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Rititi

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INÍCIO

  • premio vai ao cu ti os amigos de

    PREMIO VAI AO CU A TI: OS AMIGOS DE POLANSKI

    Um adulto que tem relações sexuais com uma criança comete um crime, seja este adulto um bom vizinho, um cabrão que bate na mulher, uma vítima da sociedade, um generoso filantropo ou um cineasta genial. É um crime nos Estados Unidos, em Portugal ou na Islândia. Outra coisa é que estes crimes de pedofilia se persigam e os pedófilos sejam castigados, ou senão que o perguntem aos putos da Casa Pia. E Roman Polanski não só violou uma miúda de treze anos, como também a drogou, confessou o crime e depois fugiu dos Estados Unidos a sete pés. Agora que foi preso na Suiça 32 anos depois, o mundo das artes reclama, indignado, uma atençãozinha especial, a liberdade incondicional e o perdão absoluto como se a condição de artista eximisse a qualquer escritor, realizador, cantor ou pintor de pacotilha de delinquir. Como se no fundo ser dono de um Oscar desse direito à absolvição, não importando a natureza ou aberração do crime, como se houvesse dois tipos de pessoas (as ungidas pelas musas da criação e o povão a quem a lei se deve aplicar por falta de amor ao cinema) artistas e cineastas, actores e ministros levantam a voz contra a América que dá medo (Mitterand dixit) e a Suiça que, vergonhosamente imaginem, se atreve a prender artistas. Ouvindo esta gentalha que se insurge contra o possível julgamento de um gajo que violou uma criança, palavra de honra, tira-se-me a vontade de ir ao cinema, de lhes pagar as entradas, de alugar DVDs e até, se me apuram, de dar uma parte dos meus impostos para a cultura. Como é lógico os crimes, para este lobby de ungidos, só prescrevem para os autores de obras de arte e nunca para padres pedófilos, carrascos da repressão de Pinochet ou guardas da campos de concentração nazi. Claro, uma criança nunca estará à altura das grandes causas universais que dão direito a manifestações às portas de igrejas e embaixadas, manifestos sofridos e concertos a favor das vítimas, e muito menos se a dita criança teve a sorte de ser violada pelo fabuloso e internacionalmente reconhecido Roman Polanski. É que uma gaja já começa a ficar farta de tanto relativismo moral, no me jodan.


    Por Rititi @ 2009/09/29 | 24 comentários »

  • Filipe Dutra Antolin-Teixeira says:

    100% de acordo…uma visitinha da Salander a esse c#$" é que era… Não há desculpa!

  • Lady Chatterley says:

    Faço minhas as tuas palavras!

  • Dorushka says:

    Eu só não consigo perceber muito bem é como é que o senhor(?) só foi detido 32 anos depois!!!!!!!!!!

  • Pevide says:

    Concordo em absoluto.

  • Textículos says:

    Concordo em absoluto e tal como a Dorushka pergunto-me como é que não o prenderam antes, ele não esteve escondido numa caverna à lá Bin Laden, realizou filmes, viajou, participou em júris de festivais e recebeu prémios.

  • Muñeca says:

    Vá lá!! Alguém que concorda comigo!!!

  • Alexandre says:

    parece que a França já viu a escrita na parede, como sói dizer-se:

    http://news.bbc.co.uk/2/hi/entertainment/8283707.stm

  • Jay says:

    Sugestão minha:
    Porque não o enrabam na cadeia suiça?
    Ia-se ganhando tempo, não era?
    "Olho" por "olho", entendes?

  • @me@@@ says:

    faço minhas as tuas palavras…

    :-)

  • NoKas says:

    Finalmente um comentário sobre o caso Polanski que não é ambíguo! Não queres concorrer à presidência da república? :p

  • kate says:

    Eu queria por o link para a salon.com e esqueci-me! Aqui vai

    http://www.salon.com/mwt/broadsheet/feature/2009/09/28/polanski_arrest/

  • bluis says:

    ridículo!
    para já, não estamos a falar de uma "criança inocente"… ela já virava frangos há muito tempo! Além disso, há múltiplas versões, e quem diga que o encontro foi consensual, e que ela só o acusou pelo dinheiro. Ele não voltou aos Estados Unidos e fez muito bem! Sempre foi o país que criou o monstro que lhe matou a mulher grávida, e que por exemplo condenou Chaplin por ser "comunista"… quem sabe o que lhe teria acontecido??
    Antes de julgarem, informem-se!

  • Mi says:

    caro bluis,

    Lembro só que alguém com 13 anos de idade, tenha "virado muitos frangos" ou não, não pode sequer consentir uma relação sexual, porque não tem estrutura mental que lhe permita avaliar devidamente a situação.
    É por isso que a lei tem de proteger quem não sabe ou pode tomar as melhores decisões para si próprio.
    E um adulto, tenha ela consentido, seduzido ou não (o relatório do tribunal diz que não), tem de saber agir como um adulto.

