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Rititi

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INÍCIO

  • globos douro terror no coliseu ii

    GLOBOS D’OURO: TERROR NO COLISEU (II)


    Jonathan e Kevin
    Dois rapazes esmifradinhos que trabalham num puticlube acetinado, de Valpaços.


    José António Tenente
    Eis o primeiro caso de um estilista português que se atreveu a roubar a camisa a um cigano.


    Bárbara Guimaraes
    Isto não é um rabo, é a prolongação da auto-estrada do norte. Porquê, Bárbara, porquê?


    Fátima Lopes
    Ou a consequência de passar todos os dias rodeada do velhas do Portugal profundo num estúdio de televisão.


    Bruna Polga?
    A isto a minha mãe chama-lhe ser pindérica. Até se me caíram as pestanas do susto.


    A irmã gorda do Cristiano Ronaldo
    Não há remédio quando o que falha é a matéria prima, a falta de gosto e o excesso de gordura. Cirurgia, já!


    Merche Romero
    Pelo menos sou mais magra que a gorda ali em cima. Como se isso te valesse de alguma coisa, filha.


    Diana Pereira
    Ou para que serve ser top model em Portugal.


    Catarina Wallenstein
    Uma sincera homenagem à Nossa Senhora de Fátima.


    Senhora ex-Pinto e filha
    Perfeitamente vestidas para a Festa do Lar do Reformado de Ourém.

    O PORTUGAL DAS REVISTAS

    “Num inovador estudo que urdi na varanda da minha casa enquanto pintava as unhas dos pés ao som das suites para violoncelo de Bach, cheguei à utilíssima conclusão que o desenvolvimento de um país está intimamente relacionado com as revistas do coração; não tanto com a quantidade de revistas que nesse país se editem, mas sim pela qualidade do conteúdo das mesmas. E por conteúdo não se entende outra coisa que as gentes que protagonizam as capas, as reportagens a toda página, as confissões de infidelidades e negações de encornamentos, as exclusivas e fotos “roubadas”, enfim, os seres que entretêm um povão que não pode, mas gostava de ser o protagonista de uma vida glamourosa, jovem, baixa em calorias e rica em festas onde se bebe grátis e se veste caro. Uma sociedade, portanto, também é avaliável pelos sujeitos que despertam a inveja, esse sentimento verde e asqueroso, mas primordial para compreender a História de países como Portugal ou Espanha. Ou pensavam que expulsaram os judeus porque não se convertiam?
    Que acontece então quando a qualidade é, no mínimo, duvidosa, quando o conteúdo não presta, quando o que se apresenta como exclusivo não passa de uma imitação barata de uma celebrity minimamente decente, quando quem é capa não deveria ser sequer motivo de uma notícia nas páginas a preto e branco da Hola? Então o país não vale um chavo. E vendo as nossas revistinhas lusas dedicadas às bojardas e demais assuntos de indivíduos supostamente famosos, um frio nas costas apodera-se de mim: que a Nossa Senhora da Casa Real de Saxe-Coburg-Gotha nos acuda, estamos entregues à bicharada! O nosso jet-set está reduzido a apresentadoras da televisão matinal, manequins gordas coroadas rainhas de algúm centro comercial do subúrbio almadense, alternadeiras que acusam ex-maridos de corrupção e maus-tratos em livros que abrem processos judiciais, broncos que se dizem actores (quanto mal fizeram as telenovelas de produção nacional à nossa pacata pátria, santo deus) e claro, os heróis do analfabetismo, os jogadores da bola, seres que se não ganhassem ordinarices de euros por meter golos nem lhes dirigiríamos a palavra, tal o desprezo que nos deveriam provocar os seus pontapés no dicionário e no normal sentido da estética.
    E dando uma olhadela pelas secções de sociedade da imprensa rosa, uma gaja não pode deixar de pensar que se é isto o que o povão inveja, então de nada nos valem os planos de reestruturação da Administração Pública ou o fecho das maternidades para tentar tirar Portugal da miséria moral, intelectual e psicológica em que se encontra. A única solução passaria por expulsar todas estas celebridades de terceira categoria e importar gente que cumprisse os mínimos olímpicos, já não digo do glamour, mas pelo menos de bom gosto, fineza e saber estar. E já agora, que os que nos são apresentados como seres exclusivos e únicos não fossem mais feios e pior vestidos que nós.
    Crónica publicada no Pnet Mulher, 31-03-2008



    Por Rititi @ 2009/05/19 | 12 comentários »

  • bonifaceo says:

    Não vi nada disso que era o que faltava perder o meu precioso tempo…
    A Merche se não fosse a coleira nem estava muito mal. :D
    Mas mal vestidas até nos Oscars se vêm e essas são com certeza consideradas verdadeiras celebridades, certo?!

  • Este Blogue precisa de um nome says:

    Tenho que uma vez mais pedir desculpa pelas fotografias, mas vi que já conseguiste…muito bom!!!

    Foi um autêntico desfile da mama, ou melhor do silicone!! Mas deu para rir (ao menos isso!)!!

  • Ck in UK says:

    e mais pra chorar do que pra rir, sinceramente….

  • Seamoon says:

    já chorei a rir!!! brilhante a "analogia"
    bjs

  • Jay says:

    Ritinha,
    Não prolongação mas sim prolongamneto da autoestrada do norte,Ok?
    Quanto ao resto de acordo!
    Jay

  • João Gundersen says:

    prolongamento.

  • apipocamaisdoce says:

    Ah ah! Muito bom! Já estávamos a sentir falta dos Trambolhos. Diz lá que os Globos não dão 15 a zero aos Óscares, hã?

  • João Gundersen says:

    OK, prolongação existe, mas soa horrivelmente mal.

  • Jessi says:

    Até é doloroso alguém ter tanta razão. Ai Portugal, que vais á vela! Post Brilhante!

  • [...] DE GENTE DOIDA, MESMO por Rititi @ 20/01/2011 TweetEu sei que me repito, mas não me conformo, a sério que não. Portugal merece mais e melhor. Portugal não pode ser só [...]

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