mandar vir com os namorados, mudanças a Paris, reportagens na Vogue, leeftings ao rabo, noites sem dormir e Manolos a quinhentos dólares, também era giro, mas já não era Sex and the City.


    Por Rititi @ 2009/01/14 | 13 comentários »

  • S* says:

    Um dia ganho coragem e compro uma caixa da série. :P NUnca vi… Devo ser mesmo anormal. :D

  • Citadina says:

    Eu andava a escrever (pronto, andava a pensar escrever…) um tratado psiquiátrico sobre as relações filiais/parentais da mulher europeia versus as mesmas da mulher norte-americana, tudo por causa da série, mas porra!! – e a isso chama-se inteligência emocional – a razão é simples e a que apontas! Não é que as nova-iorquinas se distanciem mais da família ascendente que nós! É que quem escreveu aquilo são homens!
    Touché!

  • Margarida says:

    Tenta nao ligar a qualquer mãe durante 48h e recebes um telefonema a perguntar o que é que mais importante do que Ela para não saber de ti!!!!
    Mudar de Relegião, ir para Paris, comprar casa, pedir emprestimo ou até mudar a cor do cabelo (mais real nas nossas vidas) sem avisar é querer ficar sem a herança das toalhas bordadas da avó!
    Bem visto, quem ecreve são eles!!

  • Ck in UK says:

    Engracado que ontem tive uma conversa dentro deste genero com o meu pai.

    Acho que uma parte do que descreves e tambem cultural – passo muito tempo nos estados unidos… Mesmo na europa nao latina, as coisas sao totalmente diferentes. Nao ha tantos exemplos dessas relacoes viscerais que mencionas por esses paises. E sim , claro , tambem ha o factor de a serie ter sido escrita por gaijos, mas mesmo o livro original (ou qqr um dos terriveis livros que a autora escreveu) nao menciona nunca mae nenhuma.

  • Miss Spring says:

    começo a achar que o sex and the city é uma droga (tomada em doses particularmente elevadas quando estamos na companhia de uma grande amiga!). Eu estou completamente agarrada, e até já revejo episódios das séries mais antigas!

  • Bébé Xabinho says:

    Penso que é comum nos contos de fadas a presença da mãe ser dispensável. Até na gata borralheira e na branca de neve a mãe não existe…São madrastas! Claro que mais uma vez são histórias contadas por gajos…
    A verdade é que as mães têm a tarefa de nos chamar sempre à razão…e quando estamos a sonhar queremos é estar bem longe da realidade…Por isso as mães coitadinhas ficam de fora das fantasias….

  • GOGGA says:

    A veces reflejamos nuestras ilusiones y temores en personajes de ficción. En sus aventuras, creemos encontrar nuestro camino y soñamos con vivir experiencas como las suyas, sin darnos cuenta que mientras soñamos las estamos viviendo. La vida no es mas que un sueño.

    Basta con mirar al lado y ver a tus hijos, tu amor, tus amigos….tu vida.

    Ciao guapa,

  • pinky says:

    Pois…isso seria mais próximo da vida real! E de realidade andamos todos fartos :)

  • Sofia says:

    Olha que eu acho que tens toda a razão!
    E acho que até fiquei a perceber melhor a minha paixão pelo SATC…

  • Criança em Crescimento says:

    Já me tinha lembrado disso também: onde raio andam as famílias destas pessoas? É que nem nos casamentos elas aparecem!

    Miss Spring: eu não posso ver durante a semana porque não consigo ir para a cama com aquela do "só mais um". Até já sei alguns diálogos de cor…

  • ecila says:

    As culturas sao muito diferentes umas das outras…muito mesmo. Aquilo que para nós em termos de relacoes familiares é normal, para culturas ocidentais nordicas como os EUA ou o norte da europa as coisas sao diferentes. Os jovens sao muito mais independentes e os pais cortam mesmo os fios que prendem as crias ao ninho. Para a sociedade americana, a falta de maes na série é perfeitamente aceitável (e normal), nao tem nada a ver com os argumentistas serem homens gays…

    Com ou sem maes, adoro! um classico!

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