  • Isabel Metello says:

    Concordo em absoluto! É caso para se dizer: são todos uns porcos, mas uns parecem ser mais porcos do que os outros…até aprece que estes cretinos detêm mais direitos que as suas vítimas- hipocrisia de quem não percebe que um pedófilo é um carniceiro de infâncias múltiplas, logo, um perigo colectivo!
    O relativismno levado a extremos cai mesmo na a(i)moralidade absoluta!
    Nos EUA é que estes pervertidos não brincam quando apanhados!

    Abço

  • Miguel Vaz says:

    Onde é que eu assino?

  • Carla M says:

    é claro que os cultos e os artistas têm sempre mais razão do que os comuns mortais. Não que eu hoje almocei com uma galerista e um vendedor de electrodomésticos e o segundo era muito mais interessante, divertido e muito menos arrogante do que a primeira… Mas o defeito é meu,seguramente, que não sou culta…

  • Inês Meneses says:

    o relativismo tem as costas largas, Rita. Pra mim, é amiguismo e estupidez. Mas isto são palavras. Estamos de acordo no que interessa: vergonhoso, o movimento "pró-Polanski". Chega a ser mais vergonhoso que o crime original, pelo desplante.

  • GuessWho says:

    concordo em absoluto! e que tal uma petição no facebook?

  • João Gundersen says:

    Este caso seria melhor resolvido com algum recato, e seguindo a justiça o seu curso. Porque entre os apologéticos e os justiçeiros (com que facilidade se passa por cima do sentido civilizacional que nos custou tanto a alcançar…) , parece-me que a vítima, que tem imensas declarações num sentido apaziguador, é quem vai acabar por sofrer mais. Estão a apagar um fogo com gasolina…

  • Henry Michkin says:

    Já tinha pensado escrever sobre esta situação e gostei de saber que há mais gente à qual não passa ao lado.A minha opinião se5rá então mais uma e é feita de acordos e desacordos em relação ao que já se disse. Acho que o "bluis" tem razão quando fala em nos informarmos bem antes de julgarmos, no entanto usar a expressão "ela já virava frangos à muito tempo" quando falamos de uma criança de 13 anos revela no mínimo incoerência, pois se o Polansky não deve ser julgado sem conhecimento dos factos muito menos o deve uma criança que, como a "Mi" refere e bem, não tem ainda a maturidade cognitiva suficiente para avaliar correctamente as situações e as suas consequências. Há uma razão pela qual só a partir dos 18 anos podemos ser considerados imputáveis, não é uma lei arbitrária. O tribunal o deve julgar (e ridícula sim é a demora deste julgamento) com base nos factos nas mesmas circunstâncias com que julgaria qualquer outro cidadão. Preocupante parece-me também este movimento pró-Polansky se tiver apenas por base um compadrio entre a classe artistica, como se de facto qualquer classe, seja ela económica, social ou profissional, pudésse estar acima da Lei. De resto e por fim sublinho por inteiro as palavras do João Gundersen, devemos deixar a justiça seguir o seu curso e não nos precipitar-mos.

  • Reboliço says:

    Este artigo no NYTimes mostra bem o amiguismo do caso, principalmente quando refere a posição da senhora Trintignant:
    http://www.nytimes.com/2009/10/04/weekinreview/04kimmelman.html?pagewanted=1&_r=2&ref=global-home

  • Capitu says:

    Mas quem disse que a justiça é igual para todos?

  • m. says:

    Pensei que estava sozinho e já me chamava a mim mesmo reacionário, fascista e ultra conservador, quando descobri que afinal não estava sozinho. É que até já estava com medo que o dr. Louçã me aparecesse em sonhos. Em pesadelos, digo.

  • PJ says:

    Sem querer julgar e só para contextualizar!
    Sou pouco culto e de uma geração mais abaixo da que é designada por rasca e, portanto, quase um dinossauro. Lembro-me de que na década de 70, no rescaldo do Maio de 68 e da militância "make love not war", sob o lema da quebra e erradicação dos tabus sexuais, se produziram filmes, imagens e literatura de que é um ícone p/ex. “Bilitis” – com "Lolita" como predecessor ainda nas décadas de 50 ou 60. "O sentido civilizacional que nos custou tanto a alcançar" como João Gundersen afirmou, parece antes evocar um imaginário cultural, bastas vezes, a tender para o pedófilo e, já agora, recato, têm tido os pedófilos, para as suas actividades, quase em permanência…consigo, ainda assim, perceber o lado compassivo do comentário e estou muito de acordo relativamente à afirmação de que quem foi vítima tem, agora, “afirmações apaziguadoras“. Este facto não devia deixar de ser levado em linha de conta.
    Compreendo toda a empatia que se sente por alguém que sofreu a atrocidade de ver a mulher grávida assassinada como foi o caso de Polanski. Quanto à afirmação/ideia/metáfora desculpabilizadora de bluis de que “ela já virava frangos há muito tempo“ foi bem refutada por Mi e implicitamente pela autora. A mim aquela metáfora pareceu, no mínimo, pornográfica – uma agressão a quem, indubitavelmente, foi vítima e contudo revela grande nobreza de carácter ao perdoar fazendo crer que, apesar dos maus tratos, cresceu, amadureceu e se tornou uma pessoa sã!
    A preto e branco, na vida, só o "cinema mudo" ao tempo de Charlie Chaplin parece conter alguma verdade…

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